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terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Para evitar a transmissão do vírus febre chikungunya, é fundamental eliminar os focos dos mosquitos

Mais de mil e trezentos casos da febre chikungunya foram registrados no Brasil em 2014. Quase todas essas pessoas contraíram a doença no Brasil, pois não viajaram para países onde a doença está sendo transmitida
 
Em Oiapoque, no Amapá, foram 531 casos registrados. A coordenadora de Vigilância Epidemiológica do município, Geane Borges, diz o que está sendo feito no município para impedir que mais pessoas peguem a febre chikungunya.
 
"Fizemos parceria com a Defesa Civil, Exército Brasileiro, Endemias e a Vigilância Epidemiológica, para o combate ao chikungunya. Primeiro nós trabalhamos a educação. Nós convocamos todos os agentes comunitários de saúde para comunicar a população de que nós estávamos sendo vítimas de um surto epidêmico da febre chikungunya, que foi detectado que era através do lixo. Aí começamos as medidas, com, limpeza da cidade, orientação para a população, implantação de mosqueteiros impregnados e começamos a intensificação do trabalho de notificação."
 
O Ministério da Saúde recomenda o reforço de ações para eliminar focos de criação dos mosquitos transmissores da febre chikungunya em cada região do país, já que um deles é o mesmo que transmite a dengue. O ministro da saúde, Arthur Chioro, ressalta que as medidas de prevenção devem ser responsabilidade de todos.
 
"Nos lugares onde as pessoas forem fazer armazenamento de água é importantíssimo que sejam tomadas as medidas de proteção: a cobertura com tela, tampar o vasilhame que acondiciona a água, e assim por diante. A nossa arma mais importante continua sendo a mobilização da sociedade, das autoridades públicas, dos profissionais de saúde, mas principalmente, de cada cidadão, no sentido de prevenir a criação do mosquito na sua casa, no seu quintal, na sua vida."
 
O técnico em agroindústria, José Alexandre Ferreira, 64 anos, mora em Oiapoque, Amapá. Ele soube da existência da febre chikungunya há pouco tempo, mas garante que está atento às medidas de prevenção.

"De início eu mandei limpar todo o quintal, tirar todo o lixo, madeira, entulho que tivesse nele, mandei limpar tudo. Então hoje o quintal está todo limpo e eu mantenho ele sempre limpo, sem entulho. E dentro de casa, água em vasilha eu deixo seco, agente usa o repelente e usa o inseticida."
 
Para evitar a transmissão da chikungunya, é fundamental eliminar os focos de criação do mosquito transmissor da doença. As medidas de prevenção são as mesmas que devem ser adotadas no combate à dengue, ou seja, evitar o acúmulo de água parada em vasilhames no quintal, vasos de planta e demais objetos, como pneus velhos, por exemplo. 
 

Rede Social ajuda pacientes na luta contra o câncer

Iniciativa inédita no Brasil para pacientes com leucemia, linfoma e demais manifestações onco-hematológicas, Amar a Vida -  é uma rede social colaborativa, fruto de uma parceria entre a Abrale – Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia, a IBM e a consultoria V&B Officeware
 
Concebida para pacientes, familiares, médicos, profissionais de saúde e a todos os interessados no assunto que buscam um ambiente para trocar ideias, conhecimentos, indicações, além de mostrar e discutir soluções abordando as diversas perspectivas que envolvem enfermidades graves.
 
No Brasil, segundo o Ministério da Saúde, estima-se uma média de 577 mil novos casos de câncer em 2014. Já, de acordo com a Abrale, cerca de 10% desse total são de algum tipo de câncer no sangue. Portanto, a ideia da rede Amar a Vida é desmistificar e esclarecer sobre as doenças do sangue, em especial o câncer.
 
Como proposta a rede vem incentivar debates sobre o assunto, conscientizar e alertar os pacientes a respeito da importância de determinados cuidados e tratamentos, além de abrir espaço para discussão de dimensões que vão além das próprias doenças, como os aspectos sociais, familiares e psicológicos.
 
