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segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

7 armadilhas escondidas nos serviços dos planos de saúde coletivos

Veja lista de problemas cotidianos enfrentados por quem busca refúgio na saúde suplementar no Brasil, segundo especialista
 
O acesso à saúde de qualidade ainda não deixou de ser um problema no Brasil. Mas o cenário de descaso e dificuldades, que antes se limitava aos serviços públicos, chegou aos atendimentos privados ou de usuários de planos médicos.
 
Nos últimos anos, empresas da saúde suplementar têm sido alvo de investigações e fiscalização decorrentes de reajustes abusivos, má prestação ou negativa de serviços. Além disso, muitas vezes encabeçam os rankings dos Procons nacionais pelos mesmos motivos.
 
A pedido do iG, a especialista em direito à saúde Renata Vilhena Silva, do escritório Vilhena Silva Advogados, fez uma lista com os principais problemas enfrentados pelos usuários de planos de saúde.
 
Confira abaixo:
 
Planos coletivos – não têm o aumento anual regulamentado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e fazem reajustes muito acima da inflação. Em 2014, a média de aumento nesse tipo de serviço ficou em 18%, enquanto a inflação oficial (medida pelo IBGE) subiu 6,41% .
 
Reajuste por antecipação de mudança de faixa etária – para não infringir as regras, alguns planos tentam burlar o sistema e aplicam a alteração excessiva aos 56 ou 59 anos. Os acréscimos por faixa etária são legais e estão previstos na lei dos planos de saúde. Entretanto, algumas operadoras abusam do valor e chegam a impor reajustes acima de 100%. Estas questões são cada vez mais discutidas na Justiça.
 
Por mudança de faixa etária – o reajuste nessa condição deveria ser aplicado na mensalidade do segurado após os 60 anos. As operadoras consideram idosos clientes onerosos, já que utilizam os serviços com mais frequência. Por isso, é comum ver planos coletivos ou de adesão elevando o valor do plano com o objetivo de obrigá-los a se descredenciarem por motivos econômicos.
 
A advogada explica que o Código de Defesa do Consumidor, no artigo 51, reconhece como nulas as cláusulas que colocam o cliente em desvantagem abusiva, que imponham restrições que descaracterizem o contrato e que permitam variações do preço de maneira unilateral. "A lei e a jurisprudência caminham de braços dados com os idosos para garantir-lhes a mais apropriada Justiça", diz Renata.
 
Falsos coletivos – há no mercado brasileiro, planos coletivos com poucos usuários, conhecidos como “falsos coletivos”. Muitos são questionados nos tribunais. Algumas seguradoras não comercializam mais contratos individuais e o consumidor é obrigado a contratar com apenas duas, três ou quatro pessoas. Como não estão regulamentados pela ANS, alguns se aproveitam dessa brecha para aplicar valores exorbitantes.
 
Falsos contratos coletivos – refere-se à cláusula contratual que prevê a possibilidade de rescisão unilateral imotivada, por simples comunicação prévia de 30 dias. Portanto, a referida cláusula é abusiva, pois está nítida a intenção da seguradora em rescindir somente os contratos em que existam pessoas em tratamento médico.
 
Falta de oferta de planos de saúde individuais e familiares – operadoras e empresas de plano de saúde reduzem a rede credenciada e fazem reajustes cada vez mais altos. O objetivo é persuadir usuários a fazerem a migração para os planos coletivos – que possuem uma regulamentação menos rígida da ANS. A terceira idade é que a mais sofre com esse problema.
 
Negativa para idosos – É comum encontrar operadoras que não aceitam pessoas mais velhas como clientes. Os idosos passam por situações humilhantes e têm tratamentos cruciais para a sua saúde negados com frequência. Aqueles que procuram trocar de plano ou fazer uma nova contratação são recebidos com hostilidade pelas operadoras e não conseguem uma assistência à saúde por conta da idade.
 
iG

domingo, 25 de janeiro de 2015

Aplicativo envia alerta para lembrar usuário de tomar seus remédios na hora certa

O Digital Pillbox também controla a dosagem e o consumo dos medicamentos
 
Por Fernanda Morales
 
Se você faz uso diário de algum tipo de medicação, mas frequentemente se esquece de tomar o remédio, você vai adorar o lançamento do mais novo aplicativo da Iconosys: o Digital Pillbox, que envia alertas sonoros aos usuários para que eles não se esqueçam de tomar sua medicação.
 
