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terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Médico reutiliza seringas de propósito para contaminar camponeses do Camboja com o vírus da Aids

Cerca de cem pessoas foram contaminadas
 
Um médico cambojano sem autorização para exercer a profissão foi indiciado nesta segunda-feira (22/12) por assassinato depois de ter contaminado voluntariamente dezenas de camponeses com o vírus da Aids ao reutilizar seringas.

Segundo as autoridades, a intenção do médico era realmente contaminar os camponeses. Calcula-se que cerca de cem pessoas foram contaminadas.

O primeiro-ministro cambojano Hun Sen exigiu uma investigação meticulosa.

Equipes do ministério da Saúde cambojano, da OMS e da ONUAids foram enviadas ao local dos fatos, a província de Battambanga, para realizar testes.
 
AFP / Saúde Plena

Anti-inflamatório pode ser a nova arma contra o envelhecimento

Os autores do estudo ainda não sabem ao certo por que o
medicamento gerou o efeito benéfico
Cientistas acreditam que a substância pode levar a uma droga que combata os efeitos do tempo sobre o corpo
 
Um dos remédios mais utilizados para combater problemas de saúde comuns, como febres e dores musculares, é também a mais nova esperança para frear o envelhecimento. Pesquisadores americanos conseguiram aumentar consideravelmente o tempo de vida de animais em laboratório com doses de anti-inflamatório.
 
Os autores do estudo ainda não sabem ao certo por que o medicamento gerou o efeito benéfico, mas eles acreditam que, com os resultados alcançados, estão no caminho certo para desenvolverem uma droga rejuvenescedora, que reduza os danos à saúde causados pelo tempo.

Segundo os autores, apesar de a substância, chamada ibuprofeno, ser muito utilizada na medicina, ainda há poucos trabalhos que buscaram verificar seus efeitos sobre o envelhecimento celular. Os especialistas, então, decidiram tratar diferentes seres, como leveduras, vermes e moscas-de-fruta, com doses regulares e diárias do anti-inflamatório.
 
O resultado? As espécies do teste passaram a viver mais tempo que semelhantes não tratados. Além disso, moscas e os vermes pareceram apresentar um melhor estado de saúde do que antes do tratamento.

“Quando tratamos as cobaias, observamos que elas viviam mais. Nas leveduras, por exemplo, notamos que a substância fazia com que as células se dividissem de forma mais lenta. Isso quer dizer que essa droga imita o efeito de muitas mutações genéticas pró-longevidade na levedura. Por conta disso, pensamos que ele também pode fazer a levedura viver mais tempo”, destaca He Chong, pesquisadora do Instituto Buck de Pesquisa sobre o Envelhecimento e uma das autoras do estudo, publicado na revista Plos Genetics.

Ainda buscando respostas para esse resultado, a equipe levanta a hipótese de que o ibuprofeno estimule a produção de um importante aminoácido ligado ao equilíbrio do metabolismo. “Nós suspeitamos que interfira na capacidade de as células produzirem esse nutriente. Todas as células, (incluindo as humanas) precisam do aminoácido triptofano, obtidos de formas diferentes em cada tipo de organismo. Os humanos o obtém em dietas ricas, já as leveduras o importam do ambiente”, destaca He.

Samara Machado, professora da Faculdade de Farmácia da Universidade Católica de Brasília (UCB), explica a importância do triptofano. “Ele é crucial para diversos mecanismos do metabolismo. Nos humanos, ele está ligado, por exemplo, à produção de serotonina, que é importante na execução de tarefas neurológicas.
 
É uma teoria inicial levantada por esses pesquisadores, mas é possível que essas vias metabólicas alteradas pelo triptofano possam ser a razão do sucesso do medicamento”, avalia a especialista, que não participou do estudo.

Cautela
Os autores ressaltam, contudo, que, apesar dos resultados promissores, é muito cedo para afirmar que o ibuprofeno tenha realmente um efeito rejuvenescedor, especialmente em pessoas. “Como o nosso estudo não envolvia seres humanos, não é prudente afirmar qualquer coisa desse tipo. No entanto, um aspecto muito interessante do nosso trabalho é mostrar que existem drogas seguras que merecem ser pesquisadas mais a fundo”, pondera Chong.
 
