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terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Levantamento revela que 60,6% dos brasileiros comem alimentos mais gordurosos

A Pesquisa Nacional de Saúde realizada pelo Ministério da Saúde, em parceria com o IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, mostra que a população brasileira está preferindo alimentos mais gordurosos na hora de se alimentar
 
De acordo com os dados, cerca de 60% dos alimentos com maior teor de gordura fazem parte da alimentação diária da população. Na pesquisa, feita entre agosto de 2013 e fevereiro de 2014 com 63 mil pessoas em todo o país, 37,2% dos entrevistados disseram que comem comida muito gordurosa. Entre os homens, esse percentual é de para 47,2%.
 
O designer Leonardo Martins é um exemplo disso. Ele tem 30 anos e reconhece que não se alimenta bem. "Eu sempre morei sozinho, eu não sei cozinhar direito, eu sou o tipo do cara que coloco o 'Nissim' para fazer e coloco alguma coisa em cima. Na verdade eu me alimento muito mal, eu não como salada, eu evito comer verdura, fruta raramente eu como. Eu geralmente como comida básica, como pão, faço sanduiche e eu não gosto de cozinhar. Eu tenho que sair para comer alguma coisa se for um pouco mais elaborado", conta. 
 
De acordo com a Pesquisa Nacional de Saúde com o público feminino, as mulheres têm a alimentação um pouco mais saudável: 28% das entrevistadas admitem que comem alimentos gordurosos. A servidora pública, Cristiane Amorim, 31 anos, possui uma alimentação balanceada. Ela não abre mão de levar sua própria marmita com a dieta certa para as cinco refeições que ela faz todos os dias. 
 
"Eu trago a bolsa com as marmitas de todas as refeições que eu faço, do almoço, do café da manhã, do lanche da tarde e do lanche do meio da manhã também. Dentro dessa dieta tem os nutrientes que são saudáveis, que são integrais, tem frutas, não tem doce, não tem fritura, essas coisas. Quando eu não trago a marmita, já tem um restaurante que eu peço a comida, que é comida Fit, arroz integral, eu nunca saio dessa linha", relata. 
 
Apesar de os dados da pesquisa apontarem que no geral a população brasileira está procurando ter hábitos de vida mais saudáveis, o consumo de gordura na alimentação é preocupante. A coordenadora geral de Doenças e Agravos não Transmissíveis do Ministério da Saúde, Deborah Malta, diz que esses alimentos prejudicam a saúde da população. 
 
"Os alimentos gordurosos, as carnes com gordura, elas têm um teor bastante recessivo de gordura bastante prejudicial para as doenças cardiovasculares. Em especial para hipertensão, para as doenças circulatórias em geral, para o acidente vascular encefálico. Então, reduzir esse tipo de consumo no cotidiano é algo que traz muitos benefícios e seria recomendado, inclusive, a substituição por frutas e por alimentos que seriam mais saudáveis", afirma.
 
Para incentivar a prática de hábitos saudáveis no país, o Ministério da Saúde lançou recentemente o Guia Alimentar para População Brasileira, que traz os cuidados e caminhos para alcançar uma alimentação saudável. Para saber mais, acesse o site do Ministério: www.saude.gov.br
 
Web Rádio Saúde

Pesquisa mostra que as pessoas querem um estilo de vida mais saudável

A Pesquisa Nacional de Saúde, divulgada pelo Ministério da Saúde, mostra que os brasileiros querem ter uma vida mais saudável
 
A pesquisa entrevistou, entre agosto de 2013 e fevereiro de 2014 63 mil pessoas que praticam atividade física regularmente. Deste total, mais de 22% fazem 30 minutos de exercícios físicos por dia, durante cinco dias na semana, quantidade recomendada pela Organização Mundial de Saúde (OMS).
 
A pesquisa mostra também que os homens se exercitam mais que as mulheres, sendo aproximadamente 27% homens e 18% mulheres. A coordenadora geral de doenças e agravos não transmissíveis do Ministério da Saúde, Deborah Malta, explica a importância da atividade física para uma vida mais saudável. 
 
