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sexta-feira, 8 de maio de 2015

Interpol emite alerta global sobre pílula de emagrecimento

Agência considerou o DNP uma “droga ilícita e potencialmente letal”
 
A pedido das autoridades francesas, a Interpol, polícia internacional, emitiu nessa segunda-feira (4) um alerta global sobre os riscos das pílulas de emagrecimento 2,4-dinitrofenol, ou DNP. De acordo com o site The Independent, o órgão classificou o medicamento como uma “droga ilícita e potencialmente letal”.
 
A medicação, que é comercializada na internet de forma ilegal, sem fiscalização e rotulada como açafrão, recebeu o alerta laranja, destinado a chamar a atenção da polícia, órgãos públicos locais e internacionais. “Além dos perigos intrínsecos ao DNP, os riscos associados ao uso são potencializados devido às condições de fabricação. Além de ser produzido em laboratórios clandestinos, sem normas de higiene, sem o conhecimento de especialista, os consumidores ainda são expostos a um risco maior de overdose”, afirmou a polícia.
 
Tal documento se fez necessário após a morte da estudante britânica Eloise Aimee Parry, que não resistiu após ingerir oito cápsulas. Porém, apesar do caso recente, a substância já é conhecida de longa data, principalmente pelas forças armadas. Ela foi utilizada pela primeira vez durante na produção de explosivos na Primeira Guerra Mundial. Foi nesta época inclusive que ficou conhecido seu potencial emagrecedor, uma vez que os militares expostos ao DNP tiveram um aumento do metabolismo e uma perda de peso sensível.
 
Em 1930, sua comercialização foi proibida após pesquisadores detectarem efeitos colaterais, mas de acordo com outro estudo realizado no ano de 2014 no Reino Unido mostra que a droga pode estar relacionada a morte de cinco pessoas entre os anos de 2007 e 2013.
 
Terra

Anvisa interdita lotes de cosmético da empresa Divon

A Anvisa realizou interdição cautelar dos lotes 0001/15 e 0002/15 do produto Loção Cremosa Jovem com Aloe Vera fabricado pela Divon do Brasil Indústria de Cosméticos Ltda.
 
De acordo com o laudo emitido pelo Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS), o produto exibiu resultados insatisfatórios no ensaio de Teor de Chumbo, com resultado acima da concentração máxima permitida.
 
A medida está na Resolução nº 1357, publicada nesta quinta-feira (7/5) no Diário Oficial da União (DOU).
 

ANVISA 

Três em cada sete brasileiros com artrite não recebem diagnóstico

Três em cada sete brasileiros com artrite não recebem diagnóstico
Fabio Manzano EFESaúde
Realidade para 43 % dos pacientes brasileiros, a demora no diagnóstico da artrite reumatoide pode acarretar em consequências irreversíveis como deformações e amputaçao de membros segundo informou hoje um estudo realizado em cinco capitais brasileiras
 
Realidade para 43 % dos pacientes brasileiros, a demora no diagnóstico da artrite reumatoide pode acarretar em consequências irreversíveis como deformações e amputaçao de membros segundo informou hoje um estudo realizado em cinco capitais brasileiras.
 
“Quanto mais precoce o tratamento, menor é o dano estrutural e menor é a incapacidade física dos enfermos”, disse Cristiano Zerbini, médico e professor da Universidade de São Paulo durante a divulgação da pesquisa em São Paulo.
 
A pesquisa “Não ignore sua dor: pode ser artrite reumatoide” foi encomendada pela farmacêutica Pfizer e ouviu 200 pacientes dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte e Recife, que apontaram a demora no diagnóstico e a falta de informação como maiores dificuldades no combate a doença.
 
“Normalmente, uma dor nas articulações faz as pessoas irem primeiro a um otopedista que acaba tratando a reumatose como um trauma”, explicou Zerbini.
 
O médico afirmou que 1% da população mundial tem artrite reumatoide, no Brasil, afeta a 2 milhões de pessoas, mas há muito “preconceito e discriminação” em relação à doença.
 
Ivone, 64, vive com a doença e relatou sentir, antes do início do tratamento, “fortes dores nas articulações e nos dedos” e lembrou com tristeza que não podia nem ao menos segurar uma xícara de café com a facilidade de hoje, depois do tratamento: “não desejo isso para ninguém”.
 
Segundo relatório da Pfizer, entre fevereiro de 2014 e de 2015, 18.575 pacientes foram internados no Sistema Único de Saúde (SUS) por consequência da doença inflamatória, o que gerou um custo total de R$11,8 milhões.
 
De acordo com a Sociedade Brasileira para o Estudo da Dor (SBED), esta doença atinge de 0,5 % a 1,5 % da população, com maior intensidade para as mulheres, com uma proporção de três mulheres para cada homem.
 
Autoimune, a doença faz com que o organismo, por meio do sistema imunológico, prejudique a ele mesmo.
 
Para que um paciente sofra desta enfermidade, tem que haver uma “pré disposiçao para isso”, explica a reumatologista Rina Giorgi.
 
Sobre os sintomas, a especialista é resoluta: “a mão é o cartão de visitas do paciente com reumatoide”, mas além delas, qualquer dor persistente nas articulações, que durem em torno de um mês, “devem ser avaliadas por um médico”, ressalta a especialista.

EFE Saúde

CFM aponta defasagem em tabela do SUS e governo alega mudança de sistema

Levantamento feito pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) aponta que mais de 1.500 dos cerca de 4 mil procedimentos hospitalares incluídos na Tabela SUS estão defasados
 
Segundo os cálculos do CFM, há perdas de mais de 400%, considerando o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) dos últimos seis anos. O Ministério da Saúde defende que o sistema de financiamento público mudou e que a tabela não é mais a principal forma de pagamento.
 
