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quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Novo sistema detecta até 20 patógenos causadores de diarreias agudas

Rotavirus
Equipamento está em avaliação com pesquisadores dos Estados Unidos, Austrália, Índia e África do Sul
 
Entre cinco laboratórios no mundo selecionados pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos e pela Fundação Bill & Melinda Gates, o Laboratório de Virologia Comparada e Ambiental do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) foi contemplado com um novo sistema para diagnosticar infecções gastrointestinais.
 
Capaz de detectar simultaneamente até 20 patógenos causadores de diarreias agudas, o equipamento também está em avaliação com pesquisadores dos Estados Unidos, Austrália, Índia e África do Sul.
 
“Atualmente, precisamos fazer uma análise individual das amostras para tentar identificar cada patógeno. Com este sistema, poderemos ter um método de diagnóstico mais rápido e eficiente no futuro”, explica o pesquisador do laboratório e representante da América Latina no grupo técnico de trabalho da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre rotavírus, José Paulo Gagliardi Leite.
 
Workshop
Para operar o novo sistema, um treinamento foi realizado no Laboratório de Virologia Comparada e Ambiental do IOC nos dias 19, 20 e 21 de novembro.
 
O workshop foi ministrado por Darwin Operario, pesquisador da Universidade da Virgínia (EUA), e acompanhado por Michael Bowen, responsável pelo Laboratório de Referência Global para Rotavírus no CDC; Fatima Serhan, coordenadora de Laboratórios para Vigilância de Novas Vacinas da OMS; e Gloria Rey, conselheira regional para Laboratórios em Doenças Evitáveis por Vacinas da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas). Além de José Paulo, os profissionais Eduardo Volotão e Irene Trigueiros participaram do treinamento.
 
De acordo com José Paulo, o equipamento realiza a identificação molecular dos patógenos por meio da detecção de seu DNA ou RNA. Todo o processo, desde a extração do material genético até a caracterização dos micro-organismos, leva cerca de seis horas.
 
Uma vez que se trata de uma técnica nova, os testes estão ocorrendo nos laboratórios selecionados nos cinco países e têm o objetivo de verificar a precisão dos resultados. Segundo José Paulo, no Laboratório de Virologia Comparada e Ambiental do IOC, 330 amostras serão submetidas a análises na nova plataforma até julho de 2015, quando será realizada uma reunião com todos os envolvidos no projeto.
 
“A partir destes resultados será possível promover as correções necessárias e validar o novo sistema para que ele possa ser utilizado na rotina da vigilância de infecções provocadas por rotavírus, norovírus e outros patógenos causadores de diarreia aguda”, afirma o pesquisador.
 
Mortalidade infantil
Identificar rapidamente os agentes causadores de infecções gastrointestinais é uma ação especialmente importante para reduzir a mortalidade infantil.
 
Segundo a OMS, as infecções por rotavírus ainda são a causa mais frequente de hospitalizações e mortes por diarreia aguda em crianças menores de cinco anos no mundo, mas este cenário vem sofrendo mudanças desde a introdução da vacina para a doença.
 
No Brasil, por exemplo, ela foi incluída no Programa Nacional de Imunizações em março de 2006. Desde então, bebês entre dois e seis meses recebem duas doses do imunizante e ficam protegidos contra a infecção grave.
 
Apenas nos três primeiros anos, a medida levou a uma redução de 22% nas mortes e de 17% nas internações provocadas por diarreia entre crianças menores de cinco anos. Os percentuais correspondem a cerca de 1,5 mil vidas salvas e 130 mil hospitalizações evitadas.
 
Agência Fiocruz

ANS alerta para venda de cartões pré-pagos de saúde

Cartilha adverte que estes tipos de serviços não garantem os mesmos benefícios e direitos existentes em convênios médicos por não serem regulamentados
 
Rio -  O anúncio é atraente: por parcelas de apenas R$ 18,90 por mês, é possível ter acesso a consultas médicas e exames da rede particular de saúde. Para o consumidor desavisado, pode parecer uma oportunidade barata para substituir o plano de saúde. Mas este tipo de serviço representa um risco quando o usuário precisa fazer tratamentos e exames mais complexos.
 
