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segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Para que serve a Água Inglesa?

A água inglesa é um fitoterápico produzido a partir de várias ervas amargas com propriedades medicinais, como a quina amarela, calumba, carqueja, losna e camomila
 
De sabor não muito agradável, este produto é produzido em laboratório e pode ser encontrado à venda em farmácias convencionais, farmácias de manipulação e algumas lojas de produtos naturais.
 
Para que serve a água inglesa?
A água inglesa é indicada como medicação aperiente e tônica e, por isso, é utilizada em casos de má digestão  ou falta de apetite. Além disso, este produto também é indicado para desintoxicar o organismo de hormônios sintéticos tais como os anticoncepcionais e indutores de ovulação. Também pode ser usado em casos de abortos, endometriose e infecções uterinas.
 

Até pouco tempo atrás, a água inglesa era indicada por médico após o parto, pois o medicamento auxilia no processo de cicatrização interna e na amamentação. Ainda há algumas pessoas que acreditam que a água inglesa é boa para a produção de leite materno.
 
As propriedades e os benefícios proporcionados pela água inglesa são devidos especialmente aos princípios amargos de cada um de seus constituintes. A quina amarela contém a quinina, substância que estimula a secreção salivar e dos sucos gástricos, o que faz com que seja indicada como estimulante do apetite e para queixas dispépticas; os princípios amargos e os óleos voláteis presentes na losna justificam a sua utilização contra a perda do apetite e dispepsia; a camomila tem ação espasmolítica devido às flavonas, principalmente à apigenina, assim como o alfa-bisabolol. Já a carqueja amarga e a calumba, também presentes na formulação da água inglesa, atuam como estimulante do apetite.
 
Como utilizar a água inglesa?
A água inglesa deve ser utilizada via oral, com a ingestão de 30ml do líquido antes das refeições.
 
Contraindicações da água inglesa
A água inglesa é contraindicada para pessoas com hiperacidez estomacal, epilepsia, gastrite, úlceras gastroduodenais, síndrome do intestino irritável, enfermidade de Crohn, colite ulcerosa, Mal de Parkinson, hepatopatias ou dispepsias hiposecretoras.
 
Este líquido também não deve ser utilizado durante a gravidez e por pacientes com hipersensibilidade aos componentes do medicamento. Além disso, a água inglesa não deve ser ingerida com nenhum outro medicamento para fertilidade ou durante a reposição hormonal.
 
Efeitos colaterais e advertências
A água inglesa é bem tolerada nas doses terapêuticas recomendadas, porém em doses elevadas pode causar dor de cabeça, distúrbios da visão, zumbido no ouvido, náuseas, vômitos, gastroenterites e espasmos. Lembre-se de consultar um médico antes de iniciar qualquer tratamento.

Remedio-caseiro

Exercícios físicos para pacientes com Fibromialgia

Exercícios físicos para pacientes com FibromialgiaA fibromialgia é uma doença crônica com dores musculares generalizadas que provoca distúrbios do sono e fadiga muscular
 
As causas dessa doença podem ser de origem genética, doenças autoimunes, infecção por vírus e até problemas como depressão e ansiedade podem estar ligados a alguma forma da síndrome.
 
Esses pacientes possuem uma característica em comum que afeta diretamente a prática de exercícios: redução do desempenho cardiorrespiratório.
 
Como iniciar o programa de exercícios
Antes de qualquer coisa, o portador de fibromialgia deve fazer uma revisão completa e, ao chegar ao local onde fará os exercícios, fale com o responsável sobre a sua patologia e ele deverá fazer uma avaliação funcional e cardiovascular antes de montar o programa.
 
Essas avaliações são muito importantes neste caso porque os problemas musculares gerados pela patologia podem limitar alguns exercícios que são feitos facilmente por pessoas saudáveis.
 
É normal que algumas pessoas sintam as dores ficarem maiores nas primeiras semanas de treino. A prática da atividade física para o portador de fibromialgia deve ser prolongada por tempo indefinido da mesma forma que é para qualquer pessoa. Os benefícios que interferem diretamente na patologia vão até a vigésima semana
 
Exercícios físicos para pacientes com Fibromialgia
Exercícios aeróbicos são mais eficazes
Ao iniciar os exercícios, as instruções sobre os movimentos a serem feitos devem ser detalhadas, como numa bula de remédios. Um item muito importante aqui é descrever como e quando a quantidade de carga pode ser aumentada. Segundo pesquisas, os benefícios mais significantes são os aeróbicos, mas o alongamento e o fortalecimento têm bons resultados terapêuticos.
 
Porque os exercícios aeróbicos são mais eficazes?
Os exercícios aeróbicos aumentam os neurotransmissores relacionados ao humor como a serotonina e a norepinefrina. O que não ocorre com os outros exercícios.
 
