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domingo, 25 de janeiro de 2015

Brasil ainda registra muitos casos de diagnóstico tardio da hanseníase

Divulgação: Morhan defende intensificação de campanhas de
 prevenção para evitar diagnóstico tardio da hanseníase. Assim
que perceber o surgimento de manchas no corpo a pessoa
deve procurar um médico
Mesmo com a queda nos novos casos de hanseníase no país muitas pessoas buscam atendimento médico já com sequelas da doença
 
Isso faz com que o diagnóstico médico seja feito de forma tardia. O alerta é do coordenador nacional do Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase (Morhan), Artur Custódio.
 
Em entrevista à Agência Brasil, Custódio avaliou que a principal ação promovida pelo governo nos últimos anos tem como foco identificar novos casos de hanseníase. Apesar dos avanços no diagnóstico, ele defende a necessidade da divulgação permanente de informações sobre a doença nos meios de comunicação.
 
“Essa campanha [lançada pelo Ministério da Saúde na quinta-feira (22) com foco no diagnóstico precoce] está chegando com pelo menos quatro anos de atraso. Isso porque, há quatro anos, o Congresso Nacional aprovava o Dia Nacional de Luta contra a Hanseníase, a ser comemorado na mesma data do dia mundial”, disse. “A gente precisa falar sobre a doença para diminuir o preconceito e acabar com ela”, acrescentou Custódio.
 
O coordenador do Morhan ressaltou que a expectativa do movimento é que o governo assuma este ano um “novo tipo de postura” em relação ao combate à hanseníase, por meio da adoção de campanhas permanentes e da capacitação de profissionais para o diagnóstico precoce, incluindo os estrangeiros do programa Mais Médicos e agentes de saúde responsáveis por visitas domiciliares.
 
Dados do Ministério da Saúde revelam que, em 2013, o Brasil registrou 31.044 novos casos de hanseníase. No ano passado, dados preliminares apontam que 24.612 novos casos foram identificados no país. As áreas de maior risco estão concentradas em Mato Grosso, no Pará, Maranhão, em Rondônia, no Tocantins e em Goiás.
 
A hanseníase é uma doença crônica, infectocontagiosa e transmitida de uma pessoa doente que não esteja em tratamento para uma pessoa saudável suscetível. Ela tem cura, mas pode causar incapacidades físicas se o diagnóstico for tardio ou se o tratamento não for feito adequadamente já que atinge pele e nervos.
 
A orientação é que as pessoas procurem o serviço de saúde assim que perceba o aparecimento de manchas, de qualquer cor, em qualquer parte do corpo, principalmente se ela apresentar diminuição de sensibilidade ao calor e ao toque. Após iniciado o tratamento, o paciente para de transmitir a doença quase que imediatamente.
 
Pelo telefone 0800 026 2001, mantido pelo Morhan, é possível acessar informações sobre a hanseníase, além de denunciar problemas como a discriminação a pacientes ou a falta de medicamento para a doença.

Agência Brasil

Distúrbio psíquico explica paixão entre parentes que se conhecem na idade adulta

Rute (nome fictício) reencontrou o pai já adulta e ambos engataram um romance. Eles tiveram um filho
Reorudução/Youtube
Rute (nome fictício) reencontrou o pai já adulta e ambos
 engataram um romance. Eles tiveram um filho
Disfunção psíquica conhecida como Atração Sexual Genética (GSA) é apontada como causadora da paixão entre parentes que se reencontram após crescerem separados

Adotada por um casal da Inglaterra quando ainda era um bebê, Rute (nome fictício) resolveu ir atrás de suas origens quando se tornou adulta e conseguiu localizar o pai biológico, que morava em outro país, aos 25 anos.

"Quando nos vimos no aeroporto, ele estava com uma câmera de vídeo ligada para filmar a minha reação. Me senti como se estivesse voltando para casa", definiu ela no documentário "Incest: The Last Taboo?", de Nick Ahlmark e Nicole Precel, exibido em 2010.
 
"Foi como encaixar a última peça do quebra-cabeça. Foi muito forte. Estar com ele me fazia sentir segura. A voz...tudo repercute dentro de você. É uma sensação inédita. Não estava preparada para isso", continuou.

Para se conhecerem melhor, pai e filha decidiram viajar de férias. Sozinhos, ambos perceberam que o que os unia era um sentimento bem diferente. "Estávamos completamente envolvidos, apaixonados. Parecia tão certo amar um ao outro que decidimos fazer um teste de DNA. Chegamos a acreditar que não éramos pai e filha, tamanha nossa cumplicidade", explicou.