O Digital Pillbox é um aplicativo simples que permite que os usuários armazenem todas as informações sobre os medicamentos que utilizam como, por exemplo, dosagem e horários e, não os deixam se esquecer de tomar seus remédios.
 
“O Digital Pillbox vai além de ser apenas uma ferramenta útil para ajudar você a não esquecer seus medicamentos. Este aplicativo permite que o usuário tenha cuidado com o consumo medicinal e garanta melhores resultados de saúde daqui para frente através dos alertas de dosagem, armazenamento e consumo”, afirmou ao Health Care Technology Online Wayne Irving II, CEO da Iconosys.
 
Assim que o usuário adicionar os medicamentos e vitaminas que consome diariamente, o aplicativo irá fornecer informações importantes sobre cada substância. Além disso, ele possui um calendário médico, onde os usuários poderão acessar sua agenda com consultas e exames que devem ser realizados.
 
O Digital Pillbox ainda permite que o usuário exporte um documento no Microsoft Excel com os seus dados de consumo para que seus médicos tenham maior controle sobre a saúde de seus pacientes.
 
O aplicativo está disponível para aparelhos iOS e Android.
 
Geek

Mensagens de texto ajudam pacientes a não esquecer de tomar medicação prescrita

Estudo mostrou que os SMS melhorariam a adesão aos remédios para controle de hipertensão e colesterol, indicados para pessoas em risco de ataque cardíaco e derrame, as mais comuns causas de óbito no mundo
 
Cientistas da Universidade Queen Mary de Londres descobriram que mensagens de texto enviadas para o celular previnem um em seis pacientes de se esquecer de tomar — ou mesmo deixar de ingerir propositalmente — sua medicação prescrita. O estudo randomizado foi publicado na revista Plos One e testou se os SMS melhorariam a adesão aos remédios para controle de hipertensão e colesterol, indicados para pessoas em risco de ataque cardíaco e derrame — as mais comuns causas de óbito no mundo.

Por volta de um terço dos pacientes não toma os medicamentos como deveria, reduzindo enormemente os benefícios potenciais e causando perdas econômicas para os serviços de saúde. Alguns se esquecem de tomar e outros param de ingeri-los porque não estão muito certos em relação aos efeitos e aos riscos do tratamento.

O estudo Interact, conduzido na Ingaterra, envolveu 303 pacientes que receberam prescrição para medicamentos de controle da hipertensão e/ou do colesterol. Eles foram divididos aleatoriamente em dois grupos: o de mensagem de texto, que recebia periodicamente recados em seus celulares, e o de controle, que não recebia os SMS.

Para o primeiro grupo, as mensagens chegaram todos os dias, ao longo de duas semanas; um dia sim e um dia não nos 15 dias seguintes e, então, semanalmente, por um período de seis meses. O texto perguntava se eles já haviam tomado o remédio.
 
Os que não tinham ingerido ou não respondiam recebiam, então, um telefonema, perguntando se precisavam de alguma ajuda. No segundo grupo, 25% dos pacientes pararam de tomar os remédios ou tomaram menos de um terço do necessário, comparado a apenas 9% do outro grupo.

“Uma importante questão em relação aos medicamentos prescritos é o quanto os pacientes falham em acompanhar o tratamento. O resultado desse estudo mostra que mensagens de texto ajudam a prevenir esse problema de forma simples e efetiva.
 
Mais do que uma simples lembrança, o texto fornece uma maneira de identificar pacientes que precisam de ajuda”, observa David Wald, cardiologista e principal autor do estudo. “Implicações para a saúde são consideráveis tanto da perspectiva econômica quanto do bem-estar do paciente.
 
A maior parte das pessoas tem um celular, hoje em dia, e o envio de mensagens de textos deveria ser feito para cada prescrição relevante, prevenindo milhares de infartos e derrames a cada ano.
 
