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segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Álcool prejudica o descanso

Pesquisa mostra que, apesar de inicialmente atuar como sedativo, substância provoca um aumento na potência de determinadas ondas cerebrais associadas a um sono agitado e pouco reparador
 
Rio - Tomar uma taça de vinho ou outra bebida antes de se deitar pode ajudar uma pessoa a dormir mais rápido, mas apesar de inicialmente atuar como sedativo, o álcool provoca perturbações no sono que atrapalham mais o descanso, diz estudo publicado ontem on-line em adiantamento à edição de fevereiro do periódico científico “Alcoholism: Clinical & Experimental Research”.

Segundo os pesquisadores, embora a substância promova a atividade das chamadas ondas delta no cérebro, associadas a estágios de sono profundo sem sonhos, ela também traz um aumento na potência das ondas alfa na região frontal do órgão, vistas como reflexo de um sono agitado.
 
— As pessoas tendem a se focar nos relatos das propriedades sedativas do álcool, que se traduzem em um menor tempo para dormir, particularmente em adultos, do que nas perturbações que ele provoca mais tarde na noite — critica Christian L. Nicholas, cientista do Laboratório de Pesquisas do Sono da Universidade de Melbourne, na Austrália, e um dos autores do estudo.
 
A atividade das ondas delta no cérebro costuma ser maior na infância e vai caindo com a idade, passando por reduções significativas entre os 12 e 16 anos.

Os cientistas acreditam que é por isso que as crianças e jovens dormem mais que os adultos e idosos, já que elas estão ligadas ao chamado “Sono de Ondas Lentas” (SWS, na sigla em inglês) e ao “Sono sem Movimento Rápido dos Olhos” (NREM, também na sigla em inglês), ambos estágios sem sonhos do período em que estamos dormindo.

O problema é que também é justamente nesta época da juventude que as pessoas experimentam o álcool pela primeira vez, com o consumo em geral se elevando com o tempo.
 
— A redução na frequência das ondas delta nos eletroencefalogramas que observamos com a idade é vista como uma representação do processo normal de maturação do cérebro à medida que o cérebro adolescente continua a se desenvolver rumo à maturidade — lembra Nicholas.

— E embora a função exata do sono NREM, e em particular do SWS, ainda seja motivo de debates, acredita-se que eles refletem as necessidades de sono e sua qualidade. Assim, qualquer perturbação neles pode afetar as propriedades restauradoras do sono e serem prejudiciais à funcionalidade durante o dia.
 
No estudo, Nicholas e sua equipe recrutaram 24 voluntários (12 mulheres e 12 homens) saudáveis com entre 18 e 21 anos de idade que beberam “socialmente”, isto é, menos de sete doses-padrão por semana, nos 30 dias anteriores.

Cada um dos participantes da pesquisa foi então analisado com exames de polissonografia e eletroencefalogramas enquanto dormia sob duas condições: tendo consumido álcool antes de se deitarem ou apenas um placebo.

Os resultados mostraram que o álcool de fato aumentou a atividade das ondas delta durante o SWS, mas que também houve simultaneamente uma alta nos registros de ondas alfa na região frontal do cérebro.
 
— Elevações similares na atividade das ondas delta e alfa, que estão associadas com um sono pobre ou pouco reparador, também foram observadas em indivíduos com dores crônicas — destaca Nicholas.

— Assim, se o sono está sendo perturbado regularmente pelo consumo de álcool antes de dormir, particularmente ao longo de grandes períodos de tempo, isso pode ter efeitos prejudiciais significativos no bem-estar durante o dia e em funções neurocognitivas como os processos de aprendizado e memória.

A mensagem a se levar deste estudo é que o álcool na verdade não é um bom auxílio para o sono mesmo que ele pareça te ajudar a dormir mais rápido. De fato, a qualidade do sono que você obtém foi significativamente alterada e perturbada por ele.
 
