Aplicativos, carreira, concursos, downloads, enfermagem, farmácia hospitalar, farmácia pública, história, humor, legislação, logística, medicina, novos medicamentos, novas tecnologias na área da saúde e muito mais!



segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Publicada lista de medicamentos similares intercambiáveis

A partir da criação da Anvisa e da implantação da política dos medicamentos genéricos, foram estabelecidos importantes regulamentos sanitários
 
Esses novos regulamentos alcançaram não somente os medicamentos genéricos, mas também os medicamentos similares. Tal fato decorreu da necessidade de regulação do mercado farmacêutico brasileiro para aprimorar os critérios de garantia da qualidade, eficácia e segurança dos medicamentos, tanto daqueles que já se encontravam no mercado quanto dos que viessem a ser registrados na Anvisa.
 
Dentre outras, a Anvisa publicou em 2003 a Resolução da Diretoria Colegiada – RDC no 134/2003, que estabeleceu critérios para a adequação dos medicamentos similares já registrados e comercializados no Brasil. A referida RDC obrigou os detentores de registro de medicamentos similares a apresentarem estudos comparativos com o medicamento de referência tais como, equivalência farmacêutica, perfil de dissolução e bioequivalência/biodisponibilidade relativa (BD/BE), se aplicável ao fármaco e forma farmacêutica. O objetivo destas determinações é a comprovação da equivalência terapêutica entre o medicamento similar registrado e o seu respectivo medicamento de referência.
 
Em 2014, por meio da RDC 58/2014, que definiu as medidas a serem adotadas junto à Anvisa pelos titulares de registro de medicamentos para a intercambialidade de medicamentos similares com o medicamento de referência, ficou determinada a disponibilização no sítio eletrônico da Agência da relação dos medicamentos similares indicando os medicamentos de referência com os quais são intercambiáveis para a fins de consulta pela população por profissionais de saúde ou qualquer outro interessado.
 
A lista será atualizada mensalmente, à medida que novos similares forem registrados e renovados com a análise dos estudos comparativos citados.
 
Todos os medicamentos similares intercambiáveis  constantes da lista também , terão na bula do medicamento a  informação a respeito da intercambialidade, conforme determina a RDC 58/2014. Tal informação será apresentada por meio da frase: MEDICAMENTO SIMILAR EQUIVALENTE AO MEDICAMENTO DE REFERÊNCIA. A referida informação deve ser incluída  na seção da bula “Identificação do Medicamento”, logo abaixo da Denominação Comum Brasileira  (DCB) do(s) princípio(s) ativo(s) do medicamento, respeitando o modelo já existente de bula descrito no Anexo I da RDC 47/09.
 
Para essa inclusão, a empresa detentora de registro de medicamento similar intercambiável terá o prazo de 1 (um) ano a contar de sua inclusão na lista publicada no sitio eletrônico da Anvisa. O peticionamento deverá ser feito por meio do assunto “10756 – SIMILAR – Notificação de alteração de texto de bula para adequação à intercambialidade” e deverá ser seguido o fluxo de peticionamento de bulas, de acordo com as orientações do Guia de Submissão Eletrônica de Texto de Bula.
 

ANVISA

Mais comum no verão, gota piora com calor e consumo excessivo de álcool

Inchaço causado pelo acúmulo de cristais de ácido úrico
debaixo da pele
Pouca hidratação aumenta o índice de ácido úrico, causador da doença
 
A chegada do verão traz algumas preocupações adicionais para os homens que consomem muita bebida alcoólica: o aparecimento da gota — uma inflamação dos tecidos causada pela cristalização do ácido úrico dentro das articulações. A doença acomete principalmente o público masculino, 95% dos casos ocorrem em homens entre 30 e 50 anos.
 
Entre os principais vilões do quadro, a reumatologista Evelin Goldenberg, da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), cita o consumo de álcool, sobretudo no verão, quando o clima quente e o tempo de recreação estimulam a alimentação inadequada e a baixa hidratação.
 
