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quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Vacina capaz de controlar avanço da doença de Chagas é testada com sucesso

Foto: EFE/David de la Paz
Foto: EFE/David de la Paz
A vacina experimentada em camundongos de laboratório se mostrou capaz de estimular o sistema imunológico a combater o Trypanosoma cruzi, parasita transmissor da doença
 
Pesquisadores brasileiros desenvolveram e testaram com sucesso em animais uma vacina terapêutica contra a doença de Chagas, que afeta 12 milhões de pessoas no mundo, três milhões delas apenas no Brasil.
 
A vacina experimentada em camundongos de laboratório se mostrou capaz de estimular o sistema imunológico a combater o Trypanosoma cruzi, parasita transmissor da doença.
 
O trabalho, coordenado há 20 anos por Maurício Martins Rodrigues, é resultado de uma parceria com diversas instituições, por meio do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Vacinas, envolvendo o Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), Centro de Pesquisa René Rachou (CPqRR/Fiocruz), Universidade Federal Fluminense (UFF), Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e Universidade de Massachusetts Medical School.
 
De acordo com os resultados publicados na edição mais recente da revista científica “Plos Pathogens”, a vacina, de caráter terapêutico e não preventivo, elevou de zero a 80% a sobrevivência dos animais infectados e reduziu a carga de parasitas no organismo e os sintomas da doença, como arritmias cardíacas.
 
“Mais de 10 milhões de indivíduos na América Latina convivem com a doença de Chagas já na fase crônica e o tratamento convencional muitas vezes não funciona. A vacinação terapêutica levaria à redução dos sintomas, queda da mortalidade e melhora da qualidade de vida dos doentes”, disse Rodrigues citado em artigo da Fapesp publicado em sua página na internet.
 
Os camundongos usados nos experimentos foram observados durante 250 dias após a imunização.
 
Enquanto todos os animais que não foram imunizados morreram durante a pesquisa, 80% dos que receberam a vacina sobreviveram. A porcentagem de animais que sofriam de arritmia cardíaca no grupo imunizado caiu de 100% para 33%, conforme explicou o pesquisador.
 
Apesar dos bons resultados, os cientistas ainda têm que realizar vários testes para desenvolver uma fórmula segura e eficaz em humanos antes de poder começar os testes clínicos.
 
“Para usá-la profilaticamente seria preciso imunizar milhares de pessoas, e os países que ainda possuem altas taxas de transmissão do parasita, como Bolívia, Venezuela e Peru, não têm recursos para esse tipo de campanha”, disse o pesquisador.
 
A transmissão do Trypanosoma cruzi no Brasil foi praticamente extinguida, ocorrendo apenas casos isolados e geralmente por ingestão de alimentos contaminados pelas fezes do barbeiro, segundo o comunicado.
 
Até hoje, não existem vacinas para prevenir a doença e os remédios tradicionalmente usados para combater o parasita na fase aguda da infecção, como o benzonidazol, conseguem apenas, retardar em 30% dos casos o progresso da doença antes que de chegue a sua etapa crônica.
 
EFE Saúde

Saiba quais cuidados os pais devem ter com as crianças durante os dias de folia

Crédito: Anna Omelchenko
Crédito: Anna Omelchenko
Quem for levar crianças para aproveitar o Carnaval precisa ter alguns cuidados
 
Isso porque a exposição ao sol por um longo período pode provocar insolação e desidratação, conforme explica a coordenadora adjunta da Saúde da Criança e Aleitamento Materno, do Ministério da Saúde, Tatiana Coimbra.
 
"Se o bloco de carnaval, por exemplo, for de dia, precisamos ter o cuidado com proteção solar.
 
As crianças tem a pele mais sensível, então nós precisamos ter esse cuidado. O principal são as queimaduras solares imediatas e a prevenção do câncer de pele a longo prazo. O ideal para criança, seja o sol até 10 horas da manhã e depois das quatro da tarde. A gente não deve esquecer a hidratação para a criança. E a gente precisa estimular que eles estejam bebendo água, de preferência, a todo momento. De preferência que eles levem as garrafinhas".
 
A coordenadora adjunta da Saúde da Criança e Aleitamento Materno, Tatiana Coimbra, também dá algumas dicas sobre roupas e calçados ideais para as crianças usarem durante o Carnaval. "Roupas leves que facilitam a transpiração, de sainha, de top, de blusas e as camisetas, para que eles fiquem mais a vontade. A gente tem que lembrar que as crianças devem evitar salto, de preferência sapatilhas ou sandalinhas que fiquem fixas no pé para que a gente previna a possibilidade de quedas".
 
