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quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Cientistas conseguem silenciar vírus da herpes

Vírus da herpes
A técnica testada em animais abre caminho para novos tratamentos em humanos e para outras formas de combater infecções
 
Longe de ser escravo da própria biologia, no decorrer da vida, o ser humano pode seguir ou não sua “programação” genética. As chamadas modificações epigenéticas são fatores que atuam diretamente sobre a expressão dos genes, como se os ligassem ou desligassem. Ou seja, a informação está no DNA, mas se será ativada dependerá de outros elementos, incluindo o ambiente. Essa dinâmica é vista por especialistas como uma grande arma contra doenças cuja origem parece estar no código genético dos pacientes.

Uma equipe da Universidade de Louisiana State, nos Estados Unidos, encontrou uma nova forma de usar a estratégia. Adotando uma droga epigenética já conhecida, o grupo liderado pelo pesquisador James Hill, do Centro de Ciências da Saúde da instituição, conseguiu silenciar a reativação do vírus do herpes no organismo de animais, abrindo a possibilidade para um novo tratamento da infecção em humanos futuramente.
 
Acredita-se que cerca de 90% da população mundial tenha a forma latente do vírus, que fica abrigada, normalmente, no interior do núcleo celular, onde também está armazenado o DNA. Ali, ele fica escondido e distante de qualquer ação do sistema imune ou de terapias. Por um motivo ainda não esclarecido, em algumas pessoas, o micro-organismo se torna reativo, e a doença se manifesta de tempos em tempos.

Estudos anteriores mostraram que uma proteína chamada LSD1, encontrada também na célula hospedeira, parecia envolvida nesse processo, ao modificar determinadas proteínas do hospedeiro que controlam o acesso ao DNA. Com essa informação em mãos, os cientistas norte-americanos decidiram aplicar em camundongos, coelhos e porcos infectados com o herpes-vírus uma droga chamada tranilcipromina, conhecida por sua capacidade de bloquear a atividade da LSD1. A consequência foi o impedimento da manifestação dos sintomas ou a redução deles.

Os resultados, publicados na edição de hoje da revista Science Translational Medicine, indicam que, mesmo durante a latência, o material genético do vírus está sujeito a alterações epigenéticas que podem ser reguladas com as drogas. Os autores do trabalho acreditam que, ao bloquear um componente celular, em vez de um viral, o tratamento pode minimizar a evolução do vírus resistentes às drogas.
 
O tratamento tem como alvo um estágio muito inicial do ciclo infeccioso e sintomas reduzidos da doença, além do derramamento (libertação de partículas virais) e recidiva da lesão. Se esses dados forem confirmados em humanos, as terapias epifarmacêuticas podem fornecer uma área terapêutica promissora para o tratamento da doença ainda muito prevalente ao longo da vida.

Estratégia promissora
Segundo Hill, seu trabalho mostra uma análise abrangente da inibição epigenética de infecção viral e reativação de piscinas latentes. Essa demonstração seria um contraste para as abordagens atuais de combate a infecções virais como as que tentam purgar reservatório latentes, como para o HIV, com a reativação do vírus. “A supressão epigenética pode representar uma abordagem aos antivirais com enorme potencial derivada de estudos de epigenética viral e o surgimento do campo de epifarmacêuticos”, acredita o cientista, lembrando que terapias epigenéticas estão sendo rapidamente desenvolvidas como tratamentos de câncer.

Após a infecção inicial, o vírus do herpes entra em um estado latente em células nervosas sensoriais e periodicamente acontece a reativação, que produz a doença. Normalmente, quando manifestada, provoca lesões orais ou genitais recorrentes e pode contribuir para a doença ocular ceratite herpética — uma das principais causas de cegueira. Mesmo sem sintomas, as pessoas infectadas podem lançar e transmitir o vírus. Os tratamentos atuais, que têm como alvo as proteínas virais, não controlam efetivamente o derramamento ou a reativação do vírus latente. Para Nancy Bellei, membro da Sociedade Brasileira de Infectologia e professora da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), a tentativa de tratar o vírus com drogas epigenéticas é bastante interessante e inovadora.

