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segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Higiene: Saiba por que é importante lavar as mãos

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, o simples ato de lavar as mãos reduz em até 40% o risco de contrair doenças como gripe, diarreia, infecção estomacal, conjuntivite e dor de garganta
 
Segundo o diretor de Vigilância de Doenças Transmissíveis do Ministério da Saúde, Cláudio Maierovitch, vírus e bactérias são facilmente transportados pelas mãos das pessoas. "Em geral, as mãos são a parte do corpo que mais tem contato entre uma pessoa e outra e as pessoas, em geral, usam as mãos pra diversas coisas, costumam passar a mão nos olhos, no nariz, na boca, no corpo, muitas vezes, sem perceber; assim como tocam diversos objetos e todas essas podem ser fonte de micro-organismos que causam doenças e a sua transmissão pode ser muito reduzida se as pessoas lavarem as mãos adequadamente", explica. 
 
A lavagem das mãos exige certo cuidado e deve ser realizada com frequência. O diretor de Vigilância de Doenças Transmissíveis do Ministério da Saúde, Cláudio Maierovitch, explica a maneira correta de fazer a higiene. “Basicamente, a pessoa deve usar água limpa e sabonete, lavar integralmente toda a superfície da mão, iniciando pelas palmas das mãos, preocupando-se muito com as pontas dos dedos, com o espaço entre os dedos, com as unhas, o dorso da mão e lavando até a região do punho, deve demorar aproximadamente de 30 segundos a um minuto. Isso pode ser substituído ou complementado pela utilização de álcool em gel", indica. 
 
O servidor público, Amilton Martins, acredita que nunca contraiu uma virose ou infecção porque sempre se lembra de lavar as mãos. “Com o trabalho que nós trabalhamos aqui, recebemos correspondência e passamos na xerox. Então a gente tem que lavar as mãos porque a gente não sabe o que tem no papel que nós recebemos do Brasil todo, ninguém sabe o que tem naquela folha, naquele envelope. Então a gente lava os dedos em cima, em baixo, até o braço mesmo; se for possível, depois até um álcool a gente põe nas mãos. Eu sempre me cuidei mesmo com isso aí, essas doenças nunca me pegaram não", conta.
 
Ainda de acordo com o diretor de Vigilância de Doenças Transmissíveis, Cláudio Maierovitch, a lavagem das mãos deve ser feita não somente antes das refeições e antes e depois de ir ao banheiro, mas também depois de tocar em objetos fora de casa, antes de tocar em bebês, depois de ter contato com pessoas doentes e sempre que a pessoa achar necessário.
 
Fonte: Ana Cláudia Amorim / Web Rádio Saúde

Praticar corrida sem orientação pode causar lesões nas articulações

O verão é uma estação que anima as pessoas a praticarem atividade física para exibir o corpo na praia, na cachoeira ou na piscina
 
Como queima muitas calorias, a corrida é uma das atividades mais praticadas também por quem começa a se exercitar. Só que para começar a correr, as pessoas precisam procurar, além de um cardiologista, um especialista para ter orientação.
 
A pisada errada, por exemplo, pode comprometer as articulações e provocar lesões sérias. O assistente jurídico Ney Dourado ficou nove meses sem fazer atividade física por causa de uma lesão causada pela prática de exercícios sem orientação especializada.

"Eu não tinha o hábito de fazer atividade física nenhuma, era resistente até mesmo para fazer academia. Mas só que quando a gente começa a correr, você sempre quer correr mais. Só que quem corre não quer fazer academia. Aí eu deixei a academia de lado, que foi um erro, porque a academia ajuda a fortalecer a estrutura fisiológica, e foi aí que eu tive a lesão. Quando começava a doer eu camuflava a dor. Eu colocava anti-inflamatório e isso camuflava a dor. Eu fiquei nove meses sem atividade física nenhuma com problema no pé. O diagnóstico foi uma fascite plantar crônica, que é uma inflamação da sola do pé. E hoje, depois de passar por isso, eu fui liberado a correr e eu estou correndo normal. Consegui eliminar cinco quilos", conta.
 