“Acreditamos que esses medicamentos usuais, utilizados para tratar doenças relacionadas com o envelhecimento podem também ajudar a atrasar o próprio envelhecimento. Nós precisamos de mais pesquisas para examinar e compreender melhor esse benefício, antes que alguém possa dizer se eles podem ser aplicáveis a pessoas”, frisa a autora.

Clovis Chechinel, geriatra do Laboratório Exame de Brasília, o artigo mostra resultados interessantes, mas lembra que pesquisas que buscam formas de retardar o envelhecimento sempre exigem cautela.
 
“Precisamos destacar que esse efeito só foi notado em animais e pode ter resultados diferentes em humanos. Isso deve ser ressaltado para evitar que as pessoas passem a consumir esses medicamentos em excesso”, destaca, lembrando os riscos que uma automedicação poderia trazer.
 
“O uso de anti-inflamatório por idosos, em alguns casos, está ligado a complicações renais, riscos de sangramentos e outras situações adversas. Esse é mais um motivo pelo qual sempre recomendamos usar esse tipo de medicamento com parcimônia”, acrescenta.

Machado, da UCB, acredita que uma das grandes vantagens da pesquisa é apontar novos possíveis usos para remédios populares. “Esse estudo precisa de mais etapas, até para conseguir ajustar a dose do medicamento para que ele não traga efeitos colaterais, por exemplo. No entanto, pesquisas nessa linha têm trazido grandes conquistas.
 
Alguns trabalhos já apontaram a aspirina como um possível redutor de riscos de câncer. Mesmo que o ibuprofeno não seja usado em sua fórmula original, ele pode ter parte de sua composição utilizada para um novo remédio com foco no retardo do envelhecimento”, acredita a especialista.

Expectativa de vida cresce para homens e mulheres
O mais recente estudo Global Burden of Disease (GBD), no qual a Organização Mundial da Saúde (OMS) compila uma série de dados sobre a qualidade de vida e o estado de saúde da população global, aponta um aumento na expectativa de vida em ambos os sexos.
 
O trabalho, publicado na última edição do jornal The Lancet, detectou um acréscimo de 5,8 anos no tempo médio de vida dos homens e 6,6 anos no das mulheres, entre 1990 e 2013.

A tendência acompanha a diminuição da incidência de várias doenças que tiram a vida de milhares de pessoas todos os anos, como diarreia, infecções do trato respiratório inferior e distúrbios neonatais, o que, segundo os cientistas, ajudou a estender a vida das pessoas principalmente nos países de baixa renda.
 
Em lugares como Nepal, Ruanda, Etiópia, Níger, Maldivas, Timor Leste e Irã a expectativa de vida apresentou um aumento de mais de 12 anos para ambos os sexos. Já nas regiões com alta renda, observou-se mais a queda de taxa de mortalidade ligada a diversos tipos de câncer (redução de 15%) e as doenças vasculares (22%).

Financiamento
“O enorme aumento na ação coletiva e financiamento dado às principais doenças infecciosas, como diarreia, sarampo, tuberculose, Aids e malária teve um impacto real”, declarou à imprensa Christopher Murray, professor da Universidade de Washington e um dos autores principais responsáveis pelo estudo.
 
“O progresso que estamos vendo contra uma variedade de doenças e lesões é mesmo notável, mas podemos e devemos fazer ainda melhor”, completou.

No entanto, o relatório constatou aumento nas taxas de mortalidade de algumas enfermidades, como o câncer de fígado causado pelo vírus da hepatite C (até 125% de aumento), transtornos por uso de drogas (63%), doença renal crônica (37%), diabetes (9%) e câncer de pâncreas (7%). O trabalho analisou dados de 240 causas diferentes de óbito em 188 países.

O relatório aponta ainda que, enquanto na maior parte do planeta, a expectativa de vida sobe, em boa parte da África Sub-Saariana essa tendência é inversa. Em 20 dos 48 países da região, as mortes por HIV/Aids têm roubado mais de cinco anos dos índices de expectativa de vida. A guerra é outro fator que rouba muitas vidas. Só na Síria, em 2013, havia uma estimativa de 29.947 mortes devido ao conflito que assola o país.
 