O método não se limita à prevenção das doenças cardiovasculares e poderia ser usado para pacientes em tratamento de outras doenças crônicas”, avalia David Taylor, professor de saúde pública da Universidade Queen Mary de Londres.

Saúde Plena

Conheça os alimentos e substâncias que evitam e provocam dor de cabeça

Histamina e tiramina: Presentes em bebidas
alcoólicas, como cervejas e vinhos
Refeição pode desencadear ou agravar diferentes tipos de dor de cabeça em pessoas suscetíveis ao problema
 
Existem pessoas que acreditam ser normal sentir uma dorzinha de cabeça após um dia cansativo, mas não sabem que essa patologia pode ser causada por determinadas substâncias contidas em alguns alimentos.
 
“A refeição pode desencadear ou agravar diferentes tipos de dor de cabeça em pessoas suscetíveis ao problema. Essa interferência alimentar que causa as aflições só ocorre de acordo com a correlação entre quantidade, temporal e digestão”, explica o neurologista Deusvenir de Souza Carvalho, membro da Sociedade Brasileira de Cefaleia (SBC).
 
Nos casos de enxaqueca, o médico afirma que o paciente pode ter uma crise causada por um alimento e não por outro.
 
“Não dá para generalizar. Cada pessoa tem uma reação. Por exemplo, alguém pode sentir dor de cabeça quando ingere chocolate e outra quando come queijo. É uma questão personalizada.”
 
Saiba mais sobre os alimentos que podem provocar dor de cabeça:
 
Aminas: Substância presente em queijos, chocolate, cerveja, vinhos, entre outros, que altera a calibração e dilatação dos vasos sanguíneos, contribuindo para a dor de cabeça
 
Cafeína: Presente no café, chás pretos e refrigerantes. Eleva a pressão arterial por meio da contração dos vasos sanguíneos e pode desencadear a dor   
 
Lipídeos: Manteiga, carnes gordas, queijos, frituras, doces, requeijão, leite integral, entre outros alimentos contêm esse tipo de substância que apresenta proteína alergênica e, por consequência, a dor de cabeça é um dos sintomas
 
Histamina e tiramina: Presentes em bebidas alcoólicas, como cervejas e vinhos. Por essa razão, o álcool é associado à dor de cabeça   
 
Nitratos e nitritos: Substâncias presentes no salame, presunto, peixes, camarão, salsicha, carnes vermelha e branca. Como a amina, altera a calibração e a dilatação dos vasos sanguíneos e contribuem para a dor
 
Existem os alimentos que podem diminuir e aliviar esse incômodo que é a dor de cabeça:
 
Alimentos antioxidantes: Cenoura, gengibre, maça e kiwi, que contribuem para bloquear as prostaglandinas, substâncias responsáveis pelos processos de inflamação. Ou seja, ótimos aliados contra a dor de cabeça   
 
Magnésio: Presente em vegetais folhosos, nozes, arroz integral, pão integral, aveia, entre outros. Reduz o espasmo dos vasos arteriais e relaxa a musculatura tensionada. Normalmente, quem tem enxaqueca apresenta falta de magnésio. Esses alimentos estão liberados
 
Omega 3: Presente na linhaça, peixes e ovos, é um tipo de gordura 'boa' e que tem ação anti-inflamatória
 
Triptofano: Encontra-se em verduras, feijão, ovos, carnes, aves, pescados etc. Este aminoácido é um neurotransmissor responsável pela sensação de bem-estar, além de reduzir a ansiedade, auxiliando no processo. Se você sofre com dor de cabeça, guarde essa dica   
 
Saúde Plena

Novos contraceptivos para homens prometem revolucionar controle de natalidade

Divulgação: Principal promessa para o
 contraceptivo masculino, solução gelatinosa é
injetada no canal deferente
Injeção de efeito reversível pode chegar a mercado ano que vem. Mas eles estão prontos para isso?

