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segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Cinco fatos que mostram como o uso de smartphones e de redes sociais interfere em nossa vida

O uso das redes sociais e de smartphones está cada vez mais recorrente
 
Mas é preciso ficar atento às mudanças que a tecnologia impõe em nossas vidas: desde efeitos positivos até a alguns indesejáveis, o mundo online transformou o modo como nos relacionamos.
 
Veja cinco fatos que comprovam isso:
 
1) Uso de redes sociais para fins pessoais no trabalho prejudica produtividade
Uma pesquisa da Faculdade de Psicologia da Universidade de Bergen, na Noruega, afirma que o uso das redes sociais para fins pessoais durante o horário de trabalho pode ter um efeito negativo sobre o desempenho dos funcionários e do bem-estar das organizações.
 
— Mas não se pode descartar que o uso de sites de redes sociais para fins pessoais também estimula a criatividade e inspira alguns trabalhadores. Além disso, não se pode excluir que o uso destas ferramentas online desempenha papel importante se os colegas interagem entre si — explica a cientista.
 
2) Redes sociais melhoram o bem-estar e combatem isolamento da terceira idade
Segundo um estudo da Universidade de Exeter, no Reino Unido, treinar as pessoas mais velhas para usarem as mídias sociais melhora a capacidade cognitiva, aumenta a sensação de auto competência e pode ter um grande impacto positivo sobre a saúde mental e o bem-estar da terceira idade.

– Percebemos que as conexões sociais são importantes para a saúde cognitiva e física dos idosos. As pessoas que se isolam ou experimentam a solidão são mais vulneráveis a doenças e sentem mais os sinais do envelhecimento. Apoiar as conexões sociais das pessoas mais velhas é um dos nossos objetivos. Este estudo mostra como a tecnologia pode ser útil, pois traz benefícios para a saúde e bem-estar da terceira idade – disse Thomas Morton, líder do projeto.
 
3) Utilizar o celular enquanto está com outra pessoa prejudica o relacionamento
As pequenas interrupções diárias para checar smartphones e outros dispositivos estão interferindo nos relacionamentos amorosos. De acordo com uma pesquisa realizada pela Brigham Young University, 74% das mulheres que possuem namorados ou maridos pensam que os celulares prejudicam suas interações com seus parceiros.

— Este ciclo faz com que as pessoas ficam presas, permitindo que a tecnologia interfira, mesmo em pequenas formas, na relação. Isso pode começar a desgastar lentamente a qualidade do relacionamento — disse Brandon McDaniel, um dos cientistas.
 
4) Checar muitas vezes a caixa de e-mail pode ocasionar estresse
Pesquisadores descobriram que ignorar e-mails pode causar sentimentos positivos. No geral, "limitar o número de vezes de checagem ao seu e-mail por dia diminuiu a tensão durante uma atividade importante e reduziu o estresse do dia a dia", escrevem os pesquisadores Kostadin Kushlev e Elizabeth Dunn, da University of British Columbia.
 
5) Uso de smartphones aumenta problemas na coluna, diz estudo
Na fila do banco, na sala de espera ou no ponto de ônibus, sempre há alguém de olho no smartphone. Se isso já virou epidemia, um problema de postura relacionado à inclinação da cabeça para consultar celulares e tablets está, também, quase se tornando uma. É o que diz um estudo do Centro Médico de Cirurgia Espinhal e Reabilitação de Nova York ao cunhar o termo “text neck” (ou “pescoço da mensagem de texto”) em publicação recente na Biblioteca Nacional de Medicina dos Estados Unidos.
 
Zero Hora

Invento permite que furadeira elétrica seja usada em cirurgias

BBC: Furadeira médica
Em países pobres, cirurgiões muitas vezes não têm alternativas a usar furadeiras manuais para procedimentos em ossos
 
A ideia de um médico usando uma furadeira convencional em uma cirurgia pode parecer absurda para muita gente.
 
Mas uma invenção engenhosa - uma capa protetora esterilizada - torna as ferramentas domésticas seguras para o uso em mesas de operação.
 
E o custo da capa é bem menor do que o de os instrumentos especiais usados em perfurações cirúrgicas.
 
Em países pobres, cirugiões muitas vezes não têm alternativas a usar furadeiras manuais para procedimentos em ossos.
 
Ao permitir o uso das furadeiras elétricas, a capa esterilizada ajudou cirurgiões a fazer operações mais rápidas e a operar mais pacientes.
 
 
BBC Brasil / iG

domingo, 4 de janeiro de 2015

Instituto cria 'bar' em hospital para testar droga contra abuso de álcool

Foto: AP Photo/Cliff Owen: Garrafas de bebida têm em seu
 interior água colorida: réplica de bar insalada em hospital serve
 para testar droga para diminuir vontade de consumir álcool
Réplica de bar vai ajudar a checar se medicamento faz efeito. Projeto é dos Institutos Nacionais de Saúde (NIH) dos Estados Unidos
 
Parece um bar como qualquer outro: garrafas de tequila e de vodca enchem as prateleiras, a iluminação é fraca e, nas paredes, há pôsteres de bebida. Mas ele fica dentro de um hospital.
 
