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sábado, 24 de janeiro de 2015

Cuidados com alimentação devem ser redobrados no verão

As altas temperaturas, somadas à falta de higiene no preparo dos alimentos, estimulam a proliferação de microrganismos
 
Os preços altos de alimentos e bebidas especialmente nas praias são justificativa suficiente para levar o lanche de casa. Por causa do calor e de problemas recorrentes no preparo e armazenamento de produtos à venda em quiosques, por ambulantes e restaurantes, levar comida pronta pode ser opção para não passar mal.
 
As altas temperaturas, somadas à falta de higiene no preparo dos alimentos, estimulam a proliferação de microrganismos que aumentam as chances de os produtos estragarem, explica o superintendente da Vigilância Sanitária do Rio de Janeiro, Luiz Carlos Coutinho. Ele alerta que, na praia, por exemplo, devem ser evitados todos os derivados de animal, como o queijo coalho na brasa e o espetinho de camarão.
 
— O camarão tem todos os riscos possíveis e imagináveis: tem corante, para dar aquela cor avermelhada e passar uma falsa impressão de frescor, tem a validade e a falta de higiene no preparo. Geralmente, está passado porque foi retirado há horas e horas do gelo, portanto, cheio de microrganismos (que causam doenças) — destacou Coutinho.
 
No pós-praia, ele sugere evitar ainda o churro e o milho:
 
— Há casos em que a água do milho e o próprio milho estão cheios de larva, porque água de cocção não é trocada há dias.
 
A nutricionista Edna Garambone lembra que os sanduíches com salpicão ou qualquer produto que contenha maionese devem ser rejeitados nesta época. Apesar de o sanduíche natural ser um hábito do carioca, ela alerta que, fora da refrigeração, o produto estraga rápido. A orientação é optar por frutas que contenham bastante água como melancia, melão e manga.
 
— Banana, maçã, pera e ameixa frescas são fáceis de transportar — acrescenta Edna.
 
Para quem não se contenta com frutas na refeição, o superintendente diz que o melhor mesmo é levar comida de casa. Segundo Coutinho, a comida preparada no mesmo dia e armazenada em isopor tem menos chances de fazer mal à saúde.
 
A família de Vânia Bastos Domingos, de 43 anos, mesmo sem saber da recomendação, já cumpre à risca. Aproveitando o dia na Praia de Ipanema, levou sanduíches de queijo e bebidas em uma bolsa térmica. Ela não acrescentou nem presunto.
 
— Não gosto de colocar [presunto] para não estragar, com esse calor não dá para arriscar — comentou.
 
Pensando em economizar, Nilcéia dos Santos, de 42 anos, e as três filhas também fizeram sanduíches para passar o dia na praia.
 
— Trouxe tudo de casa, tudo armazenado aqui na bolsa. Só compramos aqui o gelo para não carregar bolsa pesada — contou.
 
Segundo Coutinho, até o frango assado, quando preparado no mesmo dia e bem armazenado, pode matar a fome sem provocar qualquer infecção intestinal.
 
— Não é vergonha ser farofeiro. São pessoas que fazem a comida fresquinha, o empadão, o frango ou o sanduíche e sabem que esses produtos têm um tempo para ser consumidos — frisou.
 
Fora de casa, também é preciso evitar tomar bebidas na lata ou diretamente nos frascos. O ideal é usar o canudinho ou copos plásticos, sem encostar a boca no recipiente.
 
Zero Hora / Agência Brasil

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Suco para TPM, alivia os sintomas

Suco para TPM, desincha e alivia o nervosismo da tensão pré-menstrual

Ingredientes do suco para TPM

- 3 folhas de agrião (diurético);

- 1/4 de beterraba (rica em magnésio, regula a serotonina);

- 1 fatia de abacaxi (estimula a digestão, diurético);

- 1 maçã com casca (Vitamina B6 e folato, que regula a serotonina);

- 1 colher de chá rasa de levedo de cerveja (tem vitamina B6, para o nervosismo);

- 200 ml de água
 
Como preparar o suco para TPM

Bata tudo no liquidificador. Beba o suco para tpm 2 vezes ao dia, 7 dias antes da menstruação, durante a TPM.

Saúde com Ciência

Cientistas testam novos remédios promissores contra endometriose

Duas novas drogas, testadas em ratos, apresentam potencial para combater a doença. Se elas se mostrarem eficazes em humanos, poderão acabar com as dores no ventre sentidas pelas pacientes e reduzir a necessidade de cirurgias para corrigir o problema
 
A endometriose é um problema de saúde que atinge milhões de mulheres em todo o mundo, causando dores e as ameaçando com o risco da infertilidade, possível consequência do tratamento para o mal.
 
