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terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Campanha de vacinação contra paralisia infantil e sarampo vai até 31 de dezembro

Campanha de vacinação contra paralisia infantil e sarampo vai até 31 de dezembroNo total, 4,7 mil serviços de saúde oferecem as duas vacinas em todo o Estado

Com o intuito de ampliar a imunização das crianças no Estado de São Paulo, a Secretaria da Saúde prorrogou, até dia 31 de dezembro, a campanha de vacinação contra a paralisia infantil (poliomielite) e sarampo. Até o momento, foram aplicadas mais de 4,1 milhões de doses de vacinas em todo o Estado.

No total, 4,7 mil serviços de saúde oferecem as duas vacinas em todo o Estado, de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h. É recomendável que os pais e responsáveis verifiquem se haverá expediente e qual o horário de funcionamento dos postos de saúde no último dia do ano em seus municípios.

A vacina contra o sarampo deve ser aplicada em crianças com idade entre 1 ano e menores de 5 anos. Já a da poliomelite é indicada para bebês com mais de seis meses e menos de 5 anos.
 
Saúde Web

As conquistas da Ciência e da Saúde em 2014

Foto: Divulgação
Médicos dos EUA implantam vagina construída em laboratório 
De novas técnicas de transplante a exame de sangue que detecta depressão; veja quais foram as grandes descobertas que revolucionaram a ciência médica neste ano
 
O ano de 2014 foi marcado pela maior epidemia de ebola da história. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, cerca de 6 mil pessoas morreram por causa do vírus.  Fora a tragédia provocada pelo vírus, o ano também contou com diversas notícias positivas sobre novas técnicas de transplante, um exame de sangue para diagnosticar a depressão e ainda uma promissora vacina contra o ebola, ainda em testes.
 
Transplante de coração morto
O tempo é um fator importante para o transplante de órgãos, mas cirurgiões na Austrália realizaram o primeiro transplante cardíaco usando um coração tecnicamente morto. Os médicos ressuscitaram o órgão 20 minutos após ele parar de bater. Normalmente, os corações usados em transplantes são retirados de pacientes com morte cerebral, mas ainda com batimentos cardíacos. A nova técnica permite aumentar o número de transplantes cardíacos. 
 
Médicos recorrem a impressora 3D para primeiro transplante de crânio
A cirurgia, que durou 23 horas, entrou para a história. Uma holandesa se tornou a primeira pessoa a receber uma prótese plástica em reposição total ao crânio. A mulher sofria de uma condição rara que fazia com que o crânio ficasse mais espesso. Isso causava fortes dores de cabeça e fazia com que o cérebro fosse pressionado pelo crânio. De acordo com os neurocirurgiões, a técnica pode ser usada também em pacientes com danos severos ao crânio, ou tumores.
 
Exame de sangue detecta depressão
“O diagnóstico da saúde mental finalmente chegou ao século XXI”, comemorou Eva Redei, da Universidade Northwestern ao divulgar o primeiro teste de sangue a diagnosticar a depressão. A técnica utiliza marcadores biológicos para detectar a doença como também indicar o tratamento mais adequado para cada paciente.  
 
Implante de vagina desenvolvida em laboratório
Um grupo de médicos americanos conseguiu implantar vaginas criadas em laboratório em quatro mulheres que sofriam de má formação dos órgãos genitais. Os médicos usaram uma tecnologia pioneira retirando amostras de tecido das mulheres e construindo em laboratório a parte implantada a partir de um molde biodegradável. Depois do implante, as pacientes relataram níveis normais de "desejo, excitação, lubrificação, orgasmo e satisfação", além de não terem relatado dor durante a relação. 
 
Dieta mediterrânea é boa para viver mais
Todo mundo já indicava a dieta mediterrânea como a melhor para uma vida saudável, porém cientistas conseguiram provar que ela é a mais apropriada para quem quer viver bastante. Existe uma explicação genética para issto.  A mistura de vegetais, azeite, peixe fresco e frutas pode impedir o nosso código de DNA de despedaçar à medida que envelhecemos, de acordo com um estudo publicado este ano no British Medical Journal.
 
Vacina contra ebola se mostra promissora
Ainda é cedo para comemorar , mas tendo em vista a tragédia ocorrida em 2014 por conta da maior epidemia de ebola da historia, a possibilidade de uma vacina contra a doença já enche a todos de esperança. Testes iniciais de uma nova vacina contra a doença tiveram resultados positivos no Mali. O esforço envolve a Organização Mundial de Saúde (OMS), os Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos e a farmacêutica britânica GlaxoSmithKline.
 
