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domingo, 12 de abril de 2015

“Doutor Pão” defende pães de fermentação natural para melhorar a saúde


Segredo dos pães vitaminados é a fermentação natural sem nenhum aditivo químico
Segredo dos pães vitaminados é a fermentação natural
sem nenhum aditivo químico
Para que antinutrientes sejam desativados, tempo mínimo de fermentação deve ser de 12 horas, explica especialista
 
Difundido entre muitas culturas e um dos mais antigos alimentos do homem, o pão é quase unanimidade na mesa dos brasileiros. O branco, no entanto, muitas vezes é condenado por nutricionistas por não agregar valor nutricional ao corpo. O engenheiro de alimentos holandês, Jan Willem Van Der Kamp, também conhecido por “Doutor Pão”, é um pesquisador que dedicou seu tempo para permitir que seja fabricado um pão integral saudável e de fermentação natural em larga escala.
 
Entre 2005 e 2010, Van Der Kamp fez parte do projeto europeu chamado “HealthGrain”, que busca reduzir o risco de doenças relacionadas à síndrome metabólica por meio da ingestão de grãos integrais. O propósito é promover a saúde e cereais seguros e de boa qualidade, já que a dieta de grãos integrais demonstra ser protetora para o coração e preveniria o desenvolvimento do diabetes tipo 2. Kamp, no entanto, foi mais longe.
 
“Minha conexão com o pão é tão científica quanto emocional. No projeto ‘HealthGrain’ nós não tivemos oportunidade de combinar altos níveis de nutrientes, produção natural e boa qualidade, então, para mim e meus colegas, é um desafio combinar saúde, processo natural e propriedades sensoriais excelentes”, diz ele.
 
Produto de qualidade
O segredo dos pães vitaminados é a fermentação natural sem nenhum aditivo químico. “Uma enzima chamada fitase, naturalmente presente na farinha, pode quebrar gradualmente os fitatos (antinutrientes). Esses fitatos comprometem parte do ferro e zinco e impedem o corpo de absorvê-los.
 
Quanto mais longa for a fermentação, mais fitatos serão quebrados”, diz o pesquisador. Kamp apenas adiciona essa enzima, que em seguida é desativada naturalmente depois de o pão assar.
 
Para a produção comercial, segundo Kamp, é necessário que o fornecedor da farinha tenha cuidado com a qualidade do produto, para que os outros antinutrientes, como as micotoxinas (substâncias tóxicas produzidas por fungos), estejam dentro da quantidade máxima permitida.
 
Para que um pão realmente saudável seja retirado do forno, é preciso paciência e planejamento. “O tempo mínimo necessário de fermentação é de 12 horas”, alerta o especialista.
 
Kamp é um entusiasta da fermentação natural. Além da neutralização dos antinutrientes, ele afirma que a fermentação longa também melhora o sabor do pão. “No projeto, nós tomamos cuidado para escolher condições que não causassem efeitos negativos, como uma quebra excessiva de fibras e massa pegajosa”, diz.
 
iG

Profissionais deixam empregos por insatisfação com chefes, diz estudo

Funcionários querem que chefes se comuniquem mais e melhor e se interessem pela vida pessoal dos empregados
 
Um estudo da empresa de pesquisas Gallup revelou que quase metade dos profissionais que deixaram seus empredos, fizeram isso "para se afastar dos seus chefes".
 
O levantamento realizado com 7.200 americanos constatou que os funcionários que fazem reuniões regulares com seus gestores são três vezes mais propensos a se engajarem, ou seja, se sentirem envolvidos e entusiasmados com seu trabalho.
 
Os profissionais querem que a comunicação com os gestores seja constante, e não trate apenas sobre as metas ou projetos futuros, mas que os líderes tenham interesse em sua vida pessoal também.
 
Mais da metade dos trabalhadores (54%) que deram a nota mais alta no quesito "sentir-se à vontade para se aproximar do chefe com qualquer tipo de pergunta" estão ativamente engajados – a proporção cai para 24% para aqueles que deram a segunda nota mais alta na classificação. Além disso, cerca de um quarto dos entrevistados disseram que não se sentem confortáveis ​​trazendo à tona questões pessoais com o chefe.
 
