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sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Estudo sugere inclusão de medicamentos contra o câncer na lista da OMS

Especialistas brasileiros e de outros países entregaram à Organização Mundial da Saúde (OMS) estudo que sugere a inclusão de mais de 20 medicamentos para tratar o câncer na Lista-Modelo de Medicamentos Essenciais para Adultos (EML) e Crianças (eMLC)
 
Criada há 40 anos, a lista traz um conjunto de fármacos considerados fundamentais e que devem ser oferecidos no sistema público de todos os países. A revisão final, com base nas recomendações do grupo, ocorrerá em abril de 2015.
 
O tema foi tratado na sede da organização em Genebra, na Suíça, na semana passada. O pesquisador Gilberto Lopes, do Centro Paulista de Oncologia da Rede Oncoclínicas do Brasil, foi um dos líderes da força-tarefa que apresentou a lista de medicamentos essenciais. De volta ao Brasil, ele explicou que o trabalho foi desenvolvido durante cerca de um ano por mais de 80 especialistas dos cinco continentes.
 
“A lista está bem defasada, tem mais de dez anos. Então, fizemos um mapa para determinar as doenças mais comuns em relação ao câncer no mundo e os quimioterápicos que têm o maior impacto”, explicou. “Consideramos 22 drogas para os tipos de câncer mais frequentes, como os de pulmão, mama e cólon, e para algumas doenças raras, mas que podem ser curadas ou controladas por vários anos com medicamentos.” 
 
De acordo com Lopes, a inclusão dos 22 remédios contribuiria para promover o acesso global a pelo menos 80% das terapêuticas consideradas essenciais no enfrentamento do câncer.  O oncologista elogiou o Sistema Único de Saúde (SUS) brasileiro, que tem mais medicamentos essenciais no combate ao câncer do que a lista atual da OMS. “A lista da OMS ajuda muito a orientar países de baixa renda. O Brasil é um país de renda média, mas mesmo entre esses países, cobre mais medicamentos que alguns com o mesmo estágio de desenvolvimento”, comentou.
 
Lopes lembrou que o Brasil também se destacou no combate ao câncer ao incorporar a vacinação de meninas contra o HPV no sistema público, uma vez que muitos países de rendas média e alta ainda não incluíram essa vacina no sistema de saúde.
 
Entre os medicamentos sugeridos pela força-tarefa que já foram incorporados ao SUS estão o anticorpo monoclonal trastuzumabe e o inibidor de tirosina quinase imatinibe, para a leucemia mieloide crônica e o tumor gastrointestinal (GIST), muito eficazes contra o câncer de mama HER2 positivo.
 
Pelas conversas com os representantes da OMS, o oncologista acredita que a maioria das 22 drogas será aprovada pelo Comitê Executivo da entidade. “Eles consideram que uma droga tem benefícios se ajudar os pacientes a ter mais curas ou a viver mais tempo e foi isso que nos norteou em nossas escolhas”, disse. “Além disso, deve ser um medicamento fácil de administrar, que não precise de muito apoio em relação à infraestrutura, a exame de sangue e coisas mais complexas. O preço deixou de ser um critério de exclusão, mas o custo efetividade é considerado”, completou.
 
Agência Brasil

Lei Antifumo entra em vigor na próxima semana

Pouco mais de 11% da população brasileira são fumantes
Entra em vigor na próxima quarta-feira (3) a Lei Antifumo que proíbe, entre outras coisas, fumar em locais fechados, públicos e privados, de todo o país
 
Para especialistas, a medida é um avanço no combate ao hábito de fumar. Pouco mais de 11% da população brasileira são fumantes. No Dia Nacional de Combate ao Câncer, comemorado ontem (27), a informação vem reforçar as medidas de prevenção da doença.
 
Com a vigência da Lei 12.546, aprovada em 2011 mas regulamentada em 2014, fica proibido fumar cigarrilhas, charutos, cachimbos, narguilés e outros produtos em locais de uso coletivo, públicos ou privados, como hall e corredores de condomínio, restaurantes e clubes, mesmo que o ambiente esteja parcialmente fechado por uma parede, divisória, teto ou até toldo. Se os estabelecimentos comerciais desrespeitarem a norma, podem ser multados e até perder a licença de funcionamento.
 
A norma também extingue os fumódromos e acaba com a possibilidade de propaganda comercial de cigarros até mesmo nos pontos de venda, onde era permitida publicidade em displays. Fica permitida a exposição dos produtos, acompanhada por mensagens sobre os males provocados pelo fumo. Além disso, os fabricantes terão que aumentar os espaços para os avisos sobre os danos causados pelo tabaco, que deverão aparecer em 100% da face posterior das embalagens e de uma de suas laterais.
 
