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domingo, 8 de março de 2015

Estudo relaciona consumo de café a artérias mais limpas

Beber três ou quatro xícaras de café por dia poderia evitar entupimento
 
Beber três ou quatro xícaras de café por dia pode ajudar a evitar o entupimento das artérias, um fator de risco para as doenças cardíacas. A conclusão é um estudo sul-coreano publicado nesta semana no periódico Heart.
 
A pesquisa foi realizada com mais 25 mil homens e mulheres, com idade média de 41 anos e sem sintomas de doenças cardiovasculares. O objetivo era investigar a relação entre consumo de café e a presença de cálcio nas artérias, um indicador de aterosclerose. Essa doença é caracterizada pelo depósito de placas de gordura nas paredes das artérias, o que causa o entupimento dos vasos ou a redução do fluxo sanguíneo.
 
O estudo concluiu que média de cálcio nas artérias das pessoas que ingerem três ou quatro xícaras de café por dia é 10% menor em relação àquelas que tomam de uma a três xícaras, e quase 20% menor se comparada aos indivíduos que bebem menos de uma.
 
As evidências sugerem que o consumo de café poderia manter uma relação inversa ao risco de doenças cardiovasculares, conforme a pesquisa feita por cientistas do hospital Kangbuk Samsung, na Coreia do Sul.
 
Os pesquisadores advertiram, no entanto, que são necessárias novas pesquisas para confirmar o resultado e encontrar uma explicação biológica dos efeitos do café na prevenção do infarto.
 
Zero Hora

Mortalidade materna cai no Brasil, mas não atingirá meta da ONU

Altas taxas de parto normal dificulta redução
Alexandra Beier/Getty Images
Altas taxas de parto normal dificulta redução
Taxa caiu pela metade desde 1990, mas Brasil tem 62 casos a cada 100 mil nascimentos, quase o dobro do objetivo de 35
 
A tragédia da mortalidade materna vem atingindo menos mães a cada ano no Brasil, mas o ritmo de queda não será suficiente para que o país alcance até o fim do ano o Objetivo de Desenvolvimento do Milênio (ODM) neste quesito – e é mais lento do que seria possível e desejável, dizem especialistas.
 
A altíssima taxa de cesáreas, o excesso de intervenções desnecessárias, a falta de treinamento de equipes especializadas e a proibição do aborto são alguns dos fatores apontados como barreiras para que o risco diminua mais no país.
 
Em 2013, 65 mil mulheres morreram no Brasil por complicações ao dar à luz, durante ou após a gestação ou causadas por sua interrupção.
 
De acordo com o Ministério da Saúde, o Brasil tem hoje 62 casos a cada 100 mil nascimentos.
 
A meta estabelecida até o fim deste ano pelos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM), da ONU, era chegar a uma taxa de 35 mortes por 100 mil nascimentos.
 
De 1990 para cá, a taxa caiu quase pela metade, mas a redução não será suficiente para que se consiga cumprir a meta.
 
"Provavelmente não chegaremos aos 35, mas todo o esforço está sendo feito para que continue a haver uma redução", diz Teresa de Lamare, diretora do Departamento de Ações Programáticas Estratégicas do Ministério da Saúde.
 
Ela diz que a meta será atingida, ainda que seja necessário um prazo maior.
 
"O importante é a tendência que estamos seguindo. O Brasil vem reduzindo a mortalidade materna e isso indica uma melhoria do sistema, qualidade da informação, equipes fortalecidas dentro do hospital e um pré-natal melhor”, diz ela, ressaltando ações que vêm sendo tomadas pelo Ministério da Saúde, sobretudo dentro da Rede Cegonha, criada em 2011
 
Paradoxo perinatal
De acordo com o último relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre o tema, a taxa média de mortalidade materna em países desenvolvidos era de 16 em 2003, enquanto em países em desenvolvimento pulava para 230. O avanço no Brasil foi considerado significativo.
 
Sônia Lansky, coordenadora da Comissão Perinatal da Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte, concorda que houve uma redução importante ao longo dos últimos 15 anos, mas considera o ritmo da queda incompatível com o desenvolvimento socioeconômico do país no período e com o nível de oferta do sistema de saúde.
 
"É o paradoxo perinatal brasileiro. Apesar da intensa medicalização do parto, há persistência de elevados índices de mortalidade materna. O índice de acompanhamento pré-natal aumentou muito, é satisfatório; o parto é hospitalar, feito por profissionais habilitados. A questão que fica como desafio, portanto, é a qualidade."
 