Empenhado na busca por recursos mais eficazes para combater a enfermidade, um grupo internacional de pesquisadores chegou a duas substâncias que surgem como grandes promessas. Ao serem testados em ratos e em células endometriais humanas, os compostos se mostraram capazes de impedir o crescimento dos tecidos e até mesmo de fazê-los regredir, além de combater o processo inflamatório característico da doença.

Graças a esses resultados, os autores da pesquisa, publicada nesta semana na revista Science Translational Medicine, acreditam que as duas drogas experimentais possam se tornar remédios que combatam a dor sentida pelas pacientes devido à inflamação e reduzam a necessidade de intervenção cirúrgica, que visa retirar o excesso de tecido que cresce nas pacientes.

Para chegar à descoberta, os cientistas seguiram uma linha de estudo prévio, que apontou a ação dos receptores do hormônio feminino estrogênio como o principal alvo a ser combatido a fim de conter o crescimento do tecido endometrial.
 
“A estimulação excessiva de estrogênio e sua inflamação são aspectos cruciais da endometriose. A hipótese com a qual trabalhamos é a de que os tratamentos devem suprimir esses dois componentes”, escrevem os autores no estudo, coordenado por Benita Katzenellenbogen, professora de biologia celular da Universidade de Illinois, nos Estados Unidos.

Receptores
As duas substâncias avaliadas, chloroindazole (CLI) e oxabicycloheptene sulfonato (OBHS), mostraram-se muito eficazes para bloquear a recepção de estrogênio e combater inflamações quando aplicadas de forma conjunta — sozinhas, não apresentaram bons resultados. Elas foram testadas tanto em ratas que tiveram tecido endometrial implantado quanto em células humanas no laboratório.
 
“O OBHS ou o CLI administrados sozinhos não tiveram efeitos estimulantes sobre os receptores de estrogênio das ratas como esperávamos, mas, ao serem usados juntos, os compostos foram capazes de suprimir significativamente o crescimento do tecido uterino e a proliferação de células inflamatórias”, detalha o artigo.
 
Correio Braziliense

Mapa de 16 mil proteínas aumenta compreensão sobre doenças

Banco de dados. Imagem da proteína CNN3 no atlas Foto: Human Protein Atlas
Human Protein Atlas
Banco de dados. Imagem da proteína CNN3 no atlas
Estudo pontua localização detalhada de moléculas em tecidos e órgãos, o que pode levar à produção de novas drogas
 
Estocolmo - Pesquisadores suecos concluíram um enorme mapeamento das proteínas do corpo humano. Trata-se de uma primeira grande análise realizada a partir do Atlas da Proteína Humana, um projeto internacional que reúne um banco de dados com mais de 13 milhões de imagens de tecidos humanos. O levantamento contém informações detalhadas sobre 16 mil proteínas e suas localizações em 44 tecidos e órgãos humanos diferentes.
 
Os cientistas trazem, com isso, um novo olhar sobre a localização de certas proteínas ativas no corpo. Publicado na edição de ontem da revista científica “Science”, o mapa ajuda a pontuar quais proteínas estão ativas em todos os tecidos (como aquelas relacionadas à limpeza celular) e as que parecem ser específicas de cada tecido (proteínas especializadas na produção de esperma, por exemplo). Ele também identifica os tecidos onde estão ativas as proteínas que podem levar a novas drogas.
 
— São informações importantes para a indústria farmacêutica — afirmou Mathias Uhlén, autor do estudo pelo Instituto Real de Tecnologia (KTH), em Estocolmo, na Suécia. — Curiosamente, 30% dessas proteínas são encontrados em tecidos e órgãos analisados. Isto pode ajudar a explicar alguns efeitos colaterais de remédios e, portanto, ter consequências para o futuro desenvolvimento de novas drogas.
 
Conhecimento sobre a evolução de doenças
Lançado em 2003 e só concluído em novembro do ano passado, o Atlas da Proteína Humana envolveu mais de 150 pesquisadores internacionais na formulação de um catálogo de todo o conjunto de proteínas ou variantes de proteínas que podem ser encontradas numa célula. Ele está totalmente disponível na internet para consulta no site (http://www.proteinatlas.org).
 
— A maior contribuição desse banco de dados para a comunidade científica é sua facilidade de navegação — afirmou ao site “The Scientist” a pesquisadora Anne-Claude Gingras, do Instituto de Pesquisa Lunenfeld-Tanenbaum, em Toronto, no Canadá.
 