Qualquer paciente com fibromialgia precisará de um intervalo de tempo maior que o normal para se adaptar à nova rotina de exercícios. Exatamente por isso é que o aumento da carga deve ser mais lento e gradual.
 
O mais importante é que o paciente com fibromialgia procure um profissional capacitado para atender as suas necessidades.
 
Malhar Bem

Quer se tornar vegetariano? Retirar carne pode causar anemia e osteoporose

Apesar da retirada da carne ajudar a reduzir gordura animal
 e o colesterol, deve-se tomar cuidado ao trocar carne por
alimentos ainda mais gordurosos
Especialistas explicam os prós e contras da alimentação vegetariana 
 
Na busca por uma vida mais saudável, muita gente opta por mudar o regime alimentar, como se tornar vegetariano, por exemplo, em que se exclui todas as carnes do cardápio. Não importa se essa mudança é ou não por moda.

O importante é saber é que, antes de tomar essa decisão, é preciso buscar ajuda profissional. Especialistas ouvidos explicaram que os adeptos do vegetarianismo são mais suscetíveis a sofrer com deficiência de vitaminas e minerais e poderão sofrer com falta de equilíbrio, anemia e até osteoporose.
 
De acordo com a nutricionista e professora do departamento de medicina preventiva da Escola Paulista de Medicina da Unifesp (Universidade de São Paulo) Anita Sachs, a falta da carne pode provocar falta de ferro, zinco, cálcio e vitaminas do complexo B, no organismo.
 
— A carne é uma proteína de alto valor biológico, ou seja, ela é absorvida em quase 100% pelo corpo e tem nutrientes importantes para o corpo, como ferro, zinco, cálcio e vitaminas do complexo B. A deficiência de ferro pode causar anemia e, em níveis mais elevados, pode até provocar cansaço e falta de concentração. A deficiência do complexo B e zinco pode levar a transtornos neurológicos e falta de equilíbrio. Os vegetarianos que retiram o leite também podem sofrer com osteoporose, fragilidade óssea.
 
A nutróloga da ABN (Associação Brasileira de Nutrologia) Alice Amaral, reforça que “apesar da carne ser importante para o crescimento, cicatrização e funções imunológicas” é necessário consumir em baixa quantidade.
 
— É importante ressaltar que é melhor comer em quantidades moderadas, evitando as carnes mais gordurosas. 
 
Alice ainda destaca que a Vitamina B12 “merece uma atenção especial”, pois, de acordo com a especialista, não é possível absorvê-la naturalmente por meio de outros alimentos, que não seja a carne.
 
― Essa vitamina é difícil de ser reposta, por isso é preciso realizar uma suplementação. A B12 tem um diferencial, ela só é absorvida se aplicada por meio de injeção ou sublingual, por isso não adianta tomar comprimidos de vitaminas achando que é o suficiente.
 
Uma das alternativas para quem retirou a carne do cardápio e não quer sofrer com deficiência de vitaminas e minerais é investir em vegetais e oleaginosas.
 
― Insira na dieta leguminosas, como feijão, lentilha, grão de bioco e ervilha e oleaginosas, como nozes, castanhas, avelã, amêndoa, pistache, esses alimentos são ótimos para repor os nutrientes que deixaram de ser consumidos.
 
Benefícios de ser vegetariano
Para a presidente da ABN, ao mudar a rotina alimentar, o vegetariano muda também sua qualidade de vida, “já que passa a consumir diversos alimentos extremamente benéficos para a saúde”.
 
― Existem mais benefícios à saúde do que malefícios nessa dieta. Adeptos ao vegetarianismo têm menor incidência de obesidade, problemas cardíacos, diabetes e até mesmo alguns tipos de câncer, principalmente o colorretal.
 
Apesar dos benefícios, a professora da Unifesp pondera que, apesar da retirada da carne ajudar a reduzir gordura animal e o colesterol, deve-se tomar cuidado ao trocar carne por alimentos ainda mais gordurosos.
 
― Às vezes a pessoa tira a carne do cardápio, mas inclui muitos alimentos fritos e cheios de gorduras saturadas, o que pode aumentar chances de problemas cardíacos. Então todos esses benefícios são individualizados, não podemos generalizar.

R7

Publicada lista de medicamentos similares intercambiáveis

A partir da criação da Anvisa e da implantação da política dos medicamentos genéricos, foram estabelecidos importantes regulamentos sanitários
 
Esses novos regulamentos alcançaram não somente os medicamentos genéricos, mas também os medicamentos similares. Tal fato decorreu da necessidade de regulação do mercado farmacêutico brasileiro para aprimorar os critérios de garantia da qualidade, eficácia e segurança dos medicamentos, tanto daqueles que já se encontravam no mercado quanto dos que viessem a ser registrados na Anvisa.
 
