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quarta-feira, 6 de maio de 2015

Análise sanguínea consegue detectar 86% dos cânceres de ovário

Uma simples análise de sangue pode detectar 86% dos cânceres de ovários com mais rapidez do que os diagnósticos atuais, aponta estudo
 
Uma simples análise de sangue pode detectar 86% dos cânceres de ovários com mais rapidez do que os diagnósticos atuais, aponta um estudo publicado nesta terça-feira na revista britânica “Journal of Clinical Oncology”.
 
A doença pode ser mortal se detectada apenas em fase avançada, por isso a pesquisa elaborada pelo University College London representa um avanço para descobri-la e tratá-la a tempo.
 
A equipe de cientistas acompanhou 46 mil mulheres para realizar o estudo, mas os autores preferem ser cautelosos na hora de quantificar quantas vidas podem ser salvas pelo novo exame.
 
A pesquisa se baseia na análise dos níveis de uma proteína, chamada QUAL125, presente no sangue e que registra crescimento caso a mulher sofra com um câncer de ovário.
 
Os pesquisadores registraram as variações desta proteína ao longo do tempo. Em caso de um nível elevado, as pacientes eram submetidas a outros tipos de exame, como uma ultrassonografia, para corroborar o diagnóstico da doença.
 
O professor da University College London, Usha Menon, disse em entrevista à emissora britânica “BBC” que o estudo representa um bom avanço, mas destacou que ainda não sabe afirmar se esse diagnóstico consegue detectar o câncer de ovário a tempo de salvar vidas.
 
No Reino Unido, 7.100 mulheres são diagnosticadas a cada ano com câncer de ovário, das quais 4.200 morrem em decorrência da doença.
 
EFE Saúde

Parteiras podem evitar dois terços das mortes de mães e recém-nascidos, diz entidade

Parteiras podem evitar dois terços das mortes de mães e recém-nascidos, diz entidade Andresr/ShutterstockSegundo o Fundo de População das Nações Unidas, profissionais podem oferecer 87% de todos os serviços relacionados à saúde sexual, reprodutiva e materna
 
No Dia Mundial da Parteira, lembrado ontem (05), o Fundo de População das Nações Unidas (Unfpa) destaca que o trabalho dessas profissionais pode evitar cerca de dois terços de todas as mortes entre mães e recém-nascidos registradas no mundo. De acordo com a entidade, as parteiras podem oferecer 87% de todos os serviços relacionados à saúde sexual, reprodutiva e materna, além de cuidados com o bebê. Porém, apenas 42% das pessoas com habilidades para serem parteiras trabalham nos 73 países onde são registradas mais de 90% das mortes maternas e de recém-nascidos.
 
Desde 2008, o Unfpa trabalha em parceria com governos e responsáveis por desenvolver políticas públicas na tentativa de construir uma força-tarefa de parteiras competentes e bem treinadas para atuar em localidades de baixa renda.
 
Alana Pozelli, de 27 anos, trabalha como parteira no interior de São Paulo há dois anos. Ela faz parte do grupo Parteiras Aurora, formado por profissionais que atendem gestantes em casa. Entre elas, quatro enfermeiras obstétricas e uma enfermeira assistente. O acompanhamento da equipe começa durante a gestação e vai até o pós-parto, auxiliando a amamentação e cuidados com o períneo.
 
— Atendemos sempre em dupla. Desta forma, se acontece alguma complicação com a mãe e com o bebê juntos, estando em duas. Além do mais, diante de qualquer situação, uma consegue ajudar a outra e discutir o caso. Isso dá mais segurança — explica Alana.
 
Para a profissional que prefere ser chamada de parteira urbana, a atuação das parteiras em países como o Brasil é fundamental, uma vez que ajuda a desvincular a imagem que se tem do parto. A ideia, segundo Alana, é fazer as mulheres entenderem que podem dar à luz uma criança sem a necessidade de estar em um hospital.
 
— Nós, parteiras, vamos contra o modelo vigente no país, com altas taxas de cesáreas. Mas a gente ainda enfrenta muito preconceito. A informação é um divisor de águas. Hoje, as mulheres têm procurado muito esse tipo de serviço — afirma a parteira.
 
Agência Brasil /  Zero Hora

Entenda por que lavar as mãos é tão importante para evitar doenças

Entenda por que lavar as mãos é tão importante para evitar doenças Alexander Raths/ShutterstockSegundo a OMS, é possível reduzir em até 40% a incidência de infecções e doenças como diarreia, resfriados e conjuntivite
 
Lavar as mãos é uma atitude simples, rápida e eficiente para prevenir a disseminação de infecções. Entretanto, ainda é um hábito adotado com pouca frequência.
 
