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sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Uso de redes sociais pode diminuir estresse em mulheres

Em homens, não foi encontrada nenhuma associação das mídias com aumento da tensão
 
As mulheres que usam redes sociais podem ter uma vantagem com relação aos homens que fazem o mesmo: a prática pode diminuir o estresse delas. Pelo menos é o que aponta uma pesquisa realizada pela Pew Research.
 
O estudo analisou 1,8 mil adultos, questionando sobre como e quantas vezes os entrevistados usavam mídias sociais. Foi utilizada uma escala de estresse percebido, que perguntou quantas vezes, nos últimos 30 dias, uma pessoa foi perturbada por algo que aconteceu de forma inesperada, que fugia do seu controle.
 
No geral, os pesquisadores não encontraram, nos homens, correlação entre a frequência do uso das mídias sociais e o estresse. Nas mulheres, no entanto, "o uso de algumas tecnologias está ligada à diminuição do stress, ainda que de forma modesta".
 
O resultado apontou que uma mulher que usa o Twitter várias vezes por dia, envia ou recebe 25 e-mails diariamente e compartilha fotos por meio de smartphone, apresenta níveis de estresse 21% mais baixos em comparação com aquelas que não utilizam essas tecnologias.
 
Os pesquisadores acreditam que a diferença entre os gêneros se deve ao modo como homens e mulheres se comunicam no mundo virtual. Eles ressaltam que "estudos existentes descobriram que compartilhar eventos positivos e negativos pode ser associado com o bem-estar emocional, e as mulheres tendem a compartilhar suas experiências emocionais com uma gama maior de pessoas do que os homens". Em outras palavras, as mulheres podem, em média, fazer uso psicologicamente mais saudáveis das redes sociais.
 
O Twitter foi uma das redes sociais que mais ajudou a diminuir o estresse, segundo os pesquisadores. Compartilhar eventos logo depois que eles acontecem e se expressar por meio de pequenas pode proporcionar às mulheres uma sensação de alívio maior que nos homens.
 
Mas o uso das redes sociais também pode afetar negativamente as mulheres com mais intensidade. É mais provável que elas se chateiem ao ver coisas ruins acontecendo com seus amigos. Os pesquisadores disseram que elas são mais propensas a serem "infectadas" pelo estresse de outras pessoas.

Zero Hora

Manual das Cantinas Escolares estimula lanches saudáveis entre os estudantes

Com o objetivo de fazer com que os alunos comam melhor na hora do recreio, o Ministério da Saúde elaborou o Manual das Cantinas Escolares
 
Nele, os donos de cantinas escolares recebem orientações para oferecer um cardápio mais saudável, com mais frutas, sucos naturais e alimentos com menos sódio e gordura. Maria de Lourdes Gonçales é dona de cantina em uma rede de escolas em Brasília e serve alimentos mais saudáveis aos estudantes. Para ela, a mudança no cardápio é uma forma de contribuir para que os jovens se desenvolvam com saúde."Nenhum salgado nosso é frito, até a coxinha nós temos feito agora no forno.
 
A gente oferece salada de fruta, as frutas, o suco natural, então a gente oferece uma alimentação mais saudável também para ajudar no desenvolvimento deles. E é mais saudável para eles, no desenvolvimento deles, para evitar obesidade. Então, os alunos acabam consumindo muitas coisas mais saudáveis para eles."
 
A servidora pública, Renata Borba, tem um filho de 12 anos que estuda em uma escola onde a cantina também oferece um cardápio mais saudável na merenda. Segunda ela, o garoto aprova a qualidade do lanche na cantina da escola."Ele mesmo notou uma diferença. Que não tem nada frito e que os lanches são bem saborosos. Ele notou que era uma qualidade melhor para ele, em termos de alimentação, gostou disso e em nenhum momento ele achou que o lanche ficou ruim por conta disso. Acho que tudo inicia em casa. A alimentação saudável tem que vir primeiro de casa e o apoio da escola é fundamental. Eu tenho sentido isso e estou achando muito positivo. A gente tem que estar preocupado e atento a isso, principalmente porque, hoje em dia, o que a gente mais vê é alimentação que não é o que a gente para os nossos filhos."
 
