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sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

Nova cartilha orienta que diabéticos acima de 40 anos tomem estatina

Para Associação Americana de Diabetes, mesmo que não tenham colesterol alto, diabéticos a partir dessa idade devem ingerir o remédio
 
A Associação Americana de Diabetes divulgou nesta terça-feira suas novas diretrizes, o Standards of Medical Care, para o tratamento de pacientes com diabetes. Entre as novas recomendações, está a de que praticamente todos os diabéticos acima de 40 anos tomem doses moderadas a altas de estatina, um medicamento utilizado para controlar os níveis de LDL, o colesterol “ruim”. Para os mais jovens, o fármaco é indicado se a pessoa tiver outros fatores de risco para doenças cardiovasculares: colesterol alto, hipertensão, tabagismo, sobrepeso e obesidade.
 
Portadores de diabetes têm de duas a quatro vezes mais risco de sofrer um derrame ou um ataque cardíaco. Por esse motivo, entidades como o Colégio Americano de Cardiologia e a Associação Americana do Coração passaram a recomendar o uso regular de estatina para diabéticos.
 
A Associação Americana dos Diabetes seguiu as outras organizações e recomendou que diabéticos de 40 a 75 anos, ou mais, e sem fatores de risco para doenças cardiovasculares tomem doses moderadas da droga. Pacientes de qualquer idade que possuam histórico de doença cardiovascular ou outro fator de risco precisam tomar regularmente doses altas do fármaco. Apenas as pessoas com menos de 40 anos e sem fator de risco nem histórico de doenças cardiovasculares não precisam da droga.
 
“A grande mudança é recomendar estatinas em doses moderadas ou altas com base no perfil de risco do paciente, não apenas pelo seu nível de LDL. Uma vez que todos os pacientes com diabetes têm maior risco para doenças cardiovasculares, é apenas uma questão de decidir a dose do remédio”, diz Richard Grant, pesquisador do Comitê de Prática Profissional da Associação Americana de Diabetes.
 
Pressão
A nova diretriz também orienta que a pressão diastólica (mínima) ideal para os diabéticos seja 90 mmHg, em vez de 80 mmHg. “Embora estudos observacionais tenham mostrado que a pressão baixa seja melhor, novas pesquisas revelaram que a pressão diastólica ideal é 90 mmHg”, diz Grant.
 
Outra recomendação é que os diabéticos façam treinos de musculação pelo menos duas vezes por semana. Além disso, para descendentes de asiáticos, o limite de índice de massa corpórea (IMC) cai para 23, ante 25 do resto da população.
 
“Nós revisamos nossas recomendações, como fazemos todos os anos, com base nos mais recentes modelos de tratamento e cuidados de pessoas com diabetes”, explica Jane Chiang, vice-presidente da Associação Americana de Diabetes para Assuntos Médicos e Informações para a Comunidade.

Veja

Uso intenso de smartphones provoca alteração no cérebro

A utilização intensa de certos tipos de telefones celulares está provocando uma alteração no cérebro de usuários pela adaptação à nova atividade motora. Conclusão faz parte de um estudo feito pelo Instituto de Neuroinformática da Universidade de Zurique
 
Segundo os pesquisadores, os cérebros dos usuários dos chamados smartphones estão sendo alterados pela operação repetida das telas de toque.
Para medir a atividade cerebral do grupo, os cientistas utilizaram a técnica conhecida como eletroencefalografia ou EEG na sigla em inglês. Eles perceberam diferenças marcantes entre os usuários de smartphones e aqueles que utilizavam celulares "convencionais".
 
Analisando os resultados do EEG, os cientistas concluíram que os usuários de smartphones demonstravam maior destreza no uso dos dedos.
 
Dos 37 voluntários, 26 eram usuários de smartphones com telas de toque e 11 se mantinham fieis aos modelos mais antiquados de celulares.

BBC
O EEG monitora e registra a atividade elétrica do cérebro
EEG
O teste de EEG monitorou os impulsos elétricos trocados entre o cérebro e as mãos dos indivíduos através dos nervos.

