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sexta-feira, 10 de abril de 2015

Metade da população desconhece a leucemia

Pesquisa Ibope aponta que 50% dos brasileiros não conhecem o câncer no sangue nem seus sintomas
 
Cerca da metade dos brasileiros não sabe que tipo de doença é a leucemia. E mais: 20% da população sequer sabe o que é leucemia. Esses números foram apontados por pesquisa IBOPE, encomendada por uma indústria farmacêutica. Dos 50% restantes, 8% afirmaram ser um câncer, mas não conseguiram precisar qual.
 
— Ainda existe muita confusão em relação a leucemia, principalmente sobre os sintomas e o tratamento. Por outro lado, segundo a pesquisa, mais de 25% dos entrevistados disseram que conheciam alguém que já teve a doença — apontou o hematologista do Hospital Albert Einstein, Guilherme Perini, sobre outro dado do estudo que apontou que 28% afirmaram conhecer alguém com leucemia.
 
Entre outros números, o IBOPE mensurou que os sintomas reais da doença, como infecções recorrentes, sangramentos e dores nos músculos e articulações, são citados, mas em menor proporção (12%, 17% e 17%, respectivamente) do que a perda de peso e a queda de cabelo (51%) que, na verdade, são sintomas do tratamento quimioterápico. A pesquisa constatou que 45% dos brasileiros desconhecem totalmente os sintomas da doença.
 
O IBOPE ouviu mais de 2.000 pessoas em todo o Brasil durante o mês de março deste ano e apontou ainda que dos 42% que especificaram exatamente o que é a leucemia, 29% são moradores das regiões Norte e Centro-Oeste; 40% do Nordeste; 46% do Sudeste e 48% do Sul.
 
De acordo com o Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA), a região Norte é a única na qual o ranking dos cinco tipos mais incidentes de câncer entre os homens inclui as leucemias.
 
No geral, segundo o INCA, o câncer de pele do tipo não melanoma (182 mil casos novos) será o mais incidente na população brasileira em 2015, seguido pelos tumores de próstata (69 mil), mama feminina (57 mil), cólon e reto (33 mil), pulmão (27 mil), estômago (20 mil) e colo do útero (15 mil). De acordo com Perini, a população também desconhece que a leucemia pode ser tratada com remédios, além da quimioterapia e o transplante de medula óssea.
 
Ele explica que os tratamentos para as leucemia linfoide aguda (afeta células linfoides e se agrava rapidamente; mais comum em crianças pequenas) e para a leucemia mieloide aguda (afeta as células mieloides e avança rapidamente; ocorre tanto em adultos como em crianças) são a quimioterapia ou o transplante ou ambos.
 
Mas, no caso da leucemia linfoide crônica (se desenvolve vagarosamente; comum em pessoas com 55 anos ou mais) e da leucemia mieloide crônica (também se desenvolve vagarosamente e acomete principalmente adultos), os tratamentos podem ser menos agressivos.
 
Perini disse que para casos de mieloide crônica, remédios podem ser suficientes. E que o tipo linfoide crônica é o mais comum (cerca de 50% dos dentes com leucemia) e que proporciona “sobrevida alta”.
— Nesse caso, há novas drogas aprovadas fora do Brasil que devem chegar em brave por aqui. Outra evolução no tratamento é a diminuição da taxa de mortalidade em casos de transplante.
 
Banco de doação
Segundo dados da última estimativa de novos casos de câncer do Inca, as leucemias são o nono tipo mais frequente de câncer entre homens e o décimo entre mulheres no Brasil.
 
São estimados 9.370 novos casos para cada 100 mil habitantes no país em 2015. Destes, 4.150 casos na região Sudeste (2.210 em homens e 1.940 em mulheres) mas com taxa bruta maior em na região Sul (estimados 1.140 novos casos em homens e 920 novos casos em mulheres, num total de 2.060 novos casos, com uma taxa bruta de 8,13 novos casos para cada 100 mil homens e 6,30 novos casos a cada 100 mil mulheres).
 
Segundo o INCA, qualquer pessoa entre 18 e 55 anos com boa saúde pode doar medula óssea (retirada do interior de ossos da bacia, por meio de punções, sob anestesia). O REDOME (Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea), com cerca de 3,6 milhões de doadores, é o terceiro maior cadastro do mundo, atrás dos EUA (cerca de 7 milhões) e Alemanha (cerca de 5 milhões).
 
Inicialmente, os doadores preenchem um formulário com dados pessoais e é coletada uma amostra de sangue para testes. Estes testes determinam as características genéticas que são necessárias para a compatibilidade entre o doador e o paciente.
 
Os dados do doador são cruzados com os dos pacientes que precisam de transplante de medula óssea constantemente. Em caso de compatibilidade, outros exames de sangue serão necessários. Em caso de busca de doador não-aparentado, não há fila ou espera. Isso porque este procedimento depende única e exclusivamente da compatibilidade entre doador e receptor.
 
É possível se cadastrar como doador voluntário de medula óssea nos hemocentros nos estados. No Rio de Janeiro, além do Hemorio, o INCA também faz a coleta de sangue e o cadastramento de doadores voluntários de medula óssea, de segunda a sexta-feira, de 8h às 12h. Não é necessário agendamento.
 
Hoje, um paciente inscrito no Registro Nacional de Receptores de Medula Óssea (REREME) tem 88% de chances de encontrar um possível doador não aparentado compatível na fase inicial da busca. Destes 88%, de 50 a 60% vão ter um doador compatível confirmado.
 