Promover a alimentação saudável faz parte da Política Nacional de Alimentação e Nutrição do Ministério da Saúde, que elaborou o Manual das Cantinas Escolares. A consultora técnica da Coordenação Geral de Alimentação e Nutrição do Ministério, Renata Guimarães, explica que o manual ajuda os proprietários de cantinas escolares na mudança do cardápio.
 
"O manual das cantinas ele é um material voltado para os donos desses estabelecimentos, onde vai estar comercializando esses alimentos dentro das escolas para estar subsidiando a transformar as cantinas tradicionais, onde e carregado de alimento industrializado, em alimentos ricos em açúcar, gordura e sal, e transformar essa cantina em uma cantina saudável. A alimentação saudável de uma forma geral tem haver com o desenvolvimento, principalmente se falando de criança, em desenvolvimento físico, motor, até mesmo com relação à concentração dessa criança em sala de aula. Então tem haver com saúde."
 
A consultora técnica da Coordenação Geral de Alimentação e Nutrição do Ministério da Saúde, Renata Guimarães, também ressalta que a alimentação saudável ainda no período escolar reflete no futuro da saúde da população. O Manual das Cantinas Escolares é elaborado pelo Ministério da Saúde.
 

Descobertas mutações em câncer de fígado que podem ajudar em novo tratamento

Pesquisa foi realizada por meio de estudos moleculares com tecidos de 107 pacientes
 
Pesquisadores do Hospital Clinic, em Barcelona, descobriram duas mutações genéticas em tumores de fígado muito agressivos, o que pode representar uma revolução no tratamento desta doença ao abrirem possibilidades terapêuticas para 70% dos pacientes.
 
A pesquisa, publicada nesta quinta-feira (22) na revista Nature Communications, foi financiada pela Associação Espanhola Contra o Câncer na Catalunha. O trabalho, dirigido pelo professor da Universidade de Barcelona, Josep María Llovet, diretor do Liver Cancer Program na Ichan School of Medicine at Mount Sinai, em Nova York, identificou pela primeira vez duas alterações genéticas que ocorrem nos tumores colangiocarcinoma intrahepático (ICCA) e que são tratáveis.
 
— Trata-se da descoberta mais importante realizada até o momento sobre as mutações em colangiocarcinoma e mudará de forma radical o tratamento desta doença.
 
A pesquisa foi realizada por meio de estudos moleculares com tecidos de 107 pacientes com ICCA, os quais foram extraídos e sequenciados o ácido ribonucleico (RNA) total. Os pesquisadores fizeram um mapa completo, não descrito até agora, de todas as alterações moleculares que podem ocorrer em pacientes com este tipo de câncer de fígado.
 
Segundo os oncologistas, existem nove alterações que se encontram em 70% destes tumores, “o que pode representar uma oportunidade terapêutica”, já que se trata de mutações que são tratáveis com inibidores. Para Llovet, uma das duas novas alterações genéticas no ICCA descoberta agora pode ser bloqueada mediante um inibidor que já demonstrou sua eficácia in vitro.
 
O colangiocarcinoma intrahepático é um tumor agressivo, de difícil detecção em estádios iniciais e que representa 10% do total de câncer hepático (ao redor de 70 mil casos anuais no mundo). A única opção até agora de cura é a cirurgia, mas ela está limitada aos casos em que o câncer não está em estágio avançado.

R7

Santa Casa falta a reunião com sindicatos na Delegacia Regional do Trabalho

Reunião discutiria pagamentos de salários e benefícios atrasados; nova reunião foi marcada para próxima quarta
 
Representantes da Irmandade Santa Casa de Misericórdia de São Paulo não compareceram à reunião agendada para esta quinta-feira (22) com o Sindicato dos Enfermeiros e Sindicato Médico na Delegacia Regional do Trabalho, na região central de São Paulo.
 
A assessoria de imprensa da instituição informou que, uma hora antes do encontro, combinou uma nova reunião para a próxima quarta-feira (28) com o delegado regional Luiz Antônio Medeiros. Neste próximo encontro, a entidade espera que esteja liberado o empréstimo de R$ 44 milhões pedido junto à Caixa Econômica Federal (CEF).
 
