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segunda-feira, 13 de abril de 2015

Pessoas que vão dormir tarde têm mais tendência a desenvolver diabetes

Alimentação de quem tem esse perfil tende a ser desregulada, o que pode prejudicar o metabolismo
 
Pessoas com hábitos noturnos são mais propensas a desenvolver diabetes, síndrome metabólica e sarcopenia (perda da massa muscular gradualmente), em comparação às pessoas que acordam cedo, mesmo quando não há diferença na quantidade de horas dormidas. É o que apontou uma pesquisa publicada no jornal da Endocrine Socirty nesta semana.
 
O estudo examinou as diferenças no perfil das pessoas que têm hábitos noturnos e diurnos e concluiu que permanecer acordado até tarde é um dos fatores responsáveis pela má qualidade e perda de sono. Além disso, pessoas noturnas tendem a ter uma alimentação desregulada, o que eventualmente pode prejudicar o metabolismo.

A pesquisa avaliou o metabolismo e os hábitos noturnos de 1.620 participantes entre 47 e 59 anos.
 
Eles responderam a perguntas relacionadas à qualidade do sono, horas de repouso e hábitos de vida, como a prática de exercícios físicos, por exemplo. Os voluntários também foram submetidos a exames para medir a massa magra e a gordura corporal. Com base no resultado do questionário, 480 participantes foram classificados como pessoas matutinas e 95 como noturnas. As outras pessoas ficaram entre os dois extremos.
 
Sem levar em consideração o estilo de vida de cada pessoa, concluiu-se que os indivíduos considerados noturnos têm mais chances de desenvolver problemas de saúde, como diabetes e a redução da massa muscular, do que as pessoas que estão acostumadas a irem para a cama mais cedo.

— Isso pode ser causado pela tendência dos noturnos de ter uma qualidade de sono ruim e comportamentos pouco saudáveis, como fumar, comer tarde da noite e levar um estilo de vida sedentário — afirma um do autores do estudo, Nan Hee Kim, da Faculdade de Medicina da Universidade da Coréia.
 
Pessoas com hábitos noturnos apresentaram níveis mais altos de gordura corporal e triglicerídeos do que aquelas que vão dormir cedo. Amantes da noite também eram os mais propensos a sofrer com a síndrome de sarcopenia. Entre as mulheres, as noturnas tiveram mais tendência a desenvolver gordura abdominal e alto risco de síndrome metabólica, um grupo de fatores de risco que aumentam o risco de doenças do coração e diabetes, do que mulheres com hábitos matutinos.

— Considerando que muitas pessoas jovens são noturnas, o risco metabólico associado às preferências de cada um é uma importante questão de saúde que precisa receber atenção — diz Kim.

Zero Hora

Combinar proteínas e carboidratos pode influenciar o ganho ou a perda de peso

Foto: Reprodução
Estudo destaca a importância de consumir alimentos com baixo índice glicêmico
 
Pequenas mudanças na alimentação, considerando os tipos de alimentos ricos em proteínas e carboidratos, pode apresentar significativo impacto no ganho de peso ao longo do tempo, de acordo estudo feito por pesquisadores da Faculdade de Friedman, Universidade Tufts, nos Estados Unidos. Os resultados foram publicados no The American Journal of Clinical Nutrition.
 
Pesquisas anteriores já haviam encontrado uma ligação entre o índice glicêmico e doenças crônicas, como diabetes do tipo 2. Porém, até então, especialistas não haviam estudo a relação existente entre o alto índice glicêmico com o ganho de peso ao longo de muitos anos. Os autores do estudo, realizado com 120 mil participantes, determinou como as alterações no índice glicêmico impactam a relação entre os principais alimentos ricos em proteína e o ganho ou a perda de peso.
 
— Evidências científicas afirmam que dietas com menos carboidratos de baixa qualidade, como pães brancos, batatas e doces, e com mais alimentos ricos em proteínas podem ser mais eficientes para a perda de peso — afirma Jessica Smith, professora da Escola de Friedman e pesquisadora na Faculdade de Saúde Pública da Universidade de Harvard.
 
Jessica e outros colegas chegaram aos seguintes resultados:
 
— O aumento da ingestão de carne vermelha e de carne processada estava visivelmente mais associado ao ganho de peso.
 
