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sábado, 25 de abril de 2015

Estudante morre após tomar oito pílulas de dieta compradas pela internet

Remédio é conhecido como 2,4-dinitrofenol, ou DNP
 
Uma estudante britânica, de 21 anos, ficou “queimada por dentro” e morreu no hospital no último dia 12 depois de tomar oito pílulas de dieta compradas on-line, conhecidas como 2,4-dinitrofenol, ou DNP – seis a mais do que uma dose letal.
 
A aluna da Universidade de Glyndwr, na Inglaterra, Eloise Aimee Parry começou a se sentir mal por volta do meio dia, quando foi para o Hospital Royal Shrewsbury, onde a equipe realizou um teste de toxicidade – só então a gravidade de sua situação foi revelada.
 
– Ela tinha tomado tanto DNP que as consequências foram inevitáveis. Eles [os médicos] nunca tiveram chance de salvá-la. Ela queimou e apagou – disse Fiona Parry, mãe da jovem, ao jornal “The Independent”.

– Ela nunca teve a intenção de tirar a própria vida. Ela simplesmente nunca compreendeu quão perigosos eram os comprimidos que ela tomou. A maioria de nós não acredita que um comprimido de emagrecimento poderia nos matar. DNP não é uma pílula de emagrecimento milagrosa. É uma toxina letal.
 
Acredita-se que Ella, como era conhecida pelos seus familiares e amigos, comprou os comprimidos pela internet, onde eles são vendidos por entre £ 70 a £ 100 (entre cerca de R$ 315 a R$ 450).
 
A polícia local está conduzindo uma investigação completa sobre as causas por trás da morte da jovem, e espera-se que o relatório completo do legista estabeleça a causa exata da morte.
 
Enquanto isso, autoridades emitiram uma dura advertência sobre os perigos de comprar pílulas on-line, exortando as pessoas a serem “extremamente cuidadosas ao comprar medicamentos ou suplementos através da internet. Substâncias de sites não registrados poderiam colocar sua saúde em risco, pois podem ser extremamente prejudiciais ou falsos.”
 
O Globo 

25 de Abril: Dia mundial da malária mobiliza ações em laboratórios

O dia 25 de abril é o Dia Mundial da Malária. A relevância da data, que tem por objetivo conscientizar sobre a doença, já mobilizou diversas áreas da Anvisa
 
Dentre elas, a Gerência de Laboratórios de Saúde Pública (Gelas). O setor, atuando de forma integrada com a Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) e a Coordenação Geral do Programa Nacional de Controle da Malária (CGPNCM/MS), formalizou, em 2011, a Sub-Rede Analítica de Medicamentos dos Programas do Ministério da Saúde.
 
A Sub-Rede é composta pelos Laboratórios Centrais de Saúde Pública (Lacens) da Amazônia legal, formada por Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Maranhão, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins. Um dos seus objetivos é executar análises para verificação da qualidade em drogas órfãs, em especial os medicamentos utilizados no combate da malária.
 
Entre setembro de 2013 e dezembro de 2014, foram emitidos 42 laudos analíticos referentes aos medicamentos utilizados no tratamento da malária (06 arteméter + lumefantrina; 02 artesunato de sódio; 19 difosfato de cloroquina; 12 difosfato de primaquina; 03 sulfato de quinina).
 
Utilizando recursos de incentivo financeiro enviados pela Anvisa, esses laboratórios tem, ao longo desse período, implantado rotinas analíticas. Dessa forma, os Lacens contribuem para o controle da doença.
 
A Anvisa e os laboratórios pertencentes à Rede Nacional de Laboratórios de Vigilância Sanitária continuam a trabalhar de forma integrada para o controle da disseminação e diminuição do risco à saúde provocado por tal agravo.

ANVISA

Anvisa e MercadoLivre firmam parceria e lançam o Click Saudável

Um instrumento de potencial incomensurável. Estes foram os termos usados pelo Ministro da Saúde, Arthur Chioro, para definir o Click Saudável
 
O projeto é resultado de uma parceria firmada entre a Anvisa e o site MercadoLivre para auxiliar o internauta a encontrar informações mais confiáveis sobre alguns dos produtos que consome. A plataforma virtual foi lançada nesta sexta-feira (24/04), em Brasília.
 