A coordenadora adjunta da Saúde da Criança e Aleitamento Materno, Tatiana Coimbra, completou ainda que os pais devem pedir aos filhos para ficarem longe das caixas de som, caso contrário, a audição das crianças poderá sofrer danos.
 
Blog da Saúde

Do alívio da TPM ao controle do colesterol: conheça benefícios do abacate

Do alívio da TPM ao controle do colesterol: conheça benefícios do abacate freeimages/divulgação
Freeimages/Divulgação
Confira alguns benefícios que o consumo moderado da fruta pode trazer para a saúde
 
Seu índice calórico relativamente alto é temido por muitos, mas a gordura contida no abacate é uma gordura boa, que pode ser consumida em algumas ocasiões.
 
1) Alívio dos sintomas da TPM:
O abacate tem propriedades terapêuticas como nutrientes que aliviam os sintomas dos dias que antecedem a tensão pré-menstrual (TPM).
 
— O magnésio, que auxilia na produção de progesterona, e a vitamina B6, que ajuda a produção de serotonina, possuem influência direta na sensação de bem estar e humor — explica a nutricionista do Hospital e Maternidade São Cristóvão, Cintya Bassi.
 
2) Controle do colesterol "ruim"
Pesquisadores da Pennsylvania State University analisou 45 pacientes saudáveis, com excesso de peso ou obesos, com idades entre 21 e 70 anos. Eles foram divididos em dois grupos. Todos os participantes tinham níveis de colesterol e pressão arterial saudáveis no início da pesquisa, mas os cientistas se ativeram nos níveis do colesterol LDL.
 
Segundo o estudo, o grupo que comeu um abacate por dia teve uma redução de 13,5 mg/dL no colesterol LDL, enquanto que o grupo que não ingeriu a fruta, mas manteve uma dieta de gordura moderada, diminui 8,3 mg/dL o nível.
 
3) Aumento da longevidade
Amassada com tofu ou batido, a fruta pode ser misturada às saladas ou ao pão. Rico em gorduras insaturadas, fibras e antioxidantes, o abacate promove a saciedade por mais tempo.
 
4) Hidratação do corpo
A fruta é rica em água. Crua, contém 83% de água, além de cobre, zinco, cálcio, magnésio, manganês, lipídeos, carboidratos, fibras, fósforo, potássio, riboflavina e vitamina C, substâncias que contribuem na saúde do organismo.
 
5) Prática de exercícios físicos:
Para os atletas, a ingestão da fruta é indicada para o pós-treino, pois contém uma gordura que pode prejudicar a liberação de energia se ingerida no pré-treino. O abacate também é rico em glutationa, que ainda fortalece o sistema imunológico. Tem vitaminas do complexo B, que atuam no sistema nervoso, melhorando o desempenho. E tem bastante magnésio e potássio, aliados não apenas para prevenir câimbras, mas também para a contração muscular pela transmissão dos impulsos nervosos.
 
Zero Hora

Em fenômeno raro, bebê nasce 'grávida' de gêmeos em Hong Ko

 Setas em exame de tomografia computadorizada mostram a coluna de cada feto  (Foto: HKMJ/Divulgação)
Foto: HKMJ/Divulgação
Setas em exame de tomografia computadorizada mostram a coluna de cada feto
Médicos acharam que massa no abdômen de recém-nascida era tumor. Quando a retiraram com cirurgia, viram que havia dois fetos
 
Uma menina chinesa de apenas três semanas de idade teve dois fetos retirados de seu abdômen por meio de cirurgia em Hong Kong. A equipe médica, que a princípio pensou o bebê tivesse um tumor, constatou com surpresa, por exames de imagem, que a massa no abdômen da menina continha duas estruturas fetais, com coluna vertebral e formação óssea.
 
O fenômeno que faz com que um bebê nasça com uma estrutura semelhante a um feto em seu organismo é conhecido como "fetus in fetu", ou "gêmeo parasita". Trata-se de uma situação rara: acontece uma vez a cada 500 mil nascimentos. O caso da menina chinesa ocorreu em 2010, mas foi descrito em um artigo publicado na revista científica "Hong Kong Medical Journal" neste mês.
 
