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segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Cromo previne o diabetes tipo 2 e reduz o colesterol

O mineral pode ser benéfico para pessoas acima do peso e com a Síndrome dos Ovários Policísticos

O cromo é um mineral essencial para o ser humano. Ele é encontrado na natureza de diversas formas, sendo que aquele que é importante para a saúde das pessoas é o cromo trivalente. Os outros tipos de cromo podem até serem tóxicos.
 

A principal função do cromo é facilitar a ação da insulina, que é de colocar a glicose dentro da célula. Além disso, o cromo também ajuda a diminuir os níveis de colesterol total e de colesterol ruim, HDL. 

Benefícios comprovados do Cromo Previne o diabetes: A deficiência de cromo no organismo pode favorecer o diabetes tipo dois. Isto porque este mineral está relacionado com o metabolismo da glicose. O cromo facilita a ação da insulina, permitindo que ela consiga inserir a glicose nas células com maior facilidade.

Pacientes com diabetes tipo um ou com o diabetes tipo dois e que fazem uso de insulina devem evitar o suplemento de cromo, pois isto pode levar a um quadro de hipoglicemia.

Controla o colesterol: Estudos apontam que o cromo evita a produção excessiva de uma enzima que estimula a produção de colesterol no fígado. Assim, boas quantidades deste nutriente controlam o colesterol total e o colesterol ruim, LDL.

Benefícios em estudo do cromo 
Bom para pessoas acima do peso: Quem está com sobrepeso ou obesidade corre mais riscos de desenvolver um quadro de resistência à insulina no qual a insulina fica com menor capacidade de colocar a glicose nas células. Como o cromo ajuda a insulina a colocar a glicose nas células, é importante que pessoas com sobrepeso não sofram com deficiência de cromo.

Bom em casos de Síndrome dos Ovários Policísticos: Pessoas que sofrem com a Síndrome dos Ovários Policísticos têm mais chances de desenvolver o quadro de resistência à insulina, no qual a insulina fica com menor capacidade de colocar a glicose nas células. Como o cromo ajuda a insulina a colocar a glicose nas células, é importante que pessoas com a Síndrome dos Ovários Policísticos não sofram com deficiência de cromo.

Diminui a vontade de doce: Quando a glicose não entra em boas quantidades na célula, há um mecanismo que avisa o cérebro que está faltando algo e há fome. Por isso, o suplemento de cromo tem sido orientado com o objetivo de reduzir o desejo por doce, já que o mineral facilita a entrada da glicose na célula.

Deficiência de cromo
Pessoas com deficiência de cromo no organismo apresentam excesso de açúcar no sangue e consequentemente maior risco de se tornarem diabéticos. Também podem ocorrer alterações nos níveis de colesterol no sangue, neuropatia periférica, perda de peso, balanço nitrogenado negativos e redução do quociente respiratório.

Não é possível detectar a carência de cromo por meio de um exame clínico. Normalmente, os especialistas percebem a ausência do minerais diante dos problemas mencionados acima.

Interações com o cromo 
Algumas substâncias podem aumentar ou diminuir a absorção do cromo. As vitaminas C e B3 e os aminoácidos proporcionam o aumento da absorção de cromo. Enquanto o suplemento em altas doses de ferro, zinco e vanádio e os fitatos diminuem a absorção de cromo.

Quantidade diária recomendada de cromo

Faixa etária e sexoQuantidades
Crianças de 1 a 3 anos 11 mcg
Crianças de 4 a 8 anos 15 mcg
Adolescentes mulheres de 9 a 13 anos 21 mcg
Adolescentes homens de 9 a 13 anos 25 mcg
Adolescentes mulheres de 14 a 18 anos 24 mcg
Adolescentes homens de 14 a 18 anos 35 mcg
Mulheres de 19 a 50 anos 25 mcg
Homens de 19 a 50 anos 35 mcg
Mulheres de 51 a 70 anos 20 mcg
Homens de 51 a 70 anos 30 mcg
Gestantes abaixo de 18 anos 29 mcg
Gestantes de 19 a 50 anos 30 mcg
Lactantes abaixo de 18 anos 44 mcg
Lactentes de 19 a 50 anos 45 mcg
Fonte: Institute of Medicine 
 
Uso do suplemento de cromo
Apensar da deficiência de cromo ser rara, existem fatores que podem aumentar a excreção de cromo pela urina e caso não seja reposto ocorre a deficiência. Pacientes que tem uma dieta muito rica em açúcar podem perder mais esse mineral, a prática de atividades físicas muito intensas também pode levar a isso. Pacientes diabéticos descompensados também correm o risco de ter deficiência do mineral, alcoólatras, gestantes e lactantes também podem precisar de maiores quantidades de cromo.
 
Pessoas que se encaixam nesses grupos devem conversar com o nutricionista ou médico nutrólogo sobre se há necessidade de suplementação com o cromo.
 
