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sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Manifestantes pedem liberação de novos remédios contra hepatite C

Remédios ainda estão sendo avaliados pela Anvisa, mas podem reduzir em até 60% o custo no tratamento da doença
 
Cerca de 50 pessoas se reuniram nesta quinta (4) em frente ao prédio do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais, do Ministério da Saúde, para pressionar por rapidez na aprovação de três novos medicamentos usados no tratamento de hepatite C: sofosbuvir, simeprevir e daclatasvir.
 
Os remédios ainda estão sendo avaliados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), mas deverão chegar ao Brasil por um preço inferior ao cobrado nos Estados Unidos e podem reduzir em até 60% por paciente o custo no tratamento da doença, segundo o presidente do Grupo Otimismo de Apoio ao Portador de Hepatite, Carlos Varaldo.
 
"Com essa diminuição no custo para cada pessoa cadastrada no SUS, vai ser possível que mais pessoas sejam tratadas pela rede pública com a mesma verba destinada hoje para esse fim. E isso sem falar dos benefícios no uso desses medicamentos, que têm efeitos colaterais muito menos agressivos e uma resposta mais concreta para a cura da hepatite C, chegando a curar 95 por cento dos casos tratados", afirmou Varaldo.
 
O Ministério da Saúde informou que a aprovação definitiva para o uso no SUS, no entanto, dependerá da avaliação pela Conitec (Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS) e da finalização do processo de registro pela Anvisa. Segundo o Diretor do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais, Fábio Mesquita, "a demora nesse processo é consequência da complexidade da legislação brasileira. Ainda assim, solicitamos à Anvisa que dê prioridade em registrar esses medicamentos, porque se trata de um interesse estratégico para o SUS e para seus pacientes".
 
De acordo com o grupo de apoio ao portador de hepatite, os remédios utilizados hoje causam problemas colaterais graves para a saúde do paciente, que pode, muitas vezes, ser obrigado a suspender o tratamento por causa dos riscos. É o que afirma o advogado Nilton Perillo, que tem a doença e já passou pelo tratamento atual. "Eu mesmo tive anemia aguda pelo uso de Ribavirina. Sei de pessoas que tiveram que abandonar o tratamento, por recomendação médica, por causa da agressividade desses remédios", disse.
 
Até o fechamento dessa reportagem, a Anvisa não havia respondido à Agência Brasil sobre o assunto.
 
Agência Brasil

Doação de sangue por homens gays divide opiniões nos Estados Unidos

Divulgação
Homens gays não doam sangue nos EUA
Após dois dias de discussões calorosas entre especialistas americanos, não se chegou à conclusão definitiva sobre a possibilidade de derrubar o veto, em vigor desde 1983
 
De um lado, os que defendem a derrubada do veto estabelecido em 1983, auge da epidemia da Aids. De outro os que querem que os gays sigam proibidos de doar sangue, pela ameaça, mesmo mínima, de contaminação do sangue pelo vírus HIV. Uma terceira via sugere ainda que a mesma regra que estabelece abstinência sexual de 12 meses para os doadores seja adotada para todos, homossexuais ou não, que pratiquem sexo de risco.
 
O FDA (Food and Drug Administration), órgão regulador da saúde nos EUA, vai debater os pontos levantados pelos 17 membros do painel de discussão, realizado nesta semana em Washington, mas ainda não decidiu o que fazer sobre o assunto. "A reunião forneceu informações valiosas e perspectivas que vão ser levadas em consideração pelo FDA", disse à agência AFP a porta-voz Jennifer Rodriguez. "Enquanto revemos nossa política de doação de sangue, a principal preocupação do FDA é continuar a garantir a segurança do sangue e seus derivados fornecidos para os pacientes.”
 