Pesquisadores dos Insitutos Nacionais de Saúde (NIH) dos Estados Unidos criaram uma réplica de bar para testar um novo tratamento para ajudar pessoas que bebem muito álcool a diminuir o consumo.
 
A ideia é que, ao se sentar no bar-laboratório, o cérebro dos voluntários sinta vontade de beber, ajudando a determinar se o medicamento experimental é capaz de conter esse desejo.
 
Água colorida
A verdade é que as garrafas estão cheias de água colorida. O álcool de verdade fica fechado na farmácia do hospital e é usado para que os voluntários possam sentir o odor da bebida e para testar se a droga é segura caso as pessoas bebam depois de consumi-la.
 
"O objetivo é criar um ambiente quase do mundo real, mas controlá-lo de forma estrita", diz o líder da pesquisa, Lorenzo Leggio, que está testando como um hormônio chamado grelina, que instiga o apetite das pessoas por comida, também afeta o desejo por álcool, e se bloqueá-lo funciona.
 
Problemas relacionados ao abuso de álcool afetam uma parcela grande da população e apenas uma fração pequena recebe tratamento. Não há uma terapia que serve para todos e o NIH está estimulando uma busca por novas medicações que tenham como alvo os processos do cérebro envolvidos no vício.
 
"Alcoólatras vêm em muitas formas", explica George Koob, diretor do Instituto Nacional de Abuso de Álcool e Alcoolismo (NIAAA) do NIH.
 
Qual é o limite?
Mas qual é o limite? Segundo o NIAAA, beber com "baixo risco" significa não mais do que 4 doses em um mesmo dia e não mais do que 14 em uma semana para homens e não mais do que 3 doses por dia e 7 por semana para mulheres.
 
Os genes também têm um papel em determinar quem tem mais risco de abusar do álcool, assim como fatores ambientais.
 
Os tratamentos podem variar desde internações para reabilitação até terapia comportamental e há poucos medicamentos disponíveis hoje. Koob, que é especialista na neurobiologia do álcool, diz que geralmente é preciso uma combinação de várias estratégias e, em última instância, "você tem que mudar sua vida".
 
O hormônio que está sendo testado no bar-laboratório, a grelina, pode ter relação tanto com o consumo excessivo de comida quanto com o abuso de álcool. Em um estudo recente, voluntários receberam diferentes quantidades do hormônio e seu desejo de beber álcool variou de acordo com a quantia de hormônio consumida.
 
Agora, Leggio está testando se bloquear a ação da grelina levaria também ao bloqueio da vontade de beber álcool.

G1

Em Nova York, ônibus oferece vitamina injetável para curar ressaca

Foto: Reuters/Carlo Allegri
Meredih Koko assiste televisão enquanto recebe solução de
 vitaminas na veia no Hangover Bus, em Nova York, no dia 1º
'Ônibus da ressaca' tem tratamento que promete ajudar em recuperação. Para receber solução intravenosa, consumidor paga até US$ 169
 
Os novaiorquinos tiveram uma ajuda extra para se livrar da ressaca no primeiro dia do ano.

O chamado "Hangover Bus", ou "Ônibus da Ressaca" ficou estacionado em uma rua de Nova York durante todo o dia 1º oferecendo soluções intravenosas que prometem curar a ressaca.
 
A ação foi criada pela empresa Hangover Club, especializada em oferecer esse tipo de tratamento, que consiste em hidratação, vitaminas, minerais, além de medicamentos contra náusea e dores.
 
Bolsas de solução intravenosa contra ressaca são vistas em "ônibus da ressaca", em Nova York (Foto:  Reuters/Carlo Allegri)
 Foto: Reuters/Carlo Allegri: Bolsas de solução intravenosa contra ressaca são vistas em "ônibus da ressaca", em NY
 
 Meredith Koko (esq.) e Nena Kallopoulos recebem tratamento intra venoso para ressaca em Manhattan (Foto: Reuters/Carlo Allegri)
 Foto: Reuters/Carlo Allegri
Meredith Koko (esq.) e Nena Kallopoulos recebem tratamento intra venoso para ressaca em Manhattan
 
Uma equipe de enfermeiras é encarregada de injetar a substância nos clientes, que pagam de US$ 129 a US$ 169 e ficam no local por cerca de 40 minutos.
 
G1

Estresse no trabalho, risco para a saúde

Segundo psiquiatra francês, um bom ambiente e apoio de amigos e família ajudam no equilíbrio
 
Rio - Nada como o início de um novo ano para se questionar sobre os objetivos que se quer atingir com um trabalho. E quais as competências para chegar a tal. Além de possivelmente encurtar o caminho, o autoconhecimento é uma das principais ferramentas para controlar o estresse no ambiente executivo. A recomendação é do psiquiatra francês Éric Albert, que há 30 anos estuda o tema, coordena o Ifas, um centro de gestão do estresse em empresas, e tem 15 livros publicados. O próximo, “Emoções e Saúde”, será lançado em março em parceria com o diretor médico da Med-Rio, Gilberto Ururahy.
 