O médico ortopedista, especializado em medicina esportiva do INTO, Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia, Eduardo Branco, dá algumas recomendações para quem quer começar a fazer atividades físicias como, por exemplo, correr.

"A gente vê que atualmente essa preocupação das pessoas com a saúde, com o bem estar do corpo e até a questão da estética, muita gente tem começado a correr sem orientação adequada. Antes de você começar qualquer atividade a primeira coisa é você passar por uma avaliação médica que vai investigar o seu risco, com base na sua história na família, se você tem alguma história de doença cardíaca, diabetes, lesões e fazer os seus exames específicos. O ideal quando você vai começar a fazer sua atividade de corrida é avaliar o seu tipo de pé. Tem pessoas que tem a pisada pronada, pisada neutra e a pisada supinada. Então, você tem o calçado de corrida que são apropriados para esse tipo de pisada. Se você usa um calçado que não é apropriado, você vai sobrecarregar mais essa articulação do pé e do tornozelo, você vai sobrecarregar mais o tendão de Aquiles, a musculatura. Então, você vai ter mais esforço para fazer a atividade, vai sentir mais dor e às vezes não vai ter o efeito que você desejava", explica.
 
O ortopedista Eduardo Branco lembra que é necessário fazer alongamento antes e depois da corrida, correr em horários em que o sol não esteja tão forte e não esquecer de beber água, mesmo durante a atividade.

O médico faz ainda um último alerta. "Para aquela pessoa que está começando a correr pela primeira vez, o ideal é você começar progressivamente. Começar com uma caminhada, passar para uma corrida mais leve com trote, até você entrar para a corrida, propriamente dito. A qualquer sinal que você suspeitar de uma lesão, você tem que interromper essa atividade e procurar um atendimento médico para verificar se essa lesão precisa ser tratada", alerta.
 
Se os joelhos, os tornozelos ou as costas começarem a doer durante a corrida, a recomendação é parar imediatamente. Procure sempre um especialista. Quer saber mais? Então acesso o site do INTO. O endereço é www.into.saude.gov.br.
 
Fonte: Diane Lourenço / Web Rádio Saúde

Humor: Mas eu tenho um remedinho...

Doenças da Infância: Sarampo

O sarampo é uma doença infecto-contagiosa causada por um vírus chamado Morbillivirus
 
A enfermidade é uma das principais responsáveis pela mortalidade em crianças com menos de cinco anos, sobretudo as desnutridas e as que vivem nos países em desenvolvimento. 
 
O recente surto de sarampo no estado da Califórnia nos Estados Unidos, que teve seu foco em um parque do complexo da Disney, foi mais um alerta que mostra a importância de manter as crianças imunizadas contra a doença.
 
No Brasil, graças às sucessivas campanhas de vacinação e programas de vigilância epidemiológica, a mortalidade não chega a 0,5%. No mundo, em 2014, foram registrados 160 mil casos da doença, de acordo com a OMS. Cabe ressaltar que, com o fluxo de turismo e comércio entre os países, o risco de importação do vírus é maior.
 
O sarampo é propagado por meio das secreções mucosas (como a saliva, por exemplo) de indivíduos doentes para outros não-imunizados. A transmissão é diretamente de pessoa a pessoa, por meio das secreções do nariz e da boca expelidas pelo doente ao tossir, respirar, falar ou respirar. Essa forma de transmissão é responsável pela elevada contagiosidade da doença.
 
O período de incubação dura entre 8 e 13 dias. Depois começam a aparecer os principais sintomas, com o aparecimento de pequenas erupções na pele de cor avermelhada, febre alta, dor de cabeça, mal-estar e inflamação das vias respiratórias, com presença de catarro.Não existe tratamento específico para o sarampo, apenas podem ser combatidos os sintomas.
 