“Imagine se conseguíssemos pegar um paciente que já teve herpes no passado, sujeito, portanto, a uma reativação, e administrássemos essa droga. Ela iria à célula do paciente, entraria no núcleo e encontraria o material genético que não é de funcionamento celular do paciente, mas sim inativo, chamado heterocromatina. E, nesse meio, silenciaria esse vírus do herpes”, projeta Bellei, ainda que alerte para a necessidade de muitos outros estudos até esse ponto. Ela ressalta também que outra potencial vantagem da terapia é que esse silenciamento seria transmitido quando a célula se dividisse. “Se isso não acontecesse, na hora que ela se dividisse, o vírus seria reativado.” O tratamento seria, então, uma garantia de que o micro-organismo ficaria sempre inativo.

Esconderijo
Um dos maiores desafios hoje na busca pela erradicação do vírus da imunodeficiência humana (HIV) do organismo de pessoas sob tratamento está nos chamados reservatórios ou “santuários”. Eles são compostos de células infectadas afastadas da corrente sanguínea e com o vírus em estado latente. Juntas, essas duas condições fazem com que elas não sejam atingidas pelos antirretrovirais, contribuindo para a manutenção da infecção.

Saúde Plena

Mensagens de texto ajudam pacientes a não esquecer de tomar medicação prescrita

Estudo mostrou que os SMS melhorariam a adesão aos remédios para controle de hipertensão e colesterol, indicados para pessoas em risco de ataque cardíaco e derrame, as mais comuns causas de óbito no mundo
 
Cientistas da Universidade Queen Mary de Londres descobriram que mensagens de texto enviadas para o celular previnem um em seis pacientes de se esquecer de tomar — ou mesmo deixar de ingerir propositalmente — sua medicação prescrita. O estudo randomizado foi publicado na revista Plos One e testou se os SMS melhorariam a adesão aos remédios para controle de hipertensão e colesterol, indicados para pessoas em risco de ataque cardíaco e derrame — as mais comuns causas de óbito no mundo.

Por volta de um terço dos pacientes não toma os medicamentos como deveria, reduzindo enormemente os benefícios potenciais e causando perdas econômicas para os serviços de saúde. Alguns se esquecem de tomar e outros param de ingeri-los porque não estão muito certos em relação aos efeitos e aos riscos do tratamento.

O estudo Interact, conduzido na Ingaterra, envolveu 303 pacientes que receberam prescrição para medicamentos de controle da hipertensão e/ou do colesterol. Eles foram divididos aleatoriamente em dois grupos: o de mensagem de texto, que recebia periodicamente recados em seus celulares, e o de controle, que não recebia os SMS.

Para o primeiro grupo, as mensagens chegaram todos os dias, ao longo de duas semanas; um dia sim e um dia não nos 15 dias seguintes e, então, semanalmente, por um período de seis meses. O texto perguntava se eles já haviam tomado o remédio.
 
Os que não tinham ingerido ou não respondiam recebiam, então, um telefonema, perguntando se precisavam de alguma ajuda. No segundo grupo, 25% dos pacientes pararam de tomar os remédios ou tomaram menos de um terço do necessário, comparado a apenas 9% do outro grupo.

“Uma importante questão em relação aos medicamentos prescritos é o quanto os pacientes falham em acompanhar o tratamento. O resultado desse estudo mostra que mensagens de texto ajudam a prevenir esse problema de forma simples e efetiva. Mais do que uma simples lembrança, o texto fornece uma maneira de identificar pacientes que precisam de ajuda”, observa David Wald, cardiologista e principal autor do estudo.
 
“Implicações para a saúde são consideráveis tanto da perspectiva econômica quanto do bem-estar do paciente. A maior parte das pessoas tem um celular, hoje em dia, e o envio de mensagens de textos deveria ser feito para cada prescrição relevante, prevenindo milhares de infartos e derrames a cada ano. O método não se limita à prevenção das doenças cardiovasculares e poderia ser usado para pacientes em tratamento de outras doenças crônicas”, avalia David Taylor, professor de saúde pública da Universidade Queen Mary de Londres.
 
Saúde Plena

Ebola ainda está ‘correndo à frente de nós’, diz OMS

Foto: ALAIN GROSCLAUDE / AFP Chan afirmou que o risco para o
mundo ‘está sempre lá’ enquanto o surto continua
Diretora geral Margaret Chan afirmou que situação melhorou em algumas partes de países afetados, mas alertou contra a complacência
 
Rio - O vírus ebola, que já matou milhares de pessoas na África Ocidental, ainda está “correndo à frente” dos esforços para contê-lo, afirmou a chefe da Organização Mundial da Saúde.
 
