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quarta-feira, 25 de março de 2015

Novo medicamento ajuda a barrar a progressão do Alzheimer

Aducanumab foi testado em um pequeno estudo clínico com 166 pacientes

Um novo medicamento para Alzheimer apresentou benefícios para pacientes em estágio inicial da doença. O aducanumab foi testado em um pequeno estudo clínico com 166 pacientes, e os resultados foram apresentados na última sexta-feira (20/03), na Conferência Internacional de Doença de Alzheimer e Parkinson e Doenças Neurológicas Relacionadas, na França.
 
Os participantes do estudo foram divididos em cinco grupos. Quatro receberam doses diferentes do medicamento e um quinto tomou placebo. O tratamento diminuiu as placas de proteína beta-amiloide no cérebro dos pacientes. O efeito foi mais intenso quanto maior a dose que os pacientes receberam.
 
A farmacêutica responsável pelo desenvolvimento do produto, Biogen Idec ,vai começar o estudo clínico de fase III, mais amplo, ainda este ano. O diretor da empresa, George Scangos , disse em entrevista que os participantes do estudo foram selecionados cautelosamente, para excluir outras formas de demência diagnosticadas erroneamente como Alzheimer.

Veja

Saiba explicar as diferenças entre similares e genéricos aos seus clientes

Medicamentos podem gerar insegurança por desconhecimento de suas características

É comum encontrar consumidores com dúvidas quando o farmacêutico sugere algum medicamento genérico ou similar no lugar do de referência. Genéricos e similares ainda geram insegurança, na maioria dos casos, por desconhecimento de suas características.
 
Os genéricos possuem a mesma composição química dos medicamentos de referência, por isso, o consumidor pode escolher entre as duas opções sem nenhuma preocupação.
 
Os medicamentos de referência são os chamados inovadores, frutos de descobertas científicas. Os laboratórios investem anos em substâncias e testes para descobrir novos medicamentos que atuem de maneira segura e eficiente sobre um determinado sintoma ou doença. Após comprovação científica e aprovação regulatória, cria-se o direito à patente, no qual o laboratório responsável pode atribuir uma marca e explorar o novo medicamento comercialmente com exclusividade.
 
Após a patente do medicamento de referência expirar, outros laboratórios podem produzi-lo e comercializá-lo: é o medicamento genérico, que possui o mesmo princípio ativo, concentração, forma farmacêutica, via de administração, posologia e indicação terapêutica do medicamento de referência. O genérico é, portanto, exatamente o mesmo medicamento se comparado ao de referência, pois sua composição química é idêntica.
 
Os medicamentos similares intercambiáveis têm as mesmas características dos de referência e dos genéricos e desde 2014 são considerados bioequivalentes. Ou seja, possuem concentração, posologia e indicação terapêutica idênticas. Os medicamentos similares intercambiáveis passam por testes clínicos iguais aos genéricos, o que assegura sua segurança. A diferença é que o similar pode variar em relação à forma do produto, prazo de validade, embalagem e rotulagem. Além disso, diferentemente dos genéricos, os similares intercambiáveis são vendidos sob marcas comerciais.
 
Por decisão da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o paciente com a receita médica em mãos tem o direito e livre escolha de optar tanto pelo medicamento de referência, quanto por seu medicamento genérico ou similar intercambiável.

Maxpress Net / Guia da Pharmacia

Anvisa registra cinco genéricos no mercado

Até então as substâncias não tinham concorrentes deste tipo

Cinco novos genéricos, ainda inéditos no País, obtiveram registro da Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Com isso, pacientes e médicos passam a contar com opções terapêuticas a um custo reduzido, já que os medicamentos entrarão no mercado com preço pelo menos 35% inferior ao valor de tabela de referência.
 
Os produtos são cloridrato de moxifloxacino, ciclesonida, baclofeno, dienogeste e pitavastatina. São medicamentos que substituem os produtos de referência em um mercado onde até então não havia concorrentes deste tipo.
 
A Anvisa tem dado prioridade ao registro de genéricos inéditos, pois a entrada desses produtos no mercado significa um aumento real na oferta de opções e na queda de preços provocada pela concorrência.

Guia da Pharmacia

Novo medicamento oral contra o diabetes tipo 2 chega ao mercado

Pacientes que convivem com diabetes tipo 2 ganharam mais uma opção de tratamento para a doença

Acaba de chegar ao mercado um novo medicamento oral da classe dos inibidores de SGLT2, cujo mecanismo de ação permite a excreção do excesso de glicose pela urina.
 
A empagliflozina, produzida pelos laboratórios Boehringer Ingerlheim e Eli Lilly, está sendo vendida ao preço médio de R$ 125,00 (caixa com 30 comprimidos).
 
Testes clínicos realizados com 1.616 pacientes de todo o mundo, inclusive brasileiros, mostraram que a empagliflozina também ajuda na redução do peso, uma vez que retira açúcar, ou seja, calorias do organismo. Pacientes que tomaram o medicamento na dose menor (10 mg) conseguiram perder 2,3kg após 24 semanas de avaliação, e aqueles que usaram a dose maior (25 mg) emagreceram 2,5kg no mesmo período.
 