Riscos do consumo em excesso
Em excesso o cromo pode ter uma ação oxidante e prejudicar a saúde dos rins e fígados. Por isso, pessoas que contam com problemas no fígado e nos rins devem evitar a suplementação de cromo. Pacientes com diabetes tipo um ou com o diabetes tipo dois e que fazem uso de insulina devem evitar o suplemento de cromo, pois isto pode levar a um quadro de hipoglicemia.
 
O consumo muito elevado de cromo pode levar ao aparecimento de rabdomiólise, condição clínica caracterizada pela desintegração de fibras musculares, associada à manifestação de dores musculares. O consumo de cromo é considerado excessivo a partir de 1000 mcg. 
 
Fontes de cromo
 
O cromo pode ser encontrado em mariscos, ostras, carne de modo geral, fígado, queijos, grãos na forma integral, leguminosas, frutas, brócolis, espinafre, batata, cacau, tâmara, brócolis, mel, levedo de cerveja e feijão.                                                 
 
- 1 colher de chá de levedo de cerveja tem 112 mcg de cromo
 
- 1 bife médio de carne vermelha fornece 57mcg de cromo
 
- 1 unidade de batata média assada fornece 24mcg + 1 unidade de banana fornece em média 10mcg de cromo
 
- 1 xícara média de brócolis fornece 22mcg de cromo
 
- Gérmen de trigo: 3 colheres de sopa fornecem em média 23mcg de cromo
 
- 1 fatia de pão de trigo integral fornece 42mcg de cromo
 
Fonte s consultadas

- Nutrólogo Roberto Navarro 

- Nutricionista Fernanda Neves Pinto do Centro Universitário IBMR  

Minha Vida

Capes e empresa farmacêutica oferecem bolsas de pós-doutorado

Programa irá selecionar bolsistas nas áreas de pesquisa e desenvolvimento
 
Foi publicado na última quinta-feira (08/01) o edital do Programa Estágio Pós-Doutoral Bayer 2015, parceria da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) com a empresa farmacêutica Bayer, no âmbito do Ciência sem Fronteiras (CsF). As inscrições vão até 20 de fevereiro.
 
O programa irá selecionar bolsistas para estágio no nível de pós-doutorado, voltado para a inovação tecnológica nas áreas de pesquisa e desenvolvimento agronômico e de fármacos, visando descobrir, pesquisar e desenvolver produtos inovadores, constituindo-se em mecanismo de reforço a centros de pesquisa nacionais.
 
A bolsa terá uma duração de seis meses renováveis em função do desempenho do bolsista por um período máximo de 24 meses.
 
A Capes concederá benefício no valor de US$ 2.100 para os pesquisadores que forem estagiar nos Estados Unidos e de € 2.100 para os bolsistas na Europa. Estão previstos, ainda, os benefícios como auxílio-instalação, seguro-saúde e auxílio-deslocamento.
 
Com atuação global nos setores de saúde, agronegócios e materiais inovadores, a Bayer entra como mais uma empresa parceira do programa Ciência sem Fronteiras.
 
Hoje, no Brasil, a companhia conta 4.500 colaboradores e está entre as cinco maiores operações do grupo no mundo, com duas fábricas localizadas em São Paulo, cidade onde também está sua sede brasileira, e Belford Roxo (RJ).
 
Guia da Farmácia

HPV que provoca câncer de colo de útero também causa tumor no olho

Exemplo de lesão cancerígena no olho causada pelo HPV
Reprodução
Exemplo de lesão cancerígena no olho causada pelo HPV
Lesão aparece em forma de uma pinta branca; demora no diagnóstico pode fazer paciente ter de retirar o olho
 
O mesmo HPV que causa câncer no colo do útero, pênis e boca também está relacionado a um câncer na superfície do olho. Um estudo publicado no periódico New England Journal of Medicine identificou que o HPV está presente em lesões desse câncer que, embora menos perigoso do que os anteriores, pode culminar na perda de visão.
 
A lesão aparece em forma de uma pinta branca, que cresce com o tempo. O oftalmologista da Escola Paulista de Medicina, Rubens Belfort Neto, explica que o diagnóstico precoce é fundamental para um bom tratamento.
 
Se diagnosticado cedo, o tratamento é simples: o oftalmologista pode escolher fazer uma pequena cirurgia para retirar o tumor ou tratar com colírios quimioterápicos, que não trarão efeitos colaterais em outras partes do corpo. Se o diagnóstico for tardio, o paciente pode ter de retirar o olho. Em alguns casos, até a pálpebra.
 
O médico explica que, embora não seja possível mensurar a incidência, é um dos casos de câncer ocular mais frequentes atendidos na Escola Paulista de Medicina, em São Paulo. “O HPV provavelmente tem um papel importante nessa incidência. Por isso, nós torcemos para a vacina contra o HPV ser estendida para todos", diz.
 
Atualmente, a vacina quadrivalente fornecida gratuitamente pelo SUS protege contra os tipos potencialmente perigosos, mas só é ministrada a meninas com idade entre 11 e 13 anos. 
 