A Organização Mundial da Saúde (OMS) diz que é possível reduzir em até 40% a incidência de infecções e doenças como diarreia, resfriados e conjuntivite com o simples ato de lavar as mãos. Dados como o da OMS estimulam cada vez mais especialistas a chamarem a atenção sobre a importância que precisa ser dada ao assunto.
 
Principais vias de transmissão de germes e microrganismos em geral, as mãos devem ser lavadas sempre que estiverem visivelmente sujas, antes e depois das refeições, de assoar o nariz e de usar o banheiro, por exemplo. Se as mãos não forem limpas, ações simples e corriqueiras como coçar os olhos, o nariz, a boca, falar ao telefone, contar dinheiro e utilizar o transporte público — que por ser um local com grande circulação de pessoas é favorável à contaminação — podem causar uma série de doenças: resfriado, gripe, conjuntivite, erupções na pele, diarreia, hepatite e infecções respiratórias.
 
De acordo com a coordenadora de serviço de controle de infecção hospitalar do Hospital Moinhos de Vento, Denusa Wiltgen, a higiene das mãos remove o suor, a oleosidade e as células mortas, o que impossibilita a formação de um ambiente propício à permanência e à proliferação de vírus, fungos e bactérias.

Álcool gel pode ser alternativa
Adotado por pessoas que passam o dia na rua e que não têm tempo para lavar as mãos com água e sabão sempre que necessário, o álcool em gel pode ser uma solução.

— O álcool tem eficácia até mesmo prolongada. Mas se as mãos estiverem sujas, ele não substitui a limpeza com água e sabão — diz Denusa.

A especialista afirma que é importante estar atento a detalhes da embalagem do produto, que deve indicar a concentração ideal de álcool entre 60% a 80%. Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia, a quantidade recomendada para uma limpeza eficiente das mãos deve ser equivalente a um grão de ervilha.

— Também é preciso ter atenção, principalmente em hospitais, à transmissão cruzada, que é a disseminação de bactérias de uma pessoa contaminada a outra — destaca Denusa.

Com a chegada dos dias mais frios, as pessoas permanecem mais em ambientes fechados, o que aumenta o risco de contrair doenças virais e bacterianas.
 
Saiba quais cuidados podem evitar que a transmissão ocorra a partir do contato das mãos:
— Ao espirrar ou tossir, cubra o nariz e a boca com lenço de papel. Na falta destes itens, utilize o antebraço, evitando sujar as mãos

— Se não for possível higienizar as mãos, evite tocar os olhos, nariz ou boca após tossir ou espirrar— Tente não entrar em contato com indivíduos doentes ou mantenha distância de pelo menos um metro

— Não compartilhe lixas, cortador ou alicate de unha, uma vez que as unhas também podem acumular microrganismos nocivos à saúde

— Lave bem as mãos antes de colocar e tirar as lentes de contato
 
Confira também algumas dicas que podem fazer a diferença no momento da higienização das mãos:
— Retire acessórios como anéis, pulseiras e relógio, pois esses objetos acumulam microrganismos que podem não ser removidos com a lavagem

— Aplique a quantidade de sabonete suficiente para cobrir toda a superfície das duas mãos

— Após o enxágue, utilize papel toalha e comece secando pelas mãos, seguindo pelos punhos

— Utilize papel toalha para fechar a torneira
 
Zero Hora

Para cortar custos, hospitais dos EUA fazem ‘internação em casa’

Tratamento. 
Médico do Hospital Mount Sinai, Cameron Hernande faz acompanhamento da paciente Naomi Replansky na casa dela
Nicole Bengiveno: Tratamento. Médico do Hospital Mount
 Sinai, Cameron Hernande faz acompanhamento da paciente
Naomi Replansky na casa dela
Dada a opção, mais de 90% das pessoas escolheram ser tratadas no seu lar
 
Nova York, EUA. Quando Martin Fernandez, 82, chegou à emergência do Hospital Mount Sinai recentemente, com febre alta e uma terrível dor abdominal, fizeram a ele e a sua família uma pergunta inesperada. Fernandez teria que receber antibióticos por via intravenosa para sua infecção do trato urinário, mas poderia escolher ficar no Mount Sinai ou receber cuidados em casa.
 
Se escolhesse ser internado em casa, os médicos e enfermeiras iriam visitá-lo todos os dias. Ele receberia medicações intravenosas e faria exames de laboratório, raios X e mesmo ultrassonografia em casa, se fosse preciso. Os custos não seriam maiores do que se estivesse no hospital. Em três ou quatro dias, receberia alta – e não teria que ir a lugar nenhum.
 