Uma das teorias sobre a formação do gêmeo parasita é que ele começa a se desenvolver como um feto normal, mas acaba encapsulado dentro de seu irmão. Outra teoria defende que o fenômeno é resultado de um tipo avançado de tumor, chamado teratoma.
 
  Imagens mostram os fetos retirados do bebê: detalhe mostra coluna vertebral em formação e até cordão umbilical (Foto: HKMJ/Divulgação)
Foto: HKMJ/Divulgação
Imagens mostram os fetos retirados do bebê: detalhe mostra coluna vertebral em formação e até cordão umbilical
Os autores do artigo consideram que esse caso pode ajudar a entender a origem verdadeira do gêmeo parasita, mas ponderam que é preciso mais evidências para chegara uma conclusão.
 
G1

Falta de transparência pode comprometer confiança nos genéricos

Dá para continuar confiando nos genéricos? Várias pessoas me fizeram a pergunta nos últimos dias, após a reportagem Anvisa interdita parte da fábrica da EMS, maior farmacêutica do país. Eu digo que sim, até que me provem o contrário
 
Autora: Claudia Colucci
 
Mas a desconfiança é compreensível. Afinal, quando a maior farmacêutica do país comete erros primários como os encontrados na inspeção da Anvisa e das vigilâncias sanitárias do Estado de São Paulo e de Hortolândia, onde fica a fábrica da EMS, fica a dúvida de como está a segurança do mercado de genéricos de uma forma geral.
 
Os genéricos circulam nas farmácias brasileiras há 16 anos, mas ainda é comum gerarem desconfiança em relação a sua eficácia, principalmente, na classe médica. Pesquisas feitas pelo Ministério da Saúde e Anvisa já mostraram que 40% dos médicos têm algum tipo de insegurança e 20% deles dizem que não os prescrevem.
 
Já entre a população, o grau de confiança é bem maior: 73%, segundo recente pesquisa Datafolha, encomendada pelo ICTQ (instituto de pesquisa e pós-graduação do mercado farmacêutico).
 
Eu digo que confio nos genéricos porque sou consumidora desses medicamentos. Agora mesmo acabei de tomar um comprimido de levoflocacino (prescrito pelo médico, que fique bem claro) para combater uma sinusite que me derrubou.
 
Mas confesso que o episódio EMS me incomodou, especialmente pelo silêncio da empresa, que só se manifestou por meio de uma nota vaga.
 
Erros que levam ao recall de medicamentos acontecem com frequência, é só dar uma espiada no site da Anvisa.
 
Agora, venhamos e convenhamos, é bastante incomum (ainda bem!) um almoxarifado que armazena toda a matéria-prima do laboratório estar numa temperatura de 46ºC (quando a norma é entre 15 e 28ºC). Ou a empresa usar ingredientes em desacordo com o determinado pela Anvisa ou ainda aumentar o lote de um medicamento em dez vezes e também não informar a agência reguladora.
 
Diante disso, o esperado seria a farmacêutica vir a público e relatar o que motivou os problema apontados pelos agentes sanitários e as providências que tomou em cada caso. Por que a temperatura estava tão alta? O que levou a esse erro? O que foi feito para evitá-lo? E não me venham colocar a culpa no estagiário porque erros assim são, em geral, de processos, nunca de uma única pessoa. O mesmo vale para as outras irregularidades encontradas que levaram à suspensão e comercialização dos dois antibióticos.
 
Os genéricos respondem hoje por quase 30% das vendas em unidades do mercado farmacêutico brasileiro. Em países como o Reino Unido, a participação é o dobro. Nos EUA chega a quase 80%, o que mostra que o nosso mercado tem ainda muito a crescer.
 
No Brasil, o programa de genéricos não só aumentou o acesso da população aos tratamentos, já que agora consegue comprar remédios até 50% mais baratos em relação aos medicamentos de referência, como também fortaleceu a indústria nacional. Hoje, entre as maiores farmacêuticas, seis são brasileiras.
 
Segundo a Anvisa, todos os medicamentos genéricos passam por rigorosos testes de qualidade antes de terem seu registro e comercialização autorizados. Também garante a mesma eficácia do medicamento de marca.
 
Mas não dá para ignorar que quase um quarto da população brasileira ainda desconfia dos genéricos. Embora pontuais, episódios como esse envolvendo da EMS podem, sim, aumentar o grau de desconfiança se não houver transparência e respeito com o consumidor. É o mínimo que se espera.

Folha de São Paulo