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sábado, 14 de fevereiro de 2015

Ministério da Saúde confirma caso de febre amarela silvestre

Fuocrus: O mosquito 'Haemagogus leucocelaenus', que
transmite a febre amarela silvestre
O paciente, um estrangeiro, contraiu a doença em Goiás, mas só apresentou sintomas no Rio de Janeiro
 
O Ministério da Saúde confirmou na noite desta quinta-feira, um caso de febre amarela silvestre no Brasil. O paciente, um estrangeiro, contraiu a doença em Alto Paraíso (Goiás). Ele visitou a região dia 17 de janeiro, mas passou a manifestar sintomas somente ao chegar no Rio. O estrangeiro foi diagnosticado em uma Unidade de Pronto Atendimento e encaminhado para a Fundação Oswaldo Cruz, onde recebeu tratamento e teve alta.
 
O ministério considera o caso isolado. O paciente que contraiu a doença não havia sido vacinado. Os últimos casos de febre amarela silvestre confirmados no país foram em 2013. Também naquela época, os pacientes não haviam sido vacinados.

Embora classifique o caso como isolado, o Ministério da Saúde informou que a vigilância foi reforçada na região de provável contaminação do paciente estrangeiro. Também foi ampliado o esforço para imunizar pessoas da região que eventualmente não tenham o completo esquema vacinal contra febre amarela.
 
A doença
A febre amarela silvestre é transmitida através da picada de mosquitos Haemagogus e Sabethes, que vivem em matas e vegetações à beira dos rios. Quando o mosquito pica um macaco doente, torna-se capaz de transmitir o vírus a outros macacos e ao homem. A forma urbana da doença é transmitida pela picada do Aedes aegypti, o mosquido da dengue, mas ela é considerada erradicada no Brasil.
 
Algumas áreas do país, como a Região Amazônica e o Centro-Oeste, são consideradas endêmicas. A recomendação do ministério é que habitantes dessas regiões sejam vacinados. O mesmo vale para visitantes de áreas de risco. Eles devem tomar a vacina pelo menos 10 dias antes da viagem. O imunizante tem validade de dez anos.

Em 2014 as recomendações da vacina para febre amarela foram atualizadas. No novo protocolo, crianças que completaram o esquema vacinal na infância não precisam fazer reforço a cada 10 anos.
 
Aqueles que tomaram a primeira dose na adolescência ou fase adulta, precisam repetir a vacina apenas uma vez. Com duas doses, com intervalos de dez anos, a pessoa é considerada imunizada para toda a vida.
 
(Com Estadão Conteúdo)
 
Veja

Novas medidas que afastam doenças do coração

1. Pílula de tomate
Pesquisadores descobriram um novo benefício do tomate. O fruto está sendo usado como matéria-prima para a fabricação de um suplemento alimentar chamado Ateronon, que ajuda a prevenir doenças cardiovasculares. As pílulas, vendidas na Inglaterra, são feitas a base de licopeno, substância responsável pela cor avermelhada do tomate e de propriedades antioxidantes, ou seja, capazes de retardar o envelhecimento celular. Segundo os pesquisadores, o Ateronon pode melhorar a função das células do endotélio (camada interna dos vasos sanguíneos) em até 50%, aumentando a flexibilidade dos vasos.
 
2. Benefício dos flavonóides
Um estudo publicado no periódico "Circulation" mostrou que comer morangos e mirtilos pelo menos três vezes por semana pode reduzir o risco de ataque cardíaco em mulheres. O benefício se deve às suas quantidades elevadas de flavonoides — compostos com propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias. Morangos e mirtilos têm autocianina, um tipo de flavonoide que ajuda a dilatar as artérias e evitar a formação de placas que atrapalham o fluxo sanguíneo. 
 
3. Menos carnes e mais legumes
Reduzir o consumo de carne vermelha pode fortalecer o coração. Um estudo divulgado no periódico "The American Journal of Clinical Nutrition" mostrou que vegetarianos apresentam um risco menor de sofrer doenças cardiovasculares ou morrer em decorrência de um evento cardiovascular. Outro trabalho, publicado na revista "Nature Medicine", apontou que, além de aumentar a gordura e o colesterol ruim, o consumo excessivo de carne vermelha produz uma substância que eleva as chances de aterosclerose, obstrução dos vasos sanguíneos que leva ao infarto.
 