Foro Divulgação: Na internet, empresa anuncia cartões pré-pagos a preços baixos
                      
Terça-feira, a Agência Nacional de Saúde (ANS) lançou uma cartilha em que esclarece a diferença em relação aos planos de saúde. Os serviços de cartões de desconto e pré-pagos parecem um convênio médico, mas não são. Funciona da seguinte forma: o contratante recebe um cartão e, mediante o pagamento de uma mensalidade, pode fazer consultas e exames na rede particular, com preços mais baixos do que os valores cobrados normalmente.                       

Antes da consulta, o cliente faz recarga do cartão, da mesma forma que acontece na telefonia celular. A Vale Saúde, por exemplo, oferece consultas a R$ 63 e exames com desconto. Além do valor da mensalidade e da consulta, o cliente paga uma taxa de R$ 2,50 no momento da recarga.
 
A ANS esclarece que estes serviços não são regulamentados pela agência, por isso o cliente não terá os mesmos direitos que um usuário dos planos de saúde. Se ele precisar ficar internado no hospital ou de fazer um exame mais complicado, por exemplo, os cartões não oferecem cobertura.                     

“Todos os avanços que a sociedade conseguiu com a regulamentação dos planos não estão garantidos neste serviço. Os planos tem rol de cobertura atualizado de tempos em tempos. Estes cartões têm limite financeiro. Se você tiver doença que precisa de um tratamento de alto custo, a cobertura acaba”, explica Rafael Vinhas, gerente-geral de Estrutura e Operação dos Produtos da ANS.                     

Ele alerta ainda que as operadoras de planos de saúde não estão autorizadas a comercializar cartões e devem ser denunciadas, se isso ocorrer. “As operadoras não podem ter qualquer tipo de participação na venda desses cartões”, diz Vinhas.               
 
Foto Arte O Dia: Tabela comparativa entre planos
         
Simulação feita pela Proteste, entidade de defesa dos direitos do consumidor, mostra que o barato pode sair caro se o usuário dos cartões precisar de serviços mais complexos. Uma conta feita para uma paciente de 35 anos, por exemplo, que precisa de três consultas e um exame de endoscopia mostrou que, pelo cartão pré-pago, a fatura no final do mês sai por R$ 535,48. Se os procedimentos fossem cobertos pelo plano de saúde, o valor seria de R$ 341,87 (56%).

Confira o conteúdo da cartilha abaixo e imprima a sua aqui.

Cartão de Desconto e Cartão-Pré-Pago
Algumas empresas estão oferecendo para a população o Cartão de Desconto e o Cartão-Pré-Pago de saúde. Mas é preciso ficar de olho para saber se as necessidades serão realmente atendidas quando mais precisar.

O que é Cartão Desconto?
Neste serviço, você paga um valor (“taxa de adesão” ou “mensalidade” ou “anuidade”, entre outros) para a empresa que o vendeu e recebe um cartão de identificação para pagar, com desconto, consultas ou outros serviços médicos.

A forma de pagamento é negociada entre você e o estabelecimento responsável pelo serviço médico (dinheiro, cheque, cartão etc.).

O que é Cartão Pré-Pago?
Neste serviço, você paga uma quantia (“taxa de adesão” ou “anuidade” ou “mensalidade”) para ter acesso ao serviço, e, além disso, precisa carregar o cartão com um valor livre ou mesmo determinado pela empresa que o vendeu.

Com os valores depositados no cartão, você pode pagar consultas ou outros serviços médicos com desconto em estabelecimentos indicados pela empresa.

Por que devo ter atenção ao adquirir um cartão de desconto ou um cartão pré-pago?
Porque o cartão de desconto e o cartão pré-pago não garantem o acesso ilimitado aos serviços garantidos pelo plano de saúde.