— O aumento da ingestão de iogurte, frutos do mar, frango sem pele e nozes foram associados à perda de peso; quanto mais as pessoas comiam esses alimentos, menos peso elas ganhavam.
 
— O aumento do consumo de alimentos com lactose, incluindo queijos e leites do tipo integral e desnatado, não esteve significantemente relacionado ao ganho ou à perda de peso.
 
— O teor de gordura dos laticínios não teve importância para o ganho de peso. Na verdade, quando as pessoas consumiram mais produtos com lactose de baixo teor de gordura, elas aumentaram o consumo de carboidratos, o que favoreceu o ganho de peso — diz Jessica.
 
Além disso, os autores observaram relações entre alimentos ricos em proteínas e o índice glicêmico de uma dieta. Por exemplo, aumentar porções de alimentos associados ao ganho de peso, como carne vermelha, e ao mesmo tempo adicionar à dieta alimentos com alto índice glicêmico, como pão branco, contribuiu para o ganho de peso. Porém, ao diminuir apenas o índice glicêmico ao comer, por exemplo, carne vermelha com legumes, notou-se também a diminuição do ganho de peso.
 
De acordo com Dariush Mozaffarian, reitor da Faculdade de Friedman, a combinação de alimentos faz muita diferença em uma dieta, principalmente se o indivíduo deseja focar na perda de peso. Os resultados da pesquisa sugerem que não deve-se apenas enfatizar determinados alimentos ricos em proteínas para evitar o ganho de peso, mas também manter o foco para evitar grãos refinados, amidos e açúcares.
 
— Nosso estudo adiciona que a contagem de calorias não é a estratégia mais eficaz para controle de peso a longo prazo. Alguns alimentos ajudam a prevenir o ganho de peso, outros, a torná-lo pior — conclui Mozaffarian.

Zero Hora

Desidratação é a principal causa para o surgimento de câimbras


Foto: Maridav / Shootterstock
Espasmos nas pernas também podem ser causados pelo desequilíbrio mineral e deficiência de potássio

Quem já sofreu uma câimbra sabe que as dores atingem sem que a pessoa esteja esperando por isso. Esse espasmo, ou contração involuntária dos músculos, pode ter duração de alguns segundos ou perdurar por longos minutos. Apesar de ser mais frequente durante a noite ou após a prática de exercícios intensos, o problema pode acontecer em qualquer período do dia.
 
— As contrações são provenientes de uma má irrigação sanguínea dos músculos por causa de um estreitamento ou obstrução dos vasos que impedem o sangue de levar oxigênio às células — explica o angiologista Ary Elwing, especialista em cirurgia vascular periférica e tratamento a laser.

De acordo com o médico, a falta de hidratação ou desequilíbrio mineral e, em especial, a deficiência de potássio, são outros fatores que colaboram para o surgimento de câimbras nas pernas.

— Para aliviar a dor é necessário relaxar o músculo atingido pelo espasmo através de uma massagem na área para facilitar a circulação — recomenda o médico.

Por que ocorre a obstrução das artérias?
Além das câimbras, a má circulação sanguínea pode causar fortes dores ao caminhar e ser fator responsável pelo acometimento de infartos do miocárdio e acidentes vasculares cerebrais (AVC).
Elwing informa que a obesidade é um fator responsável pela obstrução das artérias pois as placas de gordura acabam ficando acumuladas nas paredes das artérias, gerando o endurecimento e enfraquecimento das mesmas ou até o entupimento das veias.

Outros fatores que colaboram para o aparecimento de problemas de má circulação são tabagismo, colesterol alto, hipertensão, sedentarismo, diabetes e estresse.

— A baixa ingestão de água ou o uso frequente de bebidas alcoólicas favorecem as indesejáveis câimbras. Isso ocorre porque a sudorese intensa causa desidratação e, com isso, gera uma perda de sais, em especial, do sódio no sangue, um dos primeiros sintomas é o surgimento de câimbras — alerta Elwing.