A reunião desta quinta havia sido pedida pelos sindicatos que cobram da Santa Casa explicações sobre como serão feitos os pagamentos de salários e benefícios atrasados, bem como sobre os cortes de pessoal para enxugar a folha de pagamento.
 
"Temos 779 trabalhadores, entre eles 450 médicos, que não receberam os salários de novembro" disse a diretora jurídica do Sindicato dos Enfermeiros, Ana Lúcia Firmino. Os salários referentes a dezembro foram pagos. Parcelas referentes ao 13º continuam pendentes.
 
As duas entidades sindicais promovem nesta sexta-feira (23) assembleias no próprio hospital. Ana Firmino diz que um acordo de greve pode ser colocado em votação, mas não crê em sua aprovação nesse momento.
 
"Pelo que as outras assembleias que fizemos têm indicado, os trabalhadores vão esperar a próxima reunião. O que eu sinto, é que as pessoas aqui querem reerguer o nome da Santa Casa, e uma greve seria muito ruim pelo impacto negativo na sociedade e pelo impacto nos repasses do governo, que são feitos a partir de cada atendimento", explica a dirigente sindical.

Enxugamento
Segundo a sindicalista, a Santa Casa teria adiantado aos trabalhadores que a maioria dos cortes serão feitos nas áreas administrativa e estão entre 700 e 800 postos de trabalho. 
 
"Eles dizem que as rescisões, sem as multas, vão custar R$ 40 milhões e propuseram pagar as multas em folgas. Nós queremos que todos os direitos dos trabalhadores sejam assegurados", afirma. 
 
iG

Exposição ao bisfenol A na gravidez aumenta risco de diabetes no filho

O bisfenol A é usado na fabricação de plásticos como o PVC, que compõem as embalagens das mamadeiras
Pixland/Thinkstock/VEJA
O bisfenol A é usado na fabricação de plásticos como o PVC,
que compõem as embalagens das mamadeiras
De acordo com estudo, substância encontrada em garrafas plásticas causa stress oxidativo na mãe e no bebê
 
A exposição durante a gravidez ao bisfenol A (BPA), substância utilizada para a fabricação de garrafas plásticas, por exemplo, pode aumentar o risco de o bebê desenvolver diabetes e doenças cardíacas durante a vida. Segundo um estudo publicado na terça-feira no periódicoEndocrinology, a causa desse malefício é o dano oxidativo do produto no organismo.
 
O stress oxidativo ocorre quando o corpo é exposto a altos níveis de radicais livres, que têm o potencial de prejudicar as células quando elas estão processando oxigênio. “Essa condição está associada ao desenvolvimento de resistência insulínica e inflamação no organismo, o que aumenta o risco de diabetes e outras doenças metabólicas”, afirma Vasantha Padmanabhan, coautora da pesquisa e professora da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos.
 
O Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos estima que mais de 96% dos americanos têm BPA no organismo. Estudos já mostraram que o produto interfere na produção e na ação dos hormônios.
 
Análise
Os pesquisadores reconheceram amostras de sangue de 24 grávidas no primeiro trimestre de gravidez para medir os níveis de BPA. As gestantes, então, foram divididas em dois grupos: aquelas que apresentaram baixos níveis de BPA e as que tinham altos níveis da substância. Além disso, os cientistas tiraram amostras de sangue do cordão umbilical dos bebês ao nascerem para mensurar subprodutos químicos causados pelo stress oxidativo.
 
Os autores constataram que as mães expostas a altos níveis de BPA e os seus filhos apresentavam sinais de stress oxidativo no organismo. “Mais estudos como esse precisam ser feitos para determinar o impacto do BPA no desenvolvimento de doenças”, diz Vasantha.
 
Conheça o relato

Onde foi divulgada: periódico Endocrinology.

Quem fez: A. Veiga-Lopez, S. Pennathur, D.C. Dolinoy, L. Zeng e K. Kannan

Instituição: Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, e outras.

Resultado: Exposição ao bisfenol A durante a gravidez aumenta stress oxidativo na mãe e no filho.
 
 Veja