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segunda-feira, 6 de abril de 2015

Seis maneiras de economizar na compra de remédios


Programas de Fidelização dos laboratóriosAlguns caminhos ajudam o consumidor a poupar dinheiro nos gastos com a farmácia

O preço dos remédios vendidos no Brasil passou por reajustes entre 5% a 7,7% desde o último 31 de março. Os valores valem para cerca de 20 000 itens do mercado farmacêutico, como antibióticos, anti-inflamatórios, antidepressivos, analgésico, contraceptivos, entre outras classes de medicamentos.

O aumento é uma má notícia sobretudo para portadores de doenças crônicas que tomam remédio de uso contínuo. Com algumas medidas, no entanto, é possível poupar na compra de medicamentos.

1. Programas de Fidelização dos laboratórios
Nos programas de fidelização, que não são obrigatórios por lei, farmacêuticas oferecem uma lista de medicamentos com descontos, a maioria de uso contínuo. Eles começaram a se consolidar cinco anos atrás e vêm se tornando comuns no mercado.
 
O Bayer Para Você inclui drogas para endometriose, hipertensão e reposição hormonal masculina, além de anticoagulantes e contraceptivos com descontos de 20 a 55%. Já no Cuidados Pela Vida, da Aché, recebem abatimentos de 10% a 65% dezesseis medicamentos para esquizofrenia, osteoartrite, doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), insuficiência cardíaca e depressão, entre outros. O Mais Pfizer, por sua vez, oferece descontos de 15% a 65% em quinze drogas para problemas como glaucoma, dor, Alzheimer, bexiga hiperativa e ansiedade.
 
Para participar, o usuário deve cadastrar seus dados pessoais (nome, endereço e CPF) e da receita médica — quando se tratar de uma droga vendida sob prescrição — no site ou pelo telefone da farmacêutica. Não existe um limite de produtos por paciente e o desconto pode ser renovado a cada um ou dois anos, apresentando um novo pedido médico.
 
2. Sites que comparam preços de medicamentos
Sites como o Clique Farma, o Mais Preço e o Consulta Remédios são especializados em comparar preços entre redes de farmácia. O maior deles é o Consulta Remédios, fundado há quinze anos e com 300 estabelecimentos cadastrados no Brasil.
 
Quando o usuário busca por uma droga, o sistema identifica a localização do cliente e apresenta o produto pesquisado em uma lista de farmácias próximas a ele. Para finalizar a compra, a pessoa é encaminhada ao portal de vendas online da farmácia (se houver) ou ao telefone da loja. O Consulta Remédios atualiza os preços diária ou semanalmente, de acordo com o sistema de cada estabelecimento.
 
3. Remédios vendidos com desconto
O programa Farmácia Popular, criado em 2004 pelo Ministério da Saúde, vende 112 tipos de remédios com descontos de até 90%. Há analgésico, anti-inflamatório, anti-hipertensivo, agentes imunossupressores, antifúngico e antibiótico, entre outras classes de medicamentos.
 
Essas drogas estão disponíveis em 532 pontos de venda da rede própria Farmácia Popular. Em outras 33 000 farmácias credenciadas no programa (e identificadas com um cartaz “Aqui Tem Farmácia Popular”), são comercializadas dez drogas para osteoporose, Parkinson, glaucoma, colesterol alto e rinite, além de contraceptivos. Para retirar os medicamentos, a pessoa deve apresentar um documento de identidade com foto, CPF e receita médica (emitida por um médico do SUS, particular ou de convênio) dentro do prazo de validade de 120 dias.
 
A primeira via da receita fica com o paciente para novas aquisições, de acordo com a prescrição médica, e a farmácia fica com a segunda. O remédio pode ser prescrito pelo princípio ativo ou nome referência.
 
4. Medicamentos distribuídos gratuitamente pelo governo
O Sistema Único de Saúde (SUS) tem uma lista de 840 medicamentos que são fornecidos gratuitamente ao cidadão de duas formas, de acordo com gravidade da enfermidade. Remédios básicos, como antibióticos e anti-inflamatórios, são retirados nas Unidades Básicas de Saúde. Já os de alto custo são oferecidos a pessoas com doenças crônicas ou em tratamento de câncer, hemofilia e problemas graves de rins e pulmões, por exemplo.
 
