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segunda-feira, 13 de abril de 2015

Desidratação é a principal causa para o surgimento de câimbras


Foto: Maridav / Shootterstock
Espasmos nas pernas também podem ser causados pelo desequilíbrio mineral e deficiência de potássio

Quem já sofreu uma câimbra sabe que as dores atingem sem que a pessoa esteja esperando por isso. Esse espasmo, ou contração involuntária dos músculos, pode ter duração de alguns segundos ou perdurar por longos minutos. Apesar de ser mais frequente durante a noite ou após a prática de exercícios intensos, o problema pode acontecer em qualquer período do dia.
 
— As contrações são provenientes de uma má irrigação sanguínea dos músculos por causa de um estreitamento ou obstrução dos vasos que impedem o sangue de levar oxigênio às células — explica o angiologista Ary Elwing, especialista em cirurgia vascular periférica e tratamento a laser.

De acordo com o médico, a falta de hidratação ou desequilíbrio mineral e, em especial, a deficiência de potássio, são outros fatores que colaboram para o surgimento de câimbras nas pernas.

— Para aliviar a dor é necessário relaxar o músculo atingido pelo espasmo através de uma massagem na área para facilitar a circulação — recomenda o médico.

Por que ocorre a obstrução das artérias?
Além das câimbras, a má circulação sanguínea pode causar fortes dores ao caminhar e ser fator responsável pelo acometimento de infartos do miocárdio e acidentes vasculares cerebrais (AVC).
Elwing informa que a obesidade é um fator responsável pela obstrução das artérias pois as placas de gordura acabam ficando acumuladas nas paredes das artérias, gerando o endurecimento e enfraquecimento das mesmas ou até o entupimento das veias.

Outros fatores que colaboram para o aparecimento de problemas de má circulação são tabagismo, colesterol alto, hipertensão, sedentarismo, diabetes e estresse.

— A baixa ingestão de água ou o uso frequente de bebidas alcoólicas favorecem as indesejáveis câimbras. Isso ocorre porque a sudorese intensa causa desidratação e, com isso, gera uma perda de sais, em especial, do sódio no sangue, um dos primeiros sintomas é o surgimento de câimbras — alerta Elwing.

Prevenção e tratamento
Primeiramente, recomenda-se buscar a avaliação do médico para que o mesmo identifique quais são os fatores que colaboram para o surgimento das câimbras. Assim, se constatada a má circulação, o tratamento deve ser feito com o uso de medicação e terapia. De acordo com o angiologista, em casos mais graves, como naqueles em que ocorre uma gangrena das pontas dos dedos, os métodos cirúrgicos como angioplastia, revascularização e aterectomia são os mais indicados.

A prevenção é feita com a aquisição de um cardápio balanceado rico em frutas, verduras e legumes, pois são fontes de sais minerais e vitaminas.

— Evite também o consumo de alimentos industrializados, pois eles prejudicam o funcionamento do organismo por causa das quantidades de corantes e conservantes. E após as atividades físicas, beba muita água e isotônicos para repor a perda de sódio e potássio — conclui Elwing.

Zero Hora

Na Semana Mundial de Alergia, especialistas orientam sobre prevenção

A Semana Mundial de Alergia começou a ser comemorada no último sábado (12) pela Associação Brasileira de Alergia e Imunologia Regional Rio de Janeiro (Asbai-RJ) com atividades em dois locais da capital fluminense
 
Os eventos visam a conscientizar e informar a população sobre as doenças respiratórias, entre as quais estão a rinite alérgica e asma. Os primeiros encontros ocorrem no Parque dos Patins, na Lagoa, zona sul da cidade, e na Praça do Ó, na Barra da Tijuca, na zona oeste.
 
O tema central este ano inclui as alergias respiratórias e o impacto dessas doenças na vida das pessoas. Ações semelhantes se repetirão até o dia 19 nos serviços de alergia dos hospitais do estado, onde especialistas farão palestras e orientações ao público.
 
“Especialistas vão distribuir folhetos, explicando o que é alergia, verificando a incidência por meio de questionários e orientando as pessoas”, disse à Agência Brasil a presidenta da Asbai-RJ, Aluce Ouricuri. “É uma semana em que a gente se preocupa muito em conscientizar a população sobre a importância de prevenir as alergias. E se a pessoa já tem [a doença], indicar o diagnóstico e o tratamento.”
 