A fase inicial conta com uma página na internet (www.clicksaudavel.gov.br), que contém diversas informações para orientar a população na compra de produtos de saúde em sites de comércio eletrônico. Dentre os assuntos abordados, estão alimentação, medicamentos, tabaco, produtos químicos, saúde e beleza. O site também possibilita a realização de enquetes sobre o perfil de comportamento e consumo dos usuários da internet.
 
Durante a cerimônia de lançamento do projeto, o Diretor-Presidente da Agência ressaltou que as informações contidas no Click Saudável são instrumentos relevantes do cidadão, já que internauta poderá conhecer eventuais riscos relacionados ao uso de um produto. “Não dá para achar que o poder público vai proteger o indivíduo dele mesmo. O cidadão tem que saber dos riscos que corre e precisa contar com informações corretas para a tomada de decisão”, explicou.
 
 
A Secretaria Nacional do Consumidor, Juliana Pereira, também destacou esses aspectos. De acordo com ela, “a educação para o consumo é uma forma de empoderar o cidadão”. No lançamento, Juliana parabenizou a Anvisa e acrescentou que a iniciativa da Agência criou uma ferramenta inovadora para o Estado. “Ferramentas como essa incluem a administração pública em uma linguagem 2.0”, argumentou.
 
Já o Diretor da Anvisa José Carlos Moutinho ressaltou que o Click Saudável irá auxiliar as ações fiscalizatórias de todo o Sistema Nacional de Vigilância Sanitária. “Vai ajudar na identificação precoce de ilegalidades e favorecer a rapidez das ações”, concluiu.
 
Projeto
A parceria da Anvisa com o MercadoLivre prevê a inserção de 12 milhões de anúncios publicitários com informações de utilidade pública do Click Saudável. O objetivo é orientar os consumidores que procuram por produtos de saúde no site. Além disso, a empresa vai fornecer à Anvisa os dados dos responsáveis por publicidades irregulares e uma ferramenta de busca e remoção desses anúncios.
 
As propagandas institucionais terão mensagens chamando a atenção do internauta para que ele se proteja de produtos irregulares e publicidades enganosas. São frases como “Comprando cosméticos pela internet? Saiba como proteger sua saúde”; “Vai fazer tatuagem ou maquiagem definitiva? Confira algumas dicas”, entre outras. Todos os anúncios terão um link para o portal, onde serão publicados conteúdos adequados, estimulando decisões de consumo mais conscientes.
 
Pelo acordo de cooperação, a Anvisa fará um acompanhamento direto dos anúncios relacionados à saúde no MercadoLivre para poder solicitar de forma imediata a remoção de um anúncio veiculado por vendedor que não cumpra com as regras da Agência.
 
A próxima etapa do projeto prevê a publicação de um edital de chamamento para outras empresas de comércio eletrônico que desejem aderir à iniciativa. A Agência pretende adequar a estratégia do Click Saudável a diferentes empresas que atuam no comércio eletrônico. No processo de chamamento, serão priorizados os sites com maior número de acesso e tipos de produtos divulgados ou comercializados. O edital será publicado nos próximos dias e vai permitir uma mudança na forma de fiscalizar a publicidade e o comércio de produtos relacionados à saúde pela internet.
 
Comércio eletrônico
A parceria entre a Anvisa e o MercadoLivre é inédita no país. O site de comércio virtual foi escolhido para iniciar o projeto por ser a maior plataforma de compra e venda online do Brasil. São mais de 120 milhões de usuários.
 
As plataformas de comércio eletrônico provocaram uma verdadeira revolução no comércio de produtos em todo o mundo nos últimos anos, mas tornou necessária a observação de possíveis anúncios de produtos que podem afetar a saúde do consumidor.
 
Esta nova fase marca o início de uma ação que será mais eficiente do que solicitações pontuais de remoção de anúncios, já que o esforço de articulação com o conjunto de empresas que dominam o comércio eletrônico no Brasil é mais eficaz e fácil do que a fiscalização de milhares de páginas individualmente.
 
Regras
No Brasil, a venda de cosméticos, alimentos, produtos de limpeza e produtos para saúde pode ser feita pela internet. Entretanto, é necessário que estes produtos estejam regularizados na Anvisa e atendam os requisitos de segurança e eficácia específicos de cada categoria.
 
Já os medicamentos só podem ser vendidos pela internet por farmácias ou drogarias fisicamente estabelecidas. Ainda assim, não é possível a venda pela internet de medicamentos controlados, ou seja, os de tarja preta e os de tarja vermelha que requerem retenção de receita.
 