“O menino acaba funcionando como um vetor, mas normalmente é assintomático. Com a vacina, o garoto não transmitiria para as parceiras", diz Belford Neto. "Além disso, em 50% dos casos de câncer de pênis, o HPV está presente."
 
O Ministério da Saúde informa que o foco atual da pasta é vacinar garotas de 11 a 13 anos, para diminuir a incidência do câncer de colo de útero. Não há pretensão do Ministério em ampliar as medidas para o sexo masculino.
 
O tratamento é simples: o oftalmologista pode escolher fazer uma pequena cirurgia para retirar o tumor ou tratar com colírios quimioterápicos, que não trarão efeitos colaterais em outras partes do corpo.
 
Entenda o vírus
Conhecido mais popularmente por causar câncer do colo do útero, a família do HPV é muito extensa, visto que há mais de 200 tipos diferentes. Há aqueles tipos que provocam verrugas plantares, que não têm relação com câncer. “Há 40 tipos que infectam a região genital. Desses 40 tipos, 14 são de alto risco, os oncogênicos, que podem causar câncer. Os demais não dão câncer”, explica o oncologista do Hospital A.C. Camargo, Glauco Baiocchi Neto. A vacina do SUS protege contra os quatro tipos mais comuns e perigosos de causar câncer.
 
O médico conta que, na maioria dos casos, quando a pessoa tem um bom sistema imunológico, a infecção se resolve espontaneamente e o paciente nem fica sabendo que teve contato com o HPV. Já para outros com imunidade mais baixa ou que fumam, as defesas do corpo não ficam totalmente alerta como deveriam, deixando a pessoa em risco.
 
O oncologista explica que, depois que a mulher contraiu o vírus, ele leva cerca de dez anos para se transformar em um câncer. Antes disso, há lesões de graus diferentes que, se tratadas, impedem uma evolução a um quadro mais grave. A razão de os ginecologistas recomendarem que se faça exame de papanicolau periodicamente é justamente para evitar que o problema evolua para um câncer. “80% das mulheres vão entrar em contato com o HPV ao longo da vida”, diz Baiocchi.
 
iG

Anvisa suspende venda e uso de lote trocado de dipirona sódica

Resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicada sexta-feira  (9) no Diário Oficial da União suspende a distribuição, a comercialização e o uso, em todo o território nacional, do Lote 140763B (val. 06/16) do medicamento Dipirona Sódica, 500 mg/ml, genérico, solução oral, fabricado por Mariol Industrial Ltda
 
De acordo com o texto, o próprio fabricante enviou um comunicado de recolhimento voluntário depois de ter verificado, por meio de reclamação, que algumas caixas continham descrição e lote referente ao produto mas, ao abri-las, foi detectada a presença de produto rotulado como cloridrato de metoclopramida.
 
Dessa forma, a Anvisa também suspendeu o medicamento rotulado como cloridrato de metoclopramida, 4 mg/ml, genérico, solução oral, que tenha o mesmo número de lote da dipirona sódica.
 
A agência determinou ainda que a empresa promova o recolhimento do estoque existente no mercado.
 
Em nota, a Mariol Industrial Ltda. solicitou aos consumidores dos medicamentos citados que suspendam o uso e entrem em contato imediato com o laboratório por meio do telefone 0800 7748582 (de segunda a sexta, das 8h às 17h) ou por meio do e-mail sac@mariol.com.br.
 
Se existirem relatos de eventos adversos, a empresa informou que os consumidores podem buscar atendimento também por meio do e-mail farmacovigilancia@mariol.com.br.
 
 Agência Brasil / ANVISA

Indústrias farmacêuticas tinham perdido o interesse em desenvolver antibióticos

A técnica usada para achar a teixobactina deve “reavivar o campo da busca por antibióticos”, pelo qual muitas empresas farmacêuticas já haviam perdido o interesse, afirma Kim Lewis, cientista que liderou o trabalho, que foi publicado na revista “Nature”
 
Ele afirma que, até agora, já descobriram 25 substâncias candidatas a serem utilizadas como antibióticos. “A teixobactina é o mais recente e mais promissor.”
 
Algumas dessas substâncias, diz, são similares a antibióticos já existentes, mas podem vir a apresentar desempenho melhor em testes.
 
O otimismo pode rever um cenário ruim exposto pela OMS. Segundo a entidade, 8 das 15 grandes farmacêuticas haviam abandonado seus programas de descoberta de antibióticos e duas delas tinham feito cortes nessa área na década passada.
 
Os fatores que levam a esse cenário são muitos: as pesquisas são caras e a resistência bacteriana pode diminuir o tempo de vida das drogas; antibióticos são usados por pouco tempo e para curar doenças, ao contrário de remédios usados cronicamente; e antibióticos mais novos e mais eficazes são usados apenas em último caso, quando a infecção é gravíssima.
 
O problema chamou a atenção de um consórcio europeu público-privado, formado no fim de 2014, para criar novos modelos de produzir as drogas. O grupo inclui gigantes como Pfizer, Roche e GlaxoSmithKline.
 
Folha de São Paulo