Isso por meio de comunidades criadas pelos participantes da rede, que abordam os temas considerados mais relevantes pelos próprios integrantes. Sobretudo, Amar a Vida busca ser um ambiente de esperança e um lugar onde os pacientes possam se sentir à vontade para expor suas questões. A Abrale respalda todo o processo proporcionando suporte para pacientes e seus familiares e atuando como moderadora da rede.
 
“A Rede Amar a Vida é uma plataforma para ajudar quem tem que lidar com o desafio de uma doença oncológica e auxiliar na tomada de decisões durante esse percurso. Os pacientes poderão dividir suas histórias e ter acesso às informações sobre o tema. Médicos e profissionais da saúde também terão espaço para trocar conhecimentos dentro da rede”, ressalta a presidente da Abrale, Merula Steagall.
 
Amar a Vida já nasce com cerca de 30 comunidades que exploram diferentes ângulos: Todos juntos contra o câncer; Gravidez, Sexualidade e Fertilidade; Cuidados Paliativos; Alimentação e câncer; Direitos dos Pacientes com câncer; Testemunhos de superação; Mães e Pais de Pacientes Diagnosticados com câncer; Lidando com a perda; Câncer e beleza; Mielodisplasia; Leucemia; Mieloma Múltiplo, Talassemia; Mieloproliferativas; Trombocitopenia Imune Primária, entre outras.
 
Para o futuro, a ideia é que a rede esteja preparada para alcançar toda a América Latina, envolvendo, assim, as organizações filiadas à Alianza Latina.
 
Fonte: Divulgação/ Amar a Vida / Blog da Saúde

Anvisa aprova mais dois genéricos inéditos para o mercado

Os genéricos têm um preço pelo menos 35% inferior ao valor
de tabela do produto de referência.
Dois novos genéricos, ainda inéditos no mercado, ganharam registro da Anvisa e vão dar mais alternativas para médicos e pacientes
 
Os produtos são a Nitazoxanida e o Cloridrato de Mebeverina. Os dois medicamentos são de substâncias que ainda não tinham concorrentes no mercado. Assim, os pacientes tinham apenas a opção do produto de marca para realizar seus tratamentos.
 
A Nitazoxanida é utilizada no tratamento de infecções intestinais causadas por protozoários, helmintos e também para gastroenterites virais provocadas por rotavírus e norovírus. O Cloridrato de Mebeverina é indicado no tratamento sintomático da dor e de espasmos abdominais, distúrbios intestinais e desconforto intestinal relacionados à Síndrome do Intestino Irritável.
 
Com a aprovação, os pacientes e médicos terão novas alternativas de tratamento a um custo menor. Isso porque, ao entrarem no mercado, os genéricos têm um preço pelo menos 35% inferior ao valor de tabela do produto de referência.
 
A Anvisa tem dado prioridade ao registro de genéricos inéditos, pois o registro de um produto deste tipo significa um aumento real na oferta de opções e na queda de preços provocada pela concorrência de mercado.
 
ANVISA

CMED abre consulta sobre fatores de ajuste de preços de medicamentos

A Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos aprovou a abertura de uma Consulta Pública sobre a composição dos fatores para o ajuste de preços de medicamentos
 
A consulta traz uma proposta de minuta, o formulário de contribuições, além de documentos relacionados ao tema.
 
Confira abaixo o procedimento e participe:
 

Prazo para Contribuição: de 08 de dezembro até 23 de dezembro de 2014

Em aberto:
 
Assunto
Proposta de regulamentação que estabelece os critérios de composição de fatores para o ajuste de preços de medicamentos.
 
Formulário de contribuição
 
Informações Relacionadas:
Processo nº: 25351.733758/2014-89

Assunto: Regulamentação que altera os fatores de ajuste de preços de medicamentos.

Área responsável: Secretaria-Executiva da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos/SCMED/GADIP/ANVISA
 
Documentos Relacionados
Justificativa

Atos Relacionados
Publicação (D.O.U. n. 237, de 08/12/2014)
 
Importante
A fim de garantir maior transparência ao processo de elaboração dos atos regulatórios editados pela CMED, esclarecemos que os nomes dos responsáveis pelas contribuições (pessoas físicas e jurídicas) são considerados informações públicas e serão disponibilizados de forma irrestrita nos relatórios e outros documentos gerados a partir dos resultados dessa Consulta Pública.
 