— A gota causa muita dor e grande desconforto. Grande parte dos casos acontece nos pés, e a pessoa chega a ficar semanas sem conseguir sequer usar calçados.
 
Outras articulações podem ser acometidas, como joelhos, tornozelos e mãos. O ácido úrico elevado pode ainda causar tofos (inchaço causado pelo acúmulo de cristais debaixo da pele), pedras nos rins e, em casos graves, insuficiência renal. Pode ser também  fator de risco para doença cardiovascular, se associado com colesterol elevado, pressão alta e obesidade.
 
De acordo com a especialista, a alimentação responde por cerca de 10% do volume de ácido úrico presente no organismo, e normalmente provém de alimentos como feijão, carnes, embutidos, frutos do mar e peixes – esses últimos com consumo mais comum no verão.
 
— Em média, 90% do ácido úrico do corpo é resultado do metabolismo do DNA. Mas esses 10% advindos da alimentação podem fazer a diferença entre desenvolver ou não a doença.
 
Beber menos faz parte do tratamento
Reduzir o índice de ácido úrico, a partir do controle da alimentação e ingestão de álcool, é a principal recomendação médica para evitar o desenvolvimento da gota, assim como manter o corpo bem hidratado com o consumo de água e sucos.
 
— Mas o tratamento é mais complicado, pois é preciso dissolver as proteínas cristalizadas que estão causando a inflamação.
 
Estima-se que uma em cada 3.000 pessoas tenha gota no Brasil, e a maior parte dos casos demora para ser diagnosticada por falta de atenção do paciente ou por acreditar se tratar apena de uma inflamação passageira.
 
R7

Fast food não é vilão para 25% das pessoas. Saiba o motivo

Pinterest: Fast food pode não ser o principal vilão da saúde
Mesmo comendo 1.000 calorias a mais por dia, obesos mantiveram boa saúde
 
Pesquisadores da Universidade de Medicina de Washington, em St Louis, no Missouri, incentivaram 20 pessoas obesas a comer mais fast food por vários meses e descobriram que 25% deles mantiveram boa saúde, apesar dos quilos extras que ganharam. O estudo foi publicado no Journal of Clinical Investigation nesta semana.
 
Cada indivíduo foi incentivado a comer 1.000 calorias a mais por dia, especialmente em restaurantes de fast food, com o objetivo de aumentar o peso em 6%.
 
Segundo Elisa Fabbrini, professora de medicina e principal autora do estudo, “é tão difícil fazer as pessoas engordarem como emagrecerem”.
 
Aqueles que não sofriam de doenças tipicamente associadas à obesidade, como resistência à insulina, colesterol alto, pressão alta e excesso de gordura no fígado, não apresentaram esses problemas, mesmo depois de engordar 7 kg.
 
Por outro lado, aqueles que já sofriam com problemas metabólicos antes do estudo ficaram ainda pior por causa do aumento de peso.
 
Os resultados confirmaram o que os cientistas já haviam observado na população em geral:  25% dos obesos não sofrem de complicações metabólicas que podem levar a um ataque cardíaco, diabetes e derrame.
 
Todo o grupo que participou do estudo foi acompanhado posteriormente por nutricionistas para perder peso. O trabalho levou ao documentário do canal americano HBO Weight of the Nation.
 
Para o pesquisador Samuel Klein, diretor do Centro de Nutrição Humana da Universidade de Washington, "precisamos de mais estudos para tentar entender por que a obesidade provoca doenças específicas em algumas pessoas, mas não em outras”.
 
— A pesquisa demonstra que algumas pessoas obesas estão protegidas contra os efeitos metabólicos adversos do ganho de peso moderado, enquanto outras estão predispostas a desenvolver estes problemas.

R7

Veja como evitar os riscos de doenças oculares no verão

As altas temperaturas, típicas do verão, facilitam o surgimento de doenças oculares
 
Não é apenas a pele que precisa de cuidados no verão, os olhos também pedem atenção especial. As altas temperaturas favorecem o desenvolvimento de fungos, bactérias e vírus na água e em ambientes fechados, quentes e úmidos, podendo gerar infecções oculares.

