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quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Ministério da Saúde apresenta panorama da hanseníase no país

O ministro da Saúde, Arthur Chioro, apresenta nesta quarta-feira (21), em Brasília, balanço da busca ativa de casos da doença realizada pelo Ministério da Saúde nas escolas em 2014
 
O ministro também apresentará campanha publicitária para alertar a população sobre a importância do diagnóstico precoce da doença e o tratamento que é ofertado de graça no Sistema Único de Saúde (SUS). Os anúncios integram as ações pelo Dia Mundial de Luta contra Hanseníase, celebrado no dia 25 de janeiro.

A coletiva será transmitida ao vivo pela TV NBR, Web Rádio Saúde e pelo Twitter (@minsaude).
 
Apresentação dos resultados da Campanha Nacional de Hanseníase, Geo-helmintíases (verminoses) e Tracoma 2014, e lançamento da Campanha de Combate à Hanseníase 2015
 
Data: 21 de janeiro (terça-feira)

Horário: 10h

Local: Auditório Emílio Ribas - térreo do Ministério da Saúde - Bloco G, Esplanada dos Ministérios – Brasília (DF)
 
Blog da Saúde

Desidratação interna 25 por dia em SP; veja os alimentos mais ricos em água

Água: espalhar garrafas nos locais onde trabalha, estuda ou permanece por muito tempo ajuda a forjar o hábito
Água: espalhar garrafas nos locais onde trabalha, estuda
ou permanece por muito tempo ajuda a forjar o hábito
Crianças e adolescentes com menos de 14 anos respondem por 37% dos casos; no verão, cuidados devem ser redobrados
 
Um levantamento da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo aponta que, em média, 24,8 pessoas são internadas por dia em hospitais públicos do Estado vítimas da desidratação.
 
Somente em 2013, último dado consolidado, foram 9.043 internações por desidratação, das quais 37% eram crianças ou adolescentes com menos de 14 anos. As crianças de um a quatro anos de idade são as mais atingidas. Em 2013 houve 1.453 internações nessa faixa etária.
 
No verão, período de maior calor, os cuidados devem ser redobrados para evitar a desidratação, que é uma condição potencialmente grave, caracterizada pela baixa concentração de água e sais minerais no corpo.
 
Alguns fatores contribuem para as crianças serem mais suscetíveis à desidratação. Dentre eles está a ocorrência de doenças que provocam diarreia e vômitos. “Crianças menores acometidas por estes males sofrem uma grande perda de líquido. Além disso, não costumam ingerir muito líquido por conta própria, o que agrava a situação”, afirma Leonardo Camargo, gastroenterologista pediátrico do Hospital Estadual de Diadema.
 
Além de oferecer líquidos várias vezes ao dia às crianças, os adultos devem ficar atentos à exposição solar prolongada no verão em horários inapropriados (entre 9h e 16h), outro fator de risco.
 
Segundo o médico, os sintomas da desidratação são sede exagerada, olhos fundos, boca e pele secas, ausência de lágrimas e diminuição do suor. Nos bebês, os sinais são a moleira afundada e irritabilidade, além da diminuição da urina. Dor de cabeça, sonolência, tonturas, fraqueza, cansaço e aumento da frequência cardíaca também podem estar associados a episódios de desidratação.
 
“Nos casos mais graves podem aparecer outros sintomas, como diminuição da pressão, convulsões e choque, que, sem tratamento, podem levar até a morte”, explica Leonardo.
 
Principais dicas para prevenir a desidratação (em crianças e adultos):
 
* Ingerir pelo menos 2 litros de água ou outros líquidos (como sucos) por dia. No caso de crianças ou idosos, sempre verificar se estão ingerindo água.
 
* Não praticar exercícios físicos nas horas mais quentes do dia.
 
* Usar roupas leves, para diminuir a perda de líquido pelo suor.
 
* Como a diarreia é uma causa importante de desidratação, certifique-se de que os alimentos consumidos foram bem lavados e preparados adequadamente. Alimentar-se corretamente, com alimentos leves e saudáveis, é fundamental.
 
