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terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Enteral e parenteral: Dietas hospitalares podem ser isentas de tributos

Apenas 6,1% dos pacientes internados recebem algum tipo de terapia enteral. No grupo de não desnutridos, essa taxa é de ordem de 2,3%
 
Dietas hospitalares enteral e parenteral podem ser isentas das contribuições para o PIS/Pasep Cofins (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social). O Projeto de Lei 7771/14 reduz a zero as alíquotas desses tributos que incidem sobre a receita bruta dos prestadores.

Apenas 6,1% dos pacientes internados na rede hospitalar receberam algum tipo de terapia enteral durante sua internação. No grupo de não desnutridos, essa taxa é de ordem de 2,3%.

Já no grupo dos pacientes desnutridos, só 10,1% receberam dieta enteral. “É insignificante a porcentagem de cada estado no uso de terapia enteral e parenteral no Brasil”, argumentou o autor do projeto, deputado Alexandre Leite (DEM-SP), em comunicado.

A isenção acarretaria  retornos econômicos, segundo o deputado. A desnutrição hospitalar representa custos elevados para o sistema, segundo Leite, por ser responsável por um índice mais alto de complicações cirúrgicas, mortalidade e períodos de internação mais longos.

Definição

Nutrição enteral: alimentos são administradas através da boca, sonda nasal ou ostomias (estômago, intestinos).

Parenteral: quando a passagem do alimento pelo aparelho digestório não pode ser realizada. Utiliza-se a via intravenosa para administração do alimento em forma de solução especial.

Tramitação
O projeto será arquivado pela Mesa Diretora no dia 31 de janeiro, por causa do fim da legislatura. Porém, como o seu autor foi reeleito ele poderá desarquivá-lo. Nesse caso, a proposta deverá ter análise conclusiva das comissões de Seguridade Social e Família; de Finanças e Tributação (inclusive quanto ao mérito); e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
 
Agência Câmara de Notícias / Saúde Web

Saiba como prevenir a micose no verão

Saiba como prevenir a micose no verão Scx/DivulgaçãoFungo transmissor se reproduz mais rapidamente em ambientes quentes e úmidos e, por isso, é mais comum no calor
 
É no verão que as micoses tendem a aparecer mais. Para quem frequenta praias e clubes com piscina, a chance de contrair a infecção aumenta consideravelmente.
 
A micose é uma infecção produzida por fungos capazes de degradar a queratina, proteína da pele, utilizando-a como fonte de sobrevivência.

A transmissão acontece por meio do contato direto com quem já contraiu a doença, com animais, com o solo ou com objetos contaminados.
 
A associação da doença com o verão ocorre porque o fungo transmissor se reproduz mais rapidamente em ambientes quentes e úmidos, segundo o dermatologista Domimberg Ferreira.

— A areia pode funcionar como superfície de contaminação, já que hospeda os esporos, que são as formas de resistência dos fungos no ambiente — explica o especialista.
 
Entenda a diferença:
A micose pode ser dividida em superficiais ou profundas.
 
Superficiais: são as mais comuns e penetram nas camadas externas da epiderme
 
Profundas: podem ultrapassar a pele e atingir órgãos internos do corpo
 
Como prevenir:
— Secar bem o corpo depois do banho, principalmente os pés e a virilha
 
— Não permanecer com roupas molhadas por muito tempo
 
— Usar preferencialmente roupas de algodão e evitar os tecidos sintéticos
 
— Não andar com os pés descalços em locais públicos
 
— Não compartilhar objetos pessoais, como toalha, roupas de banho, instrumentos de manicure, pentes e escovas

Zero Hora

Anvisa suspende lotes de medicamento usado no tratamento de falha ovulatória

Resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicada ontem (12) no Diário Oficial da União suspende a distribuição, comercialização e uso dos lotes A116, A117, A118 (Val.: 08/2016) e A120 (Val.: 11/2016) do medicamento Serophene (citrato de clomifeno) 50mg, comprimidos, importado por Merck S.A
 
De acordo com o texto, a própria empresa enviou à Anvisa notificação de desvio de qualidade, após detectar impureza acima do limite de especificação no insumo ativo citrato de clomifeno, utilizado na fabricação do medicamento.
 
A agência determinou, ainda, o recolhimento do estoque existente em mercado.
 
Por meio de nota, a Merck S.A. informou que já suspendeu a distribuição, comercialização e uso dos lotes em questão e solicitou o recolhimento do estoque. “A medida foi uma ação pontual e preventiva e não compromete a comercialização de outros lotes do medicamento Serophene 50mg”.
 
Ainda de acordo com a empresa, não foram encontradas evidências de que os níveis detectados da impureza apresentem risco ao paciente.
 