Dependendo do valor que você carregar no cartão, poderá até realizar alguns procedimentos. Mas, quando precisar de um serviço médico de alto custo, provavelmente, o valor não será suficiente para permitir o seu atendimento, e aí a empresa que vende o cartão não tem nenhuma responsabilidade.

Logo, caberá a você assumir este custo de forma integral, como por exemplo, na hora de fazer um exame, quando precisar de um atendimento de emergência ou qualquer outro serviço médico.

E se alguma operadora de plano de saúde fizer um cartão de desconto ou me oferecer um cartão pré-pago? Meu atendimento é garantido?
Operadoras de plano de saúde não podem se associar ou oferecer esse tipo de serviço. O apoio de alguma operadora não oferece nenhuma garantia. Se você souber de alguma operadora divulgando o cartão-desconto ou o cartão pré-pago,denuncie na ANS!

Caso você tenha alguma dúvida se o serviço que comprou é um plano de saúde ou não, ou se a empresa é registrada, entre em contato com a ANS em no site ou Disque ANS 0800 701 9656.
 
O Dia / Agência Nacional de Saúde Suplementar

Cientistas criam bafômetro para maconha no trânsito

O consumo de drogas afeta habilidades de condução
das pessoas
Aparelho desenvolvido por pesquisadores de Washington (EUA) detecta THC nos motoristas
 
Dirigir sob influência de drogas é ilegal em vários países, inclusive no Brasil. Mas até hoje, os policiais precisam esperar por exames de sangue para confirmar se um motorista está sob efeitos de entorpecentes, o que pode levar até 24 horas, o que faz com que a fiscalização não seja eficaz.
 
Agora, pesquisadores da Universidade do Estado de Washington, nos Estados Unidos, desenvolveram um bafômetro capaz de detectar o THC, princípio ativo da Cannabis sativa, com resultados gerados quase que imediatamente. O gadget usa a tecnologia de espectrometria de massa por íons, que é usada por profissionais de segurança de aeroportos para detectar drogas e explosivos.
 
O protótipo, que poderá ser testado em humanos já no próximo ano, não é projetado para calcular o “quão drogado” um condutor pode estar, mas simplesmente para confirmar se eles têm THC em seus corpos.
 
A intenção é, no caso do teste acusar níveis de THC, o motorista ser direcionado a um exame de sangue que poderia ser usado como prova em tribunal. O consumo de drogas afeta habilidades de condução das pessoas, e pode dar-lhes tempos de reação mais lentos, náuseas, alucinações, ataques de pânico, paranoia, tontura, fadiga e dificuldade de concentração, o que poderia aumentar as chances de um acidente.
 
A pesquisa da Universidade do Estado de Washington poderá, em breve, ajudar a Patrulha do Estado de Washington.
 
O Dia

9 problemas que o fumo passivo causa nas crianças

As doenças respiratórias estão no topo da lista, mas a inalação da fumaça do cigarro pode provocar outros prejuízos, como comportamento agressivo e perda auditiva
 
Agora é lei: a partir desta quarta-feira (03), fica proibido fumar em locais fechados, públicos e privados. A medida, que é válida em todo o território nacional, segue o exemplo de determinações vigentes em vários países do mundo e em diversos Estados e municípios brasileiros que já têm legislação sobre o assunto. A Lei Antifumo proíbe também os “fumódromos”, locais reservados aos fumantes, e a propaganda comercial de cigarro.
 
Além de desencorajar o tabagismo, a nova lei visa diminuir os prejuízos do cigarro em uma parcela da população que sofre as consequências do fumo sem ter optado pelo hábito: o fumante passivo.
 
De acordo com o professor do Departamento de Pediatria da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) e pneumologista do Hospital Israelita Albert Einstein Joaquim Carlos Rodrigues, qualquer contato com a fumaça do cigarro pode ser considerado fumo passivo.
 
“O feto pode receber produtos do tabaco pela placenta da mãe que é fumante. E a criança exposta aos familiares fumantes no domicilio, em qualquer ambiente onde a fumaça pode ser inalada ou deixar resíduos, incluindo as vestimentas dos pais ou cuidadores, também é atingida pelo fumo passivo”, explica.
 