Células-tronco se transforam em assassinas de tumor cerebral
Cientistas encontraram uma forma de transformar células-tronco em "máquinas" contra o câncer cerebral. Em uma experiência com ratos, as células-tronco foram geneticamente modificadas para produzir toxinas que podem matar tumores no cérebro sem matar as células normais. Pesquisadores dizem que o próximo passo será testar o processo em seres humanos.
 
A um passo da cura do diabetes tipo 1
Uma equipe de pesquisadores usou células-tronco para produzir milhares de células que controlam o nível de açúcar no sangue, capazes de secretar insulina. O estudo deu esperanças para uma possível cura da diabetes tipo 1, pacientes que tiveram as células produtoras de insulina destruídas por um processo autoimune. 
 
Nasce primeiro bebê em útero transplantado
Uma sueca foi a primeira mulher do mundo a dar à luz um menino saudável depois de passar por um transplante de útero, abrindo a possibilidade para que milhares de mulheres inférteis possam ter filhos. o parto ocorreu dois anos depois de a paciente receber um útero doado por uma mulher sem vínculos com ela, de 61 anos de idade. 
 
iG

Mulher cega aos 11 anos de idade volta a enxergar após bater a cabeça em mesa

Mulher cega volta a enxergar após bater a cabeça em mesaUma mulher que ficou cega aos 11 anos de idade teve sua visão restaurada após bater a cabeça em uma mesa de café. O “milagre” aconteceu 13 anos mais tarde
 
Lisa Reid, de Auckland, na Nova Zelândia, ficou cega quando ainda era criança devido a um tumor que pressionava seu nervo ótico. Mas incrivelmente sua visão foi restaurada por completo quando ela, acidentalmente, bateu a cabeça em uma mesa de café.
 
Lisa inclinou-se para beijar seu cão guia e lhe dar boa noite no dia 15 de novembro de 2000, quando acabou batendo a cabeça.
 
Na manhã seguinte, ela, que tinha 24 anos na época, acordou enxergando novamente.

“Ninguém sabe o que aconteceu,” disse ela, hoje com 38 anos.
 
Lisa, que possui uma filha chamada Maddison, revelou a história recentemente para aumentar a conscientização das pessoas sobre o problema. Ela pretende chamar a atenção para ajudar os pacientes na Fundação dos Cegos da Nova Zelândia.
 
Fonte: Metro

Falta de ética : Equipe médica interrompe cirurgia para registrar selfie para internet

Equipe médica interrompe cirurgia para registrar selfie Médicos e enfermeiros do Hospital Fengcheng em Xian, na China, causaram polêmica por conta de algumas fotos. Eles registraram as imagens durante uma cirurgia
 
Os conteúdos foram registrados em 15 de agosto deste ano.
 
O vice-diretor do hospital, que era responsável pela supervisão da equipe médica, foi demitido após o incidente. Além disso, ele e o diretor do hospital e os membros da equipe que apareceram nas fotos receberam multas de três meses de salários.
 
Médicos e enfermeiros do Hospital Fengcheng em Xian, na China, causaram polêmica por conta de algumas fotos. Eles registraram as imagens durante uma cirurgia.
 
88Um dos funcionários que estavam no local contou que um paciente era atendido sob tinha risco de perder a perna, após sofrer ferimentos agravados durante o trabalho. A cirurgia teria durado cerca de sete horas.

Segundo ele, a equipe médica teria registrado as imagens ao fim da operação, como forma de comemorar o sucesso do procedimento cirúrgico.
 
Internautas demonstraram suas insatisfações com o conteúdo. Muitos alegaram falta de ética da equipe.
 
Gadoo

Estudo questiona índice glicêmico e a ideia de carboidratos bons e ruins

Apesar da pesquisa mostrar que ingerir um tipo de
carboidrato ou outro não faz diferença para dietas
saudáveis, alimentos que aumentam o colesterol ainda
 devem ser evitados
Quem já segue dieta saudável não precisa se preocupar com o impacto de açúcar no sangue de um tipo de grão ou outro
 
A ideia de que todos os carboidratos não são criados da mesma forma se tornou a base de muitas dietas populares. Alguns argumentam que alimentos como pão e batata, que têm um índice glicêmico elevado porque eles aumentam o açúcar no sangue e a insulina, devem ser evitado em favor de carboidratos mais saudáveis, como grãos integrais e vegetais sem amido.
 
Mas uma nova pesquisa rigorosa dos Institutos Nacionais de Saúde sugere que, para as pessoas que já seguem uma dieta saudável, o índice glicêmico pode não ser muito importante.
 
O estudo, publicado na revista JAMA, descobriu que dietas que contêm alimentos de baixo índice glicêmico não fazem diminuir o colesterol e outros fatores de risco para doença cardíaca, em comparação com dietas que contêm principalmente alimentos com alto teor glicêmico.
 