A atividade foi monitorada por diversos eletrodos colocados no couro cabeludo de cada voluntário, capazes de captar esta troca de mensagens na forma sensorial.
 
A partir dessas informações, os pesquisadores puderam criar um "mapa" que indica a porção do tecido cerebral dedicada à operação de uma determinada parte do corpo.
 
Os resultados revelaram diferenças distintas entre os usuários de smartphones com telas de toque e os que usam telefones celulares convencionais.
 
Os usuários de smartphones apresentaram maior atividade cerebral em resposta aos toques dados na tela dos aparelhos pelos dedos médio, polegar e indicador.
 
E, aparentemente, isto está ligado à frequência com que se usa o smartphone – quanto mais frequente é o uso, maior é a resposta registrada pelo EEG.
 
Segundo os cientistas, o resultado – publicado na revista científica Current Biology – faz sentido, uma vez que o cérebro é maleável e, portanto, pode ser moldado pela utilização prática repetidamente.
 
Eles citam como exemplo os violinistas, que têm a área do cérebro dedicada ao controle dos dedos usados para tocar o instrumento maior do que a mesma área do cérebro de alguém que não toca violino.
 
Os pesquisadores acreditam que o mesmo está acontecendo com os usuários de smartphone – eles estariam tendo seus cérebros "esculpidos" pelo uso repetido pelos toques nas telas dos aparelhos.
 
Arko Ghosh, que liderou o grupo de pesquisadores da Universidade de Zurique, disse que ficou surpreso pela "escala das mudanças introduzidas (no cérebro) pelo uso de smartphones".
 
Ele acrescentou que o estudo reforça a ideia de que a onipresença dos smartphones está tendo um grande efeito na nossa vida cotidiana.

BBC Brasil / R7

Santa Casa tinha até quatro vezes mais funcionários por leito do que outros hospitais, diz secretário

Segundo David Uip, auditoria revelou erros de gestão no hospital, que passa por crise
 
O secretário estadual da Saúde, David Uip, voltou a falar nesta quarta-feira (24) sobre falhas na gestão da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, que enfrenta uma grave crise financeira. A auditoria contratada pelo governo de SP mostrou, segundo ele, “que os contratos não favoreceram a Santa Casa”.
 
— Há problemas nos recursos humanos, muitos funcionários por leito. Uma média de 21. Nós trabalhamos com quatro a cinco [nos hospitais estaduais]. Tem problemas de pagamento de insalubridade, hora extra.
 
Segundo ele, o problema do hospital não é a falta de dinheiro e sim a má gestão.
 
— De 2009 a 2014, o Tesouro do Estado repassou para a Santa Casa mais de R$ 826 milhões. É um recurso adicional ao que a Santa Casa recebe do SUS. É uma Santa Casa que não é subfinanciada.
 
Hoje, a dívida da instituição está avaliada em mais de R$ 820 milhões. Em setembro, o novo superintendente, Irineu Massaia, iniciou um plano de restruturação da Santa Casa. Segundo ele, a operação do hospital não dará mais prejuízo em um prazo de até dois anos.
 
Mas a situação momentânea ainda é preocupante. Nesta quarta-feira, o governo do Estado liberou R$ 3 milhões emergenciais para a compra de medicamentos e insumos. Tudo para evitar que o atendimento à população seja prejudicado.
 
Massaia garantiu que as urgências não serão comprometidas. Mas admitiu que pacientes possam ter dificuldades para cirurgias ou exames que não sejam emergenciais. O hospital adotou um esquema de contingenciamento e está decidindo quais procedimentos têm condições de serem realizados.
 
Muitos funcionários continuam com os salários e até o 13º atrasados. A promessa de que receberiam até o dia 29 deste mês não vai se concretizar. Isso porque a Santa Casa depende de um empréstimo de R$ 44 milhões da Caixa Econômica Federal que só deverá sair no começo de janeiro. Para obter o valor, a instituição vai dar como garantia um imóvel que possui na avenida Paulista, avaliado em R$ 70 milhões.
 
