Aplicativos, carreira, concursos, downloads, enfermagem, farmácia hospitalar, farmácia pública, história, humor, legislação, logística, medicina, novos medicamentos, novas tecnologias na área da saúde e muito mais!



sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Norma de fitoterápicos ganha novo texto para adequação

O maracujá teve alteração do nome para Passiflora incarnata L.
A Anvisa publicou nesta quinta-feira (27/11) uma atualização das normas de fitoterápicos, acompanhando o conhecimento científico atual
 
Uma das mudanças se refere à alteração do nome científico do maracujá. Com a publicação da nova Instrução Normativa 10/2014, o nome científico foi atualizado para Passiflora incarnata L., considerando que este é o nome mais utilizado internacionalmente, como, por exemplo, nas monografias da Organização Mundial da Saúde.
 
Inicialmente, a Instrução Normativa 02/2014 havia publicado o nome científico da planta medicinal como Passiflora edulis Sims, com base na indicação de especialistas botânicos e bases de dados internacionais que os dois nomes seriam sinônimos. No entanto, alguns questionamentos, além da orientação da Farmacopeia Brasileira, apontaram que não se tratavam de sinônimos, sendo necessária a correção.
 
Outra atualização é a publicação da RDC 66/2014 que traz os dizeres legais que devem acompanhar o folheto informativo do Produto Tradicional Fitoterápico. A informação precisou ser retificada, pois a RDC 26/2014 que instituiu o Produto Tradicional Fitoterápico não trouxe os dizeres legais obrigatórios.
 
Fonte: Assessoria de Imprensa da Anvisa/Coordenação de Medicamentos Fitoterápicos e Dinamizados

Saiba quais são os alimentos que promovem a longevidade

Três nozes por dia é um dos segredos da dieta das blue zones
Pesquisa analisou os hábitos das cidades com melhor qualidade de vida do mundo
 
O que Loma Linda, na Califórnia; Nicoya, na Costa Rica; Sardenha, na Itália; Ikaria, na Grécia; e Okinawa, no Japão, têm em comum? Essas são as cidades consideradas “blue zones”, lugares onde se tem uma qualidade de vida excepcional e pessoas vivem mais de 105 anos. A pesquisa que definiu esses lugares como os que mantêm um estilo de vida ideal foi realizada por um grupo de médicos, antropólogos e cientistas.
 
As cidades têm estilos de vida bastante diferentes, desde a cultura até a alimentação. A pesquisadora gaúcha Marina Maria Cabral estudou os hábitos de vida das cidades e garantiu: quem segue esse estilo vive mais e passa pelo processo de envelhecimento com menos doenças.
 
– A alimentação da população das blue zones é rica em frutas e verduras e com pouca gordura, mas também eles não comem até ficar totalmente satisfeitos, não fumam e investem em espiritualidade – diz a doutora em Gerontologia Biomédica.
 
Saibam quais são os alimentos que contribuem para a saúde e a longevidade:
 
Batata doce
Rica em fibras e antioxidantes, o tubérculo é conhecido pelo efeito anti-câncer e por ajudar na dieta de quem pretende emagrecer. Isso porque ela é um carboidrato complexo de baixo índice glicêmico, o que significa que ela libera glicose no sangue aos poucos sem estimular a produção de insulina. Portanto, quem come o alimento demora mais para sentir fome.
 
Algas
Também rica em anti-oxidantes, a alga atua na prevenção do câncer. É conhecida por ter  minerais como cálcio, ferro, iodo, potássio e magnésio, fundamentais para impulsionar a energia.
 
Feijão
Segundo Cabral, as dietas ricas em feijão e leguminosas têm demonstrado reduzir o risco de câncer de cólon e ataques do coração.
 
– Os feijões são ricos em flavonóides saudáveis e fibras e são uma excelente fonte de proteína – disse.
 
Grãos integrais
Fornecem fibra, minerais e também incluem antioxidantes. Eles têm função importante na redução do colesterol ruim.
 
Tofu
Ao contrário do pão processado, o tofu fornece proteínas, minerais e aminoácidos. Baixo em calorias, o alimento é feito a partir dos grãos da soja e tem a textura de um queijo cremoso.
 
– Ele é peça central do almoço ou do jantar de muitas culturas – conta Cabral.
 
Oleaginosas
Três nozes por dia é um dos segredos da dieta das blue zones. Uma pesquisa da Harvard School of Public Health mostrou que pessoas que comem nozes várias vezes ao dia têm menor risco de doença coronária.
 