O médico do SUS pode indicar ao paciente onde retirar os remédios. Caso o profissional seja particular ou de convênio, o paciente deve procurar a Secretaria de Saúde do seu Município ou Estado, ou telefonar na ouvidora do SUS (número 136). Além disso, remédios para hipertensão, diabetes e asma são fornecidos gratuitamente nos estabelecimentos próprios ou credenciados no programa Farmácia Popular.
 
Para retirar os medicamentos, a pessoa deve apresentar um documento de identidade com foto, CPF e receita médica (emitida por um médico do SUS, particular ou de convênio) dentro do prazo de validade de 120 dias. A primeira via da receita fica com o paciente para novas aquisições, de acordo com a prescrição médica, e a farmácia fica com a segunda. O remédio pode ser prescrito pelo princípio ativo ou nome referência.
 
5. Drogas genéricas
Muitos médicos, por hábito ou preferência, prescrevem remédios de marca, também chamados de referência. Essas drogas são inovadoras, demoram anos para serem desenvolvidas, passam por estudos e recebem investimentos pesados. As farmacêuticas que as lançam podem ter sua patente por até vinte anos.
 
Quando o prazo expira, outros laboratórios podem produzir cópias idênticas destes remédios, com o mesmo formato, composição química, dosagem, posologia e indicação, aprovados em testes de equivalência. Trata-se dos genéricos. Por lei, eles podem ser substituídos pelos de marca e são no mínimo 35% mais baratos que eles. A diferença costuma ser maior que isso. De acordo com uma pesquisa realizada na capital paulista pela Fundação Procon-SP em agosto de 2014, os medicamentos genéricos são, em média, 57% mais econômicos do que os de referência.
 
6. Descontos oferecidos por planos de saúde
Algumas operadoras oferecem a seus clientes descontos na compra de remédios em estabelecimentos predeterminados. É o caso da SulAmérica Saúde, que concede até 55% de desconto em mais de 3 900 itens. Já a Bradesco Saúde oferece 65% de desconto em 3 700 produtos, e a Golden Cross, 50% em cerca de mil itens selecionados.
 
Veja

Nova dieta Dukan chega ao Brasil

Pierre Dukan
Veja.com/Veja
Famoso por criar a "dieta da princesa", o francês Pierre Dukan lança livro com fórmula menos rigorosa e mais fácil de seguir
 
Neste momento, 50 milhões de brasileiros estão em guerra contra a balança. Somente 2% deles, no entanto, conseguem manter a nova silhueta por mais de dois anos. O restante ou abandona o projeto de emagrecimento ou até consegue perder os quilos em excesso, mas volta a recuperá-los rapidamente.

A explicação para tamanho fracasso, segundo os especialistas, está no fato de que a imensa maioria das pessoas adere a regimes extremamente restritivos -aqueles que eliminam um grupo inteiro de alimentos. E, quanto mais limitado o cardápio, mais difícil ele é de ser seguido. "Todas as dietas fazem emagrecer, o desafio é criar um método que faça as pessoas seguirem em longo prazo", diz o endocrinologista Walmir Coutinho, diretor de ensino e pesquisa do Instituto Estadual de Diabetes e Endocrinologia do Rio de Janeiro.
 
Na tentativa de arrebanhar mais adeptos e transformá-los em fiéis seguidores, de tempos em tempos, os regimes mais rigorosos ganham versões mais suaves. É neste filão que agora investe o francês Pierre Dukan. Acaba de chegar ao Brasil, seu mais recente livro A Escada Nutricional -- uma alternativa ao método Dukan Clássico, no qual propõe uma alternativa mais branda para a sua famosa "dieta da princesa". Disse ele a VEJA: "Muita gente está um pouco acima do peso e não se sente pressionada a emagrecer tão rapidamente. Para elas, é melhor seguir um regime mais flexível, que funcione e seja educativo".
 