Contrariando as expectativas do casal, o exame comprovou a filiação. Com remorso, os dois decidiram dar um fim ao romance. Um dia antes de embarcar de volta para a Inglaterra, porém, Rute descobriu que estava grávida. Mesmo assim, já de volta ao seu país de origem, ela contou a novidade ao pai biológico e ambos decidiram levar a gestação até o fim.

Seis meses depois, ela decidiu dar mais uma chance ao amor e voltou ao país onde o pai morava. Ambos viveram juntos por mais dois anos até romperem definitivamente, nos anos 1990, e ela voltar para Londres. Depois que a criança cresceu, ela contou a verdade para o filho e se abriu também para os pais adotivos. Esta última foi a parte mais complicada, afirmou ela.

"Foi muito difícil para meus pais adotivos. Nossa relação ficou bem difícil. Eles culpam meu pai pelo que aconteceu. Dizem que, por ele ser mais velho, deveria ter sido mais sensato. Criticam porque cometemos incesto", refletiu. "Mas éramos só dois adultos que se amavam. Não era sórdido. Era amor".
 
O relato da britânica, que preferiu cobrir o rosto e não falar seu nome verdadeiro, parece sair de um drama cinematográfico. Mas compõe um problema real conhecido como Atração Sexual Genética (GSA, na sigla em inglês) enfrentado em todo o mundo, como explica o psiquiatra Márcio Amaral, professor da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) e diretor do Instituto de Psiquiatria da universidade.
 
"Essas pessoas não estão doentes. Não estou dizendo que esse é um caso normal. Mas nem tudo que não é normal é doentio. As pessoas que se apaixonam por seus parentes são atiradas a um drama terrível. Preciso tentar compreendê-las. É o meu trabalho", afirma ele durante conversa com o iG.
 
Esse tipo de disfunção psíquica voltou à tona recentemente, quando a imprensa americana divulgou o caso de uma jovem de 18 anos que pretendia se casar com o pai biológico após dois anos de namoro.
 
Por causa dos tabus que cercam o GSA e sua natureza variável e complexa, é quase impossível descobrir a frequência com a qual esses casos acontecem, embora algumas entidades estimem que o problema ocorra em 50% dos encontros, de acordo com matéria publicada pelo site do The Guardian.
 
Autor da análise "Atração Sexual Genética (GSA)", Amaral explica que não há nenhum estudo científico sobre o problema. Mas acredita que o diagnóstico faz parte das variações extremas que o homem desenvolve quando condicionado a situações dramáticas.
"Por mais cuidados que as pessoas encontram em lares adotivos, é comum ficar um certo vazio. E ele nunca consegue preenche-lo. Essa história de que pai é o que cria é complicada, porque as questões da natureza são complicadas", explica.
 
O termo foi popularizado pela norte-americana Barbara Gonyo no fim da década de 1980 com o livro "I'm his mother, but he's not my son" - Eu sou mãe dele, mas ele não é meu filho, em tradução livre - onde ela conta sua própria experiência sobre o assunto. Em 1979, com então 42 anos, ela reencontrou o filho 26 anos após dá-lo para a adoção.
 
À época, ela relata ter conseguido controlar seus impulsos sexuais e construir um relacionamento saudável com Mitch porque não foi correspondida em suas investidas, segundo o The Guardian. Ela fundou a ONG "Truth Seekers In Adoption" em Chicago para ajudar pessoas que, como ela, sofreram desse problema.
 
Controvérsia
A Atração Sexual Genética não pode ser usada para explicar esse tipo de incesto, de acordo com Leonardo Maranhão, psiquiatra e diretor da Clínica Médica Assis. Por não ter comprovação científica, ele explica, o problema deve ser encarado como um tipo de disfunção – e receber ajuda médica para esse tipo de problema.
 
"Não acredito na existência da GSA. Este é um termo criado para tentar explicar uma atração afetiva entre pessoas com algum parentesco. O que existe neste momento é um apelo; utiliza-se a palavra 'genética' como forma de atribuir ao termo um sentido ambíguo, uma forma de retirar responsabilidades das pessoas", admite.
 