Frutas e legumes
–  Uma dieta rica em vegetais e frutas é essencial para uma vida saudável. O ideal é comer, pelo menos, dois vegetais em cada refeição. Já as frutas devem ser consumidas como petiscos – explica a nutricionista.
 
Vinho tinto
Um cálice por dia, não mais do que isso, ajuda na prevenção de doenças cardíacas. A bebida contém polifenóis, que limpam as artérias e reduzem as chances de arterosclerose.
 
Zero Hora

Três xícaras de café por dia podem prevenir Alzheimer

A chance de desenvolver a doença, segundo os cientistas, cai 20% com a ingestão moderada da bebida
 
Beber de três a cinco xícaras de café por dia pode ajudar a proteger contra o Alzheimer, de acordo com pesquisa publicada pelo Instituto de Informação Científica sobre o Café, composto por empresas europeias. A chance de desenvolver a doença, segundo os cientistas, cai 20% com a ingestão moderada da bebida.
 
O Alzheimer afeta uma pessoa em cada 20 com idade superior a 65 anos em todo o mundo, relatam os pesquisadores. O estudo observa que uma dieta mediterrânea — que consiste em peixes, frutas frescas, vegetais, azeite de oliva e vinho tinto — tem sido associada a um risco reduzido de desenvolvimento da doença. A investigação sugere que os compostos chamados polifenóis são responsáveis por esse efeito. E os mesmos compostos também são encontrados em grandes quantidades no café.
 
A cafeína é outra substância que ajuda a prevenir a formação de placas amilóides — característica do Alzheimer. Além disso, tanto a cafeína quanto os polifenóis reduzem a inflamação e diminuem a deterioração das células do cérebro, especialmente as áreas relacionadas com memória.
 
— Os resultados são muito encorajadores e nos ajudam a compreender o papel que a nutrição pode desempenhar na prevenção do Alzheimer. Café é uma bebida muito popular, apreciada por milhões de pessoas — avalia a médica Iva Holmerova.
 
Estudos comprovam que a ingestão não exagerada de café pode trazer outros benefícios para a saúde, como: menor incidência de zumbido no ouvido, redução do risco de câncer de fígado e prevenção de doenças.
 
Zero Hora

Brasil tem carência de doação de medula óssea de negros, indígenas e asiáticos


Getty Images: Há carência de doadores de medula óssea
negros, asiáticos e índios
O País tem cerca de 3,5 milhões de doadores de medula, mas ainda há dificuldade de encontrar doadores com esses perfis
 
No Brasil, cerca de 70% de quem precisa de transplante de medula óssea encontra um doador. No entanto, a maioria dos doadores de medula óssea são de brancos, população que não é maioria no País. No entanto, geneticamente, a compatibilidade da medula também tem a ver com a raça em que a pessoa pertence. E, segundo a hematologista e presidente da Sociedade Brasileira de Transplantes de Medula Óssea (SBTMO), Lúcia Silla, há carência de doadores negros, indígenas e asiáticos. 
 
A chance de encontrar um doador dentro da própria raça é bem maior do que em raças diferentes, o que explica a preocupação pela falta de doadores. Segundo a hematologista, o Ministério da Saúde resolveu agora privilegiar a doação para determinadas raças, de forma em que o banco seja realmente variado e as chances das populações que não encontravam doadores aumentarem.
 
Geneticista do Hospital Albert Einstein, Ciro Martinhago explica que o que define se uma pessoa é compatível com a outra ou não é a região do HLA, que fica no cromossomo 6.

"São como bloquinhos de Lego, tem vários e de diferentes cores. Para ser compatível, a pessoa deve ter os bloquinhos da mesma cor", detalha o médico. Irmãos têm 25% de chance de ter o HLA um igual ao outro.
 
Cada ser humano carrega uma espécie de "código de barras". Para entender melhor, Martinhago explica que é como se as raças partissem de um ancestral em comum, o que faz com que a região de compatibilidade da medula óssea seja também semelhante. 
 
Se entre irmãos a chance de compatibilidade é de 25%, imagine em pessoas de raças diferentes, diz Martinhago. "Existe uma alta probabilidade de encontrar uma pessoa compatível em raças parecidas, por causa da ancestralidade das pessoas", explica o médico, que também é  diretor da Chromosome Medicina Genômica.
 
"Antes de ter a sociedade, as pessoas tinham a tendência de se reunirem em grupos étnicos". Quando aconteciam as recombinações, existia uma alta tendência de serem da mesma "família" étnica, o que tornaria um pouco mais fácil de encontrar a compatibilidade.
 
Há exemplos de comunidades, segundo o especialista, que vivem em clãs, com linhagens unidas por milhares de anos. "O DNA deles é como se fossem primos ou irmãos, parecidos idênticos", diz.
 