Agência Brasil

Exame de sangue pode indicar melhor tratamento para parar de fumar

Estudo indica que taxa de metabolização da nicotina influencia na aderência do tabagista aos tratamentos para abandonar o cigarro
 
A escolha do melhor tratamento para um tabagista parar de fumar depende da velocidade em que a nicotina é metabolizada no seu organismo. A constatação é de uma pesquisa publicada nesta segunda-feira no periódico The Lancet Respiratory Medicine. Todo ano, cerca de 6 milhões de pessoas morrem em decorrência de doenças causadas pelo tabagismo.
 
“Quase 65% dos fumantes que tentam largar o cigarro retomam o vício na primeira semana de tentativa. Nossos resultados mostram que fazer o tratamento baseado na velocidade de metabolização da nicotina pode levar à escolha de um tratamento mais adequado”, afirma Caryn Lerman, professora na Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, e coautora do estudo.
 
Participaram da pesquisa 1 246 fumantes que queriam abandonar o tabagismo. Os pesquisadores mediram a taxa de metabolização da nicotina dos voluntários por meio de um exame de sangue, e dividiram os participantes em dois grupos. Um grupo tomou uma pílula de placebo e usou adesivos com nicotina e outro ingeriu a droga varenicilina (Champix, no nome comercial) e usou um adesivo placebo. Nos dois casos, o tratamento durou onze semanas. Os voluntários receberam atendimento psicológico e foram monitorados por um ano após o fim do estudo.
 
Tratamentos
A pesquisa identificou que aqueles que tinham um metabolismo de nicotina normal, cerca de 60% dos indivíduos, fumavam mais e apresentavam maiores dificuldades para deixar o vício. Para eles, a droga vareniclina foi duas vezes mais eficiente que o adesivo. Os tabagistas que apresentaram uma baixa taxa de metabolização da substância exibiram melhores resultados com o uso de adesivos com nicotina.
 
“Um exame de sangue rápido para medir a taxa em que a nicotina é metabolizada poderia ser desenvolvido e inserido na prática clínica para aconselhar o melhor tratamento para o fumante”, diz Rachel Tyndale, coautora da pesquisa e pesquisadora da Universidade de Toronto, no Canadá.
 
Veja

Confira quinze dicas espertas para enfrentar o calorão e conseguir dormir

A conta é diretamente proporcional: à medida em que a temperatura aumenta, a qualidade do sono cai; algumas atitudes, no entanto, ajudam a driblar o calor
 
O verão brasileiro é tipicamente quente. Em alguns anos, no entanto, o calor vem com mais intensidade e parece ser quase impossível sobreviver em qualquer ambiente sem um ar condicionado ligado.
 
2015 é um desses anos. E, se é difícil aguentar de dia, à noite fica ainda pior, quando o abafado do clima não deixa ninguém dormir em paz. No dia seguinte, vem a moleza, a dor de cabeça e a falta de concentração por conta da privação do sono. E assim segue o ciclo. 
 
O ideal é que todo adulto tenha de sete a oito horas de sono por noite. O excesso de sono e a falta dele são igualmente prejudiciais à saúde. Para aqueles que querem perder uns quilinhos, por exemplo, uma boa qualidade de sono é fundamental para que o corpo tenha sua função hormonal equilibrada.
 
Para conseguir dormir com um calor desses, confira alguns truques. Vale até deixar uma meia úmida (e obviamente lavada) na geladeira e usá-la na hora de se deitar. Os pés gelam, o corpo esfria e a noite fica mais leve.
 
- Umedeça o pijama ou camisola levemente e durma com ele assim, de preferência com um ventilador circulando o ar
 
- Banho morno refresca e ajuda a relaxar
 
- Meias úmidas + ventilador ajudam a refrescar os pés na hora de dormir
 
- Hidrate-se ao longo do dia e não apenas na hora de deitar, para não ficar com vontade de ir ao banheiro durante a madrugada
 
- Use roupas leves e frescas
 
- Prefira lençóis de algodão e linho aos sintéticos, porque esquentam menos
 
- Deixe o quarto arejado durante o dia e, se possível, uma brecha na janela também à noite, para o ar circular
 
- Ar-condicionado: ele deve estar com o filtro limpo e funcionar em torno de 24 graus. Como resseca o ar, deixe uma bacia de água no quarto
 
- Ventilador é uma alternativa refrescante para os dias mais quentes. Evite que seja barulhento e que não fique virado direto para o corpo
 
- Travesseiro: é preciso que seja arejado e feito de material que evite a proliferação de ácaros, fungos e bactérias, capazes de desencadear crises alérgicas
 
- Evite atividades que exijam muita concentração ou que elevem o nível de ansiedade (como filmes de ação ou suspense) perto do período de dormir
 
- Evite exercícios vigorosos perto da hora de dormir
 
- Bebidas estimulantes como o chá verde e o café devem ser evitadas no período noturno
 
- Siga uma dieta balanceada e leve. Evite refeições muito calóricas à noite
 
iG