O Globo

Diabetes: sete hábitos que podem causar hipoglicemia

mulher aplicando insulina - Foto: Getty Images
Não se deve aplicar mais insulina do que o necessário
Jejum prolongado e não levar exercícios em conta são alguns erros

Tontura, mal estar, visão turva, sudorese, fome intensa, taquicardia e alteração do nível de consciência são sintomas do mal conhecido por hipoglicemia, recorrente entre pessoas com diabetes e caracterizada por níveis de glicose abaixo dos 60mg/dL - os valores ideais estão na faixa entre 70mg/dL e 99mg/dL.
 
De acordo com a Sociedade Brasileira de Diabetes, pelo menos metade dos portadores de diabetes tipo 1 sofrem episódios de hipoglicemia uma vez por mês, mal que também afeta alguns pacientes de diabetes tipo 2, ainda que mais raramente.
 
Dados divulgados em 2012 pela pesquisa Vigitel (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico), mostram que cerca de 5,6% da população brasileira adulta sofre de diabetes e, realmente, está preocupada em controlar o excesso de açúcar no sangue. "Entretanto, a falta de glicose pode causar danos como crises convulsivas e coma, que podem inclusive levar à morte", alerta o nutrólogo Gabriel Biancardi, do Hospital 9 de Julho, em São Paulo.
 
Livre-se dos erros alimentares na hora de controlar o açúcar no sangue e evite a hipoglicemia: 
 
Não comer nada antes de dormir
Durante as horas de sono, o portador de diabetes pode apresentar a chamada hipoglicemia noturna, episódio caracterizado por pesadelos, transpiração intensa e dor de cabeça ao levantar. "Para evitar a hipoglicemia noturna, o ideal é fazer um lanche antes de dormir, consumindo carboidratos e proteínas, como leite ou pão com queijo e presunto", afirma a nutricionista Deise Regina Baptista Mendonça, do Departamento de Nutrição e Metabolismo da Sociedade Brasileira de Diabetes.
 
"A glicemia deve ser ajustada sempre para que fique em torno de 100 m/dl nesse período, mas não muito acima disso", afirma. 
 
Pular refeições
Essa é uma das principais causas de hipoglicemia na pessoa com diabetes. Ficando longos períodos sem se alimentar, os níveis de açúcar no sangue caem naturalmente, mas não o suficiente para causar hipoglicemia em uma pessoa que mantem uma dieta saudável. Isso porque o organismo percebe a queda e diminui a produção de insulina, de modo que o açúcar seja usado de forma mais lenta, ou então começa a produzir o glucagon, hormônio que faz o fígado converter algum glicogênio em glicose, para então liberar o açúcar no sangue.
 
"Esse sistema não funciona adequadamente quando se tem diabetes, dificultando esse equilíbrio dos níveis de açúcar no sangue e levando à hipoglicemia", afirma o endocrinologista Fernando Spagnoulo, responsável pelo Ambulatório de Endocrinologia do Centro Integrado de Saúde na Faculdade Anhembi Morumbi. Por isso, é de extrema importância comer a cada três horas sem pular nenhum lanche ou refeição principal.

Evitar carboidratos mesmo com exercícios
O nutriente mais controlado pela pessoa com diabetes é o carboidrato que, se ingerido em excesso, pode elevar rapidamente os níveis de açúcar no sangue. No entanto, para aqueles que praticam atividade física, a ingestão do carboidrato antes e depois dos exercícios é de extrema importância, do contrário pode haver um caso de hipoglicemia.
 
"Se você já coordena sua alimentação com a atividade, mas fez mais exercícios do que o planejado no dia, o ideal é medir a glicemia para ver se é necessário consumir carboidratos extras", diz o nutrólogo Gabriel Biancardi, do Hospital 9 de Julho. "Exercícios aeróbicos de grande duração (como corrida e natação) tendem a baixar a glicemia, sendo necessária uma ingestão maior de alimentos, mas o ideal é sempre conversar com seu médico."
 
Só comer antes ou depois de se exercitar
Pessoas que sofrem mais facilmente com a hipoglicemia devem ficar atentas aos níveis de glicose no sangue mesmo durante a prática de exercícios. "Principalmente aqueles que passam longos períodos na academia, combinando musculação com outras atividades, devem verificar os níveis de glicose no sangue durante os intervalos e fazer um pequeno lanche, se necessário", diz o nutrólogo Gabriel.
 
