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sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Iodo é essencial para o crescimento e o metabolismo

Sal iodado é a principal fonte de iodo - Foto: Getty Images
Sal iodado é a principal fonte de iodo
 
O mineral também ajuda o corpo a eliminar toxinas e é aliado do coração
 
O iodo é um mineral necessário para a síntese dos hormônios tireoidianos que irão regular as funções do organismo, sua deficiência pode levar ao bócio e seu excesso pode causar intoxicação. 
 
O funcionamento correto da glândula tireoide depende do iodo. Esta glândula por sua vez sintetiza os hormônios tiroxina (T3) e triiodotironina (T4). Estes hormônios têm diversas funções no nosso organismo. Atuam no crescimento físico e neurológico, no metabolismo basal, na manutenção da temperatura corporal, controlam o metabolismo da oxidação celular, o metabolismo dos lipídios, dos hidratos de carbono, das proteínas, da água e de alguns minerais. O iodo também é importante no funcionamento de diversos órgãos como o coração, o fígado, rins e ovários. 
 
Benefícios comprovadas
 
Essencial para o crescimento: O iodo é essencial para o funcionamento da glândula da tireoide, que irá sintetizar hormônios que agem no crescimento físico e neurológico. Uma ingestão suficiente de iodo no organismo ainda irá fazer com que o cabelo e as unhas tenham um crescimento saudável. 
                                                
Elimina toxinas: O iodo ajuda a eliminar toxinas que estão no corpo. É especialmente eficaz contra certos produtos químicos e tóxicos, como mercúrio, chumbo e flúor. 
                                               
Importante para o metabolismo: O iodo é essencial para a síntese dos hormônios tireoidianos. Esses hormônios atuam no metabolismo basal, dos lipídios, dos hidratos de carbono, das proteínas, da água e de alguns minerais. Eles também agem na manutenção da temperatura corporal. 
                                               
Importante para o coração e outros órgãos: Por ser necessários para a síntese dos hormônios tireoidianos, o iodo auxilia na regulação do ritmo cardíaco e da pressão arterial. Pelo mesmo motivo, o iodo também é essencial para o funcionamento do fígado, rins e ovários. 
 
Algas são boa fonte de iodo - Foto: Getty Images
Algas são boa fonte de iodo
Deficiência de Iodo
O consumo insuficiente de iodo está relacionado a doenças como hipotireoidismo, problema no qual a glândula da tireoide não produz hormônios suficientes para a necessidade do organismo, bócio endêmico, que é o aumento anormal da glândula da tireoide, deficiência mental, aumento da mortalidade infantil e infertilidade. 
 
A deficiência de iodo é especialmente preocupante para as gestantes. Afinal, nesta fase é essencial que a glândula da tireoide funcione direito, principalmente nas 12 primeiras semanas, período em que alguns hormônios da futura mãe diminuem e outros passam a ser fabricados, a placenta começa a se formar e o bebê desenvolve seus principais órgãos.

A falta de cuidado com o hipotireoidismo pode causar parto prematuro, defeitos neurológicos, QI abaixo do normal, surdez e até aborto do feto.  
 
Fontes de Iodo
 
AlimentoQuantidade de iodo - mcg
Sal iodado (6 g - uma colher de chá) 444
Camarão (100 g) 90
Algas (100 g) 60
Ostras (100 g) 38
Badejo (100 g) 30
Atum (100 g) 30
Bacalhau (100 g) 20
Aipo (100 g) 15
Agrião (100 g) 15
Caranguejo (100 g) 13
Salmão (100 g) 11
Leite de vaca (100 g) 11
Arenque (100 g) 10
Alho (100 g) 9
Carne bovina (100 g) 5,3
Fígado de boi (100 g) 5
Aveia (100 g) 4
Arroz (100 g) 3,6
Sardinha (100 g) 3,5
 
Fontes consultadas: Tabela e Composição Química dos Alimentos, Guilherme Franco, Ed. Atheneu, 1999. Tabela Taco de Composição de alimentos de 2006. 
 