Alguns participantes se disseram relutantes em derrubar a proibição estabelecida em 1983, apesar do intenso debate que o veto provocou nos últimos anos. Outros membros são a favor de derrubá-lo. "A comunidade do banco de sangue analisou os dados e sente que pode cientificamente e clinicamente apoiar a mudança”, disse o médico Toby Simon. Outros temem que relaxar a política de doação poderia aumentar o risco de transmissão durante transfusões de sangue.
 
Um número crescente de médicos e juristas afirma que a restrição está desatualizada, já que testes sofisticados para detecção do vírus HIV que existem hoje podem atestar a segurança da doação de sangue por homens gays. Os que se opõem à proibição dizem ainda que ela estigmatiza os gays e remete a uma época em que a epidemia de Aids estava se espalhando rapidamente na comunidade gay, o que provocou medo generalizado sobre a infecção mortal de que na época se sabia muito pouco.

Defensor da manutenção do veto à doação de sangue por homens homossexuais, Kenrad Nelson, professor de epidemiologia, saúde e medicina no hospital Johns Hopkins explica seu ponto de vista. "Mesmo que o sangue doado leve a apenas um ou dois casos de infecção pelo HIV, isso não é aceitável."

Um ano sem sexo
Um comitê consultivo para o Departamento de Saúde e Serviços Humanos recomendou recentemente a substituição da proibição por um período de abstinência de 12 meses para os homens que têm relações sexuais com homens.

Nesse caso, os homens gays sexualmente ativos ainda seriam proibidos de doar sangue, mas aqueles que não tiveram relações sexuais com outros homens no último ano estariam autorizados a doar. Política semelhante foi adotada na Austrália, Grã-Bretanha e Japão.
 
Um representante da Campanha dos Direitos Humanos que atua em defesa da comunidade gay disse que os Estados Unidos entrarem nessa lista seria um passo positivo, mas que a regra deveria ser aplicada a todas as pessoas envolvidas em práticas sexuais de risco, independente da orientação sexual.

iG

Justiça italiana confirma multa de 180 milhões de euros a Novartis e Roche

A Justiça italiana confirmou nesta terça-feira a multa de 180 milhões de euros imposta em março às farmacêuticas Roche e Novartis por supostamente terem colaborado na venda a preço abusivo de um remédio para combater a degeneração macular
 
Em março, a Autoridade Italiana Antimonopólio condenou a Novartis a uma multa de 92 milhões de euros e de 90 milhões de euros à Roche ao considerar que ambas estabeleceram um acordo para promover o uso de um remédio mais caro.
 
“Os dois grupos colaboraram de forma ilícita para dificultar a divulgação de um remédio muito econômico, o Avastin, a favor de outro muito mais caro, o Lucentis”, detalhou a Autoridade Italiana Antimonopólio em comunicado.
 
As duas farmacêuticas recorreram à sanção, mas sem sucesso. Nesta terça-feira, o Tribunal Administrativo Regional de Lácio ratificou a decisão do órgão italiano, segundo a imprensa local.
 
Até agora, sempre foi utilizado o Lucentis, um remédio da Novartis, para o tratamento da degeneração macular associada à idade, a principal causa de cegueira em pessoas com mais de 60 anos, que custa 700 euros.
 
Enquanto isso, já existia o Avastin, criado pela Roche, um antitumoral que custa 10 euros e é considerado equivalente de acordo com pesquisas internacionais. No entanto, o Avastin não obteve o certificado por parte da Agência Italiana de Fármacos (AIFA) para ser usado em casos de degeneração macular, que recebeu alguns relatórios negativos sobre o produto.
 
Os primeiros a denunciar o caso foram os médicos da Sociedade de Oftalmologia Italiana (SOI).
 
Segundo informações de março da imprensa italiana, o acordo entre as empresas teria custado à saúde pública italiana 45 milhões de euros em 2012, quantia que poderia aumentar até 600 milhões de euros por ano no futuro.
 