Para Fernandez, um pintor de paredes aposentado da Venezuela que vive com sua mulher no Upper West Side de Manhattan, em Nova York, a escolha foi fácil. Ele se internou no apartamento de sua filha, a apenas alguns quarteirões de distância, poucas horas depois.
 
Fernandez colocou um cateter urinário, mas pôde continuar usando as próprias roupas durante o dia e pijamas de noite. Sua mulher e sua filha cozinharam refeições com arepas, vegetais e feijões pretos, e ele comeu na cama.
 
“Os hospitais ajudam a gente, mas é tanto barulho que não dá para dormir, e a pessoa fica muito sozinha. Aqui não tem horário de visita e nem hora de sair. A gente fica em casa, mas com o hospital junto”, explica a filha, Ana Vanessa Fernandez.
 
Sob pressão para reduzir os custos e aumentar a qualidade ao mesmo tempo, alguns sistemas hospitalares estão testando uma experiência incomum: levar o atendimento em domicílio ao extremo, oferecendo tratamentos com o mesmo nível dos hospitalares em casa para pacientes como Fernandez que, no passado, precisariam ser internados. E enquanto aumenta a conscientização sobre os perigos das hospitalizações, principalmente para idosos, os pacientes começam a aproveitar a oportunidade com entusiasmo.
 
“Eu sempre dou risada quando as pessoas dizem: ‘Você acha mesmo que é tão boa quanto um hospital?’ Você já foi a um hospital? Para muitos desses pacientes, é um pouco assustador”, conta a doutora Melanie Van Amsterdam, médica principal do programa de Cuidados de Saúde em Casa do Hospital Presbiteriano de Albuquerque, no Novo México.
 
A doutora Melanie começou trabalhando como a única médica em tempo integral do programa. Ela passava horas vasculhando as fichas dos pacientes atrás dos que podiam se beneficiar do programa: os que estavam doentes o suficiente para precisar de uma internação, mas não o bastante para ir para uma unidade de terapia intensiva.
 
Alguns dos pacientes se negaram. Um homem não queria visitas em casa, porque tinha cães grandes, lembra ela. Mas mais de 90% concordaram. Hoje, Melanie se vê fazendo um tipo de tratamento diferente do que oferecia anos atrás como médica em um hospital.
 
“No sistema hospitalar, você obtém mais informações do computador do que de suas orelhas, olhos e nariz. Hoje eu me apoio muito mais em minha habilidade de fazer exames físicos para cuidar desses pacientes. Acho que você também fica mais confortável com as incertezas”.
 
Mesmo com critérios de admissão muito cuidadosos, o inesperado acontece. Melanie e sua equipe tiveram que levar doentes ao hospital quando suas condições médicas pioraram e, algumas vezes, precisaram chamar a emergência. Ainda assim, isso acontece com pouca frequência: somente 2,5% dos pacientes precisam voltar ao hospital tradicional.
 
A tendência de tirar os pacientes dos hospitais “vai continuar a evoluir e a ser testada, mas acho que dará certo”, diz Bruce Leff, que pesquisa a internação em casa desde os anos 80. Nos últimos dois anos, ele recebeu ligações de pelo menos uma centena de administradores de sistemas de saúde ansiosos para aprender mais sobre como internar pacientes em suas próprias casas.
 
“Minha impressão é que, com o tempo, os hospitais se tornarão lugares onde a pessoa só vai para conseguir um cuidado muito especializado, com alta tecnologia”, acredita ele.
Só no hospital
Regras. Pacientes com sinais vitais preocupantes – frequência cardíaca muito alta, pressão sanguínea muito baixa – não podem ir para casa. Também estão fora do programa pacientes sem eletricidade e água encanada.
 
Tratamento fica mais curto, e uso de sedativos diminui Nova York. Bruce Leff percebeu que alguns pacientes tinham medo do hospital no fim dos anos 80, quando fazia atendimento domiciliar para pacientes que não podiam sair de casa. Quando alguns de seus pacientes pioravam, simplesmente recusavam-se a ser internados. “Ficar no hospital pode ser tóxico”, afirma Leff, geriatra que hoje é professor de medicina na Johns Hopkins. Então, Leff e seus colegas tiveram uma ideia.
 
E se os pacientes pudessem ser hospitalizados em suas próprias casas? A primeira tarefa era determinar quem necessitava de tratamento hospitalar, mas que pudesse ser cuidado com tecnologia instalada em sua casa. Medicação intravenosa e raio X podem ser facilmente adaptados para qualquer quarto, ventiladores pulmonares, não. “Sou médico. Posso falar com um paciente, examiná-lo, trazer oxigênio doméstico, medicamentos intravenosos e soro, posso fazer um exame de raio X em casa. A hipótese era que ao levar isso em frente, poderíamos diminuir os danos”, afirma Leff. Com uma bolsa da Fundação John A. Hartford, Leff e sua equipe ofereceram cuidados com nível de hospital para 150 pacientes internados em casa. Eles chamaram seu programa de “Hospital em Casa”. As conclusões, publicadas no “The Annals of Internal Medicine”, foram promissoras.
 
