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segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Fast food não é vilão para 25% das pessoas. Saiba o motivo

Pinterest: Fast food pode não ser o principal vilão da saúde
Mesmo comendo 1.000 calorias a mais por dia, obesos mantiveram boa saúde
 
Pesquisadores da Universidade de Medicina de Washington, em St Louis, no Missouri, incentivaram 20 pessoas obesas a comer mais fast food por vários meses e descobriram que 25% deles mantiveram boa saúde, apesar dos quilos extras que ganharam. O estudo foi publicado no Journal of Clinical Investigation nesta semana.
 
Cada indivíduo foi incentivado a comer 1.000 calorias a mais por dia, especialmente em restaurantes de fast food, com o objetivo de aumentar o peso em 6%.
 
Segundo Elisa Fabbrini, professora de medicina e principal autora do estudo, “é tão difícil fazer as pessoas engordarem como emagrecerem”.
 
Aqueles que não sofriam de doenças tipicamente associadas à obesidade, como resistência à insulina, colesterol alto, pressão alta e excesso de gordura no fígado, não apresentaram esses problemas, mesmo depois de engordar 7 kg.
 
Por outro lado, aqueles que já sofriam com problemas metabólicos antes do estudo ficaram ainda pior por causa do aumento de peso.
 
Os resultados confirmaram o que os cientistas já haviam observado na população em geral:  25% dos obesos não sofrem de complicações metabólicas que podem levar a um ataque cardíaco, diabetes e derrame.
 
Todo o grupo que participou do estudo foi acompanhado posteriormente por nutricionistas para perder peso. O trabalho levou ao documentário do canal americano HBO Weight of the Nation.
 
Para o pesquisador Samuel Klein, diretor do Centro de Nutrição Humana da Universidade de Washington, "precisamos de mais estudos para tentar entender por que a obesidade provoca doenças específicas em algumas pessoas, mas não em outras”.
 
— A pesquisa demonstra que algumas pessoas obesas estão protegidas contra os efeitos metabólicos adversos do ganho de peso moderado, enquanto outras estão predispostas a desenvolver estes problemas.

R7

Veja como evitar os riscos de doenças oculares no verão

As altas temperaturas, típicas do verão, facilitam o surgimento de doenças oculares
 
Não é apenas a pele que precisa de cuidados no verão, os olhos também pedem atenção especial. As altas temperaturas favorecem o desenvolvimento de fungos, bactérias e vírus na água e em ambientes fechados, quentes e úmidos, podendo gerar infecções oculares.

Conjuntivites, ceratites, pterígio e catarata são as ocorrências mais comuns nesta época do ano. Os oftalmologistas João Alberto Holanda de Freitas, Abdo Abed e Juliana Oliveira de Carvalho caracterizam cada uma delas e indicam como preveni-las.
 
Conjuntivite
A conjuntivite é uma infecção que se dá na conjuntiva, membrana que recobre a parte branca do olho. São três os tipos: alérgica, bacteriana e viral.
 
A do tipo alérgica tem como características coceira intensa, vermelhidão e lacrimejamento. A bacteriana, além de olhos vermelhos, apresenta grande inchaço e secreção amarelada, especialmente ao acordar. Já a conjuntivite viral provoca vermelhidão, sensação de desconforto (semelhante à entrada de areia nos olhos) e muito lacrimejamento. Além dos micro-organismos que circulam no ar, a conjuntivite pode ser adquirida pelo contato dos olhos com agentes químicos presentes em filtros solar e hidratantes para cabelos. Preste atenção também nos dias ventosos. Eles aumentam o risco de corpos estranhos entrarem no seu olho, causando a conjuntivite alérgica.
 
Ceratite
É uma infecção que surge na córnea. É causada por fungos e bactérias, que se proliferam mais no verão, pois ambientes quentes são propícios para o seu desenvolvimento. Locais que reúnem muitas pessoas como praias, piscinas públicas e parques aumentam as chances de contágio. Sensação de corpo estranho nos olhos e vermelhidão são os sintomas mais frequentes.
 
Pterígio
Doença que tem como causa a exposição em excesso e sem proteção dos olhos aos raios ultravioleta UVA e UVB. Traz como consequências ardência e vermelhidão. Costuma atingir profissionais que trabalham expostos ao sol. Progressivamente, pode provocar perda parcial da visão.
 
Catarata
O cristalino é a lente natural do olho. Em uma condição ideal, deve ser transparente, para que se consiga enxergar com clareza. A catarata, no entanto, faz com que ele fique opaco. A doença se manifesta, em média, aos 60 anos, e uma exposição solar excessiva sem proteção ao longo da vida pode ocasionar seu aparecimento precoce.
 
