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segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Queda na produção de testosterona acomete homens a partir dos 40

Conhecida popularmente e de forma equivocada como andropausa, deficiência androgênica de envelhecimento masculino que assombra homens tem tratamento
 
Disfunção sexual, perda da libido e de massa muscular assombram alguns homens. O motivo por trás desses sintomas pode ser a deficiência androgênica de envelhecimento masculino (DAEM), enfermidade caracterizada pela redução na produção da testosterona, que pode acometê-los a partir dos 40 anos.
 
O problema é identificado por muitas pessoas como andropausa e, segundo os médicos, equivocadamente. De acordo com Antonio Peixoto de Lucena Cunha, presidente da Sociedade Brasileira de Urologia, Regional Minas (SBU-MG), andropausa faz referência à menopausa, mas trata-se de processos distintos e que não se equivalem.
 
Diferentemente da mulher, o homem mantém a fertilidade por toda a vida. Todas elas passam pela menopausa, mas apenas 4% deles enfrentarão a DAEM. As mulheres passam pela puberdade, quando são desenvolvidas as características femininas e todas as condições para a produção de óvulos ao longo da vida, mas, por volta dos 50 anos, há uma interrupção total na produção de hormônios.

Já os homens, ao passar pela puberdade podem, eventualmente, ter uma redução hormonal, mas continuam produzindo as células sexuais por toda a vida. “Andropausa está incorreto, porque, diferentemente da mulher, a função testicular não cessa. Os testículos têm função de produção de espermatozoides e hormonal. O que ocorre na DAEM é a diminuição da produção hormonal, mas continua a produzir os gametas. No caso do homem, portanto, não existe um momento específico comparável à menopausa, na qual a mulher deixa de menstruar e perde sua capacidade de reprodução. DAEM não determina o fim da fertilidade”, afirma o médico Francisco de Assis Teixeira Guerra.
 
Devido a essa queda hormonal, os homens poderão sofrer com disfunção sexual, perda de pelo, diminuição da libido, aumento da circunferência abdominal, alterações do humor, com maior irritabilidade e déficit de atenção. O coordenador do Departamento de Andrologia da SBU, Eduardo Bertero, diz que, muitas vezes, a DAEM não é diagnosticada, porque os sintomas se confundem com outras doenças. Podem ser resultados de uma crise de estresse e até mesmo de uma depressão. “É preciso que o homem fique atento, pois pode ser uma redução na produção de hormônios”, alerta Bertero.

O diagnóstico e a orquestra
O diagnóstico pode começar a ser feito em uma consulta clínica, mas é preciso fazer um exame laboratorial para confirmar a redução hormonal. Francisco de Assis ressalta que a testosterona é o principal e mais importante dos hormônios sexuais masculinos. É produzida nos testículos (95%) e glândulas adrenais (5%). A produção varia no decorrer do dia e pode ser até 30% maior nas primeiras horas da manhã e menor entre as 18h e as 20h.
 
A testosterona é o hormônio masculino responsável pelas características sexuais masculinas, fertilidade e desempenho sexual. Também atua no metabolismo, sendo fundamental para a formação da massa muscular. Como age nas emoções, o excesso está associado à maior agressividade.
 
“A testosterona atua como um maestro que rege uma orquestra que, sob a sua batuta, se harmonizam as funções cardiovascular, cerebral, muscular, sexual, óssea, entre outras”, diz o urologista Antônio de Moraes Jr.

A partir dos 40 anos, é indicado que o homem procure se consultar com um urologista para um check-up. A consulta ao especialista poderá ajudar tanto a identificar a deficiência hormonal como apontar outros problemas que os acometem a partir dessa faixa etária, a exemplo do câncer de próstata. A DAEM deve ser lembrada na anamnese. É importante que os médicos fiquem atentos aos sintomas, sob o risco de passarem despercebidos ou ser interpretados como de outra origem.
 
Tratamento via reposição hormonal
O tratamento da deficiência androgênica de envelhecimento masculino (DAEM) se dá por meio da reposição hormonal, que pode ser de longa duração, administrada por via intramuscular, e a testosterona, de aplicação diária, por via transdérmica (gel ou solução).

São vários os medicamentos disponíveis no mercado para tratar a doença. Há injeções que têm que ser aplicadas por toda a vida no intervalo de 21 dias entre as doses. Outras podem ocorrer de três em três meses. “É um tratamento de sucesso no mundo todo”, diz o coordenador do Departamento de Andrologia da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), Eduardo Bertero.
 