Conjuntivites, ceratites, pterígio e catarata são as ocorrências mais comuns nesta época do ano. Os oftalmologistas João Alberto Holanda de Freitas, Abdo Abed e Juliana Oliveira de Carvalho caracterizam cada uma delas e indicam como preveni-las.
 
Conjuntivite
A conjuntivite é uma infecção que se dá na conjuntiva, membrana que recobre a parte branca do olho. São três os tipos: alérgica, bacteriana e viral.
 
A do tipo alérgica tem como características coceira intensa, vermelhidão e lacrimejamento. A bacteriana, além de olhos vermelhos, apresenta grande inchaço e secreção amarelada, especialmente ao acordar. Já a conjuntivite viral provoca vermelhidão, sensação de desconforto (semelhante à entrada de areia nos olhos) e muito lacrimejamento. Além dos micro-organismos que circulam no ar, a conjuntivite pode ser adquirida pelo contato dos olhos com agentes químicos presentes em filtros solar e hidratantes para cabelos. Preste atenção também nos dias ventosos. Eles aumentam o risco de corpos estranhos entrarem no seu olho, causando a conjuntivite alérgica.
 
Ceratite
É uma infecção que surge na córnea. É causada por fungos e bactérias, que se proliferam mais no verão, pois ambientes quentes são propícios para o seu desenvolvimento. Locais que reúnem muitas pessoas como praias, piscinas públicas e parques aumentam as chances de contágio. Sensação de corpo estranho nos olhos e vermelhidão são os sintomas mais frequentes.
 
Pterígio
Doença que tem como causa a exposição em excesso e sem proteção dos olhos aos raios ultravioleta UVA e UVB. Traz como consequências ardência e vermelhidão. Costuma atingir profissionais que trabalham expostos ao sol. Progressivamente, pode provocar perda parcial da visão.
 
Catarata
O cristalino é a lente natural do olho. Em uma condição ideal, deve ser transparente, para que se consiga enxergar com clareza. A catarata, no entanto, faz com que ele fique opaco. A doença se manifesta, em média, aos 60 anos, e uma exposição solar excessiva sem proteção ao longo da vida pode ocasionar seu aparecimento precoce.
 
Como evitar os incômodos

Saiba quais medidas podem diminuir os riscos de doenças oculares no verão:
 
— Para evitar as doenças relacionadas à exposição solar, utilize chapéus e óculos com lentes que tenham proteção contra raios UVA e UVB. Se você não se adapta aos óculos-escuros, o mercado já oferece tipos de grau com filtros. Mas tome muito cuidado com a procedência. Um óculos sem proteção agride ainda mais o olho. A pupila atrás de uma lente apenas escura, por exemplo, dilata, o que favorece a entrada de radiação solar. Procure adquiri-los somente em estabelecimentos confiáveis. Óculos de grau necessitam de uma recomendação médica.
 
— Se você tem o hábito de ler exposto ao sol, não se esqueça da dupla óculos e chapéu. A falta de proteção pode causar uma queimadura ocular.
 
— Ao entrar no mar e na piscina, não mergulhe com os olhos abertos. Isso vai diminuir o risco de contaminação por micro-organismos que podem gerar conjuntivites e ceratites.
 
— Quem utiliza lentes de contato deve retirá-las antes de entrar na água. O uso facilita a infecção por micro-organismos, no caso de contato com os olhos.
 
— Se você sentir alguma irritação nos olhos após sair da água, lave-os bem com algum colírio lubrificante. Caso não alivie, procure um oftalmologista.
 
— O uso prolongado de ar-condicionado também deve ser evitado. Por diminuir a umidade do ambiente, os olhos ficam mais ressecados e algumas pessoas podem sentir um desconforto, como coceira e sensação de corpo estranho. Se esse é o seu caso, use um colírio lubrificante no mínimo quatro vezes ao dia. Esses produtos não exigem receita médica. E lembre-se de fazer frequentemente a limpeza do filtro, pois o acúmulo de ácaros pode provocar conjuntivite alérgica.
 