Como evitar os incômodos

Saiba quais medidas podem diminuir os riscos de doenças oculares no verão:
 
— Para evitar as doenças relacionadas à exposição solar, utilize chapéus e óculos com lentes que tenham proteção contra raios UVA e UVB. Se você não se adapta aos óculos-escuros, o mercado já oferece tipos de grau com filtros. Mas tome muito cuidado com a procedência. Um óculos sem proteção agride ainda mais o olho. A pupila atrás de uma lente apenas escura, por exemplo, dilata, o que favorece a entrada de radiação solar. Procure adquiri-los somente em estabelecimentos confiáveis. Óculos de grau necessitam de uma recomendação médica.
 
— Se você tem o hábito de ler exposto ao sol, não se esqueça da dupla óculos e chapéu. A falta de proteção pode causar uma queimadura ocular.
 
— Ao entrar no mar e na piscina, não mergulhe com os olhos abertos. Isso vai diminuir o risco de contaminação por micro-organismos que podem gerar conjuntivites e ceratites.
 
— Quem utiliza lentes de contato deve retirá-las antes de entrar na água. O uso facilita a infecção por micro-organismos, no caso de contato com os olhos.
 
— Se você sentir alguma irritação nos olhos após sair da água, lave-os bem com algum colírio lubrificante. Caso não alivie, procure um oftalmologista.
 
— O uso prolongado de ar-condicionado também deve ser evitado. Por diminuir a umidade do ambiente, os olhos ficam mais ressecados e algumas pessoas podem sentir um desconforto, como coceira e sensação de corpo estranho. Se esse é o seu caso, use um colírio lubrificante no mínimo quatro vezes ao dia. Esses produtos não exigem receita médica. E lembre-se de fazer frequentemente a limpeza do filtro, pois o acúmulo de ácaros pode provocar conjuntivite alérgica.
 
— Durante viagens longas de avião, lubrifique os olhos. A umidade nas cabines é menor e pode provocar ressecamento.
 
— Respeite as regras de armazenamento dos colírios. Existem produtos que precisam ficar guardados na geladeira. Nunca compartilhe colírios com outra pessoa, pois você pode adquirir infecções. Fique atento também aos prazos de validade. Após interrupções no uso, nenhum colírio deve ser reaproveitado, sob o risco de contaminação dos frascos.
 
— Se você pratica exercícios físicos ao ar livre, use faixas na cabeça para evitar que o suor escorra para os olhos. E sempre utilize protetor solar específico para o rosto.
 
— Se algum corpo estranho entrar nos seus olhos, tente não coçar. Lave-os com um soro fisiológico ou um colírio lubrificante. Se a sensação não aliviar, procure um oftalmologista.
 
Zero Hora

Veja como agir se seu filho sofre ou pratica bullying

Cartilha explica de forma simples e direta o que é o assédio e quais suas formas
 
O Projeto Orelhinha, ONG que oferece cirurgias corretivas de orelha de abano a baixo custo, está lançando uma cartilha para orientar professores, educadores, pais e familiares sobre como enfrentar situações de bullying.

O documento explica de forma simples e direta o que é o assédio e quais suas formas, destaca os sinais que as vítimas apresentam e orienta sobre como agir ao presenciar ações do tipo. Também ensina os pais a lidarem com a situação quando o filho é vítima ou quando ele é quem pratica o bullying.
 
— A participação da família e dos educadores é fundamental para minimizar os efeitos negativos que o bullying pode causar nas vítimas, em especial, no aspecto da introspecção, da baixa autoestima e da queda do rendimento escolar — diz a presidente do Instituto Orelhinha, Leila Souto Miranda de Assis.
 
O material já foi distribuído em ações da ONG em Porto Alegre, Fortaleza, Recife e Salvador. Interessados em receber a cartilha podem solicitar pela central de atendimento da instituição, pelos telefones 4062-0607 (capitais e regiões metropolitanas) ou 0800-718-7804 (demais cidades).

A cartilha pode ser visualizada neste link http://projetoorelhinha.com.br/pdf/cartilha.pdf
 
Veja dicas apresentadas na publicação.
 
O que fazer quando seu filho sofre uma situação de agressão
 
— Parabenize seu filho pela coragem de falar com você sobre o que está acontecendo. Diga que ele não está sozinho e que juntos vocês poderão solucionar o problema.
 
— Escute com atenção os relatos do seu filho sobre o incidente. Peça que descreva quem esteve envolvido, como, quando e onde aconteceram os episódios.
 
— Descubra o máximo que puder sobre as táticas de perseguição ou intimidação que estão usando contra ele.
 
— Estabeleça um vínculo de empatia com seu filho. Diga que intimidar é errado, que não é sua culpa. Pergunte a ele o que acha que você pode fazer para ajudá-lo.
 
— Não culpe seu filho por ser perseguido. Não suponha que ele provocou os maus-tratos.
 
— Enxergue isso como uma oportunidade para refletir sobre a própria cultura familiar.
 
O que fazer quando seu filho é quem assedia
 
— Deixe claro que você considera os atos de perseguição ou intimidação sérios e que não vai tolerar tais comportamentos.
 
— Crie regras claras e coerentes para sua família, que guiem o comportamento de seus filhos. Elogie e apoie quando eles seguirem as regras.
 