Uma sindicância interna também apura as falhas no hospital. Ontem, foi formalizado o afastamento do provedor da instituição, Kalil Rocha Abdalla, que tirou uma licença de 90 dias, ou até o fim da apuração. No lugar dele, assume Ruy Altenfelder. 
 
R7

"A Santa Casa precisa continuar", diz Alckmin após liberar R$ 3 milhões emergenciais

Adriana Spaca/Brazil Photo Press/Estadão Conteúdo
Governador participou de evento para anunciar recursos
Dinheiro será usado para compra de medicamentos e outros materiais necessários
 
Na última quarta-feira (24) véspera de Natal, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, foi a público para anunciar a liberação de R$ 3 milhões emergenciais para ajudar a Santa Casa de Misericórdia, que enfrenta grave crise financeira. O recurso servirá para compra de materiais e insumos.
 
Acompanhado do secretário estadual da Saúde, David Uip, e do superintendente da Santa Casa, Irineu Massaia, o governador disse que o objetivo dessa verba é, mais uma vez, “garantir o atendimento ao SUS”.  Ele justificou que “a Santa Casa precisa continuar”.
 
Apesar desse dinheiro, os salários e o 13º atrasados de funcionários vão ter que esperar. Isso porque o montante não é capaz de quitar as dívidas da folha de pagamento. A instituição vai fazer, no começo de janeiro, um empréstimo de R$ 44 milhões para acertar, entre outros, esse débito. O superintendente voltou a reforçar que o atendimento emergencial está garantido e que procedimentos eletivos estão sendo contingenciados. Dessa forma, o hospital decide quais exames ou cirurgias podem ser realizadas.
 
A dívida total da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo ultrapassa os R$ 820 milhões, segundo o governador. Ele sugeriu que a instituição use os muitos imóveis que tem durante a fase de recuperação financeira.
 
— A Santa Casa, que tem patrimônio, prédios em vários lugares, vai ter que disponibilizar parte desse patrimônio para poder fazer o seu ajuste, o seu saneamento financeiro. É um assunto interno da Santa Casa, que é uma entidade privada, mas é óbvio que algum patrimônio vai ter que dispor. 
 
O secretário David Uip falou que o Estado está ajudando o hospital a renegociar a dívida e que é preciso repensar as garantias dos empréstimos.
 
— Nós somos absolutamente contrários que qualquer serviço dê como garantia de empréstimo o dinheiro do SUS. Hoje, do que vem do governo federal, metade é retido para pagar dívida. Tem que trocar a garantia. A ideia é a Santa Casa dar como garantia imóveis e não a receita de operação. 
 
Uip ainda disse que o Ministério Público e a Procuradoria Geral do Estado devem fazer, na primeira semana de janeiro, uma reunião com a Prefeitura de São Paulo, Ministério da Saúde e Santa Casa para “fazer os novos acertos”. O objetivo é que todos participem das discussões sobre o processo de recuperação financeira do hospital.
 
R7

Cientistas criam esperma e óvulos humanos artificiais, diz jornal

Média de idade de doadores cresceu na Grã-Bretanha desde que anonimato foi suspenso, em 2005 (Foto: BBC)
Esperma e óvulos foram criados a partir de pele humana
Pesquisadores utilizaram pele humana para obter material. Avanço poderia ajudar no combate a doenças de idade e infertilidade
 
Cientistas da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, criaram formas primitivas de esperma e óvulos a partir de células de pele humana, relatou o jornal "The Guardian", na última quarta-feira (24).
 
De acordo com a pesquisa, esse avanço médico poderia transformar doenças relacionadas com a idade e problemas de fertilidade. Estas células teriam a capacidade de se transformarem em espermatozoides e óvulos maduros, algo que nunca foi feito em laboratório.
 
A lei britânica proíbe clínicas de fertilidade de utilizar esperma e óvulos artificiais para tratar casais inférteis. Em 2012, cientistas japoneses criaram óvulos de camundongos a partir de células-tronco e os utilizaram para o nascimento de filhotes.
 
G1