A diretora geral Margaret Chan disse que a situação melhorou em algumas partes dos países mais afetados, mas advertiu contra a complacência. O risco para o mundo “está sempre lá” enquanto o surto continua, disse ela, que complementou que a OMS e a comunidade internacional não conseguiram agir rápido o suficiente.
 
- Na Libéria, estamos começando a ver alguns bons progressos. Especialmente em Lofa (perto de onde o surto começou) e na capital - disse Chan.
 
Casos na Guiné e em Serra Leoa estariam “menos graves” do que há uns dois meses, mas ela ratificou que “ainda estamos vendo um grande número de casos”.
 
- Não está tão ruim quanto foi em setembro, mas daqui para frente estamos caçando o vírus, correndo atrás do vírus. Espero que possamos chegar a zero [número de casos] - colocou a diretora geral.
 
Os números oficiais não mostram toda a imagem do surto. O número de mortos na Guiné, na Libéria e em Serra Leoa situa-se em 6.331. Mais de 17.800 pessoas foram infectadas, de acordo com a OMS.
 
Em agosto, a organização alertou que os números eram “muito subestimados”, pelo fato de que as pessoas não relatavam doenças e mortes por ebola.
 
Segundo Chan, a qualidade dos dados melhorou desde então, mas ainda há mais trabalho a ser feito. Ela disse que uma parte fundamental de trazer o surto sob controle era assegurar que comunidades compreendessem o ebola, já que em algumas áreas as equipes que entravam estavam sendo atacadas pela comunidade assustada.
 
- Quando eles veem pessoas em trajes espaciais entrando em sua aldeia para tirar os seus entes queridos, eles ficam com muito medo. Eles escondem seus parentes doentes em casa, eles escondem cadáveres - explicou a autoridade. - [Isso é] extremamente perigoso em termos de propagação de doença. Portanto, temos que trazer a comunidade para o nosso lado para combater o surto de ebola. A participação da comunidade é um fator crítico de sucesso para o controle de ebola.
 
A OMS enfrentou críticas sobre sua gestão da crise no início do surto. Um documento interno que vazou em outubro, disse que os envolvidos “não conseguiram ver escritas bastante simples na parede”.
 
A primeira vítima do vírus na África Ocidental foi retrospectivamente rastreada até um menino de dois anos chamado Emile. Ele morreu no sudeste da Guiné em dezembro de 2013. Ninguém sabia do que se tratava na época.
 
O vírus nunca tinha sido visto na África Ocidental. Os primeiros casos começaram a surgir em uma parte remota do país com unidades de saúde quase inexistentes, e ninguém viu o que era nos primeiros meses.
 
Um surto acabou por ser declarado no final de março, depois que 50 pessoas morreram. A OMS anunciou uma emergência de saúde global no dia 8 de agosto.
 
- É justo dizer que o mundo inteiro, incluindo a OMS, não conseguiu ver o que estava se desenrolando, o que ia acontecer na frente de nossos olhos. É claro que, com o benefício da retrospectiva, se você me perguntar agora ... nós poderíamos ter montado uma resposta muito mais robusta - concluiu Chan.
 
O Globo

Alfarroba – Benefícios e propriedades

Reprodução: Prosopis juliflora
Nativa da costa do Mediterrâneo, a alfarrobeira, de nome científico Prosopis juliflora, é uma árvore selvagem que produz uma vagem comestível semelhante ao feijão
 
A vagem pode ter um tamanho entre 10 e 25 centímetros e demora cerca de um ano para amadurecer. Dentro dela, podemos encontrar entre 10 e 16 sementes de cor parda chamadas de quilates. Estas sementes eram usadas, devido ao seu pouco peso e sua uniformidade, para avaliar o peso das joias.
 
Daí que surgiu o ouro com determinada quantidade de quilates.
 
Com coloração marrom escura e sabor adocicado, esta vagem é comumente usada pela indústria de alimentos para a fabricação de gomas e espessantes. Da polpa da vagem torrada e moída, é extraído um pó, também chamado de farinha de alfarroba. Pode ser encontrada para comprar em lojas de produtos naturais, mercados e farmácias de manipulação.
 
