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terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Saiba como prevenir a micose no verão

Saiba como prevenir a micose no verão Scx/DivulgaçãoFungo transmissor se reproduz mais rapidamente em ambientes quentes e úmidos e, por isso, é mais comum no calor
 
É no verão que as micoses tendem a aparecer mais. Para quem frequenta praias e clubes com piscina, a chance de contrair a infecção aumenta consideravelmente.
 
A micose é uma infecção produzida por fungos capazes de degradar a queratina, proteína da pele, utilizando-a como fonte de sobrevivência.

A transmissão acontece por meio do contato direto com quem já contraiu a doença, com animais, com o solo ou com objetos contaminados.
 
A associação da doença com o verão ocorre porque o fungo transmissor se reproduz mais rapidamente em ambientes quentes e úmidos, segundo o dermatologista Domimberg Ferreira.

— A areia pode funcionar como superfície de contaminação, já que hospeda os esporos, que são as formas de resistência dos fungos no ambiente — explica o especialista.
 
Entenda a diferença:
A micose pode ser dividida em superficiais ou profundas.
 
Superficiais: são as mais comuns e penetram nas camadas externas da epiderme
 
Profundas: podem ultrapassar a pele e atingir órgãos internos do corpo
 
Como prevenir:
— Secar bem o corpo depois do banho, principalmente os pés e a virilha
 
— Não permanecer com roupas molhadas por muito tempo
 
— Usar preferencialmente roupas de algodão e evitar os tecidos sintéticos
 
— Não andar com os pés descalços em locais públicos
 
— Não compartilhar objetos pessoais, como toalha, roupas de banho, instrumentos de manicure, pentes e escovas

Zero Hora

Anvisa suspende lotes de medicamento usado no tratamento de falha ovulatória

Resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicada ontem (12) no Diário Oficial da União suspende a distribuição, comercialização e uso dos lotes A116, A117, A118 (Val.: 08/2016) e A120 (Val.: 11/2016) do medicamento Serophene (citrato de clomifeno) 50mg, comprimidos, importado por Merck S.A
 
De acordo com o texto, a própria empresa enviou à Anvisa notificação de desvio de qualidade, após detectar impureza acima do limite de especificação no insumo ativo citrato de clomifeno, utilizado na fabricação do medicamento.
 
A agência determinou, ainda, o recolhimento do estoque existente em mercado.
 
Por meio de nota, a Merck S.A. informou que já suspendeu a distribuição, comercialização e uso dos lotes em questão e solicitou o recolhimento do estoque. “A medida foi uma ação pontual e preventiva e não compromete a comercialização de outros lotes do medicamento Serophene 50mg”.
 
Ainda de acordo com a empresa, não foram encontradas evidências de que os níveis detectados da impureza apresentem risco ao paciente.
 
Agência Brasil

Exame de sangue pode indicar melhor tratamento para parar de fumar

Estudo indica que taxa de metabolização da nicotina influencia na aderência do tabagista aos tratamentos para abandonar o cigarro
 
A escolha do melhor tratamento para um tabagista parar de fumar depende da velocidade em que a nicotina é metabolizada no seu organismo. A constatação é de uma pesquisa publicada nesta segunda-feira no periódico The Lancet Respiratory Medicine. Todo ano, cerca de 6 milhões de pessoas morrem em decorrência de doenças causadas pelo tabagismo.
 
“Quase 65% dos fumantes que tentam largar o cigarro retomam o vício na primeira semana de tentativa. Nossos resultados mostram que fazer o tratamento baseado na velocidade de metabolização da nicotina pode levar à escolha de um tratamento mais adequado”, afirma Caryn Lerman, professora na Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, e coautora do estudo.
 
Participaram da pesquisa 1 246 fumantes que queriam abandonar o tabagismo. Os pesquisadores mediram a taxa de metabolização da nicotina dos voluntários por meio de um exame de sangue, e dividiram os participantes em dois grupos. Um grupo tomou uma pílula de placebo e usou adesivos com nicotina e outro ingeriu a droga varenicilina (Champix, no nome comercial) e usou um adesivo placebo. Nos dois casos, o tratamento durou onze semanas. Os voluntários receberam atendimento psicológico e foram monitorados por um ano após o fim do estudo.
 
