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sábado, 24 de janeiro de 2015

Novo dispositivo pode reduzir pressão arterial

Ainda em fase de testes, implante batizado de Coupler teve sucesso no tratamento de hipertensos que não respondem ao tratamento convencional
 
Um novo dispositivo médico, ainda em fase de testes, pode reduzir a pressão arterial em hipertensos que não respondem ao tratamento convencional. A conclusão é de um estudo publicado na quinta-feira no periódico The Lancet.
 
Batizado de Coupler e fabricado pela ROX Medical, que financiou a pesquisa, o dispositivo consiste em um implante do tamanho de um clipe inserido na virilha. O procedimento requer anestesia local e demora 40 minutos para ser concluído.

Pesquisadores recrutaram 83 hipertensos europeus que não respondiam ao tratamento com três tipos de remédios. Deles, 44 receberam o implante, e os demais foram tratados com medicamentos. A queda da pressão arterial foi mais "significativa e duradoura" nos pacientes que receberam o implante. Além disso, essas pessoas tiveram menos complicações e internações decorrentes de crises de pressão alta: durante o estudo, cinco voluntários do grupo de controle foram hospitalizados, ante nenhum do grupo do Coupler.
 
O novo dispositivo também funcionou entre pacientes que não responderam ao tratamento com denervação renal, outra nova técnica para controlar pressão arterial. ​
 
Efeito colateral
O aspecto negativo do Coupler foi que 29% dos pacientes relataram inchaço nas pernas. Na maioria dos casos, o problema foi resolvido com um stent.

De acordo com o principal autor do estudo, Melvin Lobo, professor da Universidade Queen Mary de Londres. ainda é cedo para aplicar a técnica em pacientes. “Mais estudos são necessários para avaliar os efeitos do Coupler a longo prazo, entender seu mecanismo e seu grau de segurança.”

Conheça a pesquisa

Título original: Central arteriovenous anastomosis for the treatment of patients with uncontrolled hypertension (the ROX CONTROL HTN study): a randomised controlled trial

Onde foi divulgada: periódico The Lancet

Quem fez: Melvin D Lobo, Paul A Sobotka, Alice Stanton, John R Cockcroft, Neil Sulke, Eamon Dolan, entre outros

Instituição: Universidade Queen Mary de Londres, na Inglaterra, entre outras

Resultado:  O dispositivo Coupler reduziu a pressão arterial em hipertensos que não respondem ao tratamento convencional
 
Veja

Já sabemos a posição em que mais acontece a fratura peniana; mas o que ela é e como tratá-la?

Trabalho realizado pela Unicamp e PUC Campinas mostra que 50% das fraturas penianas acontecem quando a mulher está por cima. Em casos mais graves pode causar curvatura do pênis ou disfunção erétil. Abordagem precoce é imprescindível
 
Estudo brasileiro publicado no Advances in Urology e muito divulgado nesta quinta-feira (22/01) mostrou que 50% das fraturas penianas acontecem quando, na relação sexual, a mulher está por cima.
 
O trabalho realizado por urologistas da Unicamp e PUC Campinas acompanhou 44 casos entre 2000 a 2013. Segundo o presidente da Sociedade Brasileira de Urologia – Regional Minas Gerais e professor da Faculdade de Ciência Médicas de Minas Gerais (FCMMG), Antônio Peixoto Lucena Cunha, o resultado da pesquisa não é motivo para se evitar a posição já que a fratura peniana é um evento bem raro associado, na maioria das vezes, a um sexo ‘vigoroso’.
 
“Muita força ou muita rapidez podem ocasionar o erro da mira e levar à dobra do pênis rígido”, explica.

O urologista Marcelo Salim reforça que “o risco é maior na posição em que a mulher fica sobre o homem porque, nesta situação, o peso corporal recai sobre o membro masculino quando há uma penetração incorreta”.

A posição 'de quatro' aparece como a segunda causa, com 28,6%. Na sequência vem o 'homem por cima' (21,4%), a manipulação do próprio pênis ou masturbação (14,3%) e 9,5% foram relacionadas a ‘causa desconhecida’, já que os pacientes não quiserem revelar o motivo.
 