Foi justamente por causa da falta de estudos mais aprofundados sobre o tema que a palavra "genética" foi incorporada ao termo por se tratar de relações entre pessoas com um forte grau de parentesco, e não pela evidência de base biológica no desejo que elas relatam. Mesmo assim, Maranhão admite que o reencontro de adotados com seus pais biológicos após vários anos de separação pode levar a diversos tipos de desdobramentos, o mais comum deles a atração efetiva intensa, e não sexual.
 
"Pesquisas indicam que relações afetivas na primeira infância são bases para a construção de uma personalidade estável e bem estruturada. Diversos desdobramentos podem ser possíveis a partir da adoção ou do reencontro após longos anos de separação", diz.
 
iG

sábado, 24 de janeiro de 2015

EUA aprovam aparelho que usa corrente elétrica para diminuir a fome

Foto: Reprodução
O dispositivo, que é parecido com um marca-passo, envia estímulos que avisam ao cérebro que o estômago está cheio
 
Os Estados Unidos aprovaram na quarta-feira um dispositivo que usa corrente elétrica para controlar acessos de fome e ajudar no tratamento da obesidade.

Chamado de VBLOC, o aparelho se assemelha a um marca-passo. Em vez de normalizar os batimentos cardíacos, porém, ele é implantado entre o esôfago e estômago e envia estímulos para o nervo vago. Esse nervo é responsável por dizer ao cérebro que o estômago está cheio, provocando a sensação de saciedade.
 
Segundo a FDA, agência americana que regula medicamentos e equipamentos no país, o procedimento para o implante do VBLOC é menos invasivo que a cirurgia bariátrica. Além disso, o dispositivo, que pode ser controlado manualmente pelos próprios pacientes, possui diferentes intensidades de estímulos elétricos, dependendo da necessidade de cada indivíduo.
 
Método
A FDA determinou que somente cirurgiões treinados poderão implantar, em clínicas especializadas, o VBLOC nos pacientes. O método deve ser indicado apenas para o tratamento de pacientes com mais de 18 anos com índice de massa corporal (IMC) entre 35 e 45 que não tiveram sucesso em outras técnicas de emagrecimento. O paciente também deve ter ao menos uma doença relacionada ao excesso de peso, como o diabetes tipo 2.
 
O dispositivo, que pode ser controlado manualmente, faz com que o cérebro entenda que o estômago já está cheio
Thinkstock/Veja
O dispositivo, que pode ser controlado manualmente, faz com que o cérebro entenda que o estômago já está cheio
 
O dispositivo levou doze anos para ser desenvolvido pela empresa EnteroMedics. A aprovação da FDA baseou-se em um estudo feito com 233 pacientes. Ao comparar aqueles que haviam sido submetidos ao método com os que não receberam o implante, os pesquisadores concluíram que a perda de peso foi 8,5% maior com o uso do VBLOC. Embora a agência tenha aprovado o dispositivo, a fabricante deverá realizar mais estudos para comprovar os seus efeitos. 
 
Veja

Com menos descobertas, laboratórios miram eficiência

Uma série de quebras de patentes no horizonte, que fará a indústria perder 267 bilhões de dólares até 2017, impulsiona o desenvolvimento de serviços
 
Tempos difíceis aproximam-se para a indústria farmacêutica. Nos próximos cinco anos, a validade de uma série de patentes vai expirar, o que fará com que as empresas percam nada menos que 267 bilhões de dólares em vendas até 2017. A busca por descobertas que gerem novas patentes continua.
 
Contudo, inventar algo hoje é uma tarefa mais difícil que no passado, pois a própria medicina avança sobre campos cujo conhecimento científico também está em construção, como o estudo da nanotecnologia, células-tronco, etc. As novas tecnologias em estudo no setor são caras e provavelmente de difícil acesso às massas nos primeiros anos de existência. E não para por aí.
 
Especialistas estimam que, em 2016, novas terapias que utilizam bioengenharia e produtos biológicos serão responsáveis por 23% do mercado. Muitas dessas “drogas do futuro” exigirão um sistema de distribuição mais complexo e, possivelmente, mais custoso que o convencional (veja quadro). A saída, apontam os especialistas, é investir em melhoria da eficiência e dedicar-se ainda a oferecer seviços que facilitem o acesso e o uso dos produtos.
 