 
Também há tratamento de uso tópico. O androgel é aplicado no abdômen e pode ser absorvido pela pele. Ainda há um medicamento de solução alcoólica, aplicado embaixo do braço como um desodorante.

Há uma preocupação de quem faz a reposição hormonal se o tratamento pode resultar em câncer de próstata. Segundo médicos, a reposição hormonal não aumenta a incidência de câncer de próstata, mas só deve ser iniciada depois de avaliação urológica. “Os estudos demonstram que não favorece o crescimento de câncer de próstata no homem de forma em geral”, afirma Bertero.


De acordo com o médico Francisco de Assis Teixeira Guerra, os homens tratados com sucesso para câncer de próstata e com indicação de reposição de testosterona podem se submeter ao tratamento após um prudente intervalo de observação e se não houver evidência clínica e laboratorial de recidiva do câncer.

Estado de Minas

Para evitar que a dengue se espalhe, confira um guia sobre a doença

Foto: Rafaela Martins / Agencia RBS
Infestação do aedes aegypti está em nível de médio risco em Porto Alegre, mas prefeitura pede cuidado para quem deixou o Estado no Carnaval

Em meio à epidemia de dengue em São Paulo e o crescimento de casos confirmados em Santa Catarina, é preciso ter cuidado para não se tornar alvo da doença. Cidades paulistas como Catanduva e Sorocaba já registram milhares de infectados, enquanto em Itajaí, principal foco do surto catarinense, contabiliza dezenas de vítimas. Nesta época em que muitas pessoas viajam aumenta a necessidade de prevenção e atenção aos sintomas da doença.

Segundo a Coordenadoria Geral de Vigilância em Saúde, dois casos de dengue foram confirmados em Porto Alegre, em janeiro, entre pessoas que viajaram para fora da cidade: um contraído em Goiânia (GO) e outro em Lorena (SP). A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) emitiu um alerta para aqueles que deixaram o Rio Grande do Sul no feriado de Carnaval, recomendando cuidado com a transmissão da dengue.

Na Capital, a infestação do mosquito que transmite a dengue, o aedes aegypti, está em um nível considerado de médio risco. Em todo o Brasil, porém, tem sido registrados mais casos do que em 2014: houve um aumento de 57,2% dos casos notificados no mês de janeiro em relação ao mesmo período do ano passado, conforme balanço do Ministério da Saúde.
 
Prevenção para evitar que a doença se espalhe Dados compilados pela Vigilância em Saúde de Porto Alegre indicam que 75% dos criadouros dos mosquitos estão em imóveis residenciais. Para evitar que a dengue vire uma epidemia também no Estado, a orientação é simples: eliminar os possíveis focos do mosquito — um trabalho que não leva mais de 10 minutos por semana. Como não existe vacina contra a dengue, as medidas se tornam ainda mais importantes.
 
Para acompanhar a presença do mosquito, foram instaladas 714 armadilhas de monitoramento em 22 bairros da Capital, que enviam dados para um mapa onde é possível acompanhar as regiões com maior incidência do aedes aegypti.
 
 

Zero Hora

Saiba os benefícios do contato com os pais na hora do banho dos bebês

Foto: Lauro Alves / Agencia RBS
Johnson & Johnson divulgou o resultado de um estudo sobre esse instante da rotina diária
 
Um bom banho é a receita de muita gente para relaxar depois de um dia de trabalho. Para quem tem filhos pequenos, um bom banho no bebê pode ser uma excelente oportunidade de interação familiar e de reforço ao desenvolvimento multissensorial das crianças.
 
No começo deste mês, a Johnson & Johnson divulgou o resultado de uma pesquisa sobre esse delicioso momento da rotina diária e seus benefícios além da higiene do corpo. Entre as vantagens apontadas pelo estudo — feito com pais de Brasil, Estados Unidos, Reino Unido, Arábia Saudita, Índia, China e Filipinas —, estão melhor desenvolvimento cognitivo, o aumento da atenção e a criação de memórias permanentes.
 
— Não é que o banho seja mais importante do que outra atividade da rotina do bebê, mas é nele que você tem mais o contato visual, a memória pelo cheiro, o toque... Muitas mães adoram cantar para os filhos no banho. Vira uma grande brincadeira — diz a pediatra Sabrina Battistella.
 