Criada na década de 70, a fórmula clássica de Dukan só ganhou repercussão depois de emagrecer a hoje duquesa de Cambridge Kate Middleton, para seu casamento com o príncipe William, em 2011. O método original consiste na redução drástica de carboidratos. Nas primeiras etapas do programa, são permitidos 100 alimentos, dos quais 66 tipos proteínas e 34 de legumes e verduras. Em cinco dias, a perda de peso vai de três a inacreditáveis cinco quilos.

Não é à toa que o livro Eu não consigo emagrecer já tenha sido traduzido para 56 idiomas e vendido 11 milhões de cópias no mundo, 800 mil delas no Brasil. No país, ele se mantém há 107 semanas na lista dos mais vendidos de VEJA. "A exclusão dos carboidratos da dieta causa uma rápida perda de peso porque o organismo, em um primeiro momento, queima os estoques de gordura", explica o nutrólogo e cardiologista Daniel Magnoni, do Hospital do Coração, em São Paulo. "O problema é que, em longo prazo, sem carboidratos, o organismo passa a buscar energia na massa magra."
 
Ao contrário do programa original de Dukan, que é realizado ao longo de quatro fases (ataque, transição, consolidação e estabilização) por tempo indeterminado, a nova dieta dura uma semana. Na segunda-feira ela se alimenta exclusivamente de proteínas e, ao longo da semana, vai inserindo outros tipos de alimentos (veja a nova dieta na lista abaixo). No domingo, é a glória. A chamada "refeição de gala" prevê uma refeição completa com aperitivo, entrada, prato principal, sobremesa e uma taça de vinho. No dia seguinte, no entanto, de volta à dureza das proteínas magras. "A pessoa sofre menos e, por isso, tende a manter-se no método por mais tempo", diz o endocrinologista Mário Kehdi Carra, do Hospital das Clínicas, em São Paulo.

A perda de peso gira em torno de 800 gramas semanais. "A introdução dos carboidratos ao longo da semana é um ponto positivo, já que a falta deles podem provocar muita irritabilidade em algumas pessoas", diz a nutricionista Carla Cotta, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Em apenas nove meses, desde seu lançamento na Europa, o novo livro já vendeu 600 000 cópias.
 
A fama conquistada com sua dieta levou Dukan ter seu registro de médico cassado, no ano passado. A Ordem dos Médicos argumentou que a promoção comercial de seu programa de emagrecimento era incompatível com a ética que rege a profissão.

Formado em neurologia pela Universidade de Paris, àquela altura a cassação não lhe causou maiores danos. Dukan já estava aposentado da prática clínica havia dois anos e vivia (muito bem, frise-se) dos rendimentos de sua fórmula. A carreira como celebridade da dieta, calcula-se, rendeu-lhe em torno de 650 milhões de dólares. Além dos 20 títulos (13 milhões de exemplares vendidos no mundo), o ex-médico possui uma linha de alimentos que leva seu nome.
 
Veja

Você sabe o que é o Resseguro Saúde ?

Os custos com os planos de saúde vêm crescendo a cada ano como consequência do rápido avanço da medicina, que permitem por muitas vezes acelerar a cura de diversas doenças e até mesmo salvar vidas.
 
Todo este progresso aumenta a qualidade dos tratamentos, mas por outro lado impacta financeiramente a estrutura de custeio dos planos de saúde privados e consequentemente eleva a sua sinistralidade, provocando reajustes elevados.
 
Diante deste cenário foi criado um produto com o intuito de proteger os desvios causados por sinistros incomuns ou de alto-custo dentro de uma apólice de benefício saúde. Este produto é chamado como “Employer Stop-Loss”(ESL), ou Resseguro Saúde. As coberturas do produto seguem o rol mínimo de procedimentos da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) além das coberturas particulares de cada contrato de Plano de Saúde.
 
O objetivo do produto é de proteger a sinistralidade das apólices e/ou contratos de benefício saúde das empresas contra sinistros de valores elevados causados por doenças de alta complexidade ou reclamações atípicas que aumentam substancialmente os gastos em um ano específico. Com a cobertura do resseguro saúde a companhia poderá garantir um orçamento consistente no longo prazo no que se refere a manutenção do “budget” destinado ao custeio do benefício saúde dentro do ano fiscal e impedirá reajustes abusivos na data de renovação do plano.
 