Rio - Com seu humor peculiar (“católicos não são coelhos”), o Papa Francisco levantou esta semana a bola do planejamento familiar, tema caro a um mundo de quase 7 bilhões de seres humanos que assiste ao preocupante aumento da brecha entre ricos e pobres.
 
Mas um aspecto do discurso improvisado no avião que o levava da Ásia de volta ao Vaticano, na última terça-feira, foi pouco explorado: ao mencionar a paternidade responsável, sempre se referindo à família como um todo, o líder de 1,2 bilhão de católicos envolveu diretamente os homens, histórica e culturalmente poupados da responsabilidade sobre o controle de natalidade. Nisso, mostrou-se alinhado com os novos tempos, sobretudo no Ocidente, onde a ciência tem se debruçado mais sobre técnicas contraceptivas focadas neles.

Com previsão de início da fase de testes clínicos em humanos no final deste ano, o Vasalgel, maior novidade da área, é a primeira injeção contraceptiva para homens. Seu processo de ação é simples: a solução gelatinosa é injetada no canal deferente, no aparelho reprodutor masculino, bloqueando a passagem dos espermatozoides.
 
Similar ao Risug, tecnologia que já está em fase clínica avançada na Índia, a técnica é uma alternativa à vasectomia e à camisinha, duas únicas e antigas opções disponíveis para os homens. O procedimento deverá ser rápido, realizado em cerca de 15 minutos após uma anestesia local, e poderá ser revertido com facilidade com outra injeção que dissolveria o hidrogel. Após já ter percorrido um ano de resultados bem-sucedidos em coelhos, o Vasalgel deve chegar ao mercado apenas em 2017.

Em 12 anos, 300% mais vasectomias
De acordo com o urologista Marcello Cocuzza, membro do Departamento de Reprodução Humana da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), o método funciona e deverá ter procura. Prova disso é o crescimento de mais de 300% no número de vasectomias realizadas pelo SUS entre 2001 e 2013 (de 7,7 mil para 24 mil), que refletiria não só o aumento de informação sobre o procedimento mas um interesse maior no planejamento familiar. Mesmo assim, explica o especialista, o envolvimento ativo dos homens no processo ainda é carregado de estigma.
 
— A vasectomia é um método até hoje interpretado como definitivo, apesar de não ser. É reversível — afirma Cocuzza, acrescentando que o ideal é que, com a evolução dos dispositivos eletrônicos, fosse possível implantar no canal deferente um dispositivo que inutilizasse os espermatozoides e que fosse facilmente retirável.

— Todos os homens deveriam pensar nisso quando (o método) estiver disponível, a fim de que se possa dividir a responsabilidade.

Até lá, a ciência terá de driblar um problema levantado por Hamlin: o subfinanciamento de pesquisas na área.

— Se há alguma barreira real que precisa ser quebrada, é o dinheiro. Mesmo que a pesquisa consuma quantias significativas, não é muito quando falamos sobre o que estamos oferecendo: o primeiro contraceptivo masculino reversível desde o preservativo — pondera o advogado. — Peça a mulheres e seus parceiros que considerem os milhões de dólares gastos para desenvolver a pílula e perguntem se esse dinheiro deveria ser simplesmente poupado. Ninguém no seu perfeito juízo diria que sim.

Ao mesmo tempo em que os homens estão participando cada vez mais na decisão de quando e se querem ter filhos, especialistas ressaltam que a preocupação ainda não é suficiente. Além de a possibilidade de contribuição masculina no processo ser limitada, a consciência de que a responsabilidade de homens e mulheres é exatamente a mesma ainda não está devidamente difundida.

Depois do teste de DNA, mais envolvimento
São elas que ainda têm de se sujeitar a passar por possíveis mudanças corporais e emocionais ao ingerir hormônios, ou então buscar outros métodos disponíveis no mercado com que fiquem mais à vontade. Espelho disso é que, em 2009, uma pesquisa americana realizada pelo The Kinsey Institute revelou que as mulheres que tomam pílulas e exigem o preservativo masculino são as que mais sentem prazer sexual, por se sentirem mais protegidas.

Segundo a psicanalista e autora Regina Navarro Lins, com o advento do teste de DNA, o interesse do homem em só ter filho quando quiser se intensificou.