"Lembrando que a atividade física demanda muita energia do corpo e a glicose é a base desse fornecimento, evitando assim a baixa dos níveis e a hipoglicemia."
 
Ingerir álcool
Além de prejudicar a absorção de diversas vitaminas e minerais, o álcool pode causar hipoglicemias severas. Isso porque, para metabolizar o álcool, o fígado deixa de lado outras funções, como o fornecimento de glicose às células.
 
"Além disso, o alcoolismo pode levar à cirrose e a outros problemas hepáticos, que também causam hipoglicemia", afirma o endocrinologista Fernando. Os especialistas explicam que, para evitar o problema, o ideal é evitar o álcool ou beber moderadamente, alimentando-se durante a ingestão, para evitar picos de insulina. 
 
Aplicar mais insulina do que o necessário
A maioria dos episódios de hipoglicemia entre pessoas com diabetes acontece quando o paciente não balanceia corretamente a ingestão de açúcares e a aplicação de insulina, injetando mais do que o necessário e levando a um quadro hipoglicêmico.
 
"A insulina aplicada tem que ser proporcional aos alimentos ingeridos", diz Fernando Spagnoulo. "Errar essa conta pode levar tanto ao exagero na aplicação da insulina quando ao fornecimento insuficiente, e ambos causam prejuízos."
 
Deixar a bolsa vazia
"Os portadores de diabetes devem carregar consigo balas de caramelo ou sachês de mel, para o caso de um início de crise ou a iminência de um período longo em jejum", diz a nutricionista Deise. Segundo a especialista, um simples docinho pode muitas vezes evitar o agravamento dos sintomas de hipoglicemia. 
 
Minha Vida

Saiba como controlar o colesterol por meio da alimentação

O colesterol é uma gordura importante para o nosso organismo, desempenhando diversas funções, como a estruturação da parede das células, produção de diversos hormônios, fundamental para o metabolismo das vitaminas chamadas lipossolúveis (A, D, E e K) e fabricação da bile, que participa do processo de digestão das gorduras ingeridas
 
Em excesso, o colesterol está associado com aterosclerose, o acúmulo de placas de gorduras nas artérias ao longo dos anos que impede a passagem do sangue, doenças coronarianas, infarto e acidente vascular cerebral, além da possibilidade de gerar o acúmulo de colesterol em articulações, manchas amareladas ao redor dos olhos, denominado xantelasma, e descoloração branca ao redor da córnea, chamado de arco senil.
 
O consumo excessivo de gordura saturada está associado ao aumento do colesterol total no organismo, a soma do “colesterol bom” HDL com o “colesterol ruim” LDL, que é encontrado em alimentos de origem animal, como carnes, ovos, vísceras, leite, manteiga e queijos, e em alguns alimentos de origem vegetal como o óleo de palma e a gordura do cacau.
 
A presença desse tipo de gordura também é bastante concentrada em alimentos ultraprocessados, como biscoitos, salgadinhos, comidas congeladas prontas para consumo, embutidos (como presunto, salsicha, linguiça, mortadela etc), bolos prontos e sorvete. Estes produtos industrializados, além de altas concentrações de gordura saturada, geralmente também apresentam a chamada gordura trans, cujo consumo está fortemente associado ao aumento do colesterol total e do LDL, bem como a redução do HDL, aumentando o risco de desenvolver doenças cardiovasculares.
 
A Pesquisa Nacional de Saúde, uma parceria do Ministério da Saúde com a Fiocruz e o IBGE, aponta que 57,4 milhões de brasileiros têm pelo menos uma doença crônica não transmissível (DCNT), entre elas a hipertensão arterial e a alta taxa de colesterol, que estão associadas a fatores de risco como tabagismo, consumo abusivo de álcool, excesso de peso, níveis elevados de colesterol, baixo consumo de frutas e verduras e sedentarismo.
 
Na idade adulta é importante fazer o monitoramento regular dos níveis de colesterol no sangue, quanto maior o nível de HDL no sangue, menor o risco de excesso de colesterol e de doenças aterosclerótica.