O alerta para as mudanças foi feito por um estudo realizado pela consultoria PricewaterhouseCoopers (PwC) chamado “Pharma 2020: Supplying the future”, que traz previsões sobre como estará o mercado no referido ano, com foco especial na logística. “Muitas empresas investiram em tentar descobrir, desenvolver e comercializar medicamentos mais eficientes e injetaram poucos recursos na reconfiguração dos processos de fabricação e distribuição. Contudo, a cadeia de distribuição é tão importante quanto o resto. É o elo entre o laboratório e o mercado”, aponta o estudo.
 
“O processo de inovação está cada vez mais difícil e mais caro. A indústria está gastando mais e inventando menos”, disse Jorge Raimundo, presidente do conselho consultivo da Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa (Interfarma). Só no ano passado foram gastos 60 bilhões de dólares em pesquisa, sendo um terço em novos projetos e o restante em pesquisas clínicas. De acordo com especialistas, há dez anos, os investimentos eram até 50% menores, mas com mais resultados práticos.

Tendências
Os avanços, porém, se considerar o que há de disponível para cada geração, são inegáveis – ainda que não se deem no mesmo ritmo de antigamente. De cirurgias sem anestesia realizadas no século passado, avançamos ao longo das décadas para a massificação do uso dos comprimidos, a descoberta da pílula, tratamentos para o câncer, e atualmente pensamos em como as células-tronco podem curar doenças.
 
Do lado das farmacêuticas, há muito trabalho a ser feito. Elas terão, cada vez mais, de multiplicar a gama de serviços oferecidos e serem capazes de oferecer produtos a diversas classes sociais. Ao mesmo tempo em que haverá remédios caríssimos e exclusivos, fruto da tecnologia de ponta, existirão também, sem que um exclua o outro, produtos mais populares. Neste campo dominam os chamados ‘genéricos’, que, devido à produção em larga escala, exigem medidas de corte de custo e aumento na eficiência da fabricação.
 
Uma das pioneiras neste amplo escopo de atuação é o laboratório francês Sanofi Aventis, cujas vendas em 2010 alcançaram 30,3 bilhões de euros. Além de deter medicamentos populares e que não necessitam de prescrição, como AAS, Dorflex e Colírio Moura Brasil, o grupo produz drogas que necessitam de prescrição médica; além de atuar em genéricos, com a marca Medley; vacinas, com o Sanofi Pasteur; e ainda no ramo animal, com os medicamentos Merial.
 
A necessidade de atuar em várias frentes surge do fato de que as demandas das farmacêuticas são crescentes. O setor é um dos poucos que se beneficia diretamente do fenômeno do envelhecimento da população global. Analistas de mercado creem que, no futuro, as empresas do ramo terão de investir mais em serviços. Os sistemas de entrega, por exemplo, terão de ser cada vez mais ágeis, com mecanismos para que o paciente receba a droga que precisa em casa, no menor tempo possível. Pacientes terão maior autonomia em seus tratamentos e é possível que, dependendo da doença, possam evitar a ida ao médico.
 
Devido à insuficiência do número de hospitais, consultas pela internet e acesso a medicamentos poderão se tornar ferramentas práticas. Para a indústria, informações sobre os pacientes e os medicamentos que ingerem se tornarão cada vez mais importantes. “As drogas do futuro serão mais eficientes. A cadeia, porém, exigirá mais integração entre indústria farmacêutica, de equipamentos, hospitais, planos de saúde e pacientes”, explicou Eliane Kihara, especialista da consultoria PwC. Há um longo caminho a ser percorrido até atingirmos este grau de eficiência.
 
Os remédios do futuro
 
Conheça os novos tipos de medicamento que revolucionarão a indústria farmacêutica nos próximos anos:
 
Pílulas substituem a injeção
Nos próximos anos, a tendência é que o paciente possua cada vez mais autonomia em seu tratamento. As pílulas e comprimidos, tais como conhecemos, continuarão no mercado, mas ganharão novas funções. Empresas como a indiana Biocon e a dinamarquesa Novo Nordisk testam, separadamente, uma pílula capaz de prover insulina, usada no tratamento de diabetes. O objetivo é substituir a injeção. O grande desafio é evitar que a molécula do hormônio seja quebrada durante a digestão, anulando seu efeito. Por isso, as empresas desenvolvem uma nova categoria de cápsula que resiste ao ataque dos ácidos do corpo humano e, somente numa fase posterior da digestão, libera a insulina, já de forma segura.
 