Além disso, as eventuais propriedades terapêuticas de um medicamento só podem ser associadas se as alegações forem comprovadas perante a Anvisa.
 
ANVISA

Alimentação, não exercício, é 'chave para combater obesidade'

Obesidade: campanhas devem focar na alimentação e não no exercício, dizem médicos
BBC- Obesidade: campanhas devem focar na alimentação
e não no exercício, dizem médicos
Médicos dizem que até 40% dos indivíduos com peso normal enfrentarão anormalidades metabólicas associadas a obesidade por causa do alto consumo de açúcar e carboidratos
 
A atividade física tem um papel relativamente pequeno no controle do peso e a atenção de políticas públicas contra a obesidade deveria se concentrar na qualidade da alimentação – é o que defende um artigo assinado por médicos em uma publicação científica britânica.
 
"A atividade física regular reduz o risco de desenvolver doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2, demência e algumas formas de câncer em até 30%", escrevem pesquisadores no British Journal of Sports Medicine. Eles dizem querer desfazer o que chamam de "mitos" sobre exercício e obesidade.
 
"A atividade física não promove a perda de peso", argumentam.
 
O texto, assinado por três especialistas da Grã-Bretanha, Estados Unidos e África do Sul, põe a culpa do problema da obesidade no alto consumo de açúcar e carboidratos nas dietas modernas. E ataca a indústria alimentícia por incentivar a percepção equivocada de que o exercício possa compensar os efeitos negativos da má alimentação.
 
"A Coca-Cola, que gastou US$ 3,3 bilhões em publicidade em 2013, empurra a mensagem de que 'toda caloria vale'; eles associam seus produtos com o esporte, sugerindo que é tudo bem consumir suas bebidas desde que você se exercite", escrevem.
 
"A ciência nos diz que isto é enganoso e equivocado. O que é crucial é a origem das calorias. As calorias do açúcar promovem depósitos de gordura e fome. As calorias da gordura promovem saciedade."
 
Mau hábito
Os cientistas dizem que até 40% dos indivíduos com peso considerado normal enfrentarão anormalidades metabólicas associadas com a obesidade por causa de hábitos alimentares inadequados. Também observam que a obesidade representa "apenas a ponta do iceberg" dos efeitos adversos da má alimentação na sociedade.
 
"Segundo o relatório sobre o peso global das doenças da (publicação científica) Lancet, uma dieta pobre já gera mais doenças que a inatividade física, o álcool e o fumo juntos."
 
Para o cardiologista Aseem Malhotra, da Academy of Medical Royal Colleges, na Grã-Bretanha – um dos médicos que assinam o artigo – "uma pessoa obesa não precisa fazer nenhum exercício para perder peso, só precisa comer menos".
 
"Minha maior preocupação é que a mensagem que está sendo transmitida ao público sugere que você pode comer o quanto quiser, desde que se exercite."
 
"Isto não tem base científica. Você não pode compensar os efeitos de maus hábitos alimentares fazendo exercício."
 
'Pouco científico'
Mas para outros médicos, minimizar a importância do exercícios físico é arriscado. Mark Baker, do Instituto Nacional de Saúde e Excelência do Tratamento, recomenda "uma dieta equilibrada em combinação com a atividade física". Para ele, seria uma "idiotice" abrir mão de uma coisa ou de outra.
 
A federação britânica de comidas e bebidas disse que "os benefícios da atividade física não são uma moda ou conspiração da indústria".
 
"Um estilo de vida saudável deve incluir tanto uma dieta equilibrada quanto exercício físico", disse uma porta-voz.
 
A indústria diz que se compromete com esse objetivo ao incluir informação nutricional nas embalagens e oferecer alimentos com menor teor de sal, açúcar e gordura.
 
"Esse artigo parece questionar a raiz de recomendações oficiais para o consumidor que se baseiam em fatos", atacou a porta-voz. "Isso cria confusão."
 