A advogada Beatriz Galli ressalta o mesmo paradoxo, apontando que a cobertura pré-natal hoje abrange 91% das grávidas, e que 98% dos partos são realizados em hospitais, números que não parecem condizentes com taxas de mortalidade ainda altas.
 
"Esta inconsistência sugere atenção pré-natal e ao parto de baixa qualidade", diz ela, assessora de políticas para a América Latina do Ipas, ONG que atua globalmente na área de direitos humanos, sexuais e reprodutivos das mulheres.
 
Entre os entraves para que os riscos para a mulher diminuam, considera Galli, estão a má-formação de profissionais, a falta de acesso a serviços qualificados de urgência e emergência e o excesso de uso de tecnologias sem evidências científicas de sua necessidade.
 
Violência obstétrica
"De dois anos para cá, temos discutido muito o conceito de violência obstétrica, que é um dos grandes responsáveis por mortes maternas no Brasil", avalia Paula Viana, coordenadora da ONG Curumim, que trabalha com direitos sexuais e reprodutivos no Recife.
 
Exemplos de violência obstétrica, para Viana, são o uso sem parcimônia de medicamentos como a ocitocina para acelerar o trabalho de parto vaginal – o que pode aumentar o risco de hemorragia; o modelo "hospitalizador" estabelecido como paradigma para o parto, com o médico no centro da equipe; e a falta de espaço para profissionais como enfermeiras obstetras e doulas – que abririam espaço para boas práticas com menores intervenções, por exemplo, recorrendo inicialmente a massagens e exercícios para aliviar a dor.
 
As principais causas de mortalidade materna são hemorragia, hipertensão, infecção e aborto.
 
Mas todos os especialistas consultados pela BBC Brasil são unânimes em dizer que a alta taxa de cesáreas no país é um dos vilões por trás dessas causas.
 
De acordo com o obstetra Marcus Dias, professor da pós-graduação do Instituto Fernandes Figueira (IFF) e pesquisador da Fiocruz, o procedimento traz três vezes mais risco de morte materna do que o parto normal.
 
"O Brasil tem um milhão de cesarianas desnecessárias todos os anos. Essa cifra significa que estamos expondo mulheres a um maior risco reprodutivo", afirma. "Se for ter uma nova gestação, esta carrega um risco pela cicatriz uterina anterior."
 
Excesso de cesáreas
A média de cesárias realizada por ano no Brasil é de 46,6%, mais de três vezes acima dos 15% recomendados pela Organização Mundial da Saúde. Na rede privada, a taxa chega a 85%.
 
Sônia Lansky diz que é preciso descontruir o mito criado no Brasil de que cesáreas são melhores para a mulher.
 
"É uma questão cultural brasileira que foi banalizada. Como se a cesariana diminuísse os riscos e aumentasse a segurança para a mulher. Mas ela tem efeitos adversos para a mãe e para o bebê, como o de não respeitar sua hora de nascer, o que está levando a um aumento de prematuros no Brasil."

Teresa de Lamare, do Ministério da Saúde, diz que o governo vem tomando diversas medidas mudar esse modelo, abarcadas pela Rede Cegonha, programa lançado em 2011 e que busca incentivar o parto normal assistir a mulher do planejamento familiar ao pós-parto.
 
Ela ressalta também a parceria firmada com a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS): em janeiro, a agência reguladora dos planos de saúde lançou resolução determinando que os percentuais de cirurgias cesáreas e de partos normais realizados por estabelecimento de saúde e por médico sejam informados às grávidas.
 
A correta atenção pré-natal é essencial para reduzir o número de mortes causadas por síndromes hipertensivas. Além disso, para Paula Viana, a experiência de parteiras tradicionais deve ser mais bem aproveitada para colaborar com o sistema de saúde no diagnóstico precoce de complicações.
 
De todos os fatores de risco, o aborto é o que menos depende do sistema de saúde, esbarrando na legislação que só permite o procedimento em caso de estupro, feto anencéfalo ou risco à saúde da mulher.
 
Abortos
As projeções variam, mas estima-se que entre 800 mil e 1,2 milhão de mulheres fazem abortos a cada ano, em casa ou em clínicas clandestinas. E dia sim, dia não, uma mulher morre porque o procedimento deu errado.
 