A pesquisa foi feita com base em dados do Ministério da Saúde do periodo de 2008 a 2014, para avaliar perdas. O CFM analisou valores pagos pelo governo a estabelecimentos conveniados e filantrópicos que atendem pacientes pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
 
Um exemplo de defasagem citado pela entidade é a do parto normal, procedimento que tem sido incentivado pelo governo. Segundo a pesquisa, em 2008, as unidades hospitalares receberam cerca de R$ 472 a cada Autorização de Internação Hospitalar aprovada para o procedimento. Em 2014, o valor passou para R$ 550. Caso o reajuste levasse em conta o IPCA, o preço seria quase 60% maior. Uma das maiores defasagens apontadas pela tabela feita pelo CFM é a do valor pago por cirurgias de fraturas no tórax. Segundo o levantamento, o preço está 434% menor do que estaria se tivesse sido corrigido pelo índice.
 
O Ministério da Saúde diz que corrigiu os valores pagos pelos cerca de mil procedimentos da tabela, mas que estes não são mais o foco do financiamento. Segundo o ministério, o modelo que está sendo implantado mais fortemente há cerca de dez anos prioriza a qualidade do serviço e não a quantidade, como ocorre com o pagamento por procedimento. “Os servidores recebiam pela tabela de acordo com os procedimentos que tinham feito, mas sem uma contratualização clara de metas, de metas qualitativas, de perfil de serviço dentro da rede em que está inserido”, explicou Lumena Furtado, secretária de Atenção à Saúde da pasta.
 
Um serviço que tem, por exemplo, leitos especializados, pode receber mais verba caso se encaixe dentro de outros quesitos apontados como prioritários pelo Ministério da Saúde. Como exemplo do novo sistema, Lumena disse que os estabelecimentos que oferecem parto normal, além de receberem o valor da tabela pelo procedimento, recebem incentivos financeiros caso tenham programas priorizados pelo governo, como o Mãe Canguru. “O hospital que faz um bom parto normal recebe um recurso global muito maior do que o da tabela”, explicou.

Agência Brasil

Nasce primeiro bebê fruto de técnica que é evolução do in vitro

Empresa tenta obter aprovação para fazer procedimento em todo o mundo
 
Rio de Janeiro. Nasceu há cerca de 20 dias, no Canadá, o bebê que é visto por muitos cientistas como um marco no avanço das práticas de fertilização in vitro. Zain Rajani foi gerado a partir de uma nova técnica, chamada “Augument”, capaz de aumentar a qualidade reprodutiva dos óvulos e viabilizar uma maior taxa de sucesso no procedimento.
 
De acordo com a revista norte-americana “Time”, os pesquisadores descobriram no ovário das mulheres uma reserva de células-tronco saudáveis, destinadas especificamente a produzir futuros óvulos, que podem ser utilizadas para transformar a qualidade da célula reprodutiva, fazendo com que os gametas (células reprodutivas maduras) de baixa eficácia se tornem mais férteis.
 
Usando o novo método, desenvolvido por cientistas da empresa OvaScience, retirou-se uma pequena amostra do tecido ovariano da mãe de Zain, de onde foram coletadas as células-tronco e extraída delas a mitocôndria (parte da célula cuja principal função é a geração de energia) para aplicar nos antigos óvulos, que apresentavam baixa qualidade reprodutiva. A mitocôndria introduzida no óvulo velho é capaz de impulsionar a potência das células reprodutivas.
 
“Nenhuma cultura de células pode contornar a baixa qualidade do óvulo ou um óvulo que é cansado demais para executar o que é capaz de fazer. Nós estamos transformando pacientes com taxa de gravidez de 0%, que falharam na fertilização in vitro, em pacientes grávidas. A mitocôndria rejuvenesce o óvulo e o traz de volta para um estado de alta qualidade”, afirmou Jonathan Tilly, pesquisador que iniciou os estudos em 2004.
 
Natasha Rajani tentava engravidar havia quatro anos e já tinha feito um procedimento tradicional de fertilização. Na época, ela produziu 15 óvulos, mas apenas quatro foram fertilizados. Desses, um amadureceu a ponto de ser feita a fertilização. Com a nova técnica, quatro óvulos puderam ser fertilizados, três dos embriões foram congelados, se o casal desejar ter mais filhos, e um deu origem a Zain.
 
A técnica ainda não é permitida nos Estados Unidos por ser considerada uma forma de terapia genética, o que é proibido no país. Segundo a “Time”, 36 mulheres de quatro países – que já haviam tentado o método tradicional e falharam – estão sendo submetidas à técnica. Oito delas já estão grávidas. A clínica canadense OvaScience, que aplicou o procedimento, pretende realizar mil ciclos de fertilização “Augument” já neste ano e produzir uma base de dados que façam com que o método seja colocado em prática em outros países, sobretudo nos Estados Unidos.
 
“Vemos Zain como um símbolo de esperança para todos os casais que lutam contra a infertilidade”, disse Natasha.
 
Legalidade
Onde pode
Como a técnica usada pode ser interpretada como terapia genética, o que é proibido em muitos países, o procedimento só é feito no Canadá, na Turquia e nos Emirados Árabes.
 
Parceria
A nova técnica nãosubstitui a fertilização in vitro. Ela é feita em parceria com o procedimento já conhecido.
 
O Tempo