Saúde Plena

Consumo de alimentos preparados e expostos por muitas horas aumenta riscos de intoxicação alimentar

As intoxicações alimentares representam um problema
mundial de saúde pública cada vez mais frequente
O exagero nas festas de fim de ano também contribuem para aumentar os casos de doenças transmitidas pela comida
 
O salpicão chega tarde à mesa, mas na maioria dos lares brasileiros em que ele acompanha o peru de Natal, a tradicional combinação de batata palha, frango, presunto, maionese e legumes foi preparada bem mais cedo. No dia seguinte vira problema para muita gente.
 
A combinação de calor – temperatura favorável ao crescimento de micro-organismos – e o tipo de preparações comuns nas festas de final de ano – alimentos de origem animal, ricos em nutrientes e com maior quantidade de água disponível e bastante manipulados favorecem a contaminação – tornam a temporada oportuna para as doenças transmitidas por alimentos e água (DTA), aquelas em que os alimentos ou a água atuam como veículo para transmissão de organismos prejudiciais à saúde ou de substâncias tóxicas.

Segundo Simone Cardoso Lisboa Pereira, doutora em microbiologia e professora do Departamento de Nutrição da Escola de Enfermagem da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), a intoxicação é um tipo de doença transmitida por alimentos que pode ocorrer em função do crescimento de micro-organismos contaminantes no alimento ou pela presença de substâncias tóxicas naturais ou adicionadas.
 
A mais comum é aquela causada pelo crescimento de bactérias no alimento com produção de toxina. Há ainda casos de infecção, também causada por contaminantes microbianos no alimento. “As duas síndromes são comumente conhecidas por toxinfecção alimentar. A diferença é que a intoxicação, geralmente, é mais branda, caracterizada por vômitos e/ou diarreia; e a infecção tem sintomas mais graves, como febre.”

O Laboratório de Microbiologia de Alimentos da Fundação Ezequiel Dias (Funed) recebe mensalmente amostras para investigação de, pelo menos, cinco surtos de toxinfecção alimentar. Do início do ano até o final da primeira quinzena de novembro, foram notificados 60 surtos no estado e, com o fim do ano, o órgão alerta que esse número tende a aumentar expressivamente.
 
Segundo a bióloga Junara Viana de Oliveira, responsável pelo Serviço de Microbiologia de Produtos da Funed, o número de amostras recebidas pela Funed ainda é pequeno se comparado às várias intoxicações ocorridas não só em grande escala, mas também individualmente. “A maioria nem é notificada pelas pessoas contaminadas, que passam mal com algum alimento e não comunicam os órgãos responsáveis”, alerta.

De acordo com Junara, os principais causadores de intoxicação são os alimentos de origem animal, como carnes, produtos de confeitaria, como salgados, sanduíches e massas, geladas comestíveis e produtos lácteos.
 
As festas de confraternização de final de ano, formaturas e outros encontros típicos desta época são sempre regados a muita comida, dos mais variados tipos e que, geralmente, ficam expostas por muitas horas nas mesas, em condições sujeitas à contaminação e proliferação de bactérias.
 
“Geralmente, são preparações mais elaboradas, o que favorece a contaminação por micro-organismos pela manipulação, e que contêm ingredientes com caraterísticas que favorecem o crescimento de micro-organismos”, alerta Simone Cardoso, que tem pesquisas na área de segurança alimentar.

Segundo a especialista, na intoxicação alimentar, as bactérias podem ser provenientes das matérias-primas de má qualidade utilizadas nas preparações. E ainda do manuseio dos produtos, se não houver a higiene pessoal adequada para isso. Já na infecção, a principal causa é a contaminação fecal por meio de pessoas que manuseiam o alimento em más condições higiênico-sanitárias e produtos de origem animal de má qualidade.
 
Saúde Pública
As intoxicações alimentares representam um problema mundial de saúde pública cada vez mais frequente. Para Junara Viana, o acelerado processo de globalização, a produção de alimentos em grande escala e em condições sanitárias inadequadas, as constantes mudanças nos processos de produção dos alimentos, a inexistência ou escassez de políticas de educação sanitária voltadas para os consumidores e produtores são fatores que têm favorecido o aumento na incidência de Doenças de Transmissão Alimentar (DTA).
 