Alfarroba x Cacau
A farinha da alfarroba é muito usada na substituição do cacau, no entanto, possui uma grande diferença quanto a quantidade de açucares e gordura. O cacau possui um alto teor de gordura que chega aos 23%, enquanto a alfarroba apenas 0,7%. Em contrapartida, o cacau possui 5% de açúcar, enquanto o alfarroba fica entre 38% e 45% de açúcares naturais como a sacarose, glicose e frutose. Ao contrário do cacau, a alfarroba não possui elementos alergênicos ou estimulantes como a teobromina e a cafeína.
 
Benefícios da alfarroba
Com um valor nutritivo elevado, o alfarroba possui muitas vitaminas. Entre elas, está a vitamina B1 e a vitamina B2, responsáveis por melhorar o funcionamento do sistema nervoso, dos músculos, do coração, da atitude mental e do raciocínio. Além disso, é rica em vitamina A, cálcio, magnésio, ferro, potássio e sódio.
 
Com uma grande quantidade de fibras naturais, seu consumo ajuda ainda a melhorar o funcionamento do intestino e a proteger a mucosa do órgão, reduzindo a incidência de diarreias, desordens nutricionais e úlceras. Ainda devido à quantidade elevada de fibras, ajuda a combater o colesterol alto e os níveis altos de triglicerídeos, além de controlar a glicemia. Possui ainda propriedades antioxidantes, sendo dessa forma eficaz no combate aos radicais livres e às doenças crônico-degenerativas.
 
Possui propriedades laxante, saciante, adstringente, afrodisíaca e reguladora da glicemia, trazendo ainda benefícios para quem está seguindo uma dieta e busca o emagrecimento.

http://www.remedio-caseiro.com/alfarroba-beneficios-e-propriedades/

Vitamina turbinada: banana com gengibre

Esta é uma vitamina de banana reforçada, pois contém gengibre, um poderoso ingrediente riquíssimo em qualidades

Só a banana já vale muito porque se trata de uma maravilhosa fruta, rica em nutrientes e em propriedades medicinais.

E o que é que a banana tem de especial? Para começar, ela é uma excelente fonte de energia para o organismo.

Nela, há boa quantidade de potássio, mineral que participa de todos os processos musculares do organismo, sendo por isso muito importante para o bom funcionamento do coração.

E encontramos também dois outros minerais importantes: fósforo e magnésio.
 
O primeiro compõe ossos e dentes e participa da digestão dos carboidratos.
 
O segundo atua para produzir energia celular e é essencial para o relaxamento muscular, sendo especialmente indicado para pessoas estressadas.
 
Mas os benefícios da banana não param aí: ela é um excelente remédio para superar a depressão, pois contém grande quantidade de triptofano, um antidepressivo natural que mantém os níveis de serotonina no cérebro e melhora o humor das pessoas. E, segundo pesquisas, a banana não produz colesterol nem causa obesidade.
 
Além disso, ela reduz o risco de ataques cardíacos e contribui para reforçar a massa muscular e a energia, especialmente nas crianças.
 
A fitoalexina é outra substância presente na banana. Ela funciona como um antibiótico natural e é uma possível inibidora do envelhecimento precoce, de inflamações e de doenças cardiovasculares. A fitoalexina é descrito como um poderoso agente antienvelhecimento e de prevenção de úlceras.
 
O gengibre enriquece bastante a vitamina, pois acelera o metabolismo, o que contribui para a queima de gordura e dos excessos alimentares.
 
Além disso, ele desinflama o organismo e combate bactérias e outras ameaças. Também ajuda a regular o colesterol e a nos dá mais disposição. E é um ótimo digestivo, combatendo gases e acalmando estômago e intestino.
 
Ah, a receita pode ser ainda mais enriquecida com chia e castanha de caju, ricas em fibras, em vitaminas, em minerais e que também possuem forte atividade antienvelhecimento.
 
Então agora você já deve entender por que chamamos a vitamina de banana e gengibre de "a vitamina turbinada", não é? Certamente. Agora só nos resta ensinar a receita...
 
Ingredientes
 
- 2 bananas maduras 300 ml de iogurte natural desnatado ou de água de coco
 
- 1 pedaço pequeno de gengibre, de 1 a 2 cm, sem casca e ralado em pedaços bem finos
 
- 1 colher (sobremesa) de semente de chia
 
- e 3 castanhas de caju picadas (opcionais)
 
Modo de preparo
 
Bata muito bem no liquidificador todos os ingredientes.
 
Não coe e beba na hora.