Especialistas em nutrição argumentam que as dietas de baixo índice glicêmico melhoram os níveis de açúcar no sangue e a sensibilidade à insulina. Mas o novo estudo descobriu que as dietas de baixo índice glicêmico realmente pioram a sensibilidade à insulina.
 
"O dogma por aí diz que um alto índice glicêmico é ruim", disse o Dr. Robert Eckel, ex-presidente da American Heart Association e professor da Universidade do Colorado, que não esteve envolvido na pesquisa. "Espero que, finalmente, o índice glicêmico seja deixado de lado."
 
No ano passado, um comitê de cientistas liderados pelo presidente da Escola de Saúde Pública de Harvard pediu que os valores glicêmicos fossem incluídos nos rótulos dos alimentos e enfatizados nas orientações dietéticas. A comissão disse que era crucial que o público entendesse a resposta glicêmica aos alimentos, "dado o rápido aumento da obesidade e diabetes."
 
Mas os resultados dos estudos foram irregulares. O Dietary Guidelines for Americans de 2010 encoraja as pessoas a comer grãos integrais e "carboidratos que ocorrem naturalmente." As orientações alertam que "fortes evidências" não mostra nenhuma relação entre o índice glicêmico dos alimentos e o peso corporal, apesar de alguns estudos sugerirem o contrário.
 
No novo estudo, os pesquisadores queriam descobrir se dietas semelhantes em calorias e carboidratos, mas compostas de alimentos de índice glicêmico alto ou baixo, tinham resultados diferentes sobre a saúde cardiovascular. Então, eles recrutaram 163 pessoas, a maioria delas com sobrepeso e pressão alta, o que significa que elas têm maior risco de doença cardíaca e diabetes tipo 2.
 
Os participantes fizeram um rodízio de quatro dietas por cinco dias por semana, com toda a alimentação fornecida a eles. Os pesquisadores disseram que elaboraram cada dieta para ser saudável ao coração, com muitas frutas, legumes, feijões, peixes, aves, carnes magras e grãos. Duas das dietas foram ligeiramente mais ricas em carboidratos do que o que o norte-americano médio consome, e duas foram ligeiramente abaixo disso.
 
Os pesquisadores então alteraram os tipos de carboidratos. As dietas de baixo índice glicêmico incluíam coisas como pão integral e cereais, maçãs, aveia em flocos e vegetais sem amido. As dietas de glicemia elevada permitiam coisas como pão branco, cenoura e muffins, arroz instantâneo e aveia instantânea, e lanches doces como mel, banana e damascos em calda.
 
Quando a quantidade geral de ingestão de carboidratos foi reduzida, os fatores de risco cardiovascular, como o colesterol, triglicérides e pressão arterial, foram para a direção certa. Mas quando duas dietas tinham quantidades semelhantes de carboidratos e calorias, a abordagem de baixo índice glicêmico não melhorou os níveis de sensibilidade à insulina, o colesterol ou a pressão arterial.
 
Frank M. Sacks, principal autor do estudo e professor da Escola de Medicina de Harvard, disse que outros estudos que duraram ainda mais tempo mostraram resultados semelhantes. Ele disse que as pessoas devem comer grãos integrais, produtos frescos e alimentos ricos em fibras por causa dos nutrientes que contêm. Mas, exceto para pessoas que têm diabetes e precisam monitorar seus níveis de açúcar no sangue, aqueles que já seguem uma dieta saudável não precisam se preocupar com o impacto de açúcar no sangue de um tipo de fruta ou de grãos em relação a outro.
 
"A conclusão é uma boa notícia para as pessoas", disse. "Elas podem escolher os alimentos que fazem parte de um padrão alimentar saudável, sem saber se eles têm índice glicêmico alto ou baixo. Elas não precisam aprender esse sistema."
 
David Ludwig, diretor do Centro de Prevenção da Obesidade da Fundação New Balance no Hospital Infantil de Boston, disse que os testes clínicos de curto prazo de aumento da ingestão de fibras e grãos integrais muitas vezes não conseguem mostrar qualquer benefício.
 
Mas recomendações de saúde pública são baseadas em estudos de longo prazo e estudos de observação qualificados. E ao contrário de dietas muito baixas em carboidratos, que mostram resultados rápidos, as dietas de baixo índice glicêmico podem exigir mais tempo, disse.
 
"A dieta de baixo IG pode se parecer mais com a tartaruga do que com a lebre", acrescentou. "É preciso mais tempo, mas você chega lá no final."

 O criador do índice glicêmico, David Jenkins, professor de nutrição da Universidade de Toronto, acrescentou que o estudo foi limitado porque não incluiu as pessoas com diabetes tipo 2, uma população que cresce rapidamente e tem muitos problemas com o controle do açúcar no sangue.
 
UOL