Interação e reforço nos vínculos afetivos entre pais e filhos
Pela pesquisa, os pais brasileiros despontam como os que mais valorizam a hora do banho e acreditam que ele reforça vínculos. Mesmo sem saber uma linha sobre o estudo, intuitivamente a recepcionista Paula Gontan, 33 anos, sempre deu o devido valor à hora do banho da filha Olívia Mattos Bordignon Gontan, cinco meses. Como trabalha fora o dia inteiro, Paula aproveita esse momento para explorar ao máximo a relação com a filha.
 
— É quando ficamos mais próximas. Por causa do trabalho, não passo tanto tempo com ela como eu gostaria. Fora que ela experimenta varias sensações. Descobriu que tinha pés durante um banho — conta.
 
Segundo a doula (profissional que acompanha a gestante antes, durante ou após o parto) Camila Rosa, o banho amplia a conexão entre pais e filhos. A receita para relaxar pode ser aprimorada em família. Paula já descobriu os benefícios:
 
— É um momento só nosso em que ela me transmite a calma, a alegria e a inocência que eu preciso depois de um dia inteiro longe dela.
 
Curiosidades reveladas na pesquisa
— O Brasil tem a maior média de banhos das crianças entre todos os países pesquisados, com 10 banhos por semana. A China tem o menor índice, apenas quatro por semana.
 
— Entre os pais pesquisados, os brasileiros são os que têm maior chance de considerar o primeiro banho dos filhos um evento memorável (60%), em comparação com a média global (45%).
 
— 35% dos pais brasileiros dão mais de 14 banhos semanais em seus bebês.
 
— O tempo de banho no Reino Unido é o mais longo, com uma média de 26 minutos. No Brasil, esse período é de 21 minutos.
 
— Os pais brasileiros são os que têm maior probabilidade de recorrer ao banho para tentar acalmar seus filhos. O resultado do país é de 46%, contra 25% dos outros.
 
— 58% dos pais brasileiros acreditam que dispositivos eletrônicos, como celulares e tablets, frequentemente tiram sua atenção dos filhos.
 
— A pesquisa mostrou que para diversos pais o banho é um evento familiar, e 25% dos entrevistados disseram que a tarefa de dar banho é uma responsabilidade conjunta dos pais.
 
Destaques das regiões brasileiras:
— Mesmo dentro do Brasil, os resultados variam de acordo com a região. Conheça mais algumas particularidades identificadas pela pesquisa que entrevistou 484 pais de diferentes regiões do país.
 
— 93% dos pais do Sudeste acreditam que o banho é uma boa oportunidade para estimular os sentidos do bebê.
 
— 63% dos pais de São Paulo dizem que raramente ou nunca usam dispositivos eletrônicos durante o banho.
 
— 97% dos pais no Sul acham que dar banho é muito mais do que apenas deixar os filhos limpos.
 
— 90% dos pais do Norte e Nordeste concordam que os efeitos sensoriais do banho, como cheiro do bebê, persistem por bastante tempo.
 
— 58% dos pais do Sudeste, Norte e Nordeste dizem que o cheiro de seus bebês depois do banho é o melhor do mundo.

Zero Hora

Saiba como se prevenir da osteoporose

Exercícios físicos, alimentação adequada e exposição ao sol são parte da receita
 
A fórmula é conhecida e continua sendo a mais eficaz: exercícios físicos, consumo de cálcio e exposição adequada ao sol são vitais em todas as fases da vida para garantir ossos fortes.
 
— O leite e seus derivados são as principais fontes de cálcio para o organismo. Pessoas que não consomem esses produtos, seja por intolerância à lactose ou hábitos alimentares, correm mais riscos de desenvolver osteoporose — explica a nutricionista Elaine Adorne.
 
Conforme a especialista, aqueles que não consomem leite e derivados devem buscar outros alimentos também ricos em cálcio, como tofu, brócolis, sardinha e espinafre, para garantir a adequada absorção do nutriente. Mas o leite deve ser priorizado sempre que possível.
 
— A disponibilidade de cálcio nos derivados do leite é sempre maior. Enquanto 100 gramas de espinafre têm 100 miligramas de cálcio, um copo da bebida pode ter mais de 300 miligramas do nutriente — exemplifica.
 
Mas a ingestão de leite como garantia de ossos mais fortes na fase adulta não é consenso entre os especialistas. Segundo o nutricionista funcional e farmacêutico bioquímico Gabriel de Carvalho, a bebida auxilia na formação óssea na infância, mas tem menor efeito posteriormente.
 