Os sintomas variam de acordo com o micro-organismo ou a toxina encontrada nos alimentos e a quantidade do alimento ingerido. Os mais comuns são vômito, diarreia, dores abdominais, cólicas, febre, olhos inchados, alteração da visão.

Qualidade
Em adultos sadios, a maioria das DTAs dura alguns dias e não deixa sequelas; já para pessoas mais susceptíveis, como crianças, idosos, gestantes e pessoas doentes, as consequências são mais graves, podendo até chegar ao óbito. “É preciso ficar atento à qualidade dos alimentos fornecidos nas festas de fim de ano.
 
Para evitar que doenças transmitidas por alimento ocorram, é preciso tomar medidas preventivas, incluindo as boas práticas de higiene na cadeia produtiva, nos serviços de alimentação, nas unidades que comercializam alimentos e nas residências.
 
Supervisão da higiene pessoal e manuseio dos alimentos; limpeza e desinfecção de utensílios e equipamentos utilizados no preparo; uso de utensílios e equipamentos diferenciados de alimento cru para alimento cozido e manutenção do alimento na temperatura ideal de armazenamento são algumas dicas para preservar a qualidade do alimento.”

E mesmo na hora de servir dá para escapar de um possível episódio. “Prefira alimentos mais saudáveis, como as frutas, legumes cozidos, carnes magras sem recheios. Se optar pelas saladas com molhos, como a maionese e o salpicão, verifique se foi refrigerada e o tempo de exposição fora da refrigeração.
 
O ideal é que seja consumida o mais próximo do preparo. Prefira sempre os alimentos cozidos e que não foram manipulados. Atenção também às sobras de alimentos, que deverão ser refrigeradas adequadamente”, sugere Junara.
 
Saúde Plena

Nada de cosméticos de presente de Natal para as crianças: eles podem conter substâncias perigosas

Foto: Reprodução
Uso de maquiagem pelas crianças aumenta riscos de irritação na pele e alergias
 
 Não são poucas as meninas que desde cedo querem se perfumar, pintar as unhas, usar maquiagem e passar creme hidratante. Pode até ser divertido, mas o hábito aumenta as chances de surgirem problemas precoces na pele. Nem mesmo os produtos infantis devem ser usados sem critério.
 
Especialistas recomendam adiar ao máximo o contato das crianças com cosméticos para diminuir o risco de irritação e alergias.
 
A dermatologista Luciana Baptista Pereira, professora da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), defende que os pais devem evitar que as crianças façam uso de cosméticos. Por ser mais fina e sensível, a pele delas tende a reagir às substâncias alergênicas. O mais comum é surgir vermelhidão, inchaço, coceira e descamação, sintomas que caracterizam a dermatite de contato, tipo de alergia que pode ser temporária ou duradoura.
 
“Quanto mais precocemente entrar em contato com substâncias químicas, maior a chance de alergia no futuro. O sistema imunológico é estimulado ao longo do tempo”, informa. As crianças que fazem tatuagem de henna e ficam com a pele irritada provavelmente vão ter problema para pintar o cabelo na fase adulta. Isso porque o adesivo contém parafenilenodiamina, componente usado para mudar a cor, também presente nas tinturas.

De acordo com Luciana, não existe uma idade padrão para liberar as meninas para pintar as unhas, enfeitar o rosto, usar batom, passar perfume ou depilar. A melhor opção é deixar para o mais tarde possível.
 
“Por que estimular isso na infância?”, questiona. “É lógico que as crianças tentam imitar as mães, e não vejo problema em passar esmalte de vez em quando ou usar maquiagem para ir a uma festa à fantasia. Só não pode ser algo que faça parte da vida delas”, pondera.
 
É sempre importante ouvir a opinião de um médico, seja pediatra, herbiatra ou dermatologista. Luciana, por exemplo, sugere que os pais expliquem que ainda não está na hora de usar esses produtos e tentem incluí-los nas brincadeiras, estimulando as filhas a maquiar e passar esmalte nas bonecas.
 