Albert hoje presta consultoria e vive dando palestras, mas lembra que na primeira que ministrou ouviu a embaraçosa pergunta: “como você pode falar sobre o estresse sendo tão estressado?”.
 
— A pessoa que fez a pergunta estava corretíssima. Eu era terrivelmente estressado quando comecei.
 
Na verdade, nenhuma escolha é neutra, me engajei no assunto exatamente por isso. E fui aprendendo a lidar com ele. Pelo menos hoje eu tento fazer o que falo nas minhas palestras — conta Albert.
 
Nessas décadas de estudo e experiência acumulada, Albert diz que fez mudanças em sua vida para manter a adrenalina sob controle.
 
— Mudei a visão sobre o meu objetivo com o trabalho, sobre o sentido dele. Minha meta hoje não é ganhar cada vez mais dinheiro, mas fazer algo útil, inovador em minha área, ter um bom ambiente na minha equipe. Se sou capaz disso, ao final do dia sou mais feliz com o que faço, e, consequentemente, menos estressado.
 
Aposta na confiança entre pessoas
Albert diz que também aprendeu a gerenciar o Ifas apostando na confiança entre os funcionários.
 
Eliminou, por exemplo, os indicadores-chave de desempenho (KPIs), técnica criada nos Estados Unidos para quantificar a produtividade de seus funcionários e muito usada, sobretudo, por multinacionais.
 
— Paramos de medir o que cada consultor vendia, mas o que a empresa toda produzia. Também discutimos com todos os consultores se atingimos ou não um determinado objetivo; e em caso negativo, discutíamos o que mudar para atingi-lo. Dessa forma, as pessoas trabalham mais integradamente. Quando confiamos nos outros, eles respondem com confiança — afirma o psiquiatra, que critica o modelo americano. — Quanto mais atenção a empresa dá aos KPIs, mais o funcionário fica focado nos indicadores que serão base de sua avaliação e menos ele irá interagir com os colegas, porque isso significaria perda de tempo. E fica maior a competitividade entre eles. Nesse ambiente, não existe nenhum apoio social, que é algo extremamente importante. Como resultado, o estresse aumenta — critica o psiquiatra.
 
Esse apoio social, acrescenta Albert, pode vir de diversas maneiras e pessoas e é essencial para manejar o estresse. Pode ocorrer como um apoio emocional. Por exemplo, conversar sobre algo que nos deixa irritados já é uma forma de lidar com a emoção. Ou, ainda, dialogar para nos ajudar a encontrar uma solução para um problema, pedindo a opinião de alguém confiável. Nesse caso, família e amigos têm papel de destaque.
 
— Sou muito consciente da importância de passar tempo com amigos e família — explica o psiquiatra.
 
Outra ferramenta indispensável é a atividade física. Em rotinas em que o trabalho ocupa a maior parte das horas diárias e dos pensamentos, a tendência é deixar o exercício em segundo plano. Mas Albert lembra que ele traz mais disposição e é um ótimo regulador do estresse. Se a falta de tempo é um dos impedimentos, a opção é encaixá-lo nas atividades diárias já obrigatórias.
 
— Moro em Paris e uso minha bicicleta para ir ao trabalho todos os dias — sugere o especialista.

Gilberto Ururahy e Éric Albert concordam que todos vivem sob estresse, e ele é inclusive necessário para a sobrevivência, mas que em níveis elevados pode representar um fator de risco para diversas outras doenças. Sinais de que esse limite começa a ser ultrapassado são mudanças na forma de interagir com as pessoas, por exemplo com menos tolerância, além de dores no corpo, dificuldade para dormir e abuso de comida, tabaco e álcool.
 
— O estresse hoje é o principal fator de risco para a saúde do homem contemporâneo, e é uma queixa frequente entre executivos que atendemos. No livro “Emoções e Saúde”, relacionamos o quanto o estresse impacta no físico de cada pessoa de forma muito individual. Em uns observam-se alterações no cenário cardiovascular, em outros no trato gastrointestinal, na pele... — explica Ururahy.
 
Esta é a terceira publicação que surge da parceria entre os centros brasileiro e francês. Também foram lançados “Como se tornar um bom estressado”, em 1997, e “Cérebro Emocional”, em 2005.
 
Trabalho cada vez mais estressante
Não é mito que o estresse tem aumentado na sociedade contemporânea, e em parte isso ocorre pelo novo cenário profissional. Albert aponta alguns motivos para isso: primeiro, ele destaca que hoje vivemos mais sob pressão psicológica do que física, ou seja, se antes a exigência era principalmente braçal, por exemplo nas fábricas, hoje é psíquica, consequentemente gera-se mais estresse. Outra razão é a constante necessidade de adaptação.
 
— Vivemos numa sociedade em que todos temos que nos adaptar o tempo todo, muito mais e mais rápido do que antes. Empresas competitivas são aquelas que se adaptam mais rapidamente, mas adaptação gera estresse — afirma.
 
A sugestão de Albert é nunca deixar de se aprimorar. Isso trará mais segurança sobre suas competências naquela função e o deixará mais tranquilo para impor limites, para, assim, não ultrapassar a fronteira que abre portas às doenças provocadas pelo excesso de estresse.
 
O Globo