O Globo

Anvisa publica Consulta Pública nº 27 sobre os MIPs

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária publicou no dia 06 de abril a Consulta Pública nº 27, que dispõe sobre os critérios e procedimentos para o enquadramento de medicamentos como Medicamentos Isentos de Prescrição (MIPs)
 
Reprodução
A proposta tem por objetivo estabelecer mecanismo célere e resolutivo para a avaliação de solicitações de alteração de categoria de venda possibilitando que produtos sejam incluídos um a um, o que resulta em maior eficiência do processo de reenquadramento desses produtos.
 
O prazo para Contribuição é de 15 de abril a 15 de junho de 2015.
 
Veja os documentos relacionados:

a) Formulário para envio de contribuições (disponível à partir do dia 15/04)
 
ANVISA

Aberta consulta pública sobre gerenciamento de resíduos de serviço de saúde

Cidadãos, representantes da sociedade civil e do setor regulado tem até o dia 05 de junho para oferecer contribuições para a proposta de revisão do regulamento sobre o gerenciamento de resíduos de serviços de saúde. O texto está descrito na Consulta Pública nº 20,que trata do tema
 
A norma em vigor atualmente, a RDC 306, foi publicada há mais de 10 anos. A revisão se faz necessária em razão da entrada em vigor da Lei 12.305/2010, que instituiu a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), bem como pela evolução das tecnologias.
 
A proposta de regulamento tem por objetivo um maior alinhamento aos novos conceitos e entendimentos introduzidos pela Lei, que diferencia, por exemplo, os conceitos de “resíduo” e “rejeito” e possibilita a entrada da logística reversa nos serviços de saúde.
 
Alguns pontos da RDC necessitam de adequações, como, por exemplo, o que rege a questão do abrigo externo (local usado para se armazenar os resíduos até o momento de coleta). Pela norma em vigor, o abrigo só pode ser construído em alvenaria. No entanto, hoje, já é possível discutir o uso de materiais alternativos, como o metal, que podem, inclusive, facilitar a higienização.
 
As sugestões devem ser enviadas eletronicamente por meio do preenchimento de formulário específico. Não é necessário o encaminhamento de contribuições por email ou por protocolo físico. As contribuições recebidas são públicas e estarão disponíveis a qualquer interessado, inclusive durante o processo de consulta.
 
ANVISA

Prefeitura confirma mais duas mortes por dengue em São Paulo

Caixa d'água destampada é um dos locais propícios para larvas do mosquito da dengue
João Lêus? Caixa d'água destampada é um dos locais propícios
 para larvas do mosquito da dengue
Duas mulheres morreram no último mês; desde o início do ano, a cidade totaliza quatro óbitos causados pela doença
 
A prefeitura da capital paulista confirmou ontem (9) que mais duas pessoas morreram no município em decorrência da dengue. Desde o início do ano, a cidade totaliza quatro óbitos causados pela doença.
 
As duas mortes confirmadas são de duas mulheres: uma de 27 anos, moradora de Lajeado (zona leste), falecida no último dia 19; e de uma residente do bairro Grajaú (zona sul), de 41 anos, que morreu no dia 31. Elas estavam internadas no Hospital Estadual Guaianases e no Pronto Socorro Edmundo Vasconcelos, respectivamente.
 
Segundo balanço divulgado pela prefeitura, o município registra, de 4 de janeiro até o dia 21 de março, 8.063 casos confirmados da doença, 2,5 vezes a quantidade registrada no mesmo período do ano passado. Desde o início do ano, a proporção de infectados tem se mantido entre 2,5 a 3 vezes acima do registrado em 2014.
 
Durante todo o ano passado, a capital registrou 28.990 casos da doença – 97,7% no primeiro semestre – com 14 óbitos. Em 2015, a estimativa da Secretaria Municipal de Saúde é que o número possa ser até três vezes maior. O coeficiente de infecção médio no município está em 70/100 mil (70 infectados para cada 100 mil habitantes). Em alguns bairros, no entanto, como Pari, Limão e Raposo Tavares, o índice está superior a 250/100 mil, locais considerados “em situação de emergência” pela prefeitura.
 
“A dengue no município de São Paulo não está em queda, está em processo de ascensão como nós estimávamos. E deverá crescer até a décima sétima semana [epidemiológica, que ocorrerá em maio], quando a gente espera, pelos modelos matemáticos e epidemiológicos, o início do descenso”, disse o secretário adjunto da Secretaria da Saúde de São Paulo, Paulo de Tarso Puccini.
 
A prefeitura anunciou hoje a implantação de mais duas tendas para auxílio no tratamento da dengue: na Freguesia do Ó e no Jaraguá, ambas na região norte.
 
Agência Brasil / iG

Direitos do paciente e seus familiares na área da saúde. O que você deve saber sobre eles?

Você sabia que o paciente pode desejar que seu diagnóstico não seja informado à família? Que a equipe de uma instituição de saúde deve respeitar os valores e crenças do paciente? Que o paciente tem direito a buscar a segunda opinião? Que é dever do hospital explicar sobre o tratamento proposto ao paciente e seus familiares?

Esses e outros direitos serão abordados no curso Direitos do Paciente e Familiares, sob a ótica da legislação do setor e de acordo com os padrões da Joint Commission International (JCI), maior agência verificadora da qualidade e segurança em instituições de saúde do mundo.

Voltado para profissionais, gestores e líderes na área da área de Saúde, o curso acontece nos dias 17 e 18 de abril, na sede do Consórcio Brasileiro de Acreditação (CBA), representante exclusivo no Brasil da JCI. Seu conteúdo programático é voltado para que os profissionais possam promover a garantia desses direitos no ambiente da saúde.

Mais informações no site www.cbacred.org.br ou pelo telefone (21) 3299-8241 ou 3299-8202, ou ainda, pelo email secretaria.ensino@cbacred.org.br. O CBA fica na R. São Bento, 13, 4º andar, no Rio de Janeiro.
 
Aline Brito
Jornalista - SB Comunicação
(21) 3798-4357