Será permitido fumar em casa, em áreas ao ar livre, parques, praças, em áreas abertas de estádios de futebol, em vias públicas e em tabacarias, que devem ser voltadas especificamente para esse fim. Entre as exceções também estão cultos religiosos, onde os fiéis poderão fumar, caso isso faça parte do ritual.
 
Nas Américas, segundo a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), 16 países já estabeleceram  ambientes livres de fumo em todos os locais públicos fechados e de trabalho: a Argentina, Barbados, o Canadá, Chile, a Colômbia, Costa Rica, o Equador, a Guatemala, Honduras, a Jamaica, o Panamá, Peru, Suriname, Trinidad e Tobago, o Uruguai e a Venezuela.
 
Dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca) mostram que cerca de 90% dos casos de câncer de pulmão, o mais comum de todos os tumores malignos, estão relacionados ao tabagismo. A instituição estima que em 2012 foram diagnosticados mais de 27 mil novos casos da doença, considerada “altamente letal”.
 
Segundo o epidemiologista e consultor médico da Fundação do Câncer, Alfredo Scaff, o hábito de fumar está ligado não só a cânceres no aparelho respiratório, mas também a outros como de bexiga e intestino e pode causar outras doenças, como hipertensão e doenças reumáticas.
 
“A gente sempre associa o hábito de fumar ao câncer, mas não é só o câncer, são quase 50 doenças que ele pode causar, direta ou indiretamente". Scaff lembrou que os males podem atingir a pessoa que fuma e a que está ao lado, o fumante passivo.
 
O epidemiologista conta que enquanto no fim da década de 80, uma pesquisa apontou que cerca de 35% da população adulta eram fumantes, esse número hoje gira em torno de 11%. Para ele, essa redução também se deve à legislação, que impede que as pessoas fumem em qualquer lugar, e às limitações de propaganda. “A entrada em vigor da Lei Antifumo vai limitar o lugar onde a pessoa pode fumar, isso já não permite que ela fume a todo momento. Só para lembrar, um tempo atrás, você podia fumar em avião, no ambiente de trabalho, dentro do cinema, em qualquer lugar podia puxar o cigarro”.
 
O especialista alerta que as pessoas precisam entender que o hábito de fumar é um vício, uma doença que precisa de tratamento. Ele ressalta que a rede pública disponibiliza em todo o Brasil medicamentos e insumos necessários para quem quer parar de fumar.
 
Para reforçar a importância da Lei Antifumo, a Fundação do Câncer, em parceria com a Aliança de Controle do Tabagismo, lança na semana que vem campanha informativa nas redes sociais. A campanha visa a conscientizar a população sobre o tema e repassar informações sobre a lei.
 
Agência Brasil

Número de adultos que fumam nos EUA tem queda histórica


O tabagismo é a principal causa evitável de doenças e
mortes nos EUA
Valor em 2013 foi o mais baixo desde o início da estatística, em 1965
 
A proporção de adultos que fumam na população dos Estados Unidos caiu para 17,8% em 2013, o valor mais baixo desde o início da estatística em 1965, anunciou na última terça-feira, 25 de novembro, o Centro de Controle e Prevenção de Doenças.
 
O número de fumantes passou de 45,1 milhões em 2005, quando 20,9% dos adultos fumavam no país, para 42,1 milhões em 2013, apesar do aumento da população no período.
 
Mas tabagismo permanece elevado em alguns grupos, principalmente entre os que vivem abaixo do limite de pobreza, os que têm os níveis de educação mais baixos, os ameríndios, os homens e as pessoas que vivem no Sul ou no centro do país, bem como entre os portadores de deficiência, apesar dos progressos nas estatísticas.
 
O tabagismo é a principal causa evitável de doenças e mortes nos EUA, onde mais de 480 mil casos ocorrem por ano.
 
*Agência Brasil, com informações da Agência Lusa
 
Zero Hora

Sete hábitos incorretos mantidos na cozinha

Lavar o frango antes de iniciar a preparação, por exemplo, pode causar intoxicações e infecções alimentares graves
 
Você faz o churrasco e não lava os espetos para que eles não enferrujem? Lava o frango antes de começar a preparar o almoço? Ou corta carne e brócolis na mesma tábua? Se a resposta é sim para qualquer uma dessas questões, então sua saúde está em perigo. A segurança alimentar é uma das grandes preocupações, principalmente em pessoas na terceira idade, que sofrem mais com intoxicações e infecções alimentares.
 