Quantidade recomendada de Iodo
 
A quantidade média recomendada de iodo para cada idade de acordo com a Organização Mundial de Saúde é: 
  • Crianças de 0 até 1 ano: 90 microgramas (mcg) por dia ou 15 mcg/kg/dia
  • Crianças de 1 ano a 6 anos: 90 mcg por dia ou 6 mcg/kg/dia
  • Crianças de 7 a 12 anos: 120 mcg por dia ou 4,0 mcg/kg/dia
  • Adolescentes e adultos: 150 mcg por dia ou 2,0 mcg/kg/dia
  • Gestantes e lactantes: necessidades chegam a 200 mcg por dia ou 3,5 mcg/kg/dia.

Ostras são boas fontes de iodo - Foto: Getty Images
Ostras são boas fontes de iodo
Suplemento de Iodo
As grávidas e as mulheres que amamentam necessitam de maiores quantidades de iodo por dia. Isto porque seu organismo exige mais iodo para funcionar corretamente, os rins eliminam mais e é preciso transferir hormônios e iodo para o feto. Uma alimentação variada e equilibrada permite que as grávidas atinjam a dose diária recomendada de iodo.
                                               
Para os veganos que não consomem sal iodado nem algas ricas em iodo, é recomendável a suplementação, por isso estas pessoas devem conversar com o médico nutrólogo sobre o assunto.  
 
Riscos do consumo em excesso do Iodo
A intoxicação pelo iodo é causada devido ao consumo diário de quantidades muito grandes dele, 400 vezes maior do que a recomendação diária. O excesso de iodo pode produzir o bócio e, algumas vezes, o hipertireoidismo. 
 
Fontes consultadas:
Nutricionista Rita de Cássia Novais, especialista em nutrição clínica, nutrição parenteral e esportiva, especialização e vigilância sanitária de alimentos, auditora ISO 22000 e 9000. 
 
Minha Vida

Rosácea: entenda melhor quais são os quatro subtipos desse problema de pele

Cada tipo se caracteriza por manifestações diferentes e também pede tratamentos diferenciados
 
Por: Dra. Denise Steiner Dermatologista - CRM 36505/SP
 
A rosácea é uma doença crônica que atinge, principalmente, mulheres entre 30 e 50 anos. Ela não é contagiosa e tem origem desconhecida. A rosácea aparece como área avermelhada, com pápulas e pústulas que se manifestam no rosto e podem comprometer os olhos e o nariz. A doença pode ser classificada quatro tipos: eritemato telangectasia (a mais comum), pápula pustular, fimatosa e ocular. 
 
                            
Os tipos variam de acordo com a forma como ela se manifesta. No primeiro caso, na eritemato telangectasia, a pele fica muito vermelha e repleta de vasos (telangectasias). Isso é muito evidente principalmente na região centro facial. O avermelhamento pode ser agravado por vários fatores, entre eles: o álcool, sol, estresse, exercícios físicos e calor. Quem possui a rosácea, tem a sensação de estar com a pele pinicando ou queimando. Neste caso, a pessoa afetada é sensível a qualquer creme. 
                           
 
 
A rosácea pápula pustulosa é caracterizada pelo avermelhamento e pelo aparecimento de lesões pápulo-pustulosas em surtos, como se fossem espinhas. Nesse tipo, a rosácea lembra a acne - tanto que por muito tempo foi chamada de acne rosácea. O tipo pápula pustular é bastante comum em homens, com períodos de piora e melhora alternados.  

O tipo menos frequente é a rosácea fimatosa que causa uma inflamação na pele, tornando-a mais espessa e vermelha. O terceiro tipo de rosácea (fimatosa) é caracterizado pelo aumento e infiltração de áreas como as glândulas sebáceas do nariz e é comum em homens com mais de 40 anos. Com o tempo, o nariz pode até dobrar de tamanho. Queixo, rosto, olhos e ouvidos podem ser comprometidos. 
                           
A rosácea ocular atinge a região dos olhos. Cerca de 20% dos casos são descobertos em visita a um oftalmologista. O indicativo da doença é uma inflamação (chamada de blefarite) com avermelhamento e descamação na área dos cílios. Este tipo é o mais grave de todos, podendo evoluir para a perda da visão. 
                           