A doença torna-se mais grave quando atingem mães em período de amamentação, crianças desnutridas e adultos. Vacinar é o meio mais eficaz de prevenção contra o sarampo. A vacinação contra o sarampo faz parte do Programa Nacional de Imunização e é voltada para crianças entre um e cinco anos de idade (incompletos).
 

O quanto a relação entre médicos e a indústria farmacêutica pode prejudicar o jornalismo?

Imensamente, na opinião do jornalista Paul D. Thacker, que abordou o assunto em artigo para a Columbia Journalist Review
 
Thacker é um especialista em questões de integridade científica e foi a fundo na investigação dos repasses de verbas de laboratórios e fabricantes de equipamentos médicos a profissionais de saúde nos Estados Unidos.
 
A questão começou quando, em setembro de 2014, o governo federal americano lançou um site com um banco de dados publicamente pesquisável, a fim de detalhar como as empresas farmacêuticas e fornecedoras de equipamentos médicos remuneravam profissionais da área de saúde por pesquisas, consultorias, palestras e participações em eventos.
 
O objetivo da medida legal era simplesmente evitar conflitos de interesses; num exemplo prático, qualquer um poderia verificar se seu médico havia receitado determinado medicamento por confiar em seus princípios ativos ou se seria apenas uma influência devido a gratificações do laboratório. O grande problema é que o lançamento da página revelou relações muito mais sórdidas, nas quais médicos tinham até almoços e jantares bancados por gigantes da indústria farmacêutica.
 
O assunto, obviamente, tornou-se um prato cheio para jornalistas americanos, que se puseram a vasculhar os dados publicados e realizaram uma infinidade de reportagens sobre médicos e seus acordos lucrativos.
 
Respingos no jornalismo
Em seu artigo, Thacker suscitou uma questão que vai muito além do interesse jornalístico em divulgar esquemas de corrupção no sistema de saúde americano. Ele diz que o referido site pode acabar revelando conflitos de interesse no próprio jornalismo.
 
Sendo mais específico, ele observou que muitos dos médicos presentes no polêmico banco de dados oferecem consultoria regular em canais de TV como Fox News, ABC News e CBS News. Dentre eles, estariam rostos conhecidos pelos telespectadores norte-americanos: Jonathan LaPook, professor de medicina na Universidade de Nova York e correspondente do programa CBS Evening News; Jennifer Ashton, correspondente da ABC News e habitué no programa Good Morning America; e Keith Ablow, da Fox News.
 
Questionado, Jonathan La Pook respondeu que sua política é de não aceitar qualquer tipo de gratificação, seja como jornalista ou como médico. Ele disse que os almoços aos quais compareceu foram organizados pelo departamento do hospital onde atua. A CBS News, por sua vez, não divulgou sua política interna e disse apenas que considera o caso encerrado.
 
Jennifer Ashton declarou que, às vezes, recebe honorários para discursar em eventos, mas que sempre se recusou a endossar produtos.
 
Embora Keith Ablow não tenha se pronunciado, em 2011 ele causou polêmica ao falar sobre a influência da indústria na prática da medicina. À época, ele se desligou da Associação Psiquiátrica Americana (APA), questionando a credibilidade ética da mesma. Ablow chegou a dizer abertamente que a APA cedia às investidas das empresas farmacêuticas e que este era o grande problema do sistema de saúde americano.
 
Venda de influência
Thacker frisou que médicos que realizam consultorias na TV não devem de forma alguma influenciar o público com base em gratificações de laboratórios. “O código de ética da Sociedade de Jornalistas Profissionais afirma que profissionais de imprensa devem recusar ‘presentes, favores, honorários, viagens gratuitas e tratamento especial, e evitar atividades política e outras atividades externas que possam comprometer a integridade ou imparcialidade, ou que possam prejudicar a credibilidade’”, citou.
 
Ele reiterou, no entanto, que esta sempre foi uma prática comum e que sempre funcionou como um modo de comprar influência de médicos badalados na TV. Resta saber se, agora, ela vai resistir ao escrutínio do público.