 A obesidade é um dos fatores de risco para o excesso de colesterol sanguíneo, mas pessoas magras também podem ter o colesterol alto. Entretanto, esse é um fator passível de mudança. Uma alimentação equilibrada e saudável, junto à prática da atividade física pode, além de ajudar a controlar o peso, manter o colesterol dentro dos níveis recomendados.
 
Controlando o colesterol com a alimentação: alimentos como os óleos vegetais (óleo de soja e azeite de oliva), peixes, nozes e castanhas apresentam grande quantidade de gordura insaturada, que, quando consumidos com moderação, podem contribuir para a redução do colesterol total e do LDL e aumento do HDL.
 
Combinações de alimentos de origem vegetal
– Vários tipos de grãos, raízes, tubérculos, farinhas, legumes, verduras, frutas e castanhas – com a complementação de pequenas quantidades de alimentos de origem animal, óleos e gorduras, constituem base excelente para uma alimentação nutricionalmente balanceada, saborosa e culturalmente apropriada.
 
O impacto do consumo de gorduras e colesterol sobre a qualidade nutricional da alimentação - e consequentemente sobre a saúde - dependerá da quantidade consumida, bem como a quantidade utilizada nas preparações.
 
Uma dieta variada, com consumo moderado de alimentos de origem animal - dando-se preferência a carnes de corte magro e carne de aves sem pele -, baseada predominantemente de alimentos de origem vegetal e com utilização moderada de óleos e gorduras no preparo das refeições propicia um consumo de gorduras e colesterol adequado.
 

Iniciativas de instituições privadas são referência no estímulo ao parto normal

Na busca por incentivar o parto normal em detrimento das cesáreas, entidades que atuam na área de saúde complementar, como hospitais e planos de saúde, têm mudado procedimentos e obtido redução nos índices de partos cirúrgicos
 
Em Jaboticabal, por exemplo, a Unimed conseguiu reduzir de 99%, em 2011, para 50%, 2014, o número de cesarianas em uma de suas unidades hospitalares. Lá, uma das principais mudanças no atendimento às gestantes foi o fim do pré-agendamento das cesáreas. As mães passaram a ter que chegar ao hospital com 40 semanas de gestação ou já em trabalho de parto sem ter mais a possibilidade de antecipar o nascimento dos bebês – o que diminuiu o número de internações neonatais em 60% e a mortalidade – que já era baixa.
 
“É impressionante a queda [de internação] em UTI, confirmando que os recém-nascidos estavam sofrendo com o excesso de cesáreas”, destaca o médico Paulo Borém, representante do Comitê de Atenção Integral à Saúde da Unimed do Brasil. A experiência foi implantada também em outros hospitais da Unimed no interior paulista, em Belo Horizonte e chegará a Vitória em março.
 
Além disso, para conquistar a confiança das mães, as últimas consultas do pré-natal ocorrem no hospital e não mais no consultório. “Elas vão conhecer as equipes de saúde, em dias diferentes às consultas, depois da 36ª semana e aguardar a 40ª semana ou o trabalho de parto para ter o neném, porque acontecia de o bebê nascer antes de 'estar maduro'”, contou o médico.
 
A Unimed também contratou mais enfermeiras obstetras e doulas. “As enfermeiras assumiram um papel fundamental nas equipes e isso mudou totalmente o resultado”, enfatizou. “A enfermagem [permite] uma formação para cuidar das pessoas, sem intervenção. Elas [enfermeiras] estão lá para acompanhar a evolução do parto, já o médico vem de uma cultura de intervenção.”
 
Na opinião do presidente da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), Etelvino Trindade, a participação de mais enfermeiras obstetras nas equipes de parto ajuda de fato a reduzir o número de cesáreas. A entidade destaca também a importância de mudanças na formação dos médicos, para que o parto normal humanizado – com o mínimo de intervenções possível – seja realidade: “O estudante só vê cesariana. Então, chega na hora, ele acaba preferindo”, admitiu.
 