"A atividade física ela é recomendada pela Organização Mundial de Saúde, pelo Ministério da Saúde, como um hábito saudável e que deve ser mais incorporado nosso cotidiano e com regularidade. Em torno de 30 minutos diários, 150 minutos semanais, seriam o ideal para que as pessoas pudessem evitar doenças como hipertensão, prevenir diabetes e prevenir alguns tipos de câncer. Por isso que a mensagem do Ministério da Saúde é muito clara no sentido das pessoas se movimentarem, deixar então o sedentarismo de lado e incorporar a atividade física regular no cotidiano em todas as faixas de idade", recomenda.
 
O empresário Rafael Ribeiro, de 29 anos, é dono de uma academia e conta que as pessoas procuram o local para fazer exercícios físicos mais pela saúde do que apenas pela estética. "Eu costumo fazer, no mínimo, de três a quatro vezes por semana e a importância é a qualidade de vida. Nem é tanto de estética, mais saúde mesmo. Melhorar o sistema cardiovascular, fortalecer a musculatura. Tanto que hoje o que mais chega na academia são recomendações médicas, quem tem pressão alta, quem tem problema de coração. Então a atividade física melhora todos esses probleminhas. Isso é fato", explica. 
 
Esse é o caso da aposentada Ilma da Paz Andrade. Ela trabalhava como escrivã e desenvolveu tendinite. Após o tratamento da doença, Ilma teve que fazer atividade física por recomendação médica para fortalecer os músculos dos braços e das mãos. 
 
"Eu tive a LER, tive tendinite, um rompimento do tendões nos ombros, Eu não conseguia levantar peso nenhum, eu mal conseguia levantar os braços acima dos ombros, tinha atividade, por exemplo, abotoar uma roupa atrás, eu tinha que ter ajuda. Fiz cirurgia, e a recomendação após a cirurgia foi fortalecimento do músculo através da musculação. Desde então eu pratico musculação, me sinto muito bem mesmo, eu melhorei, as dores, minhas atividades, até mesmo fazer atividade doméstica eu melhorei depois da musculação. Hoje estou ótima melhorei 100%", conta.
 
A coordenadora geral de doenças e agravos não transmissíveis do Ministério da Saúde, Deborah Malta, lembra que principalmente as pessoas que têm problemas de saúde devem procurar orientação médica antes de começar a fazer atividades físicas. 
 
"É recomendado para as pessoas que vão se exercitar de uma forma mais intensa, essas sim precisam de orientação, e também as pessoas que tem algum tipo de doença cardiovascular, hipertensão. Então é importante que eles façam orientação médica, orientação do profissional também de educação física até para que tenha a medida certa de qual seria o esforço e a atividade física recomendada nessas circunstâncias", ressalta.
 
Em 2011, o Ministério da Saúde criou o Programa Academia da Saúde para incentivar a prática da atividade física no país. O programa oferece espaços de graça em 4.200 municípios brasileiros, com estrutura, equipamentos e profissionais de saúde qualificados. Para saber mais sobre as ações de incentivo à atividade física, acesse o site do Ministério da Saúde: www.saude.gov.br
 
Web Rádio Saúde

DST: Saiba reconhecer o herpes

O herpes é uma infecção causada pelo vírus (HSV) tipos 1 e 2
 
O contato com o vírus ocorre geralmente na infância, mas muitas vezes a doença não se manifesta nesta época. O vírus atravessa a pele e, percorrendo um nervo, se instala no organismo de forma inativa, até que venha a ser reativado.
 
A reativação do vírus pode ocorrer devido a diversos fatores desencadeantes, tais como: exposição à luz solar intensa; fadiga física e mental; estresse emocional; febre ou outras infecções que diminuam a resistência orgânica.
 
Algumas pessoas têm maior possibilidade de apresentar os sintomas do herpes. Outras, mesmo em contato com o vírus, nunca apresentam a doença, pois sua imunidade não permite o seu desenvolvimento. A manifestação ocorre com mais frequência nos lábios (HSV 1) e a região genital (HSV 2), mas o herpes pode aparecer em qualquer lugar da pele.
 