Com a contratação do Resseguro Saúde, as empresas passam a visualizar os custos futuros reais do plano de saúde, ou seja, o orçamento ficará protegido de gastos excessivos com utilização de serviços médicos hospitalares. Com esta proteção, se reduz a possibilidade de surpresas, em relação ao aspecto financeiro do plano de saúde, permitindo ao gestor que dedique seu tempo a estudos e análises relevantes ao aprimoramento da qualidade e resolubilidade dos serviços e não apenas ao caráter financeiro do programa.
 
São vários os benefícios na contratação do Resseguro Saúde, dentre eles, podemos destacar:
  • Proteção contra reajustes elevados;
  • Proteção do fluxo de caixa das empresas;
  • Proteção contra custos crescentes com saúde;
  • Manutenção da margem de solvência de um plano pós-pagamento;
  • Revisão adicional nas contas médicas hospitalares.
O produto pode ser contratado para proteger tanto os planos de saúde estruturados na modalidade de pré-pagamento quanto na modalidade de pós-pagamento. Para cada tipo de plano, há um produto específico a ser oferecido. A contratação deste seguro oferece a possibilidade de uma mensuração e projeção real dos custos futuros do plano de saúde, eliminando impactos financeiros não esperados referente a utilização do plano.
 
O custo do Resseguro Saúde é calculado através de histórico de utilização do benefício saúde de cada empresa, das condições de saúde dos seus funcionários e dependentes (se inclusos na apólice), da sua exposição ao risco, suas idades e respectivos históricos de saúde.
 
O número de colocação de contratos de resseguro saúde pelas empresas vem aumentado nos últimos anos e o resultado das apólices vigentes foi positivo. Esta informação consolida um aumento real da procura por cotações/consultorias o que torna sua contratação como uma tendência real.
 
*Alexandre Fernandes Fonseca é Especialista em Resseguro Saúde da Benefex Consultoria de Resseguros e Membro do Instituto de Atuária – MIBA 1.700.
 
Saúde Web

PEP é alternativa para ineficiência do sistema brasileiro

A adoção de prontuários eletrônicos e de padrões de interoperabilidade se dá em diferentes níveis de maturação pelo mundo
 
No caso do Brasil , o País está bem atrás de países como Estados Unidos e Reino Unido. Esse é um dos pontos de destaques do estudo “Prontuário Eletrônico do Paciente (PEP) e os benefícios para o avanço da saúde”, do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS).
 
Por aqui, a iniciativa que mais se aproxima da implementação de um registro eletrônico nacional para os usuários do sistema de saúde público é a criação do Cartão Nacional de Saúde, regulamentado pelo Ministério da Saúde em 2011 com a portaria nº 940/2011. Dados da “Pesquisa sobre o Uso das Tecnologias de Informação e Comunicação nos Estabelecimentos de Saúde no Brasil – TIC Saúde”, mostram que as informações clínicas mais disponíveis para consulta eletrônica são o histórico de anotações clínicas sobre o atendimento (42%), alergias do paciente (36%), anotações de enfermagem (26%), sinais vitais do paciente (26%) e dados sobre vacinas (21%).
 
Ainda segundo a pesquisa do TIC, as informações mais disponíveis e consultadas eletronicamente nos estabelecimentos que possuem acesso à internet nos últimos 12 meses foram registros de dados administrativos (83%), resultados de exames laboratoriais (60%) e admissão, transferência e alta dos pacientes (52%).
 
Os Estados Unidos e a Inglaterra já estão mais avançados no processo e tiveram diferentes tipos de implementação do PEP. No caso dos EUA, houve uma adoção descentralizada, com maior autonomia das empresas e dos estados, sendo caracterizado por um incentivo do governo americano, mas com liberdade de escolha e alguns padrões de funcionamento.
 
Já o Reino Unido adotou um processo de decisão top-down, no qual o National Health Service estabeleceu o padrão e, assim, um único sistema, o Spine, para cobrir a oferta de infraestrutura nacional que apoia a interoperabilidade dos softwares utilizados pelos estabelecimentos de saúde.
 