4. Casamento saudável
O casamento pode ser um dos segredos para um coração saudável. Segundo uma pesquisa publicada na revista "European Journal of Preventive Cardiology", pessoas casadas apresentam menores chances de sofrer um ataque cardíaco e, se vierem a sofrê-lo, têm maior probabilidade de recuperação do que as solteiras. De acordo com os pesquisadores, as possíveis explicações para isso são o fato de que os casados costumam manter hábitos mais saudáveis e possuir uma rede de apoio mais ampla — o que facilita, por exemplo, a ajuda no caso de um problema cardíaco. Além disso, os fatores psicológicos da satisfação conjugal interferem positivamente na saúde do coração. 
 
5. Dieta do Mediterrâneo: fácil e eficaz
Frutas, legumes, peixes, grãos integrais e quantidade moderada de álcool. Essas são as premissas da Dieta do Mediterrâneo. Menos restritiva que outros regimes, ela é considerada a mais fácil de ser seguida a longo prazo. Neste ano, duas pesquisas demonstraram seus benefícios à saúde cardíaca. Uma delas, publicada no periódico "The New England of Medicine", concluiu que a dieta do Mediterrâneo reduz a chance de problemas cardiovasculares entre pessoas com mais de 55 anos que apresentam alto risco cardíaco. O outro artigo, escrito por pesquisadores canadenses, mostrou que a dieta colabora na redução do colesterol ruim, o LDL, em homens com risco elevado de doenças cardíacas.
 
6. Mesmo com ganho de peso, parar de fumar vale a pena
Parar de fumar, de fato, favorece o ganho de peso. Mas os benefícios ao coração superam qualquer risco associado aos quilos extras. Um estudo publicado no periódico "The Journal of the American Medical Association" mostrou que o aumento de peso variou de meio a 4,5 quilos entre os indivíduos que largaram o cigarro. Ainda assim, seis anos após terem abandonado o tabagismo, todos os voluntários da pesquisa apresentaram uma redução de 50% no risco de sofrer algum evento cardiovascular.
 
7. Menos sódio, mais potássio
Além de reforçar a ideia de que reduzir o consumo de sódio evita problemas cardíacos, uma série de estudos publicados no site da revista "British Medical Journal" revelou que ingerir maiores quantidades de potássio propicia o mesmo benefício. Uma alta ingestão do nutriente — encontrado principalmente em frutas, legumes e verduras frescas — pode diminuir em até 24% o risco de um acidente vascular cerebral (AVC). Já o consumo de sal, sugere a pesquisa, deve ser de no máximo 3 gramas por dia, menos do que os 5 gramas recomendados pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
 
8. Café da manhã
Homens que não tomam café da manhã têm 27% mais riscos de infartar ou sofrer uma doença coronariana. O dado, divulgado no periódico "Circulation", reforçou a importância da refeição, que deve fornecer energia suficiente para o corpo começar o dia. Segundo os cientistas, o hábito de pular o desjejum pode causar obesidade, pressão alta e diabetes — fatores de risco para doenças cardíacas.
 
Veja

Alerta sobre consumo de gordura não tem base científica, diz estudo

Dieta: cartilhas atuais recomendam que7 a 10% das calorias
 diárias venham da gordura saturada 
Diretrizes médicas que recomendam limitar o consumo de comidas como carne vermelha e manteiga "nunca deveriam ter sido introduzidas", afirmam pesquisadores
 
Diretrizes médicas que recomendam limitar o consumo de alimentos como carne bovina e manteiga para evitar doenças cardiovasculares não têm fundamento científico. A afirmação é de uma pesquisa publicada nesta semana no periódico Open Heart.