* No caso do aumento das perdas de líquido (como na diarreia) a ingestão de líquidos, como água, sucos naturais e água de coco, é importante. O soro caseiro também é uma boa opção. Ele é composto de 1 litro de água filtrada ou fervida, uma colher rasa de chá de sal e duas colheres rasas de sopa de açúcar. Outra possibilidade é usar o soro para hidratação, disponibilizado em unidades básicas de saúde e farmácias.
 
Veja os alimentos mais ricos em água:
 
Abobrinha: 96%
 
Alface: 95%
 
Chuchu: 95%
 
Pepino: 95%
 
Rabanete: 95%
 
Nabo: 94%
 
Tomate: 94%
 
Couve-flor: 92%
 
Melancia: 92%
 
Melão: 90%
 
Abacaxi: 87%
 
Maçã: 86%
 
Cenoura: 86%
 
Goiaba: 86%
 
Clara de ovo: 75%
 
Banana: 74%
 
Arroz integral cozido: 70%
 
iG

Estudo comprova que a dependência em smartphones é prejudicial à saúde

Pode levar a alterações dos batimentos cardíacos e aumento da pressão arterial
 
Rio - ‘Sem o celular, eu me sinto nu”. Muita gente já ouviu ou falou essa frase. Agora, um trabalho da Universidade do Missouri, nos Estados Unidos, comprovou que o vício pelo uso de smartphone pode levar a consequências físicas prejudiciais ao usuário, como alteração alteração da pressão sanguínea.
                      
Os pesquisadores monitoraram 40 pessoas que completavam um caça-palavras. Em um primeiro momento, elas estavam com os aparelhos do lado. Depois, ouviam o celular tocar, mas não podiam atendê-lo. A situação causou aumento da pressão arterial, dos batimentos cardíacos e piora de desempenho no jogo. Alguns pacientes relataram ansiedade pela impossibilidade de responder aos chamados.
 
Segundo o psiquiatra André Brasil, a pesquisa comprova a gravidade das alterações comportamentais que a dependência do celular provoca. “A falta do aparelho causa estados parecidos com o viciado em cigarro. O usuário fica impaciente e irritado quando não tem o smartphone por perto”, diz.
                      
Para Sabrina Vasconcelos, psicóloga do Hospital São Francisco de Assis, a causa do problema está no espaço crescente que o ambiente virtual vem tendo na vida das pessoas. “Há quem prefira ter 600 amigos na rede social a 10 no mundo real”, explica. Já para Brasil, a origem do vício muitas vezes está em questões emocionais. “Assim como bebida e cigarro, o celular é usado para se fugir de dificuldades pessoais”, avalia o especialista.
                      
Dentro do grupo de risco de dependência - jovens entre 18 e 30 anos, a produtora cultural Larissa Ferreira, 24, conseguiu se livrar do problema ao decidir, em setembro de 2014, passar um mês longe do smartphone. “Melhorei muito. Fico bem quando esqueço o celular em casa”, comenta ela, que não buscou tratamento médico.
                      
Para os que não têm a força de vontade de Larissa, o mais recomendado é ir ao psicólogo. “Só os 45 minutos de consulta com o celular desligado já podem auxiliar o paciente”, explica Sabrina.
 
O Dia

Saiba como identificar se a pinta que você tem pode ser um câncer de pele

Há cerca de 182 mil novos casos de câncer de pele no Brasil, por ano; prevenção e identificação precoce é a solução
 
Ela aparece, fica ali e pode ter carinha de inofensiva. Mas nem sempre é. Algumas das pintas que pipocam em seu corpo e acabam sendo intensificadas no verão podem ser um câncer de pele.
 
Pessoas com pele clara, cabelos e olhos também claros, sardas, ruivos e quem tem histórico de câncer na família formam o grupo de maior risco. 
Fazer o autoexame, portanto, é fundamental para identificar anormalidades na pele. Lesões na pele, pintas e outros sinais de câncer podem ser avaliados com uma dica simples dos profissionais do Hospital Sírio Libanês: a técnica ABCD+E. 
 