R7

Quer emagrecer? Veja 15 dicas para acelerar o metabolismo

Quer emagrecer? Veja 15 dicas para acelerar o metabolismoExcesso de alimentos termogênicos pode dar o efeito rebote, já que prejudica o sono, que é essencial para o metabolismo
 
Para quem quer chegar ao verão literalmente mais leve, fazer dieta e praticar exercícios físicos é importante. No entanto, atentar-se a algumas dicas para acelerar o metabolismo pode dar uma turbinada na meta, fazendo com que calorias sejam gastas mesmo em repouso. 
 
A nutróloga Liliane Oppermann, membro da Associação Brasileira de Nutrologia (Abran) ensina alguns truques e mudança de hábitos que deixam o metabolismo mais ativo.
 
Veja:
 
1 - Beba água: a falta de água prejudica o metabolismo. Mantenha uma garrafinha perto de você o tempo todo.
 
2 - Use alimentos termogênicos com moderação: usar demais causa efeito rebote, pois tira o sono e prejudica o metabolismo.
 
3 - Durma bem: a falta de um bom sono dificulta o processo de emagrecimento e deixa o metabolismo mais lento.
 
4 - Coma mais alimentos fibrosos: os de baixa caloria, como brócolis, vagem e abobrinha otimizam a digestão e ajudam no metabolismo.
 
5 - Tenha um hobbie: sair da rotina é ótimo para manter a motivação em um bom estilo de vida.
 
6 - Pratique atividade física: aumentam a longevidade e diminuem o estresse, além de acelerar o metabolismo.
 
7 - Coma de três em três horas: assim evita-se exagerar em refeições principais, além de acelerar o metabolismo.
 
8 - Evite refrigerantes: os consumo de refrigerantes está relacionado ao desenvolvimento do diabetes e obesidade. Os lights estão ligados à problemas renais. Eles desaceleram o metabolismo.
 
9 - Coma mais frutas: o ideal é comê-las nos lanches intermediários ou como entrada de almoço ou jantar. As frutas têm antioxidantes que aceleram o metabolismo.
 
10 - Pare de fumar imediatamente: além de muitos problemas, ele diminui a percepção do paladar e prejudica o metabolismo.
 
11 - Evite comer doces: e, se for comer, prefira frutas ou chocolate 70% cacau.
 
12 - Coma mais salada: esse é um truque para comer 15% a menos do prato principal.
 
13 - Tome café da manhã: depois do jejum da noite de sono, é fundamental tomar café da manhã. Ele dará mais disposição, inclusive para atividade física.
 
14 - Coma com prazer: saborear alimentos saudáveis e variados ajuda bastante.
 
15 - Mastigue bem os alimentos: sem a boa mastigação, a digestão fica incompleta.
 
iG

ONU denuncia que 225 milhões de mulheres não têm acesso a contraceptivos

Mais de 225 milhões de mulheres não têm acesso a métodos contraceptivos em muitos países em desenvolvimento, segundo um relatório apresentado nesta quinta-feira (4) pela ONU em Londres
 
O documento, elaborado pelo Instituto Guttmacher, dos EUA, e aprovado pelo Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), mostra que com uma despesa anual de US$ 25 por mulher, seria possível facilitar o atendimento em matéria reprodutiva.
 
O relatório estima que 290 mil mulheres morrem a cada ano nos países em desenvolvimento por conta de complicações relacionadas com a gravidez, enquanto 2,9 milhões de recém-nascidos falecem no primeiro mês de vida, números que poderiam ser evitados com “um atendimento médico adequado”.
 
Neste sentido, uma das doenças mais problemáticas é a Aids, já que a transmissão de mãe para filho aumentou de maneira preocupante nos últimos dez anos, pois em muitos casos as mulheres desconhecem que estão infectadas e carecem de tratamentos.
 
O estudo apresentado hoje pelo diretor-executivo do UNFPA, Babatunde Osotimehin, solicita um “maior investimento”, assim como “um maior envolvimento” dos governos para cobrir as necessidades de serviços de saúde sexual e reprodutivo de mulheres que vivem em países em desenvolvimento.
 
UOL