Nem os produtos infantis devem ser usados livremente, destaca o farmacêutico Gabriel da Silva Bastos, professor do curso de estética e cosmética do Centro Universitário UNA. É muito comum ver mães que compram para os bebês xampu, colônia, sabonete, condicionador, óleo, hidratante, talco etc., o que justifica casos de pele irritada precocemente.
 
Aparentemente inofensivos, os sabonetes em barra próprios para crianças costumam ter um pH extremamente elevado. O ideal é que não ultrapasse 7, para ficar mais próximo ao pH da pele. “As mães acabam buscando algo para hidratar a pele do bebê, que fica irritada e ressecada muito em função de produtos próprios para crianças. Por ser infantil, não significa que faz bem para a pele”, destaca.

Geralmente, os cosméticos infantis são produzidos com menos componentes, em especial conservantes, para reduzir o risco de alergias. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ainda exige que eles passem por testes dermatológicos e sejam isentos de substâncias tóxicas. Na hora da compra, os pais devem ter o cuidado de escolher produtos que não sejam tão atrativos, com cor, sabor e cheiro de frutas, chocolate ou outro tipo de alimento.
 
“Tente comprar os que tenham gosto ruim, se não, a criança pode comer e ficar intoxicada. Se falar que não pode ser ingerido, é melhor nem comprar”, orienta o farmacêutico. A Anvisa permite que os cosméticos contenham substâncias com gosto ruim (amargo) para que não sejam levados à boca.

Proteja a pele do seu filho
» Evite sabonetes coloridos e com cheiro, porque eles costumam conter mais substâncias alergênicas. Além disso, não passe o produto por todo o corpo da criança para não retirar a gordura protetora da pele, o que aumenta a chance de alergias. Priorize as partes principais, como axilas e genitália.

» Deixe seu filho brincar na banheira apenas com água pura, para que o sabonete não fique tanto tempo em contato com a pele. Passe o produto na hora de sair do banho e enxágue em seguida com água limpa.

» Nos primeiros meses de vida da criança, substituta sabonete em barra por líquido. Apesar da desvantagem de não limpar profundamente, ele normalmente tem pH mais próximo da pele.

» Os hidratantes também dever ser sem cor e fragrância, para diminuir o risco de irritação. Caso a
criança não tenha a pele ressecada, não é recomendado usar o produto todos os dias.

» Usar perfume em crianças aumenta a probabilidade de reações nas vias respiratórias (rinite alérgica), pulmão (bronquite e asma) e pele (dermatite atópica). As colônias são mais indicadas porque geralmente são feitas à base de água e contêm poucos conservantes.

» Os esmaltes permitidos para crianças são à base de água, que saem sem necessidade do uso de acetona ou removedor. As substâncias voláteis presentes nos outros produtos podem ser alergênicos até para adultos.

» Dê preferência aos protetores solares que não saem totalmente, deixando a pele branca. Como são feitos com fotoprotetores físicos, eles não são completamente absorvidos e causam menos toxidade.

» Não passe nenhum produto de adulto nos pequenos. Estudos tentam provar que o parabeno, um dos conservantes usados pela indústria, altera o desenvolvimento da criança, porque interfere no sistema endócrino.
 
Sa´´ude Plena

Provedor da Santa Casa de SP pede licença de 90 dias do cargo

Provedor da Santa Casa de SP pede licença de 90 dias do cargoAfastamento acontece após auditoria feita nas contas da instituição

O gestor da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, Kalil Rocha Abdalla, pediu licença do cargo por 90 dias. De acordo com ele, o afastamento tem o objetivo de promover transparência nas investigações de irregularidades nas contas da instituição.
 
Auditorias independentes contratadas pelo governo de São Paulo mostraram que a dívida da Santa Casa chega a quase R$ 800 milhões e não pouco mais de R$ 400 milhões, como informado pela administração. 
 
O afastamento foi solicitado por funcionários. Um grupo de médicos que lidera um movimento de protesto defendeu que Abdalla renunciasse ao cargo. O grupo chegou a preparar um abaixo assinado com mais de 1,5 mil assinaturas pedindo a sua saída.
 
A Santa Casa, maior instituição filantrópica do Brasil, tem sete mil funcionários e passa por sua pior crise. Na semana passada, exames, consultas e cirurgias agendadas foram suspensos. Apenas casos graves estão sendo atendidos. 
 
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