Os pacientes ficaram hospitalizados por períodos mais curtos e seus tratamentos custaram menos. Além disso, tiveram menor tendência a sofrer delírios ou receber medicamentos sedativos e não voltaram à emergência nem foram readmitidos com a mesma frequência que os outros.
 
O Tempo

Óculos de realidade virtual ajudam pessoas com Parkinson a andar

 Pietro Azzolini, diagnosticado com Parkinson há 12 anos, treina com óculos de realidade virtual (Foto: Mariana Lenharo/G1)
Foto: Mariana Lenharo/G1: Pietro Azzolini, diagnosticado com
 Parkinson há 12 anos, treina com óculos de realidade virtual
Equipamento usado em fisioterapia projeta quadriculado em 3D. Óculos estimulam que paciente use mecanismo mais consciente para andar
 
No Hospital das Clínicas de São Paulo (HC-FMUSP), um grupo de pacientes com mal de Parkinson conseguiu avanços para voltar a andar com agilidade e segurança graças ao uso de óculos de realidade virtual em sessões de fisioterapia.
 
O paciente Pietro Azzolini, de 68 anos, já não se desequilibra ao andar na rua. Ele foi diagnosticado com a doença há 12 anos. “Depois do tratamento, senti mais firmeza e mais segurança para andar”, diz. “O Parkinson de modo geral não tem cura, mas esse tipo de equipamento, que muita gente nem sabe que existe, pode melhorar muito o desempenho das pessoas.”
 
Segundo a fisioterapeuta Carolina Souza, do Instituto de Psiquiatria do HC-FMUSP, os óculos são especialmente eficazes para tratar um sintoma comum em pacientes com Parkinson em estágio 3 (ao todo, a doença tem 5 estágios): o “freezing”, ou “congelamento”.
 
O congelamento ocorre quando o paciente começa a andar com passos cada vez menores até parar ou cair. Isso normalmente acontece logo quando ele começa a andar, quando está diante de um obstáculo ou quando tem que mudar de direção.
 
Carolina conta que, em um grupo de 18 pacientes graves, com doença em estágio 3 ou 4, que começaram a treinar com os óculos na instituição, todos experimentaram uma melhora da marcha e uma diminuição dos episódios de "freezing".
 
Caminho cerebral alternativo
Quando está usando os óculos, o paciente vê um caminho quadriculado em 3D. Um sensor de movimento detecta quando o paciente começa a andar e o caminho quadriculado se movimenta como uma esteira. A pessoa também ouve sons que ajudam a ritmar as passadas. Ao coordenar os passos com o quadriculado virtual, o paciente consegue mais equilíbrio.
 
A fisioterapeuta explica que o Parkinson afeta a região do cérebro responsável pelos movimentos automáticos, como o andar. O que os óculos fazem é estimular que ele adote um caminho cerebral alternativo, mais consciente, para caminhar.
 
“Ele faz com que o paciente consiga desenvolver outras vias cerebrais, que estão alteradas por conta da doença, e com isso consegue ter uma marcha mais perto da fisiológica”, diz o neurocirurgião Erich Fonoff, do Instituto de Psiquiatria do HC-FMUSP.
 
Tratamentos complementares
Não existe nenhum tratamento definitivo para o Parkinson. Até hoje, o que a medicina conseguiu foram várias estratégias que se complementam para inibir a progressão da doença e dar uma qualidade de vida melhor aos pacientes.
 
O tratamento com remédios visa basicamente à reposição da dopamina, hormônio que está em falta em quem tem Parkinson, já que a doença leva à morte dos neurônios dopaminérgicos. Há também um tratamento cirúrgico em que um eletrodo implantado no cérebro promove estímulos elétricos que ajudam o paciente a ter maior controle sobre seus movimentos.
 
Outra parte essencial do tratamento de Parkinson é a fisioterapia. E é aí que entram os óculos de realidade virtual.
 
Chamado GaitAid, o equipamento foi desenvolvido por uma empresa israelense e custa no Brasil cerca de R$ 15 mil. Depois de um treinamento apropriado, o paciente poderia usá-lo em casa. Porém o valor ainda torna a tecnologia inacessível a muitos pacientes. Segundo Carolina, o HC-FMUSP é uma das únicas instituições no país a oferecer fisioterapia com o equipamento.
 
G1