A previsão da Organização Mundial da Alergia (WAO, do nome em inglês) é que o número de asmáticos chegue a 400 milhões em todo o mundo, em 2025. De acordo com a WAO, entre 30% e 40% da população mundial têm rinite alérgica, que é uma das manifestações mais frequentes da alergia. Aluce Ouricuri acrescentou que cerca de 80% dos pacientes com asma têm rinite alérgica, “porque a mucosa é uma só”. A incidência está aumentando em função do crescimento da poluição.
 
No Brasil, a Asbai Nacional estima que 30% da população sofram com rinite alérgica. A doença, que atinge 67% de pessoas na América Latina, tornou-se uma preocupação global e um problema de saúde pública. Segundo a WAO, o custo mundial da rinite alérgica é US$ 20 bilhões.
 
A presidenta da Asbai-RJ esclareceu que embora a rinite não cause risco para a vida do paciente, ela diminui muito a qualidade de vida, fazendo com que as pessoas passem a dormir mal, faltem ao trabalho, tenham obstrução nasal com espirro e coriza, podendo levar à sinusite e a complicações. A asma pode ser grave, levando a crises sérias que têm de ser tratadas. “O que a gente quer é evitar que a pessoa entre em crise e que a doença seja controlada. Que a pessoa tenha uma qualidade de vida boa”. Para isso, existem medicamentos e tratamentos específicos, observou.
 
A especialista explica que a rinite alérgica é uma condição herdada dos pais, por meio da produção do anticorpo IgE. “Não é todo mundo que tem alergia. É preciso ter a predisposição genética”, explicou. Há, entretanto, tratamento por meio de medicação e com imunoterapia, com uso de vacinas, para diminuir a quantidade de IgE, com o objetivo de alterar a produção desse anticorpo no sistema imunológico.
 
O principal fator desencadeante das alergias no Brasil é a poeira, que contém ácaros, disse Aluce Ouricuri, seguida dos fungos e da poluição atmosférica. “A pessoa tem que ter uma casa limpa, tem que arejar o ambiente na época do outono e inverno, as roupas usadas no ano anterior têm que ser lavadas antes de serem reutilizadas, e deve tomar os cuidados necessários para evitar exposição à poeira”. A presidenta da Asbai-RJ destacou que já existem medicamentos que são distribuídos gratuitamente para a população pelo governo federal, nas farmácias populares, como corticoides orais e broncodilatadores, com o objetivo de evitar a crise e tratar a doença. De acordo com a Asbai, o número de mortes evitáveis por asma no Brasil é estimado em 2,5 mil pessoas por ano.
 
Agência Brasil

Academia Americana de Pediatria estipula novas regras para a dosagem de medicamentos para crianças

A Academia Americana de Pediatria (AAP) divulgou nesta semana novas orientações para a medicação das crianças, com foco em corrigir os erros de dosagem
 
Nos Estados Unidos, estima-se que, a cada ano, 70 mil crianças sejam internadas por causa de overdoses não intencionais de medicamentos. Principalmente para os menores, às vezes até um pequeno erro na dosagem pode trazer consequências severas.
 
O artigo começa dizendo que a AAP “quer que os pais guardem as colheres para os cereais – não para os remédios das crianças”. Isso porque um dos enganos mais frequentes é que o cuidador confunda a dosagem, dando à criança em colheres o que foi prescrito em mL e vice-versa. Além disso, existe também o problema da falta de padrão no tamanho dos acessórios (as colheres de faqueiros antigos, por exemplo, gerlalmente são maiores) e da confusão entre os vários tipos (não é todo mundo que sabe qual é a colher de café, a de sopa ou a de sobremesa). “Uma colher de sopa normalmente equivale a três colheres de chá. Se um pai usa uma colher de tamanho errado, muitas vezes, isso pode levar a uma dosagem tóxica”, declarou o pediatra Ian Paul, autor principal do artigo.
 