Prevenção e tratamento
Primeiramente, recomenda-se buscar a avaliação do médico para que o mesmo identifique quais são os fatores que colaboram para o surgimento das câimbras. Assim, se constatada a má circulação, o tratamento deve ser feito com o uso de medicação e terapia. De acordo com o angiologista, em casos mais graves, como naqueles em que ocorre uma gangrena das pontas dos dedos, os métodos cirúrgicos como angioplastia, revascularização e aterectomia são os mais indicados.

A prevenção é feita com a aquisição de um cardápio balanceado rico em frutas, verduras e legumes, pois são fontes de sais minerais e vitaminas.

— Evite também o consumo de alimentos industrializados, pois eles prejudicam o funcionamento do organismo por causa das quantidades de corantes e conservantes. E após as atividades físicas, beba muita água e isotônicos para repor a perda de sódio e potássio — conclui Elwing.

Zero Hora

Na Semana Mundial de Alergia, especialistas orientam sobre prevenção

A Semana Mundial de Alergia começou a ser comemorada no último sábado (12) pela Associação Brasileira de Alergia e Imunologia Regional Rio de Janeiro (Asbai-RJ) com atividades em dois locais da capital fluminense
 
Os eventos visam a conscientizar e informar a população sobre as doenças respiratórias, entre as quais estão a rinite alérgica e asma. Os primeiros encontros ocorrem no Parque dos Patins, na Lagoa, zona sul da cidade, e na Praça do Ó, na Barra da Tijuca, na zona oeste.
 
O tema central este ano inclui as alergias respiratórias e o impacto dessas doenças na vida das pessoas. Ações semelhantes se repetirão até o dia 19 nos serviços de alergia dos hospitais do estado, onde especialistas farão palestras e orientações ao público.
 
“Especialistas vão distribuir folhetos, explicando o que é alergia, verificando a incidência por meio de questionários e orientando as pessoas”, disse à Agência Brasil a presidenta da Asbai-RJ, Aluce Ouricuri. “É uma semana em que a gente se preocupa muito em conscientizar a população sobre a importância de prevenir as alergias. E se a pessoa já tem [a doença], indicar o diagnóstico e o tratamento.”
 
A previsão da Organização Mundial da Alergia (WAO, do nome em inglês) é que o número de asmáticos chegue a 400 milhões em todo o mundo, em 2025. De acordo com a WAO, entre 30% e 40% da população mundial têm rinite alérgica, que é uma das manifestações mais frequentes da alergia. Aluce Ouricuri acrescentou que cerca de 80% dos pacientes com asma têm rinite alérgica, “porque a mucosa é uma só”. A incidência está aumentando em função do crescimento da poluição.
 
No Brasil, a Asbai Nacional estima que 30% da população sofram com rinite alérgica. A doença, que atinge 67% de pessoas na América Latina, tornou-se uma preocupação global e um problema de saúde pública. Segundo a WAO, o custo mundial da rinite alérgica é US$ 20 bilhões.
 
A presidenta da Asbai-RJ esclareceu que embora a rinite não cause risco para a vida do paciente, ela diminui muito a qualidade de vida, fazendo com que as pessoas passem a dormir mal, faltem ao trabalho, tenham obstrução nasal com espirro e coriza, podendo levar à sinusite e a complicações. A asma pode ser grave, levando a crises sérias que têm de ser tratadas. “O que a gente quer é evitar que a pessoa entre em crise e que a doença seja controlada. Que a pessoa tenha uma qualidade de vida boa”. Para isso, existem medicamentos e tratamentos específicos, observou.
 
A especialista explica que a rinite alérgica é uma condição herdada dos pais, por meio da produção do anticorpo IgE. “Não é todo mundo que tem alergia. É preciso ter a predisposição genética”, explicou. Há, entretanto, tratamento por meio de medicação e com imunoterapia, com uso de vacinas, para diminuir a quantidade de IgE, com o objetivo de alterar a produção desse anticorpo no sistema imunológico.
 