O que é mais importante saber é que a abordagem precoce pode evitar tanto a disfunção erétil quanto a curvatura do pênis, problemas mais graves associados à fratura peniana. No artigo publicado, foi relatado que apenas dois pacientes tiveram disfunção erétil após a intercorrência no ato sexual.

Os pacientes acompanhados também descreveram como sintomas um barulho seguido de inchaço e dor. Antônio Peixoto Lucena Cunha explica que a fratura peniana é assim chamada por que decorre de uma laceração ou fratura da túnica albugínea, tecido que envolve os corpos cavernosos do pênis.
 
“O risco de disfunção erétil depende da conduta médica adotada, da extensão e do local da lesão”, afirma o especialista. Segundo ele, as lesões são identificadas por ultrassom. O tratamento vai desde o conservador, acompanhamento clínico, repouso do órgão sexual e anti-inflamatório até à abordagem cirúrgica em situação de lesão extensa.

Em alguns casos de fratura peniana, o homem pode até continuar o ato sexual em função da descarga de adrenalina que anestesiaria um pouco a região, mas em casos de lesão extensa, de acordo com o especialista, o pênis perde sangue e, consequentemente, a ereção.
 
“Os pacientes que sofreram com essa fratura relatam uma atividade sexual mais vigorosa, popularmente chamada de ‘sexo selvagem’", diz.

Mais do que contraindicar posições sexuais, o estudo chama a atenção para a necessidade de procurar um especialista assim que alguns dos sintomas descritos aparecer.
 
Saúde Plena

Estudo americano descobre hormônio capaz de superar o autismo

Apelidada de hormônio do amor, ocitocina é responsável por parte do encanto que a mãe desenvolve por seu bebê recém-nascido

Como uma poção mágica das feiticeiras, a ocitocina é conhecida amplamente pelo apelido de hormônio do amor. Ela é responsável por parte do encanto que a mãe desenvolve por seu bebê recém-nascido, pela autoconfiança e, principalmente, por estimular, em humanos e animais, a interação com os outros.

Esse último fator fez surgir, já há algum tempo, a hipótese de que um tratamento com base na substância ajudaria a reverter comportamentos antissociais, como o isolamento comumente observado em indivíduos com espectro do autismo.

Testes com humanos foram realizados, mas trouxeram resultados controversos e inconclusivos. Agora, uma nova pesquisa parece colocar os cientistas de volta nos trilhos, indicando que o hormônio pode, sim, ser terapeuticamente útil para esse fim.

De acordo com a equipe da cientista Olga Peñagarikano, da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA), camundongos com a síndrome responderam muito bem à terapia com ocitocina em laboratório. Os pesquisadores modificaram geneticamente animais para que eles expressassem um tipo de autismo cujas causas são genéticas, conhecido por síndrome da displasia cortical e epilepsia focal (CDFE, na sigla em inglês).
 
Para isso, apagou-se nos animais um gene responsável pela mutação em seres humanos, o CNTNAP2. Os bichos, como esperado, passaram a agir de forma antissocial. Eles não demonstravam nenhuma preferência por outros ratinhos em relação a objetos, comportamento marcadamente diferente do ratos que compuseram o grupo controle, que tinham uma ligação maior com outros indivíduos de sua espécie.

Peñagarikano e colegas trataram os animais com pequenas doses diárias do hormônio assim que eles nasceram e aplicaram contínuos testes comportamentais. Os que receberam a substância passaram um tempo maior interagindo com os outros ratos do que os animais modificados geneticamente e não tratados. Os benefícios sobre as habilidades sociais foram duradouros e se mantiveram mesmo uma semana depois da interrupção da terapia.

Quando os animais morreram, seus cérebros foram dissecados, revelando aos pesquisadores que, nesses animais, existia uma lentidão na produção de ocitocina dentro no núcleo paraventricular do hipotálamo. Os especialistas resolveram, então, testar, em outro grupo de cobaias, um novo tratamento, baseado em uma droga conhecida por estimular o cérebro a produzir o hormônio. Mais uma vez, o resultado foi positivo e a sociabilidade dos bichos aumentou.