No Brasil, não há dados sobre a quantidade de crianças intoxicadas por medicamentos, mas temos o mesmo problema nas doses prescritas em colheres. “Muitas bulas ainda trazem a dosagem em mililitros com a medida correspondente em colheradas. Para o leigo, isso segmenta essa cultura de utilizar a colher”, completa a pediatra Márcia Sanae Kodaira de Almeida, do Hospital Santa Catarina (SP).
 
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ainda não estipulou como cumpulsória a utilização de dosadores, nem a padronização da dosagem em mililitros. Normalmente, antibióticos e outros medicamentos com alto risco de intoxicação, como descongestionantes, já vêm com uma seringa ou com um copinho, mas isso ainda não é regra. “É preciso criar barreiras para que os erros de medicação tenham menos chance de acontecer. Isso começa pelos órgãos reguladores e pelas indústrias farmacêuticas até chegar aos pais”, reforça Márcia.
 
Veja quais são as novas recomendações da AAP:
 
– Deve ser adotada uma linguagem padrão adotando mL como a única abreviatura apropriada para mililitro. Medicamentos líquidos devem ser dosados com quantidades arredondadas, como 0,1 , 0,5 , ou 1 mL;
 
– No rótulo deve ser claramente indicada a periodicidade das doses. Expressões em linguagem comum como “uso diário” devem ser usadas no lugar de abreviaturas médicas como “qd” (do latim, quaque die, uma vez por dia) – o que poderia ser interpretado como “qid” (no passado, esta era uma forma comum adotada pelos médicos para descrever dosagem quatro vezes ao dia);
 
– O pediatra deve revisar as doses, em mL, com as famílias, no momento em que são prescritas;
 
– Dispositivos de dosagem não devem ter marcações extras, que podem ser confusas; eles também não devem ser significativamente maiores do que a quantidade recomendada no rótulo, para evitar erros;
 
– Os fabricantes devem eliminar rótulos, instruções de dosagem e dispositivos que contenham unidades fora do sistema métrico.
 
Por aqui, enquanto não há uma regra clara, vale sempre perguntar ao médico qual é a dose em mililitros, caso ele prescreva em colher. Também é importante tomar cuidado redobrado com os remédios em suspensão, aqueles que precisam ser diluídos. “A água deve ser adicionada na medida certa. Se você dilui de maneira errada, a dose também ficará errada. É dever do pediatra explicar e tirar todas as suas dúvidas”, completa Márcia.

CFF

CFF abre Consulta Pública nº 01/2015 – Guia de Prática Clínica

O Conselho Federal de Farmácia (CFF), por meio de suas assessorias Técnica e da Presidência, em colaboração com o grupo de consultores ad hoc da instituição, elaborou e coloca em consulta pública o Guia de Prática Clínica: Sinais e Sintomas Respiratórios – Espirro /Congestão Nasal
 
Trata-se de orientação aos farmacêuticos relativa aos procedimentos que deverão ser adotados por estes profissionais, no atendimento aos pacientes com esses problemas de saúde autolimitados.
 
O CFF conta com a colaboração de todos os farmacêuticos, sociedades e associações profissionais, outras entidades e instituições de saúde para o seu aprimoramento. Esta consulta pública irá vigorar por 21 dias, a partir desta data. Seguem, anexas, orientações para o envio de contribuições.
 
O Guia de Prática Clínica: Sinais e Sintomas Respiratórios – Espirro/Congestão Nasal é o primeiro de uma série e faz parte de um programa maior do Conselho, o Profar – Programa de Suporte ao Cuidado Farmacêutico na Atenção à Saúde, o qual tem o objetivo de contribuir para a disseminação de conhecimentos e o desenvolvimento de habilidades para a provisão de serviços farmacêuticos.
 
Este primeiro guia, sobre espirro e congestão nasal, contempla método de busca da evidência; acolhimento da demanda; anamnese farmacêutica; alertas de encaminhamento; plano de cuidado; orientações ao paciente; avaliação dos resultados e algoritmo de decisão. “É importante ressaltar que estamos colocando em consulta pública apenas o conteúdo, que, após a compilação de todas as contribuições, receberá a formatação mais adequada ao fim a que se destina, que é ser um material de suporte ao farmacêutico no exercício diário do atendimento ao paciente”, assinala o presidente do CFF, Walter Jorge João. “Esperamos a contribuição de todos”.