Tratamentos
A pesquisa identificou que aqueles que tinham um metabolismo de nicotina normal, cerca de 60% dos indivíduos, fumavam mais e apresentavam maiores dificuldades para deixar o vício. Para eles, a droga vareniclina foi duas vezes mais eficiente que o adesivo. Os tabagistas que apresentaram uma baixa taxa de metabolização da substância exibiram melhores resultados com o uso de adesivos com nicotina.
 
“Um exame de sangue rápido para medir a taxa em que a nicotina é metabolizada poderia ser desenvolvido e inserido na prática clínica para aconselhar o melhor tratamento para o fumante”, diz Rachel Tyndale, coautora da pesquisa e pesquisadora da Universidade de Toronto, no Canadá.
 
Veja

Confira quinze dicas espertas para enfrentar o calorão e conseguir dormir

A conta é diretamente proporcional: à medida em que a temperatura aumenta, a qualidade do sono cai; algumas atitudes, no entanto, ajudam a driblar o calor
 
O verão brasileiro é tipicamente quente. Em alguns anos, no entanto, o calor vem com mais intensidade e parece ser quase impossível sobreviver em qualquer ambiente sem um ar condicionado ligado.
 
2015 é um desses anos. E, se é difícil aguentar de dia, à noite fica ainda pior, quando o abafado do clima não deixa ninguém dormir em paz. No dia seguinte, vem a moleza, a dor de cabeça e a falta de concentração por conta da privação do sono. E assim segue o ciclo. 
 
O ideal é que todo adulto tenha de sete a oito horas de sono por noite. O excesso de sono e a falta dele são igualmente prejudiciais à saúde. Para aqueles que querem perder uns quilinhos, por exemplo, uma boa qualidade de sono é fundamental para que o corpo tenha sua função hormonal equilibrada.
 
Para conseguir dormir com um calor desses, confira alguns truques. Vale até deixar uma meia úmida (e obviamente lavada) na geladeira e usá-la na hora de se deitar. Os pés gelam, o corpo esfria e a noite fica mais leve.
 
- Umedeça o pijama ou camisola levemente e durma com ele assim, de preferência com um ventilador circulando o ar
 
- Banho morno refresca e ajuda a relaxar
 
- Meias úmidas + ventilador ajudam a refrescar os pés na hora de dormir
 
- Hidrate-se ao longo do dia e não apenas na hora de deitar, para não ficar com vontade de ir ao banheiro durante a madrugada
 
- Use roupas leves e frescas
 
- Prefira lençóis de algodão e linho aos sintéticos, porque esquentam menos
 
- Deixe o quarto arejado durante o dia e, se possível, uma brecha na janela também à noite, para o ar circular
 
- Ar-condicionado: ele deve estar com o filtro limpo e funcionar em torno de 24 graus. Como resseca o ar, deixe uma bacia de água no quarto
 
- Ventilador é uma alternativa refrescante para os dias mais quentes. Evite que seja barulhento e que não fique virado direto para o corpo
 
- Travesseiro: é preciso que seja arejado e feito de material que evite a proliferação de ácaros, fungos e bactérias, capazes de desencadear crises alérgicas
 
- Evite atividades que exijam muita concentração ou que elevem o nível de ansiedade (como filmes de ação ou suspense) perto do período de dormir
 
- Evite exercícios vigorosos perto da hora de dormir
 
- Bebidas estimulantes como o chá verde e o café devem ser evitadas no período noturno
 
- Siga uma dieta balanceada e leve. Evite refeições muito calóricas à noite
 
iG

Sal sem sódio pode ser pior que tradicional para quem tem pressão alta

Apesar de aprovado pela Anvisa, alimento não é indicado para hipertensos que consomem remédio poupador de potássio
 
A indústria teve uma boa ideia ao inventar um salgante sem sódio, que contém apenas potássio. De fato, ele salga e não acrescenta o elemento que aumenta a pressão arterial de muitos. No entanto, especificamente para o grupo de pessoas hipertensas ou com insuficiência cardíaca que tomam remédios poupadores de potássio, substituir o sódio pelo salgante com potássio pode ser muito perigoso.