Mais investigações
Os resultados sugerem ser possível que um tratamento semelhante beneficie humanos com espectro autista. Porém, Olga Peñagarikano reforça que serão necessários diversos estudos para comprovar os resultados e avaliar a possibilidade de adaptar a terapia para pessoas.
 
“Embora a disfunção no sistema do hormônio seja potencialmente associada a algumas formas de transtornos do espectro do autismo, a ocitocina ainda não emergiu como um biomarcador para distúrbios que envolvem a cognição social”, lembra a autora, cujo trabalho foi publicado na edição desta semana da revista Science Translational Medicine.

Além disso, uma das dificuldades para o tratamento medicamentoso do transtorno do espectro do autismo (TEA) está na abrangência de sintomas e características do problema, marcados por perturbações do desenvolvimento neurológico.
 
Existem três características fundamentais que podem se manifestar juntas ou isoladamente: dificuldade de socialização, padrão de comportamento repetitivo e dificuldade de comunicação. Outro ponto é que existem gradações diferentes de cada uma dessas situações em cada indivíduo, gerando apresentações muito distintas e condições mais leves e mais graves (daí a denominação de “espectro”).

Segundo a psiquiatra da Associação de Amigos dos Autistas (AMA) de São Paulo, Letícia Amorim, diversos ensaios clínicos estão sendo feitos com administração da ocitocina para avaliar seu efeito na sintomatologia do TEA.
 
Alguns sugerem que a abordagem pode resultar em diminuição dos comportamentos repetitivos, aumento do contato ocular e maior desempenho em testes que avaliam a teoria da mente (capacidade de supor o que o outro está sentindo). Contudo, há estudos que não chegaram às mesmas conclusões.
 
“Os resultados das pesquisas são promissores, porém mais estudos são necessários para replicar esses resultados”, diz Amorim (leia mais em Palavra de especialista).

Efeitos debatidos
Ainda que os resultados coletados por Peñagarikano sejam muito animadores, o tema continua sendo polêmico no meio acadêmico. O professor Mark Dadds, da Escola de Psicologia da Universidade de New South Wales (UNSW), é taxativo ao dizer que pais devem ter muita cautela ao pensar em administrar a ocitocina como tratamento para filhos em espectro autista. Dadds é autor de pesquisa anterior sobre o tema e afirma que os efeitos não são tão significativos quanto o demonstrado em alguns trabalhos.
 
“Muitos pais de crianças com autismo estão obtendo e utilizando spray nasal de ocitocina em seus filhos, e os ensaios clínicos de efeitos da pulverização estão em andamento em todo o mundo. A ocitocina tem-se apresentado como um possível novo tratamento, mas seus efeitos podem ser limitados.”

Um ensaio feito pelo próprio Dadds envolveu 38 meninos com idade entre 7 e 16 anos e diagnosticados com TEA. Metade recebeu um spray nasal de ocitocina por quatro dias consecutivos, e a outra metade foi tratada com placebo.
 
“Observamos que, em comparação com o placebo, a ocitocina não melhorou significativamente o reconhecimento de emoção, as habilidades de interação social, comportamentos repetitivos nem a adaptação de comportamentos em geral”, diz o cientista, cujo artigo foi publicado em julho de 2013 na revista Journal of Autism and Developmental Disorders.

Para ele, seus dados mostram um contraste, se comparados a um punhado de estudos menores anteriores que sugeriam efeitos positivos sobre comportamentos repetitivos, memória social e processamento de emoções.
 
Dadds argumenta que esses estudos estavam limitados por um pequeno número de participantes e/ou por analisarem efeitos de doses únicas sobre comportamentos específicos ou efeitos cognitivos enquanto os participantes tinham a ocitocina em seus sistemas.