E não são poucas as crianças expostas ao cigarro. “Fizemos um estudo localizado em Porto Alegre que mostra que de 30% a 50% dos domicílios com criança em idade escolar têm algum fumante.
 
Além disso, a pesquisa aponta que 20% das gestantes fumam durante a gestação”, afirma o pneumologista pediátrico Paulo Pitrez, diretor do Centro Infantil do Instituto de Pesquisas Biomédicas da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS). Em 2010, a Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou dados alarmantes. Segundo a entidade, 40% das vítimas do fumo passivo no Brasil eram crianças.
 
Conscientização
Os problemas mais comuns apontados pelos médicos são as doenças respiratórias, como asma, tosse crônica e chiado no peito recorrente. Mas, mesmo diante de explicações e orientações dos profissionais, nem sempre os fumantes se conscientizam sobre os prejuízos que seus hábitos podem causar nas crianças.
 
“Diversos fatores desencadeiam doenças respiratórias nas crianças e o fumo é um deles. Muitos pais fumam perto dos filhos que apresentam problemas respiratórios e, mesmo assim, se negam a entender que contribuem para a doença do filho. É complicado explicar que eles estão fazendo mal aos próprios filhos, eles não admitem”, afirma Christine Tamar, pediatra especialista em pneumologia pediátrica e Chefe do Serviço de Pediatria do Complexo Hospitalar de Niterói (CHN).
 
Apesar da vontade quase inevitável de culpar o fumante por seus hábitos ruins, Maria de Fátima B.
 
Pombo March, do departamento de Pneumologia da Sociedade Brasileira de Pediatria, pede calma e lembra que o tabagismo é uma doença. “Devemos entender que o fumante precisa ter acesso a ajuda médica e psicológica para abandonar o vício, pois muitos se conscientizam do problema, mas não conseguem evitá-lo por conta própria”, ressalta.
 
Agradecimentos: Paulo Pitrez, pneumologista pediátrico e diretor do Centro Infantil do Instituto de Pesquisas Biomédicas da PUC-RS; Joaquim Carlos Rodrigues, professor do Departamento de Pediatria da Faculdade de Medicina da USP e pneumologista do Hospital Israelita Albert Einstein; Christine Tamar, pediatra especialista em pneumologia pediátrica e Chefe do Serviço de Pediatria do Complexo Hospitalar de Niterói (CHN); Maria de Fátima B. Pombo March, do departamento de Pneumologia da Sociedade Brasileira de Pediatria.
 
Veja, na galeria de fotos, nove problemas apontados pelos especialistas consultados pelo Delas que o fumo passivo causa nas crianças:
 
- Doenças respiratórias: tosse crônica, chiado no peito recorrente, asma e pneumonia são exemplos de problemas que o cigarro pode desencadear ou piorar
 
- Crianças expostas ao fumo passivo têm cinco vezes mais chance de sofrerem da Síndrome da Morte Súbita Infantil
 
- De acordo com um estudo canadense, crianças expostas ao cigarro podem apresentar mudanças de comportamento, se tornando mais agressivas e antissociais
 
- Estudo feito pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo mostra que crianças expostas ao fumo passivo podem apresentar problemas auditivos
 
- Estudo da Universidade de Nottingham, no Reino Unido, aponta que o risco do bebê desenvolver meningite é três vezes maior se a mãe fumou durante a gestação
 
- Quando adultas, crianças que foram expostas ao fumo passivo podem ter maior risco de apresentar doenças cardíacas
 
- O recém-nascido pode ter o desenvolvimento pulmonar comprometido quando a mãe fuma na gravidez
 
- O mau exemplo também é apontado como um problema que o fumo dentro de casa ou perto de crianças pode causar. Elas podem minimizar as consequências do hábito
 
- Pesquisadores da USP apontaram que o peso do recém-nascido de mães fumantes era significativamente menor do que o de mães que não fumavam

Delas

Lei Antifumo entra em vigor e proíbe fumódromos e propaganda de cigarro

Thinkstock: Consumo de tabaco só poderá ser feito
dentro de casa e espaços abertos de lugares públicos
Até então, proibição de cigarro e similares em lugares fechados era limitada a oito Estados; indústria deve adequar embalagens
 
Agora é nacional. Entra em vigor, nesta quarta-feira (3), a Lei Antifumo que passa a proibir em todos os Estados do País o consumo de cigarros, charutos, cachimbos, narguilés e similares em lugares de uso coletivo, tanto público quanto privados, incluindo o veto a fumódromos em áreas abertas e de publicidade dos produtos em pontos de venda.
 