— Na vida adulta, os estímulos para a formação de ossos são muito pequenos. Não adianta consumir um grande volume de cálcio se os estímulos para a síntese óssea não forem proporcionais, como a prática regular de atividade física, a presença de determinados hormônios e outros fatores nutricionais, como as vitaminas D e K — afirma Carvalho.
 
E também é preciso garantir que o cálcio seja fixado no corpo. Nesse momento entra em ação a vitamina D. Ela só é ativada no organismo por meio da luz solar e, por isso, recomendam-se em torno de 15 minutos de exposição diariamente, mantendo os cuidados com a saúde da pele.
 
Como se prevenir
A tão conhecida dupla alimentação adequada e exercícios físicos também atua quando o assunto é osteoporose. Conheça as principais indicações dos especialistas
 
Alimentação
 
Prefira
— Alimentos ricos em vitamina D: peixes como salmão, atum e sardinha, óleo de fígado de bacalhau, fígado de galinha e manteiga.
 
— Alimentos ricos em cálcio: leite e derivados (queijo, coalhada, iogurte), ovo, brócolis, couve, couve-flor, soja, amêndoas e sardinha
 
— Alimentos ricos em fitoestrógeno (que exercem funções semelhantes às do hormônio feminino estrogênio): proteína de soja, amêndoas, castanha de caju, castanha-do-pará, nozes, repolho, brócolis, couve-flor, rabanete e leguminosas
 
Evite
— Excesso de proteínas
 
— Sal
 
— Bebidas alcoólicas
 
— Alimentos ricos em cafeína como café, chá mate, chá preto e refrigerantes
 
Atividades físicas
— Os esportes mais indicados para a produção contínua de massa óssea são aqueles que provocam grande tensão muscular. A musculação, portanto, é considerada a atividade ideal para prevenir a osteoporose
 
— Caminhar, andar de bicicleta, nadar e correr também são indicados para manter o tônus muscular e evitar a doença
 
— Procure exercitar-se pelo menos de três a quatro vezes por semana
 
Outras recomendações
— A osteoporose é uma doença silenciosa, e o primeiro sintoma pode aparecer já em fase avançada, com a fratura espontânea do osso enfraquecido
 
— A partir da menopausa, é recomendado que as mulheres realizem o exame de densitometria óssea, que avalia a densidade dos ossos e músculos do corpo e pode identificar se está ocorrendo perda
 
— Quando há o diagnóstico de osteoporose, o exame deve ser repetido a cada dois anos
 
— Entre os homens, recomenda-se realizar a densitometria óssea a partir dos 70 anos
 
Zero Hora

Uso de suplementos de cálcio para amenizar efeitos da osteoporose ainda é controverso

Efeitos colaterais das pílulas podem ser prejudiciais
 
Para controlar a perda de massa óssea, a aposentada Clarisse Motta teve de mudar os hábitos alimentares e, por recomendação médica, passou a tomar suplementos de cálcio e vitamina D. Ainda que apresente resultados satisfatórios para alguns pacientes, a suplementação de cálcio é um tema controverso entre especialistas.
 
Enquanto alguns estudos indicam os benefícios das pílulas, outros apontam que os efeitos colaterais podem ser piores que a enfermidade que combatem, incluindo o aumento do risco de ataque cardíaco e morte por doenças cardiovasculares.
 
Para a nutricionista Elaine Adorne, coordenadora de Nutrição do Hospital São Lucas da PUCRS, a falta de estudos que determinem as doses e os períodos exatos em que os suplementos devem ser administrados é um dos principais fatores que tornam o uso controverso.
 
— A suplementação deve ser realizada de forma individualizada, observando-se as características e necessidades de cada paciente, que precisa ser acompanhado rigorosamente por um profissional. Superdoses de vitamina D, por exemplo, podem levar a complicações, como a formação de cálculo renal — explica.
 
Já o reumatologista Odirlei Monticielo defende que a suplementação de vitamina D e de cálcio deve ser recomendada.
 
— Há embasamento científico extenso comprovando que cálcio e vitamina D são eficazes em pessoas com osteoporose. Indico sempre que o cálcio seja obtido por meio da dieta, mas, quando o paciente não consegue ingerir a quantidade adequada, oriento a suplementação — resume.
 
O que é consenso entre os especialistas é que a mais segura e, provavelmente, mais eficaz fonte de cálcio para manter os ossos fortes ainda é a alimentação.

Zero Hora