BBC Brasil / iG

Vacina contra doença que mata 1 criança por minuto chega à fase final de testes

Malária mata mais de 500 mil crianças por ano no mundo - o equivalente a uma a cada minuto
BBC: Malária mata mais de 500 mil crianças por ano no mundo
 - o equivalente a uma a cada minuto
Mesmo apresentando um grau de efetividade abaixo do esperado, cientistas afirmam que vacina contra a malária terá contribuição significativa na redução das mortes de crianças, especialmente em países africanos
 
Novos testes de uma vacina contra a malária produziu resultados animadores chegando à fase final de testes – a primeira a atingir este estágio – mas também produziu demonstrações de desapontamento com o grau de efetividade aquém do ideal.
 
Nos experimentos, a droga RTS,S/AS01 ofereceu proteção parcial a um grupo de 16 mil crianças de sete países africanos. Mas não foi efetiva em bebês de até três meses de idade, afirmaram os autores do estudo na revista científica britânica The Lancet.
 
A malária mata mais de 500 mil crianças no mundo, o equivalente a uma a cada minuto. No Brasil, segundo a OMS, o número de casos de malária tem diminuído, tendo sido registrados em 2014, 178 mil casos, que levaram a 41 mortes. Apesar do desempenho limitado, os cientistas salientaram que a droga é a vacina estágio clínico mais avançado disponível.
 
"O desenvolvimento desta vacina continua sendo importante", disse o coordenador do grupo de trabalho sobre malária da organização Médicos Sem Fronteiras, Martin de Smet.
 
"Posso ver o uso dessa vacina especialmente nos países onde a malária é um mal permanente, onde as crianças têm em média cinco, seis, sete episódios de malária por ano.
 
Assim, mesmo que vacina ofereça, digamos 30% de proteção, se você traduzir isto em número de crianças salvas e em número de episódios de malária evitados, claro que (a vacina) é uma contribuição significativa para o controle da malária", disse o especialista.
 
Mas ele acrescentou que os resultados são "desapontadores".
 
"Tínhamos muita expectativa em relação a essa vacina e o nível de proteção que ela proveria. Está sem dúvida abaixo do que esperávamos."
 
Ciclo do parasita transmitido pelo mosquito é complexo e resiste ao sistema imunológico humano.
 
Ciclo do parasita transmitido pelo mosquito é complexo e resiste ao sistema imunológico humano
BBC: Ciclo do parasita transmitido pelo mosquito é complexo
 e resiste ao sistema imunológico humano
Proteção parcial
Quase 9 mil crianças entre 5 e 17 meses de idade e 6,5 mil bebês entre 6 e 12 semanas receberam a vacina em sete países africanos (Burkina Faso, Gabão, Gana, Quênia, Malauí, Moçambique e Tanzânia) entre março de 2009 e janeiro de 2011. Elas foram acompanhadas até o início de 2014.
 
Segundo os dados publicados no Lancet, a droga protegeu um terço das crianças vacinadas no experimento.
 
Após receber três doses da droga, os níveis de efetividade em crianças mais velhas chegaram a 46%. Mas os efeitos em bebês foram menos significativos, afirmaram os cientistas.
 
Pesquisadores buscam uma vacina contra a malária, transmitida pela picada do mosquito, há 20 anos. Atualmente não existe nenhuma vacina aprovada contra a doença.
 
O autor do estudo, Brian Greenwood, da Escola de Higiente e Medicina Tropical de Londres, reconheceu que dificilmente os níveis de efetividade da vacina contra a malária se compararão aos da droga para prevenir o sarampo, que chegam a 97%.
 
O parasita da malária tem um ciclo de vida complexo e ao longo dos séculos aprendeu a resistir ao sistema imunológico humano.
 
A agência europeia de medicina vai revisar os dados e, se for aprovada, a vacina poderia receber autorização para produção comercial. A Organização Mundial da Saúde pode recomentar seu uso em outubro.
 
Ceticismo
Alguns cientistas receberam o resultado dos testes com reserva.
 
Para o professor Adrian Hill, da Universidade de Oxford, a droga é um "marco", mas deixa muitas questões em aberto.
 
"Pelo fato de a vacina ter um efeito tão curto, o reforço é importante - mas não tem a mesma efetividade das primeiras doses", afirmou.
 
"Mais preocupante é o indício de um repique na propensão a malária: após 20 meses, as crianças vacinadas que não receberam o reforço tiveram um aumento no risco de contrair malária grave nos 27 meses seguintes, comparadas com as crianças não-vacinadas."
 
Outros especialistas pediram que o custeio da vacina não implique reduções de investimento em medidas preventivas, como a distribuição de redes anti-mosquito.
 
BBC Brasil / iG