Sancionada pela presidente Dilma Rousseff em 2011, a Lei 12.546 é semelhante àquela já aplicada há alguns anos em unidades da federação, mas com multas ainda mais pesadas para proprietários de estabelecimentos que a desrespeitarem. A penalidade parte de R$ 2 mil, podendo chegar a R$ 1,5 milhão.
 
O consumo de tabaco e similares agora só poderá ser feito em casa e áreas ao ar livre públicas, como ruas, parques, praças e praias; espaços abertos de estádios de futebol, tabacarias e cultos religiosos que utilizem fumo em seus rituais. Hall e corredores de restaurantes, clubes e até condomínios passam a ter o uso totalmente vetado, mesmo quando em áreas ao ar livre. Fumar sob toldos também passa a ser proibido.
 
Além da redução de espaço ao fumante, que pela norma praticamente só poderá fumar sob a chuva em dias de temporal, a indústria tabagista também ganha novas exigências para sua atuação. A exposição dos produtos, que não podem mais ser anunciados nos pontos de venda, só poderá ser feita quando acompanhada por mensagens sobre malefícios do fumo em 20% de todo o mostruário. Os espaços sobre os danos causados pelo tabaco também serão maiores nas embalagens, ocupando 100% de sua face posterior e inteiramente uma de suas laterais.
 

Imagem de câncer de pulmão: 90% dos casos da doença
 têm relação com o tabagismo
A partir de 2016, as exigências devem aumentar ainda mais: um texto de advertência sobre os problemas ocasionados pelo fumo é previsto para ser adicionado em 30% da parte frontal da embalagem do produto, que por ora permanece sem alertas. Desta forma, quase 20 anos após a primeira restrição nacional à publicidade de cigarros e afins, o Brasil se aproxima cada vez mais dos países com normas mais rígidas em relação ao tabaco – caso da Austrália, onde uma lei de 2012 padronizou o design dos maços e caixas de todas as marcas, com logotipos sendo banidos e a introdução de alertas de textos e fotos ao redor de toda a embalagem.
 
Até então, apenas oito Estados do Brasil aplicavam leis antifumo próprias. São Paulo foi o primeiro a colocar a sua em vigor, em 2009, recebida com amplo apoio da população. No entanto, apesar das regras, o Estado acabou perdendo na Justiça o direito de proibir fumódromos em bares e casas noturnas – o que pode acabar ocorrendo com a norma nacional, que também prevê o veto. Ao território paulista logo se juntaram Rio de Janeiro, Rondônia, Roraima, Amazonas, Mato Grosso, Paraíba e Paraná. Agora, no entanto, o que passa a valer é a lei nacional, que é soberana, se sobrepondo às das unidades federativas do País.
 
De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), 90% dos casos de câncer de pulmão estão relacionados ao tabagismo. Além disso, tumores na bexiga, no intestino, entre outros, além de doenças cardíacas, hipertensão e reumatismo também têm relação com o fumo.
 
Em abril, o Ministério da Saúde divulgou um levantamento que mostrou uma queda de 28% no número de fumantes no Brasil entre 2006 e 2013. Em relação a 1989, 25 anos atrás, quando 34,8% da população fumava, a queda foi de três vezes. Ainda assim, fumar ainda é um hábito mantido por mais de 14 milhões de brasileiros, o equivalente a 11,3% da população de adultos no País. A meta do Ministério da Saúde é chegar a 9% até 2022.
 
iG