Basta verificar se as pintas apresentam uma ou mais características a seguir:
 
A – Assimetria: uma metade da pinta não se parece com a outra. A pinta benigna geralmente é simétrica.
 
B – Borda: irregular, mal definida;
 
C – Cor: Vários tons de cor em uma mesma pinta. A lesão benigna geralmente tem apenas uma cor;
 
D –  Diâmetro: Pintas benignas geralmente medem menos que seis milímetros;
 
E – Evolução: Modificação das características da pinta ao longo do tempo.
 
Da pele para outros órgãos
Apesar de a pinta ser o tipo clássico do câncer de pele, algumas formas do câncer podem se espalhar para outros órgãos no corpo. Segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca), há cerca de 182 mil novos casos de câncer de pele (não melanoma) no Brasil, por ano. 
 
O melanona, tipo mais letal e que também começa na pinta, atinge cerca de 6 mil brasileiros por ano. Nos estágios mais avançados, há mais probabilidade de metástase para outros órgãos, com pior prognóstico e número reduzido de opções terapêuticas.
 
Prevenir, portanto, é o melhor remédio. O Núcleo Avançado de Câncer de Pele do Hospital Sírio-Libanês faz uma alerta sobre a prevenção dessa doença. A médica coordenadora do núcleo, Cristina Abdalla, explica que é importante evitar a exposição excessiva ao sol. 
 
 
“Muita gente pensa que o uso do protetor solar é suficiente para evitar problemas. No entanto, a principal recomendação é evitar a exposição aos raios ultravioleta excessiva e principalmente entre 10h e 16h. O uso do protetor solar é importante sempre, mas não se esqueça de evitar a exposição direta ao sol, usando chapéu, óculos, roupas protetoras e procurar a sombra de uma árvore ou guarda sol”, explica a especialista.
 
Segundo ela, é importante reaplicar o protetor solar a cada duas horas e, depois de um banho de mar ou piscina, ser reaplicado imediatamente, mesmo se o protetor disser que é resistente à água.
 
iG

TST condena Drogasil a pagar insalubridade por aplicação de injeções

A rede de farmácias Raia Drogasil S/A foi condenada a pagar adicional de insalubridade a uma auxiliar de farmácia que fazia aplicações de injeções nos clientes da ‘loja’
 
Para a Quinta Turma do Tribunal Superior do Trabalho, que não deu provimento ao recurso da empresa, a trabalhadora estava exposta a agentes biológicos.
 
A auxiliar alegou que ficou exposta a infecções ao ter contato habitual e permanente com sangue e agulhas no tratamento de clientes e aplicação de medicamentos dentro da farmácia. Laudo pericial esclareceu que ela fazia de seis a oito aplicações ao dia, sem saber se as pessoas estavam ou não doentes.
 
Esclareceu ainda que o uso de seringas descartáveis e luvas cirúrgicas apenas minimizam a possibilidade de contágio, uma vez que doenças infectocontagiosas podem ser transmitidas por outras vias, como pele, nariz, ouvido ou garganta.
 
A 57ª Vara do Trabalho de Divinópolis e o Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região (MG) acolheram o pedido da trabalhadora e condenaram a Drogasil ao pagamento do adicional.
 
Ao tentar trazer a discussão ao TST, a Drogasil argumentou que as atividades da trabalhadora incluíam a aplicação de medicamentos apenas de forma esporádica, não havendo contato contínuo e permanente com agentes biológicos. Acrescentou ainda que a aplicação de injeções em farmácias e drogarias não é atividade descrita como insalubre pela Norma Regulamentadora 15 do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).
 
Mas, ao analisar o mérito do recurso por divergência jurisprudencial, o relator do processo, ministro Caputo Bastos, concluiu que a função da auxiliar se enquadra no anexo 14 da norma ministerial, referente a trabalhos e operações em “postos de vacinação e outros estabelecimentos destinados aos cuidados da saúde humana”.
 
A decisão foi unânime no sentido de desprover o recurso.