"Quando se foge disso, diminui a probabilidade. Imagine você não só mudar a família, mas a etnia também. A probabilidade de compatibilidade é muito menor". 
 
A presidente da SBTMO explica que há hemocentros em todos os Estados que estão preparados para receber doadores. "Tendo hemocentro, o voluntário pode ir lá se cadastrar como doador. A pessoa vai fazer o exame de sangue e depois as características serão enviadas para o Registro de Doadores de Medula Óssea [Redome]". A partir daí, quando um receptor compatível precisar da doação, o doador é contatado para fazer mais exames e confirmar se pode doar.
 
"As raças no Brasil estão mal representadas. O Brasil é um país majoritariamente negro, mas tem poucos negros doadores no banco", completa. 

iG

Cuidado com os olhos: alguns remédios podem causar catarata

Usar óculos de sol com proteção UV comprovada é importante
 para todas as idades quando se expor ao sol. A exposição
 excessiva aos raios UV é nociva
Todos os medicamentos podem provocar efeitos colaterais; alguns causam sensibilidade ao sol, condição que deve ser acompanhada por um oftalmologista
 
Os medicamentos receitados pelos médicos devem ser tomados segundo o que foi recomendado para que os problemas de saúde sejam sanados. Acontece que, alguns remédios podem deixar os olhos mais sensíveis aos raios UV, aproximando a catarata ou degeneração macular. O que fazer nesse caso?
 
Interromper a medicação é a pior decisão que alguém pode tomar. Se receitados pelo médico, tenha a certeza de que ele pesou os prós e contras e, para preservar a saúde e controlar um problema sério, receitou o fármaco. Quem toma medicamentos que podem causar efeitos nos olhos, no entanto, deve virar amigo do oftalmologista, não esquecendo de visitá-lo periodicamente para fazer um acompanhamento.
 
O que acontece depois da ingestão de certos medicamentos é simples, explica o médico Leôncio Queiroz Neto, oftalmologista do Instituto Penido Burnier. “Alguns aumentam a sensibilidade à luz solar, como antibióticos à base de eritromicina, alguns antialérgicos à base de Benzofenona e Prometazina, antiarrítmicos (como a Amiodarona), remédios para diabetes e até mesmo alguns anticoncepcionais”, explica. “Eles causam uma reação fotoalérgica em algumas pessoas, que ficam com mais intolerância à luz e passam a absorver mais radiação, por causa de um depósito que acontece nos olhos”.
 
Pode acontecer, então, essa fototoxidade. “Os atingidos são a mácula, na retina – ela tem o tamanho de uma cabeça de alfinete – e o cristalino, que vão absorver a radiação UV”, explica Queiroz Neto. Com o cristalino afetado, há perda de transparência, que é a catarata. “É parecido com o que a cortisona e diuréticos podem causar”, diz.
 
A oftalmologista Andréa Lima Barbosa, integrante do Conselho Brasileiro de Oftalmologia e Sociedade Brasileira de Retina e Vítreo, explica que o Roacutan, remédio usado para tratamento de acne, também deixa olhos sensíveis. Além disso, ela cita medicamentos dermatológicos para tratamento de vitiligo como responsáveis por sensibilizar os olhos. “Não recomendamos parar de tomar, mas sim fazer um acompanhamento com oftalmologista”, diz ela, que também atua na Clínica de Olhos São Francisco de Assis.
 
O antiarrítmico Amiodarona é um exemplo. Alguns desses medicamentos prejudicam a formação da lágrima, deixando o olho muito seco e sensível.
 
Queiroz Neto dá a dica de, quando for possível, tomar o medicamento que causa sensibilidade aos raios UV à noite, já que o pico plasmático de ação do remédio acontecerá bem longe da luz do sol. Usar óculos de sol durante o dia – ou óculos de grau com película protetora de raios UV – ajuda a manter o olho saudável.
 
Pessoas que têm fotofobia mais intensa, além de olhos claros e pele clara, devem redobrar os cuidados e não se expor ao sol sem proteção ocular.
 
É importante saber, no entanto, que um medicamento tomado hoje não vai causar catarata na semana que vem. É um processo contínuo, ele vai antecipar o aparecimento dela, mas isso não acontecerá antes de 10 anos, conta Queiroz Neto.
 
Quem toma medicamento há tempos, deve consultar um oftalmologista ao menos uma vez ao ano, para verificar a saúde ocular. O oftalmologista saberá tratar o problema sem que o tratamento com o outro médico seja interrompido.

iG