"É muito perverso. Elas tomam a decisão sozinha, escondem da família, escondem do sistema de saúde. E se dá errado evitam procurar um hospital com medo de serem criminalizadas", afirma Sônia Lansky, lembrando o caso recente em São Paulo em que um médico denunciou à polícia uma mulher que fizera um aborto, contrariando a ética médica de manter o sigilo próprio da relação com pacientes.
 
A prática de denúncia por profissionais de saúde não é nova, diz Beatriz Galli.
 
"Existe discriminação, estigma e violência institucional na atenção para mulheres em situação de aborto nos serviços de saúde, o que está relacionado à clandestinidade do aborto e à prática de denúncia das mulheres à polícia por parte de profissionais de saúde em serviços públicos brasileiros."
 
Teresa de Lamare afirma que o Ministério da Saúde preconiza que essas mulheres sejam atendidas, sem espaço para o juízo de valor.
 
"Nossa preocupação é salvar vidas. As outras questões dizem respeito à Justiça. Nossa responsabilidade é que elas sejam bem atendidas."
 
BBC Brasil / iG

Veja 8 alimentos ricos em probióticos que ajudam a emagrecer

Chucrute é uma conserva de repolho fermentado e também
pode conter probióticos
Iogurtes, queijos e até chucrute contêm probióticos, micro-organismos que auxiliam a regular a flora intestinal
 
Probióticos são micro-organismos vivos que atuam como fermentadores. Quando ingeridos na forma de alguns alimentos, proporcionam efeitos benéficos à saúde.
 
Segundo Karla Leal, nutricionista da PronoKal Brasil, “os probióticos preservam a flora intestinal como um todo, aumentando o número de bactérias benéficas e diminuindo a população dos micro-organismos patogênicos que podem causar doenças”.
 
A ação dos probióticos no intestino também aumenta a absorção de nutrientes e pode até mesmo melhorar o humor, segundo Karla. “Cerca de 90% da serotonina, o hormônio regulador do humor, é produzida no intestino. Por isso, se ele estiver desequilibrado, pode levar a depressão, por exemplo”.
 
Muito se diz sobre o potencial dos probióticos para auxiliar no emagrecimento. Mas será que eles são realmente eficientes para este objetivo?
 
Ina Carolina Menezes, nutricionista e consultora do Instituto Nyoá esclarece: “Existem artigos apontando que isso realmente acontece. O que pode ser explicado porque, de maneira geral, melhorando a flora intestinal e a absorção de nutrientes, o processo de emagrecimento é favorecido”.
 
Fabricação
Alguns alimentos lácteos fermentados contêm probióticos por terem sido enriquecidos com os micro-organismos em seu processo de fabricação. Daí a importância de sempre consultar os rótulos antes de consumir o alimento.
 
Karla acrescenta que a temperatura de transporte e armazenamento dos produtos é fundamental para garantir o efeito probiótico deles. “Devido a estes fatores, a garantia de ingestão adequada destes micro-organismos pode ser bastante prejudicada”.
 
Diante destas limitações, Ina Carolina aponta que os probióticos também podem ser consumidos na forma de suplementos, como cápsulas e em pó.
 
Confira na galeria abaixo alimentos que podem conter probióticos:
 
1. Iogurtes podem conter probióticos se os micro-organismos forem adicionados ao alimento no processo de fabricação
 
2. 'Kefir é um alimento em grão gelatinoso que contém vários probióticos', afirma Karla
 
3. Coalhada também é fonte de probióticos
 
4. Leite fermentado contém lactobacilos, que são probióticos
 
5. Chucrute é uma conserva de repolho fermentado e também pode conter probióticos
 
6. Missô, a sopinha japonesa, também contém os micro-organismos probióticos
 
7. Alguns queijos podem ter probióticos adicionados em seu processo de fabricação
 
8. Molho de soja é outro alimento que contém probióticos
 
iG

Primeira morte por dengue na cidade de São Paulo é confirmada

No período de 4 de janeiro até 14 de fevereiro, 2.708 casos foram notificados e 563 foram confirmados autóctones
 
A primeira morte por dengue na capital paulista foi confirmada nesta sexta-feira (6) pelo Instituto Adolfo Lutz, da rede estadual de saúde. A vítima era uma idosa, com aproximadamente 80 anos, moradora da Freguesia do Ó, zona norte da cidade, de acordo com a Secretaria de Saúde do Estado.
 