Anexo
 
Orientações para o envio de contribuições:
– Para encaminhamento de contribuições, solicita-se o preenchimento do formulário eletrônico disponível no link: Formulário eletrônico de contribuições para Consulta Pública/CFF nº 01/2015
 
Para o preenchimento do formulário observe as seguintes instruções:
– Preencha todos os campos do formulário eletrônico e envie suas contribuições e opiniões até o dia 30/04/2015.

– As contribuições recebidas fora do prazo ou que não forem enviadas neste formulário não serão consideradas.

– A insuficiência ou imprecisão das informações contidas neste formulário poderão dificultar a sua utilização pelo CFF.

– As contribuições poderão ser enviadas individualmente ou em grupo.

– Qualquer dúvida quanto ao preenchimento do formulário eletrônico poderá ser enviada por e-mail aos endereços eletrônicos: joselia@cff.org.br ou daniel@cff.org.br. Disponibiliza-se, ainda, o telefone(61) 3878-8751, da Assessoria Técnica do CFF.

 CFF

Físico americano apresentará técnica revolucionária em ressonância magnética durante evento no Rio de Janeiro

Foto/Reprodução/Facebook: Mark Grisworld
O novo método é capaz de identificar alterações nos tecidos e órgãos específicos do corpo para detectar precocemente diversas doenças
 
Até hoje o diagnóstico oriundo do exame de ressonância magnética (RM) era basicamente feito por meio de imagens anatômicas e morfológicas. Dessa forma, em algumas doenças, essa análise podia ser realizada já em uma fase tardia. A técnica de Impressão Digital por RM (Fingerprinting), desenvolvida pelo físico americano Mark Grisworld, ph.D. em radiologia, possibilita a identificação quantitativa de tecidos e órgãos do corpo e, com isso, é capaz de realizar diagnóstico precoce de várias doenças, como: as degenerativas, como o Alzheimer, e as neoplasias, como o câncer de próstata, entre outras.
 
A nova técnica será apresentada no próximo dia 15, durante o Simpósio Internacional de Inovações em Ressonância Magnética, promovido pala Clínica de Diagnóstico por Imagem (CDPI), em parceria com a Sociedade de Radiologia do Rio de Janeiro (SRad-RJ). Na oportunidade, Grisworld ministrará as palestras Impressão Digital por RM – Uma Nova Técnica para Detecção Precoce de Doenças e O Futuro das Aplicações Clínicas em Imagens por RM.
 
O coordenador do evento, o radiologista Romeu Domingues, esclarece que a RM é um excelente método de diagnóstico por imagem e que já existe há mais de 30 anos. No passado, era utilizada, principalmente, na investigação de doenças neurológicas e musculoesqueléticas, porém, atualmente, com os novos avanços tecnológicos, ela pode ser empregada para examinar mamas, fígado e coração, entre outras aplicações clínicas.
 
“A nova técnica que será apresentada pelo Dr. Grisworld complementa as imagens da RM, pois permite também a avaliação das alterações do tecido celular mesmo antes de qualquer alteração morfológica. Trata-se de um enorme avanço, um salto na medicina diagnóstica que poderá identificar precocemente várias patologias. Essa é uma ótima oportunidade para sermos pioneiros nessa técnica no futuro, aqui no Brasil”, enfatizou Romeu Domingues.
 
Curiosidade
Mark Grisworld é professor de radiologia e física na Case Western Reserve University e diretor do Centro de Pesquisa em Imagens por Ressonância Magnética. O físico também foi responsável pelo desenvolvimento da tecnologia de aquisição rápida de imagem cuja sigla é CAIPIRINHA (Controlled Aliasing In ParallelImaging Results IN Higher Acceleration), fundamental no dia a dia de unidades que operam com ressonância magnética.
 
Serviço
Evento: Simpósio Internacional de Inovações em Ressonância Magnética.
 
Data: 15/4, próxima quarta-feira, às 19h30.
 
Local: auditório CID Leblon – Av. Ataulfo de Paiva, 669, Leblon.
 
Inscrições gratuitas e vagas limitadas: pelo e-mail alessandra@cdpi.com.br ou pelos telefones: (21) 2522-2001/2432-9155.
 
Rachel Lopes
Assessoria de Imprensa