Daqui para frente, o atlas poderá ter uma enorme variedade de funções, como, por exemplo, levantar dados quantitativos sobre as proteínas, gerar análises de regiões de órgãos ou produzir informações sobre alterações de proteínas que levam a condições patológicas, como as doenças neurodegenerativas e o câncer. Um dos focos principais do estudo é exatamente a pesquisa sobre tumores, que tem avançado rapidamente na direção do desenvolvimento de terapias-alvo, as quais atuam em proteínas específicas relacionadas a cada tipo de tumor.
 
O Globo

Deficiência de iodo na gravidez pode reduzir o QI dos filhos na infância

vitamina c - Foto Getty ImagesEstudo conclui que talvez seja necessária suplementação do mineral durante a gestação
 
Durante a gravidez, diversos nutrientes são mais do que necessários. E parece que o iodo é um deles. Independente da associação com o hipotireoidismo (afinal mulheres com esse problema não controlado podem ter crianças com deficiência cognitiva), só uma carência desse mineral no sangue já pode estar relacionado com uma queda no QI das crianças. Pelo menos é o que aponta um estudo que será publicado na edição de junho do jornal britânico The Lancet.
 
Os pesquisadores analisaram o banco de dados Avon Longitudinal Study of Parents and Children (ALSPAC), verificando as amostras de exame de urina de 1.040 mulheres no primeiro trimestre de gestação. Elas foram classificadas pela quantidade de iodo no líquido, as que tinham mais ou menos de 150 mcg por grama.

Depois, foi medido o quociente de inteligência (QI) de suas crianças com a idade de 8 anos, e suas habilidades de leitura aos 9 anos. Ao cruzar os resultados e fazer os ajustes de acordo com o tipo de educação e outros fatores, os cientistas perceberam que os filhos de mulheres com menor quantidade desse mineral tiveram menores resultados tanto no teste de QI verbal e habilidades de leitura. Ao subdividir esse grupo com menor quantidade de iodo, os filhos de mulheres com menos de 50mcg/g de iodo na urina tinham resultados ainda piores.

De acordo com os pesquisadores, é preciso que se observe mais a deficiência de iodo durante a gravidez e talvez até suplementar mais esse mineral durante a gestação. Vale também para a gestante buscar fontes naturais do nutriente, como itens marinhos tais quais algas, peixes e frutos do mar, e alimentos de origem animal (mesmo que em menos quantidade), como carne vermelha, ovos e leite.

Alimentação enriquecida
Outros nutrientes também são importantes durante esse período para garantir a saúde da mãe e do bebê. Para não perder nada de importante, confira quais são eles e reforce o prato nesse período. 
 
Vitamina A
Segundo a nutricionista Simone Freire, a vitamina A tem funções específicas na resposta imunológica e é essencial para a visão. Recomenda-se a ingestão de 770ug por dia, o que não é muito diferente da recomendação para mulheres não grávidas (700ug/dia), já que existem pesquisas apontando que essa vitamina pode ser tóxica ou causar danos ao feto quando ingerida em grandes quantidades nos primeiros meses de gestação.

Existem duas principais fontes alimentares dessa vitamina. A primeira é indireta e de origem vegetal, incluindo alimentos alaranjados, como cenoura, mamão, manga, abóbora e qualquer outro que contenha betacaroteno (precursor da vitamina A). A segunda fonte é de origem animal e está na sua forma ativa, podendo ser encontrada nos ovos e nas carnes, principalmente no fígado. 
 
Vitamina C
A gestante deve consumir cerca de 85mg por dia desse nutriente, pois, segundo a nutricionista Simone Freire, ele participa da formação do colágeno e auxilia na formação dos ossos, juntamente com outros minerais e vitaminas. "Essa recomendação é fácil de ser atingida, visto que os alimentos ricos em vitamina C são facilmente encontrados no Brasil", diz. A gestante deve ingerir frutas como acerola, goiaba, laranja, abacaxi, kiwi e caju. 
 
Ácido Fólico
A recomendação de consumo desse nutriente para as gestantes é de 600ug por dia, porém este valor não é atingido somente com a alimentação. A nutricionista Simone explica que uma dieta com 2.200kcal é capaz de atingir somente 250ug de ácido fólico, aproximadamente. "Uma das grandes funções dessa vitamina é construir o tubo neural do bebê", afirma.