O principal fator desencadeante das alergias no Brasil é a poeira, que contém ácaros, disse Aluce Ouricuri, seguida dos fungos e da poluição atmosférica. “A pessoa tem que ter uma casa limpa, tem que arejar o ambiente na época do outono e inverno, as roupas usadas no ano anterior têm que ser lavadas antes de serem reutilizadas, e deve tomar os cuidados necessários para evitar exposição à poeira”. A presidenta da Asbai-RJ destacou que já existem medicamentos que são distribuídos gratuitamente para a população pelo governo federal, nas farmácias populares, como corticoides orais e broncodilatadores, com o objetivo de evitar a crise e tratar a doença. De acordo com a Asbai, o número de mortes evitáveis por asma no Brasil é estimado em 2,5 mil pessoas por ano.
 
Agência Brasil

Academia Americana de Pediatria estipula novas regras para a dosagem de medicamentos para crianças

A Academia Americana de Pediatria (AAP) divulgou nesta semana novas orientações para a medicação das crianças, com foco em corrigir os erros de dosagem
 
Nos Estados Unidos, estima-se que, a cada ano, 70 mil crianças sejam internadas por causa de overdoses não intencionais de medicamentos. Principalmente para os menores, às vezes até um pequeno erro na dosagem pode trazer consequências severas.
 
O artigo começa dizendo que a AAP “quer que os pais guardem as colheres para os cereais – não para os remédios das crianças”. Isso porque um dos enganos mais frequentes é que o cuidador confunda a dosagem, dando à criança em colheres o que foi prescrito em mL e vice-versa. Além disso, existe também o problema da falta de padrão no tamanho dos acessórios (as colheres de faqueiros antigos, por exemplo, gerlalmente são maiores) e da confusão entre os vários tipos (não é todo mundo que sabe qual é a colher de café, a de sopa ou a de sobremesa). “Uma colher de sopa normalmente equivale a três colheres de chá. Se um pai usa uma colher de tamanho errado, muitas vezes, isso pode levar a uma dosagem tóxica”, declarou o pediatra Ian Paul, autor principal do artigo.
 
No Brasil, não há dados sobre a quantidade de crianças intoxicadas por medicamentos, mas temos o mesmo problema nas doses prescritas em colheres. “Muitas bulas ainda trazem a dosagem em mililitros com a medida correspondente em colheradas. Para o leigo, isso segmenta essa cultura de utilizar a colher”, completa a pediatra Márcia Sanae Kodaira de Almeida, do Hospital Santa Catarina (SP).
 
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ainda não estipulou como cumpulsória a utilização de dosadores, nem a padronização da dosagem em mililitros. Normalmente, antibióticos e outros medicamentos com alto risco de intoxicação, como descongestionantes, já vêm com uma seringa ou com um copinho, mas isso ainda não é regra. “É preciso criar barreiras para que os erros de medicação tenham menos chance de acontecer. Isso começa pelos órgãos reguladores e pelas indústrias farmacêuticas até chegar aos pais”, reforça Márcia.
 
Veja quais são as novas recomendações da AAP:
 
– Deve ser adotada uma linguagem padrão adotando mL como a única abreviatura apropriada para mililitro. Medicamentos líquidos devem ser dosados com quantidades arredondadas, como 0,1 , 0,5 , ou 1 mL;
 
– No rótulo deve ser claramente indicada a periodicidade das doses. Expressões em linguagem comum como “uso diário” devem ser usadas no lugar de abreviaturas médicas como “qd” (do latim, quaque die, uma vez por dia) – o que poderia ser interpretado como “qid” (no passado, esta era uma forma comum adotada pelos médicos para descrever dosagem quatro vezes ao dia);
 
– O pediatra deve revisar as doses, em mL, com as famílias, no momento em que são prescritas;
 
– Dispositivos de dosagem não devem ter marcações extras, que podem ser confusas; eles também não devem ser significativamente maiores do que a quantidade recomendada no rótulo, para evitar erros;
 
– Os fabricantes devem eliminar rótulos, instruções de dosagem e dispositivos que contenham unidades fora do sistema métrico.
 
Por aqui, enquanto não há uma regra clara, vale sempre perguntar ao médico qual é a dose em mililitros, caso ele prescreva em colher. Também é importante tomar cuidado redobrado com os remédios em suspensão, aqueles que precisam ser diluídos. “A água deve ser adicionada na medida certa. Se você dilui de maneira errada, a dose também ficará errada. É dever do pediatra explicar e tirar todas as suas dúvidas”, completa Márcia.

CFF