Outra mudança foi remunerar os médicos pelo critério de plantões e não mais por partos. “Essa situação evita que os médicos fiquem aguardando a paciente por horas, como acontece no parto normal, para ganhar por um único procedimento. Os médicos devem recomendar a cesáreas por critérios técnicos”, completou a nota da instituição.
 
De acordo com o coordenador da iniciativa, todo o projeto de humanização do parto nas unidades é fundamentado em qualidade e segurança. “Fazemos o parto como o SUS [Sistema Único da Saúde] preconiza, porque, historicamente, o parto normal pode ser traumático”, disse, em relação a procedimentos que podem causar dor às mulheres. Atualmente, o índice de cesarianas na rede privada é 84%, enquanto na rede pública, 40%.
 
O novo modelo de assistência ao parto em unidades da Unimed foi citado como referência no encontro Ecos da 9º Conferência - Normal é Natural: da Pesquisa à Ação, realizado com especialistas de todo o mundo, em 2014, no Rio de Janeiro, e consta na pesquisa Nascer no Brasil, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), feita em 266 hospitais.
 
Com o objetivo de reduzir o número de cesarianas, o Hospital Israelita Albert Einstein, na capital paulista, também vai rever os procedimentos no atendimento a gestantes. A partir de fevereiro, a entidade põe em prática acordo de cooperação inédito com a Agência Nacional de Saúde (ANS) para servir de referência à rede privada.
 
As ações incluem atendimento 24 horas por médicos e enfermeiras obstetras, o uso de recursos para alívio da dor no parto, educação continuada da equipe e estímulo à presença do acompanhante, baseadas em recomendações do Institute for Healthcare Improvement (IHI) – organização americana que atua para melhorar a segurança e a qualidade no cuidado aos pacientes.
 
Segundo a gerente de Assistência à Saúde da Agência Nacional de Saúde (ANS), Karla Coelho, as experiências do Albert Einstein e de unidades da Unimed avançam na redução das cesarianas desnecessárias e são referência. “Precisamos disponibilizar informações à mulher sobre parto normal, de parceria com as entidades médicas – que estão se aproximando para apoiar iniciativa da ANS – junto com as universidades, que fazem as pesquisas e, por fim, da mudança nas maternidades.”
 
Agência Brasil

Pesquisadores desenvolvem tatuagem temporária para medir glicose

Foto: Divulgação / Universidade da Califórnia
No momento, a tatuagem não fornece a leitura completa de que o paciente necessita para monitorizar a sua própria glicose, o que é desenvolvido pelos pesquisadores
 
Cientistas da Universidade da Califórnia testaram uma tatuagem temporária capaz de medir o nível de glicose por meio das células da pele. Segundo os pesquisadores, a descoberta "é um passo promissor para testes de glicose não invasivos para pacientes com diabetes".

No momento, a tatuagem não fornece a leitura completa de que o paciente necessita para monitorizar a sua própria glicose, o que é desenvolvido pelos pesquisadores.
 
— Queremos que o instrumento de leitura também tenha a opção Bluetooth para enviar essas informações diretamente para o médico em tempo real ou armazenar dados na nuvem — explicou uma das responsáveis pela pesquisa, Amay Bandodkar.
 
A equipe também trabalha em maneiras de fazer a tatuagem durar mais tempo, mantendo o custo baixo:
 
— Atualmente, o sensor consegue "sobreviver" apenas por um dia. Mas é extremamente barato: custa apenas alguns centavos de dólar.
 
Foto: Divulgação / Universidade da Califórnia
De acordo com os pesquisadores, o objetivo é facilitar a vida daquelas pessoas que precisam medir a glicose furando o dedo mais de uma vez por dia.
 
A tatuagem foi aplicada em sete homens e mulheres entre 20 e 40 anos, sem histórico de diabetes.
 
Para testar se o sensor captava o aumento nos níveis de glicose após uma refeição, os voluntários tiveram uma alimentação rica em carboidratos.
 
O dispositivo conseguiu detectar o pico de glicose tão bem como o teste do dedo. Mas ainda não é possível saber os números precisos da substância no sangue.
 
Zero Hora