Como a formação dessa estrutura se completa até o 28º dia da gestação, o ideal é que a gestante comece a tomar uma suplementação de ácido fólico um mês antes da gestação, aconselha Simone. Além da suplementação, é importante comer alimentos ricos em ácido fólico, que são folhas verdes escuras, feijões, frutas cítricas, fígado e leite. 
 
Cálcio
Muito importante para a formação óssea do bebê, além de auxiliar no ajuste da pressão arterial da gestante, prevenindo a hipertensão gestacional ou pré-eclampsia. Os alimentos ricos em cálcio são: leite e derivados - como iogurtes e queijos - e vegetais folhosos verdes escuros, esses últimos, porém, com menor aproveitamento do nutriente. "Existem opções de extratos de soja com sabor e enriquecidos com cálcio para as pessoas com intolerância à lactose ou alergia a proteínas do leite", lembra Simone. A recomendação é de 1000mg/dia. 
 
Vitamina D
"Essa vitamina equilibra o cálcio durante a gravidez, passa pela placenta e se apresenta no sangue fetal na mesma concentração do que na circulação materna", aponta Simone. A vitamina D pode ser adquirida com auxílio dos raios solares - lembrando que os melhores horários para tomar sol são antes das 10h e após às 16h -, além da ingestão de alimentos como ovos, carnes e leites. A recomendação é de mais 10ug/dia. 
 
Ferro
A partir do 2º trimestre de gestação, a futura mãe adquire mais massa celular, principalmente de glóbulos vermelhos, e o feto começa a criar a sua reserva de ferro. Por conta disso, é de extrema importância que a gestante absorva quantidade suficiente para suprir ambas as demandas.

O valor diário recomendado é de cerca de 27mg, alcançado apenas com suplementação. "Uma alimentação normal chega a atingir de 6 a 7mg/dia por 1000kcal. Para atingir as quantidade adequadas de ferro sem suplementação, seria necessário consumir 5000kcal por dia, o que é inviável", diz Simone. Porém, mesmo que a gestante tome suplementos férreos, é importante ter uma alimentação rica nesse nutriente.

Entre as fontes de ferro heme - melhor absorvido pelo organismo -, estão carnes e vísceras. Já as fontes de ferro não heme - com menor aproveitamento - são os feijões, legumes, vegetais de folha escura e ovos. "A vitamina C auxilia na absorção do ferro não heme e, por isso, é importante que os dois nutrientes estejam juntos na mesma refeição", conta Simone.
 
Fósforo, potássio e magnésio
Segundo a nutricionista Amanda Epifânio, a ingestão adequada desses nutrientes está associada, juntamente com o cálcio, à prevenção de hipertensão gestacional ou pré-eclampsia. Para conseguir as quantidades adequadas, a gestante deve ter uma dieta diária com três a quatro porções de frutas variadas (fontes de potássio); três porções de cereais integrais - principalmente pães e arroz - (fontes de magnésio); e três porções de laticínios magros (fontes de cálcio e fósforo). 
 
Vitamina B6
A ingestão de vitamina B6 - 1,9mg/dia - é importante para a gestante no sentido de auxiliar a formação de novos tecidos e a fabricação da niacina, outra vitamina do complexo B, essencial para o corpo funcionar melhor e com mais energia. "Existem trabalhos apontando que a deficiência dessa vitamina pode contribuir com quadros de depressão durante a gravidez", conta Simone. A vitamina B6 pode ser encontrada em carnes, peixes, aves e fígado. 
 
Zinco
De acordo com Simone, "o zinco é extremamente importante para auxiliar o crescimento celular, tanto da gestante como do feto". A recomendação é de 11mg/dia e esses valores também só são atingidos com suplementação. É indicado, inclusive, que a suplementação de zinco seja feita junto com a de ferro. Os alimentos ricos em zinco são ostras, frutos do mar, peixes, fígado, peru e carnes. 
 
Proteínas
A nutricionista Simone Freire explica que a ingestão adequada de proteínas tem relação direta com a velocidade de formação dos tecidos da gestante e do bebê. O valor recomendado para grávidas é de 71g por dia, sendo que metade desse valor deve provir de carnes, aves e ovos e a outra metade, de alimentos de origem vegetal, como os feijões e derivados. 
 
Carboidratos
A necessidade de carboidratos aumenta porque o metabolismo da gestante está mais acelerado e, por conta disso, precisa de mais energia. A indicação é de 175g de carboidratos por dia. Arroz, batata, massas em geral, mandioca, pães, bolachas, aveia e granola são excelentes fontes desse elemento.
 
Minha Vida