Segundo o estudo, os trabalhadores também desejam mais clareza sobre a expectativa de seus chefes em relação ao seu trabalho e que todos os funcionários sejam tratados da mesma maneira, expondo os preguiçosos.
 
iG

sábado, 11 de abril de 2015

Instituto Butantan prepara última fase de testes de vacina contra o dengue

Reprodução: Vacina contra a dengue
O Instituto Butantan está esperando uma autorização para iniciar em breve a última fase de testes de uma vacina que desenvolveu contra o dengue, que agora será experimentada em 17.000 pessoas após ter sido testada com sucesso em um pequeno grupo de voluntários
 
O Butantan informou em comunicado que solicitou nesta sexta-feira autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para iniciar a terceira e última fase dos experimentos clínicos com humanos.
 
A fase decisiva prevê experimentos em humanos em grande escala e o Butantan já começou a recrutar 17.000 voluntários nas diferentes regiões do Brasil, dos quais 11.330 serão imunizados com a vacina e o restante receberá um placebo.
 
O instituto, que simultaneamente testa a segurança e a eficácia da vacina com 300 voluntários - dos quais 175 já foram vacinados -, informou que tem todas as doses necessárias para esta nova fase de desenvolvimento da vacina.
 
Segundo o instituto, caso seja autorizada pela agência reguladora, a nova fase pode antecipar em dois anos o final dos estudos e permitir que a vacina esteja disponível para a população brasileira já em 2016.
 
A vacina, testada com sucesso também em laboratório e com animais, foi desenvolvida pelo Instituto Butantan, um centro de estudos médicos vinculado ao governo do estado de São Paulo, e se caracteriza por ser de dose única e tetravalente, ou seja pode protegar a população contra os quatro tipos de dengue (1, 2, 3 e 4).
 
Segundo o organismo, a antecipação da terceira fase não elimina os outros períodos do estudo nem flexibiliza o rigor e os critérios de segurança exigidos nos experimentos com remédios.
 
O diretor do Butantan, Jorge Kalil, destacou que, além de oferecer a primeira vacina formada e de eficácia comprovada contra o dengue, o projeto permitirá que o medicamento seja produzido no país e atenda gratuitamente a toda a população.
 
Atualmente o Butantan tem capacidade para produzir até 500.000 doses da vacina por ano, mas o instituto tem um projeto para construir uma sede capaz de produzir até 60 milhões de doses por ano.
 
"Estudos realizados nos Estados Unidos com uma vacina semelhante indica que o imunizante biológico desenvolvido pelo Butantan é seguro e potencialmente eficaz. Tudo indica que se trata da melhor e mais eficaz vacina em desenvolvimento no mundo para combater todos os tipos de vírus do dengue", segundo o comunicado do organismo.
 
Além do Butantan, o Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Biomanguinhos), vinculado ao Ministério da Saúde, está estudando desde 2009 uma nova vacina contra o dengue que desenvolveu em associação com o laboratório privado GSK.
 
Como ainda não existe vacina contra o dengue, a única ferramenta disponível até agora para prevenir a doença é a eliminação dos focos em que se cria o mosquito Aedes aegypti, que transmite o vírus responsável pela doença.
 
EFE / Terra

Beber socialmente é saudável APENAS para 15% da população

É comum a gente ouvir por aí que o consumo moderado de álcool é “bom para as pessoas”. Mas a verdade é que ninguém sabia o por quê, e a determinação de “moderada” também foi dada de maneira arbitrária
 
Aperitivo
Um novo estudo envolveu 618 suecos com doença coronariana e um grupo de 3.000 indivíduos saudáveis de controle. Os indivíduos foram divididos em várias categorias com base na quantidade de álcool que consumiam periodicamente. Depois, foram testados, a fim de identificar um genótipo particular (CETP TaqIB) que estudos anteriores sugeriram desempenhar um papel nos benefícios para a saúde do consumo de álcool.
 
Os resultados mostraram que o consumo moderado de álcool ajuda as pessoas a se protegerem contra doenças coronárias…
 
Espera eu molhar o bico
…APENAS SE as pessoas tiverem o genótipo.
 