“Não tem uma receita de sucesso, mas deve haver, principalmente, algum incentivo do governo”, afirma Luiz Augusto Carneiro, superintendente executivo do IESS, que acredita que o governo tem papel fundamental na adoção. “O governo brasileiro já tem controle de boa parte do sistema de saúde brasileiro e poderia criar alguns padrões das informações de saúde que são coletadas, dos formatos dos dados digitais. Assim, o SUS determinaria um uso e poderia incentivar que todo mundo vá para este padrão”.
 
Para Carneiro, é válida a criação de uma câmara técnica e determinação de uma padronização mínima para que o PEP avance no país. Isso estimularia o crescimento do mercado de prontuário eletrônico e, a partir de uma decisão de padrões a serem utilizados, as organizações estariam mais seguras para o desenvolvimento de um serviço que possa ser utilizado pelos hospitais e clínicas.
 
Além da padronização de troca de informações, uma discussão sobre confidencialidade e hierarquia de acesso deve ser iniciada. Não se trata somente de tecnologia, mas de quem pode obter informações de cada paciente.
 
“O médico pode acessar automaticamente? Com uma pessoa desacordada em uma emergência, automaticamente o hospital já tem acesso a todas as informações daquela pessoa? Precisa pedir autorização da família? Essas questões mais operacionais ainda não têm respostas tão óbvias”, comenta o superintendente.
 
O sistema de saúde tem uma ineficiência muito grande dada a complexidade inerente a ele. A adoção de um sistema permite lidar com esse desafio de forma a gerar maior valor para os usuários. “Quando se adota um sistema como este, há maior domínio desta complexidade, redução de gastos, automatização de atividades e, consequentemente, maior qualidade de cuidado para os pacientes.”, conclui Carneiro.

Saúde Web

Maioria dos pilotos com depressão esconde doença das empresas

Maioria dos pilotos com depressão esconde doença das empresas
 
A maioria dos pilotos que sofrem de depressão oculta a doença das companhias e das autoridades aéreas, segundo um estudo divulgado neste domingo (05/04) pelo jornal alemão Bild. O problema veio à tona após a queda do avião da Germanwings, com 150 pessoas a bordo, no último dia 24, na região dos Alpes franceses.

O copiloto da companhia, Andreas Lubitz, que teria deliberadamente derrubado avião, que fazia a ligação entre Barcelona (Espanha) e Dusseldorf (Alemanha), sofria de depressão e, segundo a investigação em curso, fez buscas na internet sobre métodos de suicídio na véspera da viagem.
 
Segundo o estudo divulgado pelo Bild, o caso de Andreas Lubitz não é único entre os pilotos, que procuram esconder os problemas de saúde dos seus superiores. A análise, do diretor do Departamento de Medicina da Organização Civil Internacional da Aviação, Anthony Evans, datada de novembro de 2013, revela a existência de déficits graves no acompanhamento dos pilotos em matéria de saúde mental.

De acordo com o estudo, cerca de 60% dos pilotos que sofrem algum tipo de depressão decidem continuar a voar sem comunicar aos empregadores. Com base na análise de 1.200 casos de pilotos com depressão, o trabalho de Evans revela que cerca de 15% dos profissionais optam por tratar-se em segredo com medicamentos que conseguem por seus próprios meios, e apenas 25% declaram ao empregador que está fazendo tratamento.

O estudo resulta da observação de casos entre 1997 e 2001, informa o Bild, que destaca ainda a enorme pressão a que são submetidos os pilotos e o fato de um diagnóstico de depressão implicar seu afastamento do serviço.

A investigação alemã sobre queda do avião da Germanwings revelou que Lubitz fez, há alguns anos, antes de receber a licença de piloto, tratamento psicoterapêutico por ter tendências suicidas.

Nas buscas à casa do copiloto e dos pais foi descoberto que Andreas Lubitz estava em tratamento e que tinha um atestado médico para o dia da catástrofe, que não tinha comunicado à companhia.
 
Agência Brasil