Existe outro subtipo mais raro da rosácea, chamado granulomatosa. Sua característica principal é o aparecimento de nódulos acastanhados na face. Cerca de 15% dos pacientes com a doença podem ter lesões em outros locais. É um tipo que tem tratamento difícil. 
                           
A rosácea também pode se misturar. Pode ocorrer, por exemplo, a combinação do fimatosa com o tipo pápula pustulosa e também com a forma mais comum, a eritemato telangiectásica. Também é muito frequente a associação de rosácea do tipo fulminante com a ocular. 
                           
O tratamento das doenças crônicas que não têm origem conhecida são um desafio para o dermatologista. No caso da rosácea, o tratamento do tipo mais comum é feito com produtos tópicos, como metronidazol 0,75%, ácido azelaico 0,75%, peróxido de benzoila e retinoides tópicos. O objetivo principal do tratamento é diminuir a inflamação do paciente, usando as substâncias citadas cerca de 1 a 2 vezes por dia. 
                           
Outra alternativa é a utilização de oximetozolina e da brimonidina. Ambos diminuem e controlam o flushing (vermelhidão). É bom lembrar que eles não curam a rosácea, mas diminuem o avermelhamento. Os inibidores da calcineurina também melhoram a inflamação. 
                           
Para a rosácea pápula pustulosa ocular e fimatosa é necessário utilizar o antibiótico do grupo das ciclinas: a tetraciclina e a miniciclina. Eles são utilizados até o controle clínico da doença e, com o tempo, a dose do remédio vai baixando aos poucos. 
                           
Já a isotretinoína pode ser utilizada nos quatro tipos de rosácea. O tratamento dura em torno de 3 a 4 meses. Em todas essas situações, pode haver associação dos medicamentos com o laser. 
                           
A correção cirúrgica da rosácea é indicada nos casos de fimatosa ? o quarto tipo. E para tratar a rosácea ocular, muitas vezes é necessário abordagem específica, como o uso de colírios locais (com antibióticos) e também imunossupressores, como a ciclosporina. 
                           
Também é importante o uso do laser ou da luz pulsada para vasos. A luz do laser atinge os vasos, promove sua destruição e clareia a região. Os tipos de laser mais utilizados são o Pulsed Dye Laser e NdYag. 
 
Minha Vida

Menstruação: o último tabu das mulheres esportistas?

Getty Images
Tenista britânica disse que se sentiu mal durante partida
Ex-tenista britânica diz que as mulheres "sofrem em silêncio"
 
O impacto do ciclo menstrual no desempenho das atletas é o "último tabu" do esporte, opina a ex-tenista britânica (e ex-número 1 do país) Annabel Croft. Ela declarou à BBC Radio 5 que as mulheres "sofrem em silêncio".
 
O comentário se referia à derrota, na primeira rodada do Aberto da Austrália, na terça-feira, da também britânica Heather Watson, que admitiu que não se sentiu bem durante a partida.
 
— Acho que é apenas uma dessas coisas que eu sinto, coisas de menina.
 
A jogadora de 22 anos contou que sentiu tontura, náusea e falta de energia na partida, que perdeu por 6-4 e 6-0 para a búlgara Tsvetana Pironkova.
 
Ela pediu ajuda médica no final do primeiro set e estava visivelmente abatida nos últimos sete games, vencidos por Pironkova.
 
Após a derrota, Watson afirmou que "se sente assim às vezes".
 
'Corajosa'
"Vou ao médico depois, para ver se há algo que eu possa fazer para me ajudar em momentos como este no futuro."
 
Annabel Croft descreveu os comentários de Watson como "corajosos" e afirmou que as mulheres "se identificam totalmente" com esses sintomas.
 
— Os problemas mensais das mulheres são um dos temas que são varridos para baixo do tapete, um grande segredo. Para as mulheres, ter de lidar com eles já é difícil o bastante, mas tentar jogar um esporte de alto nível em um dos momentos mais cruciais do calendário (esportivo) é uma falta de sorte. Acho que as mulheres sofrem em silêncio quanto a isso. É um tema que sempre foi tabu.
 
Watson disputou o primeiro Grand Slam da temporada, em Melbourne, pouco depois de ter conquistado seu segundo título da WTA, na semana passada, e estando em 38º lugar no ranking feminino.
 