Uma vez reativado, o herpes se apresenta da seguinte forma:
 
• Coceira e ardência no local onde surgirão as lesões;

• a seguir, formam-se pequenas bolhas agrupadas como num buquê sobre área avermelhada e inchada;

• as bolhas (vesículas) rompem-se liberando líquido rico em vírus e formam ferida. É a fase de maior perigo de transmissão da doença;

• a ferida começa a secar formando uma crosta que dará início à cicatrização;

• a duração da doença é de cerca de duas a três semanas.
 
Tratamento
Durante os surtos, deve haver vários cuidados tão logo comecem os primeiros sintomas. Assim, o surto deverá ser de menor intensidade e duração. Deve-se evitar furar as vesículas; beijar ou falar muito próximo de outras pessoas, principalmente de crianças se a localização for labial; relações sexuais, se a localização for genital; lavar sempre bem as mãos após manipular as feridas, pois a virose pode ser transmitida para outros locais de seu próprio corpo, especialmente as mucosas oculares, bucal e genital.
 
O tratamento deve ser orientado por um profissional de saúde. É ele quem determina os medicamentos mais indicados para o caso que, dependendo da intensidade, podem ser de uso local (na forma de cremes ou soluções) ou de uso via oral, na forma de comprimidos. Quando as recidivas do herpes forem muito frequentes, a imunidade deve ser estimulada para combater o vírus. Os fenômenos desencadeantes devem ser evitados, procurando-se levar uma vida o mais saudável possível.
 
Blog da Saúde

Portugal: Fármaco da família da cafeína ajuda doentes de Alzheimer

Um grupo de cientistas, com portugueses, demonstrou que um fármaco semelhante à cafeína actua sobre lesões cerebrais relacionadas com a doença de Alzheimer e melhora o desempenho de funções da memória nos doentes, avança a agência Lusa, citada pelo Jornal de Notícias
 
Os investigadores usaram um novo fármaco da família da cafeína, o MSX-3, que conseguiu atacar uma das principais causas do declínio cognitivo característico da doença, que é a acumulação de uma proteína responsável pela morte das células nervosas cerebrais.
 
“Dando este fármaco aos animais num período de tempo de um a dois meses, não verificamos reversão total das características, mas conseguimos uma melhoria significativa no desempenho, nas tarefas de memória, portanto o aumento da memória, conseguimos diminuir os sinais de inflamação no cérebro e também mostrar a diminuição, ou uma melhoria significativa, na acumulação de proteínas anormais”, explicou na sexta-feira à Lusa a neurocientista do Instituto de Medicina Molecular (IMM) Luísa Lopes.
 
O estudo, que aponta novas estratégias no combate à doença, foi publicado na revista “Molecular Psychiatry”, do grupo “Nature”, e resultou do trabalho de um grupo de investigadores do Institut National de la Santé et de la Recherche Médicale, em França, em colaboração com o IMM, da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, e da Universidade de Bonn, na Alemanha.
 
O principal avanço é perceber que, num modelo já com progressão da doença, “um fármaco desse tipo actua”, referiu a cientista, recordando que estudos anteriores já tinham concluído que a cafeína é benéfica em algumas situações deste tipo.
 
No entanto, este fármaco “tem uma natureza mais focada, com menos efeitos secundários”, realçou.
 
Luísa Lopes referiu três características principais observadas na doença humana que são neuroinflamação, défices de memória ou desempenhos alterados ou reduzidos e uma acumulação de proteínas anormal. E os cientistas queriam perceber em qual delas o fármaco poderia ter uma acção positiva.
 
“Era esse o objectivo, testar o fármaco numa situação ‘in vivo’ [em animais] e conseguir mostrar que era benéfico numa situação já de lesão mais avançada”, por isso, foi ministrado a animais que já tinham lesões, défices cognitivos e de memória, lesões ao nível do tecido cerebral e sinais de inflamação do cérebro.
 
O próximo passo do trabalho destes cientistas é utilizar este conhecimento para testar a actuação do fármaco no défice cognitivo.
 
“Já há fármacos desta família testados em ensaios clínicos, [mas] nunca foram testados para défice cognitivo”, as experiências realizaram-se sobretudo para doenças do foro motor, normalmente para a doença de Parkinson, segundo Luísa Lopes.
 
Agora, “o que estamos a tentar fazer com a equipa que sintetizou [o fármaco] é usar estas descobertas para conseguir argumentar a favor de usá-lo também no défice cognitivo”, especificou.
 