Feito sob medida
A tecnologia de microprocessamento – em que ‘microcontainers’ carregam nanopartículas, que são elementos, no mínimo, oitenta vezes menores que a largura de um fio de cabelo – trará grandes avanços à personalização dos medicamentos. Especialistas apontam que no futuro, os farmacêuticos serão capazes de dosar e misturar os medicamentos conforme as necessidades de cada paciente. Dentro de uma só ‘superpílula’ poderá haver diversos ‘microcontainers’, que liberarão os princípios ativos em tempos diferentes. A holandesa Fagron já começou a pesquisar esta tendência.
 
Informação será tudo
Ainda não convivemos com androides, mas já existem estudos que trazem princípios da eletrônica ao corpo humano. Há, por exemplo, projetos de chips digestíveis que podem ser acoplados a comprimidos tradicionais. O objetivo é transmitir a computadores, smartphones ou outro equipamento informações da data e hora exatas em que o remédio foi absorvido pelo corpo. Os dados, conduzidos por rede sem fio, podem também ser enviados ao médico. A americana Proteus Biomedical tem o projeto das de fabricar o produto.
 
Transgênicos e biotecnologia entram no jogo
A engenharia transgênica é outra aposta para o futuro. Injetar genes em plantas ou animais para que produzam determinada proteína a ser usada em seres humanos será cada vez mais normal. A empresa GTC Biotherapeutics é uma das que está na vanguarda desta técnica e quer provar que ela pode ser comercialmente viável. A companhia já produz um remédio que atua em problemas de coagulação feito a partir de leite de cabra geneticamente modificada.  Achou demais? As farmacêuticas preveem também um futuro com tratamento de células-tronco humanas para doenças como Alzheimer e Parkinson, também conhecido como medicina regenerativa.
 
Nem tudo será luxo
Corte de custos e produção em massa continuam a ser elementos importantes para a indústria farmacêutica, em especial para aquelas que focam o suprimento de países em desenvolvimento. A Freeplay Energy, por exemplo, produziu um medidor de batimento cardíaco que funciona a partir de uma manivela que gera energia para o aparato. Cada um minuto girando a manivela corresponde a dez minutos de utilização do produto. A ideia é prevenir doenças em locais de baixa renda que não tem energia elétrica.
 
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Novo dispositivo pode reduzir pressão arterial

Ainda em fase de testes, implante batizado de Coupler teve sucesso no tratamento de hipertensos que não respondem ao tratamento convencional
 
Um novo dispositivo médico, ainda em fase de testes, pode reduzir a pressão arterial em hipertensos que não respondem ao tratamento convencional. A conclusão é de um estudo publicado na quinta-feira no periódico The Lancet.
 
Batizado de Coupler e fabricado pela ROX Medical, que financiou a pesquisa, o dispositivo consiste em um implante do tamanho de um clipe inserido na virilha. O procedimento requer anestesia local e demora 40 minutos para ser concluído.

Pesquisadores recrutaram 83 hipertensos europeus que não respondiam ao tratamento com três tipos de remédios. Deles, 44 receberam o implante, e os demais foram tratados com medicamentos. A queda da pressão arterial foi mais "significativa e duradoura" nos pacientes que receberam o implante. Além disso, essas pessoas tiveram menos complicações e internações decorrentes de crises de pressão alta: durante o estudo, cinco voluntários do grupo de controle foram hospitalizados, ante nenhum do grupo do Coupler.
 
O novo dispositivo também funcionou entre pacientes que não responderam ao tratamento com denervação renal, outra nova técnica para controlar pressão arterial. ​
 
Efeito colateral
O aspecto negativo do Coupler foi que 29% dos pacientes relataram inchaço nas pernas. Na maioria dos casos, o problema foi resolvido com um stent.

De acordo com o principal autor do estudo, Melvin Lobo, professor da Universidade Queen Mary de Londres. ainda é cedo para aplicar a técnica em pacientes. “Mais estudos são necessários para avaliar os efeitos do Coupler a longo prazo, entender seu mecanismo e seu grau de segurança.”

Conheça a pesquisa

Título original: Central arteriovenous anastomosis for the treatment of patients with uncontrolled hypertension (the ROX CONTROL HTN study): a randomised controlled trial

Onde foi divulgada: periódico The Lancet

Quem fez: Melvin D Lobo, Paul A Sobotka, Alice Stanton, John R Cockcroft, Neil Sulke, Eamon Dolan, entre outros

Instituição: Universidade Queen Mary de Londres, na Inglaterra, entre outras

Resultado:  O dispositivo Coupler reduziu a pressão arterial em hipertensos que não respondem ao tratamento convencional
 
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