— É muito frustrante, especialmente no momento em que eu realmente quero toda a minha energia e estar em 100% (da forma). Mas acontece. É uma pena e uma droga.
 
BBC Brasil / R7

Receita de analgésico natural de ervas

Dor e febre, males muito comuns
 
Normalmente usamos medicamentos analgésicos (no caso de dor) e antitérmicos (no caso de febre) para tratá-los. Esses medicamentos, porém, não tratam as doenças apenas: eles intoxicam nosso sangue com muita química nociva, agridem nosso aparelho digestivo, entre outras consequências.
 
Como fazer então? Tentar resolver o problema de forma natural. É lógico que isso tem que ser feito com responsabilidade.
 
A receita caseira que vamos ensinar agora é riquíssima em substâncias analgésicas. E também tem a capacidade de abaixar a febre.
 
Este remédio natural costuma resolver problemas de dor, febre, gripe e resfriado. Ele contém quatro ervas medicinais: malva, sálvia, eucalipto e alecrim. O poder dessas ervas é imenso.
 
A malva é anti-inflamatória e amplamente usada para tratar bronquite, catarro, dor de garganta, rouquidão, feridas e faringite.
 
A sálvia também é anti-inflamatória e é indicada nos casos de inapetência, edema, afecções da boca, afta, tosse e bronquite.
 
O eucalipto é excelente para tratar doenças respiratórias ou alérgicas, como rinite e sinusite.
 
E o alecrim é especialíssimo, sendo um potente tônico para todo o organismo.
 
E como se faz esse analgésico e antitérmico natural.
 
É muito fácil a receita!
 
Confira:
 
Ingredientes
 
- 1 colher (sopa) de malva
 
- 1 colher (sopa) de sálvia
 
- 1 colher (sopa) de eucalipto
 
- 1 colher (sopa) de alecrim
 
- 1 litro de vinho branco de boa qualidade
 
Modo de preparo
 
- Lave as ervas (são encontradas em casas de plantas medicinais e em lojas de produtos naturais) e coloque dentro do vinho.
 
- Agite a garrafa e ponha para repousar por um mês em local fresco e escuro.
 
* É preciso agitar a garrafa de três em três dias.
 
- Depois do prazo de 30 dias, coe a bebida e acrescente 50 gramas de mel.
 
- Feche a garrafa. Está pronto o analgésico natural de ervas.
 
- Tome quatro colheres (chá) por dia.
 
Você pode tomar pelo tempo que quiser, mas recomendamos que se interrompa assim que os sintomas desaparecerem.
 

Uso de anticoncepcional por 5 anos pode dobrar risco de câncer no cérebro, diz estudo

Contraceptivos hormonais incluem contraceptivos orais,
adesivos, injeções e implantes
Apesar de aumentar risco, doença é extremamente rara, afirma pesquisa
 
O uso de anticoncepcionais por cinco anos pode dobrar as chances de câncer no cérebro em mulheres.
 
De acordo com o estudo realizado por cientistas dinamarqueses, a contracepção hormonal aumentou a chance de a mulher desenvolver glioma cerebral, tipo raro de câncer. Para o levantamento, foram analisadas mais de 300 mulheres que sofreram com a doença.
 
Segundo informações do The Telegraph, pouco se sabe sobre as causas de glioma e outros tumores cerebrais. Mas há alguma evidência de que os hormônios sexuais femininos podem aumentar o risco de alguns tipos de câncer.
 
Os contraceptivos hormonais incluem contraceptivos orais, adesivos, injeções e implantes, contêm hormônios sexuais femininos e são amplamente utilizados por mulheres em todo o mundo.
 
O líder da equipe da pesquisa, David Gaist, do Hospital Universitário de Odense e University of Southern Denmark, informou que, apesar do aumento do risco, a chance de desenvolver a doença é extremamente baixa. Por ano, cinco em cada 100 mil pessoas desenvolvem glioma.
 
— Sentimos que nosso estudo é uma contribuição importante e esperamos que nossos achados irá estimular mais pesquisas sobre a relação entre agentes hormonais femininos e risco de glioma.
 
A pesquisa foi publicada no British Journal of Clinical Pharmacology.
 
R7