RCM Pharma

Estudo lista 5 ‘regras de ouro’ para prevenir demência

BBC: Incorporar caminhadas simples ao dia a dia é uma
 das formas indicadas de se exercitar
76% do declínio cognitivo está associado ao estilo de vida do idoso e a outros fatores ambientais, como nível de educação
 
Uma revisão de estudos acadêmicos feita pela ONG britânica Age UK identificou cinco passos que podem ajudar idosos a manter a saúde do cérebro e reduzir os riscos de se desenvolver o Mal de Alzheimer e outras formas de demência.
 
Segundo a organização, cerca de 76% do declínio cognitivo - mudanças nas habilidades cerebrais, que incluem perda de memória - está associado ao estilo de vida do idoso e a outros fatores ambientais, como o nível de educação.
 
E essas mudanças nas habilidades cerebrais podem ser influenciadas por hábitos cotidianos.
 
"Ainda que não haja cura ou formas de reverter a demência, (os estudos) indicam que há formas simples e eficientes de reduzir o risco", declara Caroline Abrahams, diretora da Age UK, em comunicado da ONG.
 
"E mais, as mudanças que precisamos fazer para manter nossos cérebros saudáveis já se provaram boas para o coração e para a saúde em geral. Quanto mais cedo começarmos, melhores as nossas chances de termos uma vida saudável nessa etapa da vida."
 
Um dos estudos revisados pela Age UK - e realizado ao longo de 30 anos - percebeu que homens de 45 a 59 anos que seguiram ao menos quatro dos cinco pontos listados reduziram em mais de um terço seus riscos de perda cognitiva e de demência em relação aos demais.
 
Exercícios físicos regulares
Exercícios aeróbicos, de resistência ou equilíbrio se mostraram como o modo mais eficiente de evitar o declínio cognitivo entre idosos.
 
"Estudos sugerem que exercitar-se três a cinco vezes por semana, entre 30 minutos e 1 hora, é benéfico", diz a Age UK.
 
Uma das sugestões da ONG é que idosos que não tenham problemas de mobilidade incorporem caminhadas em suas rotinas - caminhar ao supermercado em vez de dirigir; usar escadas em vez de elevador; mesmo ao dirigir, parar um pouco mais longe do ponto final, para andar pelo menos parte do percurso; planejar caminhadas em lugares agradáveis no final de semana.
 
Dieta mediterrânea
Não há cura para demência, mas há formas de reduzir seu risco entre idosos.
 
Em levantamento publicado no ano passado, pesquisadores analisaram os hábitos alimentares de 17,4 mil pessoas com uma idade média de 64 anos. E as que tinham uma dieta que se aproximava da mediterrânea tiveram seu risco de deterioração mental reduzido em quase um quinto.
 
A dieta mediterrânea é rica em ácidos graxos ômega-3, encontrados em alguns peixes, nozes e linhaça -, além de incluir muitos vegetais e frutas frescos, que têm pouca gordura saturada. Tudo isso ajuda o sistema nervoso e o cérebro, além de ter efeitos positivos já identificados sobre a memória.
 
Não fumar
Os dados revisados pela ONG apontam um número significativo de casos de demência entre fumantes em comparação com quem nunca fumou.
 
Beber álcool com moderação
Beber em excesso também está relacionado a maior risco de demência - causando perdas de tecido cerebral sobretudo em partes do cérebro responsáveis pela memória e pelo processamento de informações visuais.
 
Ao mesmo tempo, o consumo moderado de álcool parece proteger o tecido cerebral, ao aumentar o bom colesterol e baixar o mau.
 
Prevenir e tratar a diabetes, pressão alta e obesidade
Um estudo global apresentado em setembro pela entidade Alzheimer’s Disease International apontou que pessoas que sofrem de diabetes têm chances muito maiores de desenvolver demência.
 
O estudo não consegue precisar até que ponto a diabetes em si aumenta os riscos de demência, mas identificou que pessoas portadoras da diabetes tipo 2 - a mais comum - também têm mais probabilidade de sofrerem de obesidade e outros problemas de saúde que tendem a aumentar o risco de demência.
 
BBC Brasil / iG