Já o e-mail e o CPF dos participantes são considerados informações sigilosas e terão seu acesso restrito aos agentes públicos legalmente autorizados e às pessoas a que se referem tais informações, conforme preconiza o artigo 31, §1º, inciso I da Lei nº 12.527/2012.
 
ANVISA

Transplante de fezes pode combater diarreia e bactérias do intestino


Thinkstock: Transplante de fezes tem 95% de chance de
sucesso dentro de 24h
Procedimento utiliza fezes de três pessoas saudáveis: material é liquidificado e inserido via endoscopia; cura é de 95%
 
É isso mesmo: o transplante de fezes é exatamente usar fezes de terceiros para curar um tipo de diarreia causado por uma bactéria difícil de ser eliminada, a clostridium difficile. O tema segue como assuntos de pesquisas científicas, mas já é realidade em alguns hospitais de referência. No Brasil, o Hospital Albert Einstein já realizou dois procedimentos com sucesso.
 
O gastroenterologista e cirurgião do Hospital Samaritano, Victor Yokana, conta que para fazer o transplante é necessário pegar fezes de 3 pessoas saudáveis – normalmente da família –, colocar em um liquidificador com soro fisiológico, bater para liquidificar e separar cerca de 15 ml do líquido malcheiroso para injetar no paciente.
 
Há dois meios de as fezes alheias entrarem no organismo: via colonoscopia, pelo ânus, ou endoscópica, pela boca. Quando é pela boca, a sonda é inserida e o cano chega até o intestino, onde o líquido é injetado. Não há contato com o estômago, felizmente. "Assim ninguém fica com o desconforto de pensar que está bebendo fezes", diverte-se o médico.
 
O resultado desse procedimento inusitado aparece em menos de 24h. 95% dos pacientes que tratam infecções intestinais difíceis por esse meio melhoram em menos de um dia. É nojento, mas promissor.
 
Para a ciência, esse número é fantástico. "É difícil achar, dentro da medicina, essa proporção", diz Paulo Camiz, clínico geral e geriatra do Hospital das Clínicas de São Paulo, que participou dos dois transplantes que aconteceram no Hospital Albert Einstein.
 
A maléfica c. difficile habita o intestino de muita gente sem causar dano algum. Com ela há outros trilhões de bactérias benéficas (existem mais bactérias no intestino do que células no corpo). O problema acontece quando há um desequilíbrio nessa flora intestinal, em que as bactérias boas morrem e a c. difficile se multiplica e toma conta de tudo.
 
Isso pode acontecer pelo uso de antibióticos para qualquer fim, que podem matar as bactérias benéficas e deixar o organismo à mercê daquelas mais resistentes. Atualmente, há apenas um remédio que é usado para tratar essa diarreia persistente, mas as taxas de sucesso não são altas. Como no intestino fica apenas a c. difficile, mesmo quando elas são mortas, o intestino fica desprotegido e sem flora bacteriana, e, insistente do jeito que é, na ausência de boas bactérias a c. difficile acaba reinfectando o organismo.
 
Camiz explica que o mais correto seria chamar o procedimento de transplante de bactérias, pois são elas as importantes por repovoar o intestino e devolver o equilíbrio da flora. Segundo ele, 90% do cocô é composto por bactérias. 
 
Nos Estados Unidos há uma pesquisa com fezes em cápsulas – para ser ingerida e se tornar menos desconfortável do que uma endoscopia ou colonoscopia, que exige sedação ou até mesmo anestesia.
 
A cápsula seria como um remédio qualquer, com a diferença de ser resistente aos ácidos do estômago, só abrindo no intestino – onde é o lugar das fezes. 
 
"Vai ser o procedimento mais barato de todos eles, pois fezes tem de monte", brinca o cirurgião do Hospital Samaritano. 
 
Já Camiz se empolga com as possibilidades de estudos das bactérias do intestino. "O que acho interessante nem é somente a questão da clostridium difficile, pois este é apenas um dos possíveis benefícios, é uma questão pequena perto do potencial que essas bactérias podem trazer de benefícios para o ser humano", completa o geriatra e clínico-geral do Hospital das Clínicas de São Paulo. 
 
iG