Em outras palavras, como explica o professor Dag Thelle, da Universidade de Gotemburgo, na Suécia, o que esse resultado aponta é que o consumo moderado de álcool tem um efeito protetor em apenas 15% da população em geral.
 
Sendo assim, os pesquisadores acreditam que o conselho dado frequentemente sobre os benefícios para a saúde do consumo moderado de álcool é muito radical. Porque ele infelizmente não vale para todo mundo.
 
De acordo com o professor sueco Lauren Lissner, que também participou do estudo, o consumo moderado de álcool, sozinho, não tem um efeito protetor muito forte, pelo menos não a ponto de ser considerável ou de servir de desculpa. “Nem este genótipo específico”, ele explica. “Mas a combinação dos dois aparece para reduzir significativamente o risco de doença cardíaca coronária”.
 
Mecanismos desconhecidos
Os códigos de genótipos para a proteína de transferência de Cholesterylester (CETP) afetam o conhecido como “bom” colesterol (HDL), e têm mecanismos cardio-protetores que ajudam a remover o excesso de lipídios dos vasos sanguíneos. Uma hipótese é a de que o álcool afeta de alguma maneira a CETP, e isso beneficia o colesterol HDL.
 
A segunda hipótese é que o álcool contém antioxidantes protetores saudáveis.
 
Os pesquisadores acreditam que uma ou ambas as hipóteses podem se provar corretas, mas os mecanismos pelos quais o colesterol HDL ou efeitos antioxidantes do álcool poderiam atuar permanecem desconhecidos.
 
Mais um passo
“Nosso estudo representa um passo na direção certa”, comemora o professor Thelle. Mas muito mais pesquisa ainda é necessária.
 
Partindo do princípio de que a ciência já é capaz de descrever esses mecanismos, o próximo passo é realizar testes genéticos e determinar se uma pessoa pertence ou não ao grupo dos 15% sortudos.
 
Mas a coisa mais importante de todo esse estudo é identificar novos meios de utilizar os recursos do corpo para prevenir a doença cardíaca coronária.
 
Um brinde aos estudos que ainda não foram feitos, mas a gente já considera muito. De coração.
 
science20 / Hypescience

Conheça os diferentes tipos de açúcar e saiba em quais alimentos ele está escondido

Reprodução: Existem vários tipos de açúcar
Está enganado quem pensa que consumi-lo se resume às colheres para adoçar o café e o chá
 
Cada vez mais populares, os açúcares diferentes do tradicional refinado são opções consideradas levemente mais saudáveis pelos especialistas. Mas, fique atento: não há diferença de calorias:
 
Mascavo: com cor caramelo e textura mais úmida, o produto não passa pelo processo de refinamento do açúcar branco, conservando mais vitaminas e minerais.
 
Cristal: possui grãos maiores e transparentes pelo processo de refinamento leve, sendo mais difícil de dissolver nos líquidos.
 
Orgânico: do plantio à industrialização, não são utilizados ingredientes artificias, e o resultado é um produto mais grosso e escuro, além de conter mais vitaminas e minerais.
Segundo o cardiologista e nutrólogo Daniel Magnoni, se for escolher algum açúcar na dieta, prefira os menos refinados, como o mascavo.
 
Onde você menos imagina
Está enganado quem pensa que consumir açúcar se resume às colheres para adoçar o café e o chá. Existem alimentos que nem são tão doces e estão cheios da substância:
 
— Biscoitos salgados, catchup, bolachas recheadas, cereais matinais, molhos condimentados para salada, sucos industrializados, gelatina e barras de cereal são alguns dos alimentos que escondem o açúcar.
 
— A nutricionista Sophie Deram recomenda atenção ao consumo de todos os alimentos processados e industrializados. Alguns iogurtes, por exemplo, parecem naturais, mas têm muito açúcar. A dica é sempre olhar o rótulo.
 
— Atenção especial à alimentação das crianças. Os produtos prontos voltados para esse público geralmente têm muito açúcar, alerta a nutricionista e professora Avany Fernandes Pereira.
 
Zero Hora