— É muito importante que tanto homens quanto mulheres possam se prevenir. A pílula foi fundamental, uma vez que a mulher pôde decidir se queria ter filho, quando e com quem — opina. — Mas o planejamento familiar tem que ser uma coisa a dois, e essas novidades para homens podem ajudar nesse sentido.

Regina acrescenta que, mesmo com as novas possibilidades (e enquanto elas não chegam ao mercado), a mulher deve sempre cuidar do seu corpo e solicitar a camisinha, método literalmente milenar que, além da função contraceptiva, permanece como o mais eficaz na prevenção de doenças sexualmente transmissíveis.

Mais estudos focados na mulher
Para além dos métodos contraceptivos focados nos homens, novas alternativas para as mulheres continuam a surgir, todas calcadas em conforto e segurança. A empresa norte-americana MicroCHIPS está desenvolvendo um anticoncepcional em forma de chip que busca solucionar empecilhos que a necessidade de ter horários regulados pode trazer, uma vez que o dispositivo liberaria o hormônio gradativamente e teria duração estimada de até 16 anos.

Essa sugestão do urologista ainda não está entre as possibilidades imediatas, mas algumas outras saídas vêm aí, explica ao GLOBO Aaron Hamlin, diretor executivo da Male Contraception Initiative (Iniciativa de Contracepção Masculina, em tradução livre), uma organização sem fins lucrativos que milita nessa seara. O advogado, que há anos trabalha com instituições do tipo, destaca que o desenvolvimento de dispositivos médicos ou de medicamentos é um processo complicado e que “pode ser difícil prever o que será bem-sucedido”. Ainda assim, além do Vasalgel, Hamlin enumera outros possíveis métodos.

— A gendarussa é um contraceptivo promissor. É uma planta cultivada na Indonésia, que, quando processada, pode ser tomada em forma de pílula — disse. — Esse trabalho está sendo realizado por uma equipe da Universidade de Airlangga em Surabaia, na Indonésia. Acredita-se que a planta interrompa os processos de fertilização, impedindo o espermatozoide de liberar uma enzima que lhe permite romper a membrana do óvulo. Não há uso de hormônios.

Tal alternativa já passou pelas duas primeiras fases de testes em humanos no arquipélago e está nos primeiros estágios de construção de uma equipe para continuar a tocá-la.

Outra abordagem é a apelidada de “clean sheets pill” (pílula dos lençóis limpos). Como o nome sugere, a iniciativa britânica age relaxando certos músculos dos canais deferentes, impedindo qualquer líquido seminal de ser liberado durante o orgasmo. Para esse método ainda serão necessários testes em animais — primeiro, em carneiros; depois, em primatas — antes da fase de provas em humanos.

Sem dispor de métodos mais avançados, o dentista Ricardo Vasconcellos, de 50 anos, submeteu-se recentemente a uma vasectomia. Depois de ter um casal de filhos, ele tomou a decisão principalmente para controle de natalidade e para ajudar a parceira “a não precisar ficar tomando remédio”. Mas, se tivesse a opção de ingerir uma pílula, diz que não hesitaria:

Apesar de dispositivos intravaginais não serem novidade, um novo anel também foi desenvolvido com mais uma função, além de prevenir contra a gravidez indesejada: agir contra o vírus da Aids. O produto, desenvolvido por cientistas da organização de pesquisa em saúde reprodutiva Conrad e da Universidade de Utah (EUA), é um anel de poliuterano que poderia durar 90 dias, período no qual liberaria alta dosagem da substância anti-HIV tenofovir e baixa dosagem do levornorgestrel. Essa novidade passou por testes bem-sucedidos em coelhos e está aguardando testes clínicos em mulheres.

Finalmente, a camisinha origami, que deve ser lançada até o final deste ano ou o começo de 2016, tem formato ovalado, espelhando a anatomia do aparelho genital feminino, e é feita de silicone.
 
Segundo seu inventor, Danny Resnic, o produto pode ser reutilizado, uma vez que é lavável em água corrente.
 
O Globo