A prefeitura divulgou o último balanço sobre a situação da dengue na cidade na quinta-feira (26). No período de 4 de janeiro até 14 de fevereiro, 2.708 casos foram notificados e 563 foram confirmados autóctones (contraídos no município).
 
No estado, os dados são referentes aos meses de janeiro e fevereiro e mostram 38.714 casos de dengue. A doença matou 32 pessoas, incluindo aquela confirmada hoje na capital paulista.
 
O ministro da Saúde, Arthur Chioro, informou hoje que, nos dois primeiros meses do ano, houve aumento de 139% nos casos notificados de dengue no país, em relação ao mesmo período do ano passado. Em janeiro e fevereiro de 2015, foram 174,67 mil registros, contra 73,13 mil no primeiro bimestre de 2014.
 
O Tempo

sexta-feira, 6 de março de 2015

Dia Internacional da Mulher: Exames importantes para a vida delas

Cuidados preventivos são a melhor forma de manter a saúde em dia. Por isso, visitar um ginecologista pelo menos uma vez por ano deve fazer parte da rotina de toda mulher depois da primeira menstruação
 
Além da consulta periódica com o especialista, adotar hábitos saudáveis e manter os exames em dia desde a primeira relação sexual até o período da pós-menopausa é fundamental para proteger a saúde. No Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março, saiba quais são os principais exames que toda mulher deve fazer.
 
Exames de rotina
Há alguns exames de rotina que devem marcar presença durante toda a vida da mulher: glicemia; colesterol total e suas frações; triglicerídeos; creatina (avaliação da função renal); TGO e TGP (avaliação da função hepática); hemograma e exame de urina. Independentemente da idade, todos os especialistas reforçam que a consulta rotineira ao ginecologista é fundamental.
 
Principais exames que devem ser realizados depois dos 30 anos
Doenças relacionadas ao aparelho genital feminino ainda são o foco em mulheres com idade entre 30 e 40 anos. Portanto, colpocitologia oncótica, colposcopia e ultrassonografia devem ser mantidos na rotina. O rastreamento do câncer de mama, com exame clínico e mamografia, também pode ser necessário em mulheres com histórico na família. “Mulheres com parentes de primeiro grau que tiveram a doença antes dos 50 anos ou que tiveram câncer bilateral de mama ou ovário em qualquer idade já devem começar com os exames nessa fase”, orienta Fernanda Philadelpho.
 
Além desses cuidados, alguns profissionais recomendam atenção especial à tireoide, glândula na região do pescoço que produz hormônios importantes para a saúde feminina. A ocorrência do câncer de tireoide é 30% maior em mulheres do que em homens, por esse motivo, recomendamos que as mulheres fiquem atentas ao surgimento de nódulos no pescoço, em especial aquelas que apresentam casos da doença na família.
 
Cuidado com o câncer de mama!
A partir dos 40 anos, os cuidados se voltam para o câncer de mama, muito comum nessa fase. “Os 40 anos são um marco, pois, nessa idade, a mamografia passa a fazer parte do checkup feminino”, afirma a médica. Também é importante acrescentar uma avaliação cardiológica nessa fase, já que ocorrem alterações hormonais que podem aumentar o risco de doenças cardiovasculares. O hipotireoidismo pode afetar, com mais frequência, as mulheres após os 40, portanto, uma análise dos hormônios tireoidianos deve ser realizada, associado ao ultrassom de tireoide.
 
Atenção redobrada na menopausa
Com a chegada da menopausa, aumentam as chances de a osteoporose se instalar – e a densitometria óssea se torna ainda mais importante –, bem como o risco de desenvolver doenças cardíacas. Por isso, também é preciso cuidado redobrado com o coração. Nessa fase, as chances de um câncer se reproduzir passam a ser maiores; os cânceres de mama, cólon e colo uterino são os mais comuns.
 
Exames que devem ser realizados após os 60 anos
Cuidados com a osteoporose devem ser intensificados após os 60 anos, com a realização periódica da densitometria óssea. Além disso, a ida ao cardiologista para a prevenção da hipertensão arterial e de doenças do coração deve ser uma regra. Os demais exames, como dosagem do colesterol, glicemia, cálcio e hemograma, também não podem deixar de ser realizados.
 
Priscila Pais
Assessoria de Impresna