— Durante viagens longas de avião, lubrifique os olhos. A umidade nas cabines é menor e pode provocar ressecamento.
 
— Respeite as regras de armazenamento dos colírios. Existem produtos que precisam ficar guardados na geladeira. Nunca compartilhe colírios com outra pessoa, pois você pode adquirir infecções. Fique atento também aos prazos de validade. Após interrupções no uso, nenhum colírio deve ser reaproveitado, sob o risco de contaminação dos frascos.
 
— Se você pratica exercícios físicos ao ar livre, use faixas na cabeça para evitar que o suor escorra para os olhos. E sempre utilize protetor solar específico para o rosto.
 
— Se algum corpo estranho entrar nos seus olhos, tente não coçar. Lave-os com um soro fisiológico ou um colírio lubrificante. Se a sensação não aliviar, procure um oftalmologista.
 
Zero Hora

Veja como agir se seu filho sofre ou pratica bullying

Cartilha explica de forma simples e direta o que é o assédio e quais suas formas
 
O Projeto Orelhinha, ONG que oferece cirurgias corretivas de orelha de abano a baixo custo, está lançando uma cartilha para orientar professores, educadores, pais e familiares sobre como enfrentar situações de bullying.

O documento explica de forma simples e direta o que é o assédio e quais suas formas, destaca os sinais que as vítimas apresentam e orienta sobre como agir ao presenciar ações do tipo. Também ensina os pais a lidarem com a situação quando o filho é vítima ou quando ele é quem pratica o bullying.
 
— A participação da família e dos educadores é fundamental para minimizar os efeitos negativos que o bullying pode causar nas vítimas, em especial, no aspecto da introspecção, da baixa autoestima e da queda do rendimento escolar — diz a presidente do Instituto Orelhinha, Leila Souto Miranda de Assis.
 
O material já foi distribuído em ações da ONG em Porto Alegre, Fortaleza, Recife e Salvador. Interessados em receber a cartilha podem solicitar pela central de atendimento da instituição, pelos telefones 4062-0607 (capitais e regiões metropolitanas) ou 0800-718-7804 (demais cidades).

A cartilha pode ser visualizada neste link http://projetoorelhinha.com.br/pdf/cartilha.pdf
 
Veja dicas apresentadas na publicação.
 
O que fazer quando seu filho sofre uma situação de agressão
 
— Parabenize seu filho pela coragem de falar com você sobre o que está acontecendo. Diga que ele não está sozinho e que juntos vocês poderão solucionar o problema.
 
— Escute com atenção os relatos do seu filho sobre o incidente. Peça que descreva quem esteve envolvido, como, quando e onde aconteceram os episódios.
 
— Descubra o máximo que puder sobre as táticas de perseguição ou intimidação que estão usando contra ele.
 
— Estabeleça um vínculo de empatia com seu filho. Diga que intimidar é errado, que não é sua culpa. Pergunte a ele o que acha que você pode fazer para ajudá-lo.
 
— Não culpe seu filho por ser perseguido. Não suponha que ele provocou os maus-tratos.
 
— Enxergue isso como uma oportunidade para refletir sobre a própria cultura familiar.
 
O que fazer quando seu filho é quem assedia
 
— Deixe claro que você considera os atos de perseguição ou intimidação sérios e que não vai tolerar tais comportamentos.
 
— Crie regras claras e coerentes para sua família, que guiem o comportamento de seus filhos. Elogie e apoie quando eles seguirem as regras.
 
— Passe mais tempo com seus filhos e supervisione cuidadosamente suas atitudes.
 
— Conheça os amigos de seus filhos, permita que eles os convidem para vir à sua casa e preste atenção em como passam o tempo livre.
 
— Promova os talentos de seus filhos, estimulando a participação em atividades sociais.
 
— Compartilhe suas preocupações com o professor, coordenador ou diretor da escola.
 
— Se você ou seus filhos necessitam de ajuda adicional, fale com um orientador escolar ou profissional de saúde mental.
 
Zero Hora