Há mais de trinta anos, países como Estados Unidos e Grã-Bretanha recomendam que seus cidadãos consumam com moderação gordura saturada, encontrada em alimentos de origem animal, sobretudo carnes vermelhas e derivados de leite. De acordo com as diretrizes desses países, no máximo 10% do total de calorias ingeridas no dia deve vir desse tipo de gordura.

Para pesquisadores da Universidade do Oeste da Escócia, no entanto, os dados que motivaram essa recomendação eram falhos e inconclusivos. Eles chegaram a essa conclusão depois de revisar seis estudos realizados com quase 2 500 homens na época em que as diretrizes foram elaboradas. As seis pesquisas investigaram a redução nas mortes e no nível de colesterol promovidas por dietas com baixa ingestão de gordura. 
 
Conclusão
Segundo os atuais pesquisadores, os regimes reduziram a taxa de colesterol dos participantes, mas não o índice de mortes decorrentes de doenças cardíacas. Eles criticaram ainda a ausência de mulheres nos levantamentos e o fato de que a maioria dos participantes tinha fatores de risco para doenças cardiovasculares. Os cientistas concluem que “não só as diretrizes devem ser revistas, como nunca deveriam ter sido introduzidas”.

Em um editorial que acompanha a pesquisa, o cardiologista Rahul Bahl, da Royal Berkshire NHS Foundation Trust, alerta que, embora os estudos que embasaram as diretrizes sejam “muito limitados”, há evidências da relação entre dieta rica em gordura e doenças cardíacas.

Brasil
A Sociedade Brasileira de Cardiologia recomenda que o consumo de gordura ingerido por uma pessoa varie entre 25% e 35% do valor calórico total acumulado em um dia, sendo 7% de gordura saturada. 
 

Farmácias faturam mais de R$ 32 bilhões em vendas em 2014

Desde 2010, o faturamento cresceu 90,34%

A retração do comércio varejista, observada por vários segmentos em 2014, não afetou as vendas do setor farmacêutico segundo levantamento realizado pela Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma).
 
O estudo, realizado pela Fundação Instituto de Administração da Universidade de São Paulo (FIA-USP), revela que as grandes redes de farmácias fecharam o ano com um faturamento de R$ 32,39 bilhões em vendas, 12,81% maior do que no ano anterior. Desde 2010, o faturamento cresceu 90,34%, cerca de R$ 15,37 bilhões.
 
Mais uma vez, o segmento de não-medicamentos (produtos de perfumaria, higiene e beleza) manteve-se em alta, com aumento de 14,69%, o equivalente a aproximadamente R$ 10,71 bilhões em vendas, ou seja, 33% do faturamento total. “Os dados reafirmam uma nova tendência entre os consumidores, que vão às farmácias em busca de outros itens que não seja medicamentos”, afirma o presidente da Abrafarma, Sérgio Mena Barreto.
 
Nos últimos anos, o varejo farmacêutico vem passando por um processo de renovação, onde as prateleiras deixaram de ser exclusivas para medicamentos e o peso de uma vasta gama de artigos como xampu, cosméticos, desodorantes, fraldas, absorventes, acessórios para cabelo e outros itens de conveniência crescem no mix de produtos ofertados.
 
“O consumidor atual busca proximidade, conforto e diversidade de itens num mesmo espaço. Ele sai de casa para comprar um medicamento, já com a intenção de levar também uma pasta de dente, um protetor solar ou um creme antienvelhecimento”, ressalta Barreto.
 
Infomoney

Anvisa suspende importação e venda de antibiótico

Importadora do medicamento deve recolher o estoque existente no mercado

Resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicada na última quinta-feira (12/02), no Diário Oficial da União, suspende a importação, a distribuição, a comercialização e o uso do medicamento Polixil B®, sulfato de polimixina B, 500.000 UI, fabricado pelas empresas Mr Pharma S.A., em Buenos Aires, e Gland Pharma, em Hyderabad, na Índia.
 
De acordo com o texto, a única empresa autorizada a fabricar o produto é a Química Haller Ltda, localizada no Rio de Janeiro.
 
A Agência determinou ainda que a empresa importadora do medicamento promova o recolhimento do estoque existente no mercado.
 
Agência Brasil