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), todos os anos, 1,8 milhão de pessoas morrem em decorrência da ingestão de alimentos contaminados.

Raquel Chesini, professora de Gastronomia da Unisinos e especialista em segurança alimentar, explica os sete principais hábitos errados que cometemos na cozinha e que podem prejudicar a saúde.
 
1. Cortar carnes cruas e vegetais na mesma tábua
Seja em tábua de madeira ou de plástico, cortar carne crua e, sem lavar, cortar vegetais no mesmo lugar é chamado de contaminação cruzada. As carnes cruas vêm com uma carga de micro-organismos que passam diretamente para os vegetais. Os micro-organismos da carne serão eliminados durante o cozimento, mas, como os vegetais são consumidos crus, levam para a mesa uma diversidade de problemas.
 
2. Não cuidar a temperatura dos alimentos
A ideia é fazer aquele frango, que está congelado, no jantar.
 
– Muitas pessoas estão acostumadas a tirarem o alimento do freezer bem cedo e deixá-lo na bancada da cozinha para descongelar em temperatura ambiente. E é exatamente isso que dá condições para os micro-organismos se multiplicarem. Assim como não se pode congelar nada quente, não se pode descongelar rápido – explica a professora.
 
O ideal é baixar do freezer à geladeira para que, ao longo do dia, o alimento adquira a forma ideal para cocção.
 
3. Lavar o frango
Uma campanha da agência de segurança alimentar britânica Food Standards Agency (FSA) alerta para os riscos de lavar o frango antes de iniciar a preparação. Chesini aponta que a água dá condições perfeitas para que os micro-organismos se multipliquem.
 
– Água e temperatura entre sete e 60 graus são condições ideais para proliferação de bactérias e tornar o alimento mais inseguro – aponta a especialista.
 
Esse hábito espalha a bactéria Campylobacter, que, quando em contato com o organismo humano, causa intoxicações alimentares severas que podem levar à morte.
 
4. Comprar comida colonial na beira da estrada
– Na verdade, é uma colônia de bactérias que se forma nesses ambientes. Pescados, leite e derivados, linguiças, mel e ovos devem ser comprados em estabelecimentos com inscrição, seja municipal, estadual ou federal.
 
5. Manter os ovos em ambientes abertos, mesmo na geladeira
Ovos devem ficar em potes com tampa. Os ovos fora da geladeira duram em média 22 dias; e, dentro, 30 dias. A salmonela, principal bactéria presente no alimento, só é eliminada com temperaturas acima dos 60 graus.
 
– Gema dura deve ser a principal regra. Nunca gema mole. A salmonela vive na casca do ovo e, quando quebramos a casca, ela entra no alimento e também causa doenças que podem levar à morte – indica Chesini.
 
6. Reaquecer a comida
A sobra de comida do almoço, muitas vezes, vai para a geladeira para ser requentada no jantar. Novos micro-organismos podem passar a viver nos alimentos. Portanto, o ideal é ferver a comida novamente e não apenas amorná-la.
 
7. Não limpar os espetos depois do churrasco
Aquela ideia de que espetos engordurados não enferrujam é verdade até certo ponto. Espetos sujos de gordura são ambientes ideais para manter bactérias que causam doenças seriíssimas. A dica é: lavar os espetos sempre logo depois de assar a carne, secá-los e passar um pouco de óleo.
 
Zero Hora

Estudiosos descobrem como bloquear a dor

Experimentos feitos com ratos animam cientistas
 
Um estudo publicado na revista Brain promete avanços no controle da dor. Cientistas da Saint Louis University, nos Estados Unidos, descobriram uma maneira de bloquear a dor em animais — inclusive aquela gerada por agentes quimioterápicos e pelo câncer ósseo.
 
O trabalho conduzido por Daniela Salvemini, professora de ciências farmacológicas e fisiológicas, demonstrou que ativar um receptor no cérebro e na medula espinhal neutraliza a dor crônica em ratos.
 
A ativação do receptor A3 previne ou reverte a dor que se desenvolve lentamente sem causar tolerância analgésica — o que acontece com o uso de remédios.
 
— A dor é um problema muito grande e causa sofrimento. Os tratamentos atuais são problemáticos porque causam efeitos colaterais intoleráveis, diminuem a qualidade de vida e não são suficientes para acabar com a dor — avalia a médica.
 
O próximo passo, conforme os cientistas, é o teste com humanos.
 
Zero Hora