— Passe mais tempo com seus filhos e supervisione cuidadosamente suas atitudes.
 
— Conheça os amigos de seus filhos, permita que eles os convidem para vir à sua casa e preste atenção em como passam o tempo livre.
 
— Promova os talentos de seus filhos, estimulando a participação em atividades sociais.
 
— Compartilhe suas preocupações com o professor, coordenador ou diretor da escola.
 
— Se você ou seus filhos necessitam de ajuda adicional, fale com um orientador escolar ou profissional de saúde mental.
 
Zero Hora

Cinco fatos que mostram como o uso de smartphones e de redes sociais interfere em nossa vida

O uso das redes sociais e de smartphones está cada vez mais recorrente
 
Mas é preciso ficar atento às mudanças que a tecnologia impõe em nossas vidas: desde efeitos positivos até a alguns indesejáveis, o mundo online transformou o modo como nos relacionamos.
 
Veja cinco fatos que comprovam isso:
 
1) Uso de redes sociais para fins pessoais no trabalho prejudica produtividade
Uma pesquisa da Faculdade de Psicologia da Universidade de Bergen, na Noruega, afirma que o uso das redes sociais para fins pessoais durante o horário de trabalho pode ter um efeito negativo sobre o desempenho dos funcionários e do bem-estar das organizações.
 
— Mas não se pode descartar que o uso de sites de redes sociais para fins pessoais também estimula a criatividade e inspira alguns trabalhadores. Além disso, não se pode excluir que o uso destas ferramentas online desempenha papel importante se os colegas interagem entre si — explica a cientista.
 
2) Redes sociais melhoram o bem-estar e combatem isolamento da terceira idade
Segundo um estudo da Universidade de Exeter, no Reino Unido, treinar as pessoas mais velhas para usarem as mídias sociais melhora a capacidade cognitiva, aumenta a sensação de auto competência e pode ter um grande impacto positivo sobre a saúde mental e o bem-estar da terceira idade.

– Percebemos que as conexões sociais são importantes para a saúde cognitiva e física dos idosos. As pessoas que se isolam ou experimentam a solidão são mais vulneráveis a doenças e sentem mais os sinais do envelhecimento. Apoiar as conexões sociais das pessoas mais velhas é um dos nossos objetivos. Este estudo mostra como a tecnologia pode ser útil, pois traz benefícios para a saúde e bem-estar da terceira idade – disse Thomas Morton, líder do projeto.
 
3) Utilizar o celular enquanto está com outra pessoa prejudica o relacionamento
As pequenas interrupções diárias para checar smartphones e outros dispositivos estão interferindo nos relacionamentos amorosos. De acordo com uma pesquisa realizada pela Brigham Young University, 74% das mulheres que possuem namorados ou maridos pensam que os celulares prejudicam suas interações com seus parceiros.

— Este ciclo faz com que as pessoas ficam presas, permitindo que a tecnologia interfira, mesmo em pequenas formas, na relação. Isso pode começar a desgastar lentamente a qualidade do relacionamento — disse Brandon McDaniel, um dos cientistas.
 
4) Checar muitas vezes a caixa de e-mail pode ocasionar estresse
Pesquisadores descobriram que ignorar e-mails pode causar sentimentos positivos. No geral, "limitar o número de vezes de checagem ao seu e-mail por dia diminuiu a tensão durante uma atividade importante e reduziu o estresse do dia a dia", escrevem os pesquisadores Kostadin Kushlev e Elizabeth Dunn, da University of British Columbia.
 
5) Uso de smartphones aumenta problemas na coluna, diz estudo
Na fila do banco, na sala de espera ou no ponto de ônibus, sempre há alguém de olho no smartphone. Se isso já virou epidemia, um problema de postura relacionado à inclinação da cabeça para consultar celulares e tablets está, também, quase se tornando uma. É o que diz um estudo do Centro Médico de Cirurgia Espinhal e Reabilitação de Nova York ao cunhar o termo “text neck” (ou “pescoço da mensagem de texto”) em publicação recente na Biblioteca Nacional de Medicina dos Estados Unidos.
 
Zero Hora

Invento permite que furadeira elétrica seja usada em cirurgias

BBC: Furadeira médica
Em países pobres, cirurgiões muitas vezes não têm alternativas a usar furadeiras manuais para procedimentos em ossos
 
A ideia de um médico usando uma furadeira convencional em uma cirurgia pode parecer absurda para muita gente.
 
Mas uma invenção engenhosa - uma capa protetora esterilizada - torna as ferramentas domésticas seguras para o uso em mesas de operação.
 
E o custo da capa é bem menor do que o de os instrumentos especiais usados em perfurações cirúrgicas.
 
Em países pobres, cirugiões muitas vezes não têm alternativas a usar furadeiras manuais para procedimentos em ossos.
 
Ao permitir o uso das furadeiras elétricas, a capa esterilizada ajudou cirurgiões a fazer operações mais rápidas e a operar mais pacientes.
 
 
BBC Brasil / iG