O perigo vem porque há um aumento considerável da ingestão de potássio e o excesso desse mineral provoca arritmias cardíacas (batimentos anormais do coração) levando até mesmo à morte.

O cardiologista do Hospital 9 de Julho Marcelo Paiva confirma que a redução do sódio faz bem aos hipertensos. Mas não adianta susbstitui-lo pelo potássio. “Assim, a pessoa estaria trocando um problema pelo outro.”  Por essa razão o médico defende que, para quem tem algum problema de saúde, o salgante de potássio só deve ser usado sob supervisão médica.
 
A preocupação se concentra em pessoas que tomam os remédios que poupam potássio, que são divididos em duas classes: os inibidores de ECA - enzima conversora de angiotensinogênio (como espironolactona, captopril, enalapril, ramitril) e os bloqueadores de receptores da angiotensina (valsartan e candesartan). Esses remédios seguram o potássio dentro do corpo, diminuindo a pressão arterial. Só que quando há uma ingestão de potássio maior do que aquela que vem naturalmente na dieta (como na banana, batata e outros alimentos), o organismo entende que deve poupar todo aquele potássio. E pode acontecer a hipercalemia ou intoxicação por potássio, condição séria e que se torna uma emergência médica.
 
O excesso de potássio causa fadiga muscular a ponto de a pessoa não conseguir segurar uma caneta.
 
Além disso – e bem mais perigoso – o potássio é um condutor do estímulo elétrico. A descompensação desse mecanismo faz o coração correr risco sério, com arritmias graves. De uma hora para a outra, ele simplesmente pode parar.
 
Para Daniel Magnoni, nutrólogo e cardiologista do Hospital do Coração (HCor), o sal sem sódio não é vilão. Mas também não é mocinho. “Não é simplesmente pegar na prateleira e consumir. Tem de consultar um médico antes”, recomenda. “Algumas pessoas estão dizendo que esse sal não causa problema algum. Não concordo. Entendo que é um ganho muito positivo no tratamento nutricional, mas esse ganho deve ser indicado para o paciente por um médico”, pondera.
 
Para quem não apresenta nenhum problema de saúde e nem toma remédio poupador de potássio, os cardiologistas explicam que o salgante de potássio não trará problemas. 
 
Quem tem problemas renais também deve passar longe
Mas não é só quem toma remédio poupador de potássio que deve ficar longe desse tipo de sal. Quem tem insuficiência renal ou outro problema no rim também deve manter distância do tempero. O que tranquiliza o médico é que normalmente quem tem algum problema renal é bem orientado pelo médico quanto às restrições ao potássio. O maior grupo de risco, portanto, são pessoas que tomam o medicamento que poupa potássio mas nem sonham que essa é justamente uma das funções do remédio.
 
Consultada, a nutricionista Bruna Melo, da Biossalgante – uma das empresas que fabricam o sal sem sódio, apenas com potássio –, explicou que avisos de restrições não estão presentes no rótulo do salgante por ele ser um alimento, não remédio. Por essa razão, a Anvisa não exige essa explicação.
 
A Anvisa, por meio de nota, confirma a informação. Segundo a agência, existem outras 50 marcas de salgantes isentos de sódio já aprovadas e, por não ser um medicamento, mas sim um alimento, não precisam ter indicações terapêuticas no rótulo.
 
Sal light também não é completamente inofensivo
O cardiologista do Hospital Samaritano José Renato das Neves explica que o sal light – já antigo no mercado e conhecido por conter 50% de cloreto de sódio e 50% de cloreto de potássio – também não é isento de riscos às pessoas que tomam remédios poupadores de potássio e com problemas renais.
 
“O ideal é reduzir o sódio e lembrar que os produtos industrializados já contêm muito sódio, como os refrigerantes diet, embutidos. A água de coco de caixinha, por exemplo, tem muito mais sódio do que a natural”, complementa.
 
Ele ressalta que o potássio é importante para o equilíbrio do organismo, mas defende que o consumo seja feito a partir de produtos naturais. “Muitos alimentos contêm potássio naturalmente, então não é necessário acrescentar por meio de uma suplementação extra, como esses tipos de sal”, diz ele. A solução segura para todos, portanto, é reduzir o consumo de sódio, tanto para controlar a hipertensão como para preveni-la.
 
iG