Dentre outras, a Anvisa publicou em 2003 a Resolução da Diretoria Colegiada – RDC no 134/2003, que estabeleceu critérios para a adequação dos medicamentos similares já registrados e comercializados no Brasil. A referida RDC obrigou os detentores de registro de medicamentos similares a apresentarem estudos comparativos com o medicamento de referência tais como, equivalência farmacêutica, perfil de dissolução e bioequivalência/biodisponibilidade relativa (BD/BE), se aplicável ao fármaco e forma farmacêutica. O objetivo destas determinações é a comprovação da equivalência terapêutica entre o medicamento similar registrado e o seu respectivo medicamento de referência.
 
Em 2014, por meio da RDC 58/2014, que definiu as medidas a serem adotadas junto à Anvisa pelos titulares de registro de medicamentos para a intercambialidade de medicamentos similares com o medicamento de referência, ficou determinada a disponibilização no sítio eletrônico da Agência da relação dos medicamentos similares indicando os medicamentos de referência com os quais são intercambiáveis para a fins de consulta pela população por profissionais de saúde ou qualquer outro interessado.
 
A lista será atualizada mensalmente, à medida que novos similares forem registrados e renovados com a análise dos estudos comparativos citados.
 
Todos os medicamentos similares intercambiáveis  constantes da lista também , terão na bula do medicamento a  informação a respeito da intercambialidade, conforme determina a RDC 58/2014. Tal informação será apresentada por meio da frase: MEDICAMENTO SIMILAR EQUIVALENTE AO MEDICAMENTO DE REFERÊNCIA. A referida informação deve ser incluída  na seção da bula “Identificação do Medicamento”, logo abaixo da Denominação Comum Brasileira  (DCB) do(s) princípio(s) ativo(s) do medicamento, respeitando o modelo já existente de bula descrito no Anexo I da RDC 47/09.
 
Para essa inclusão, a empresa detentora de registro de medicamento similar intercambiável terá o prazo de 1 (um) ano a contar de sua inclusão na lista publicada no sitio eletrônico da Anvisa. O peticionamento deverá ser feito por meio do assunto “10756 – SIMILAR – Notificação de alteração de texto de bula para adequação à intercambialidade” e deverá ser seguido o fluxo de peticionamento de bulas, de acordo com as orientações do Guia de Submissão Eletrônica de Texto de Bula.
 

ANVISA

Mais comum no verão, gota piora com calor e consumo excessivo de álcool

Inchaço causado pelo acúmulo de cristais de ácido úrico
debaixo da pele
Pouca hidratação aumenta o índice de ácido úrico, causador da doença
 
A chegada do verão traz algumas preocupações adicionais para os homens que consomem muita bebida alcoólica: o aparecimento da gota — uma inflamação dos tecidos causada pela cristalização do ácido úrico dentro das articulações. A doença acomete principalmente o público masculino, 95% dos casos ocorrem em homens entre 30 e 50 anos.
 
Entre os principais vilões do quadro, a reumatologista Evelin Goldenberg, da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), cita o consumo de álcool, sobretudo no verão, quando o clima quente e o tempo de recreação estimulam a alimentação inadequada e a baixa hidratação.
 
— A gota causa muita dor e grande desconforto. Grande parte dos casos acontece nos pés, e a pessoa chega a ficar semanas sem conseguir sequer usar calçados.
 
Outras articulações podem ser acometidas, como joelhos, tornozelos e mãos. O ácido úrico elevado pode ainda causar tofos (inchaço causado pelo acúmulo de cristais debaixo da pele), pedras nos rins e, em casos graves, insuficiência renal. Pode ser também  fator de risco para doença cardiovascular, se associado com colesterol elevado, pressão alta e obesidade.
 
De acordo com a especialista, a alimentação responde por cerca de 10% do volume de ácido úrico presente no organismo, e normalmente provém de alimentos como feijão, carnes, embutidos, frutos do mar e peixes – esses últimos com consumo mais comum no verão.
 
— Em média, 90% do ácido úrico do corpo é resultado do metabolismo do DNA. Mas esses 10% advindos da alimentação podem fazer a diferença entre desenvolver ou não a doença.
 
Beber menos faz parte do tratamento
Reduzir o índice de ácido úrico, a partir do controle da alimentação e ingestão de álcool, é a principal recomendação médica para evitar o desenvolvimento da gota, assim como manter o corpo bem hidratado com o consumo de água e sucos.
 
— Mas o tratamento é mais complicado, pois é preciso dissolver as proteínas cristalizadas que estão causando a inflamação.
 
Estima-se que uma em cada 3.000 pessoas tenha gota no Brasil, e a maior parte dos casos demora para ser diagnosticada por falta de atenção do paciente ou por acreditar se tratar apena de uma inflamação passageira.
 
R7