Já os meninos do estudo conduzido pelo especialista foram avaliados duas vezes antes do tratamento, três durante a semana de tratamento, imediatamente a seguir e três meses depois, com um pai presente. Fatores como o contato visual com o pai, capacidade de resposta, carinho, fala, linguagem corporal positiva, comportamentos repetitivos e reconhecimento das emoções foram observados em pequena proporção.
 
Palavra de especialista

Duas pesquisas indicaram relação“
A ocitocina é um hormônio responsável pela contração uterina e pela ejeção de leite. Mas estudos recentes apontam a tendência de considerar que ela também tenha uma ação central como neurotransmissora e neuromoduladora, estando associada à sociabilidade, ao comportamento parental, à redução da ansiedade, ao aumento de confiança e a habilidades como memória e aprendizagem.
 
A relação da ocitocina com o autismo foi feita a partir de duas pesquisas: uma encontrou que um polimorfismo no gene receptor de ocitocina poderia estar associado ao risco de desenvolver autismo, e a outra constatou níveis de ocitocina plasmática menores em crianças com autismo, quando comparadas a seus pares de desenvolvimento típico.”
 
Letícia Amorim, psiquiatra da Associação de Amigos dos Autistas (AMA) de São Paulo

Saúde Plena

Chá, gargarejo e enxaguante são armas contra mau hálito

Esses truques caseiros não tratam a halitose, mas podem prevenir o problema quando aliados a mudanças de hábitos
 
A melhor forma de se livrar do mau hálito é procurar um profissional especialista no assunto e fechar o diagnóstico correto, já que existem mais de 60 causas para o problema. Mas existem algumas mudanças de hábitos e truques caseiros que podem ajudar na prevenção da doença. E, segundo Marcos Moura, presidente da Associação Brasileira de Halitose, mudança de hábito é o termo chave para quem quer evitar a halitose. “Diariamente, devemos estar atentos aos hábito".
 
Fazer gargarejo, por exemplo, deveria estar na lista de passos indispensáveis da saúde bucal de todos. A prática é uma das melhores armas para diminuir o risco de sofrer com o mau hálito. “O ato de gargarejar, que é diferente de bochechar, limpa a região da orofaringe, que constantemente pode estar contaminada devido a um gotejamento nasal, sendo mais acentuado nos processos inflamatórios, como sinusites”, afirma.
 
O único ponto de atenção é fazer o gargarejo com produtos que não tenham álcool na composição e sempre com orientação do dentista. Para quem gosta de soluções caseiras, alguns especialistas indicam ferver cravo da índia, malva branca e menta para gargarejar. 
 
Por outro lado, o mercado oferece uma gama de enxaguatórios bucais que são eficientes na prevenção da halitose. “O enxaguatório vai impedir a estagnação do muco e bactérias na região da orofaringe, esvaziar a valécula, uma região em forma de concha que se localiza na garganta, e prevenir a formação de cáseos amigdalianos, típicos dos quadros de amidalite (doença infecciosa que causa forte dor de garganta, dificuldade para engolir e febre)”.
 
Chás
Um estudo da Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, concluiu que elementos conhecidos como polifenóis, presentes nos chás, reduzem o ritmo de desenvolvimento das bactérias responsáveis pelo mau hálito. “Como o mau hálito é fisiológico, toda a população precisa prevenir a halitose, e o chá verde é uma bebida popular com ação antibacteriana, antioxidante, anticarcinogênica e removedora de odor”, diz Marcos.
 
Terra

Anvisa suspende venda de remédio para tratar trombose venosa profunda

Foto: Reprodução
Resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), publicada ontem (23) no Diário Oficial da União, suspende a distribuição, comercialização e uso do lote JB 412X do medicamento Cutenox 40 mg/ml (enoxaparina sódica), solução injetável, caixa com 10 seringas, fabricado por Instituto Biochimico Indústria Farmacêutica Ltda., com validade até maio de 2016
 
De acordo com o texto, a própria empresa encaminhou comunicado de recolhimento voluntário, depois de ter recebido relatos de pacientes que tiveram reações adversas após a administração de medicamentos deste lote.
 
A agência determinou que o fabricante recolha o estoque existente no mercado. A resolução entra em vigor ontem.
 
Agência Brasil