Outras vantagens da droga comprovadas em estudo foram o controle da pressão arterial e a redução dos níveis de triglicérides e de ácido úrico. Todos estes fatores ajudam a diminuir o risco de complicações do diabetes, sobretudo de problemas cardiovasculares. No entanto, a empagliflozina aumentou o risco de infecções genitais nos pacientes.
 
A nova droga foi testada com administração uma vez ao dia. Os melhores efeitos foram vistos em pacientes de 45 a 65 anos, com sobrepeso e hipertensão. Para pessoas acima de 75 anos, indica-se cuidado pela propensão à desidratação e à perda da função renal.

Guia da Pharmacia

Nova tecnologia genética permite escolher embrião livre de doença



Embriões.
 Para Ciro Martinhago, as mulheres optam pela técnica para ter uma gravidez mais segura
Leonardo Rodrigues / Chromosome
Embriões. Para Ciro Martinhago, as mulheres optam
pela técnica para ter uma gravidez mais segura
Com custo mais baixo que métodos atuais, NGS mapeia até 800 anomalias
 
São Paulo. Os 11 milhões de brasileiros com problemas de infertilidade e as mulheres que estão adiando cada vez mais a maternidade (entre os 30 e 34 anos, segundo dados do IBGE), muitas vezes encontram o amparo necessário para a realização de seus sonhos nos avanços da ciência e da medicina.
 
Depois da seleção de embriões para a gestação de um bebê saudável, a mais recente novidade na área da genética reprodutiva é o sequenciamento de nova geração (Next Generation Sequency – NGS). Desenvolvida há pouco mais de um ano, a técnica é fruto da corrida mundial pelo sequenciamento do genoma humano para que se pudesse chegar a uma tecnologia mais precisa, rápida e barata.
 
O NGS é uma tecnologia que estuda o genoma em larga escala: lê grandes fragmentos de DNA, selecionados e analisados por painéis genéticos (de câncer ou endocrinológico, por exemplo) que darão as respostas sobre grupos de doenças ou condições genéticas, conforme explica o geneticista Ciro Martinhago, no 1° Workshop Internacional de Genética Reprodutiva.
Segundo Martinhago, a grande diferença do NGS para os métodos usuais é tornar possível ler centenas de genes e identificar inúmeras doenças, ou modificações genéticas, em apenas 27 horas. “Há um ano, oferecia-se o sequenciamento de um gene por R$ 4.500, e o resultado era dado em 45 dias. Com o NGS é possível sequenciar 328 genes por um custo mais baixo e usando painéis que analisam 800 doenças”, explica o geneticista.
 
Correr contra o tempo e contra as barreiras impostas pela idade é fundamental para mulheres que optaram pela maternidade tardia. “Não só aumentam as chances de a mulher vir a ter um filho com alguma doença genética crmais barata. Hoje o custo de um embrião para análise dos cromossomos é de R$ 1.400. Com a tecnologia anterior era R$ 2.000, e a tendência é que caia ainda mais”, prevê.

De acordo com o geneticista, atualmente a maioria das pacientes que procuram as clínicas de reprodução assistida tem acima de 35 anos, e, quando se trata de análise embrionária, elas já passaram dos 37. “São pacientes que querem ter um filho, já estão tendo dificuldades para engravidar, vão se submeter à fertilização e, então, optam pela análise dos embriões para ter uma gestação mais segura”.

Segundo Martinhago, essa tecnologia é usada para analisar os embriões em nível cromossômico. “Como normalmente a paciente gera vários embriões, essa tecnologia fica mais barata. Hoje o custo de um embrião para análise dos cromossomos é de R$ 1.400. Com a tecnologia anterior era R$ 2.000, e a tendência é que caia ainda mais”, prevê.

A jornalista viajou a convite da Chromosome Medicina Genômica.

Popularização

Análise
Com o NGS, a atriz Angelina Jolie poderia ter tido seus genes sequenciados e saber as chances de ter câncer, em vez de analisar apenas os genes ligados aos cânceres de mama e ovário.

Médico espera ‘curar’ embriões no futuro
Os avanços nas áreas de diagnósticos fetais, os impactos das técnicas utilizadas na fertilização e até os riscos da gestação gemelar também foram assuntos debatidos durante o workshop que reuniu especialistas de todo o mundo. “Ainda não temos netos de fertilizados, portanto não sabemos se retirar os óvulos do útero (escuro) e jogar luz trará impactos no futuro”, observou Ciro Martinhago. O médico e professor da USP alertou sobre a gravidez múltipla. “Quanto maior a idade materna, maiores são as chances de uma gravidez gemelar, mas o que mais contribui hoje é a reprodução assistida. Precisamos diminuir as taxas de gestações múltiplas”. Segundo o médico do Instituto Sapientiae Edson Borges, estudos vêm mostrando que as trocas metabólicas entre o embrião e o meio de cultivo podem indicar maiores chances de gravidez. “O embrião que consome mais glicose, teoricamente, apresentaria maiores chances de se estabelecer na gestação”, afirma. Martinhago espera que no futuro seja possível “curar os embriões porque aí eles não seriam descartados, e os bebês já nasceriam livres de doenças”.

O Tempo