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segunda-feira, 11 de maio de 2015

8 dicas para se recuperar bem após o parto

Os cuidados pós-parto normal e cesárea são diferentes e essenciais para garantir uma boa recuperação da mãe
 
No início do mês, a duquesa de Cambridge e mulher do príncipe William, Kate Middleton, deu à luz a pequena princesa Charlotte Elizabeth Diana. Apenas 10 horas depois do parto, o casal deixou o hospital com a filha no colo. Kate parecia estar muito bem, usava até mesmo sapatos de salto. A boa aparência e a saída tão precoce do hospital geraram muitas dúvidas.  
 
Antonio Paulo Stockler, obstetra do Hospital Universitário Antonio Pedro, diz ser importante salientar que Kate Middleton teve parto normal, cuja recuperação é muito mais rápida. “No parto normal não há nenhuma restrição de locomoção, quanto mais cedo andar, menor o risco de trombose”, diz.
 
Normalmente, no Brasil, as mulheres ficam cerca de 48 horas depois do parto no hospital, para se recuperar sob observação médica. “Tanto no parto normal, quanto na cesariana, é necessário esperar o útero contrair para parar o sangramento”, afirma Antonio.
 
Partos, mesmo que normais, mas que apresentaram alguma dificuldade merecem mais atenção. O especialista em ginecologia, obstetrícia e mastologia Maurício Sobral diz que trabalhos de parto longos, com bebês muito grandes ou sangramento excessivo podem precisar de mais tempo de internação. Ele também cita os fatores que contribuem para uma alta precoce: “A boa nutrição da mãe, fazer um pré-natal direitinho e ser bem assistida durante o parto”.
 
Na cesariana, além da contração uterina, também é preciso esperar o intestino e bexiga voltarem a funcionar e observar o local do corte, por conta de riscos de alergia ou até de infecção.

Antonio afirma que não tem nada de assustador em Kate Middleton sair bem e andando do hospital apenas 10 horas depois do parto. “É perfeitamente esperado isso acontecer”, diz.
 
“O risco de voltar a sangrar é maior nas primeiras 24 horas, por isso recomenda-se ao menos esse tempo de internação para observação, mas isso pode ser feito em um ambiente doméstico, se a mulher tiver rápido acesso à assistência médica”, conta Antonio que ainda diz que o ambiente hospitalar é contaminado, portanto se ela puder sair, sem riscos, quanto antes melhor.
 
Veja algumas dicas para se recuperar rápido do parto: 
 
- Após o parto normal, é recomendado andar quando se sentir confortável, para evitar o risco de trombose.
 
- Além se exercitar na gravidez, depois do parto normal também se recomenda exercitar a musculatura do períneo para recuperá-la.
 
- Já se você teve cesárea, é importante ficar deitada nas primeiras 4 ou 6 horas após o nascimento do bebê.
 
- Ainda alguns dias depois da cirurgia de cesárea, é importante evitar carregar muito peso ou fazer atividades intensas.
 
- Nas primeiras horas após a cesárea é recomendado que a mulher não fale, para não gerar gases que podem causar dor.
 
- Em cortes de cesárea ou episiotomia é necessário fazer a higienização adequada para evitar infecções. Isso também contribui para uma rápida recuperação.
 
- A hidratação é essencial para a recuperação da mãe. Procure tomar de 2 a 3 litros de água diariamente nos dias que sucedem ao parto.
 
- Se alimentar com comida rica em proteína, ferro e vitaminas é importante para recuperar nutrientes perdidos com o sangramento do parto. Em alguns casos, o médico pode indicar a suplementação de vitaminas.
 
Delas

TRF determina presença de farmacêutico em dispensário de medicamento

TRF concede decisão favorável à profissão. Nos termos da Lei nº 13.021/14, decisão judicial determina presença de farmacêutico em dispensário de medicamento
 
O Tribunal Regional Federal da 3ª Região concedeu decisão favorável ao CRF-SP em ação ajuizada por clínica pedindo a suspensão de fiscalização e autuação de seu dispensário de medicamentos. Utilizando os termos da Lei nº 13.021/2014, a desembargadora, dra. Consuelo Yoshida, apontou ser necessária, sim, a presença de farmacêutico nos dispensários de medicamentos, sendo permitida, inclusive, a aplicação de multas.
 
No caso, a farmácia hospitalar possui menos de 50 leitos, o que aponta mais uma vitória para a profissão, pois desde 2012, o Superior Tribunal de Justiça exigia a presença obrigatória de farmacêutico responsável técnico apenas em farmácia hospitalar com mais de 50 leitos.
 
No entendimento da desembargadora, com a nova Lei, em seus artigos 5º, 6º e 8º, no âmbito da assistência farmacêutica, as farmácias de qualquer natureza requerem, para seu funcionamento, obrigatoriamente, a responsabilidade e a assistência técnica de farmacêutico habilitado na forma da lei; a autorização e o licenciamento da autoridade competente, além da necessidade da presença de farmacêutico durante todo o horário de funcionamento; e a farmácia privativa de unidade hospitalar ou similar necessita de direção e desempenho técnico de farmacêuticos.

CRF - SP

A importância da vitamina D para gestantes e bebês

Além das grávidas, os bebês também precisam ter os níveis de vitamina D no organismo dentro do recomendado
Além das grávidas, os bebês também precisam ter os níveis
de vitamina D no organismo dentro do recomendado
Substância atua na absorção do cálcio e, em quantidade insatisfatória no organismo, pode acarretar prejuízos para mãe e filho
 
A vitamina D é uma substância que tem como principal função ajudar na absorção do cálcio no intestino. “O cálcio é essencial para quase todas as funções do organismo. Quando não tem cálcio no corpo, ele é retirado dos ossos”, explica Bruno Ferraz, endocrinologista do Hospital das Clínicas.
 
Leandra Steinmetz, endocrinologista pediátrica do Hospital das Clínicas, afirma: “Na gestação e lactação a necessidade da vitamina D é 25% maior”. Ela ainda conta que grande parte do cálcio oferecido ao bebê na gestação é pela absorção intestinal – local onde a vitamina D tem maior atuação. Além disso, a maior quantidade de vitamina D é importante para manter a estrutura óssea e evitar fraturas na mãe durante a gravidez e no período de amamentação.
 
Sol sem barreiras
A principal forma de obter a vitamina D é pela exposição ao sol sem nenhuma barreira, seja ela vidro ou o próprio protetor solar – que bloqueia os raios UVB do sol, responsáveis por ativar a sintetização da vitamina D.
 
Tomar de 10 a 15 minutos de sol sem proteção, entre 10h e 12h, é o recomendado para pessoas brancas para manter níveis adequados de vitamina D no corpo. “Quanto mais escura a pele, maior seria o tempo necessário para produzir a quantidade ideal de vitamina D”, diz Bruno. É bom lembrar, no entanto, que o uso de protetor solar é indispensável para períodos prolongados de exposição ao sol.
 
Além das grávidas, os bebês também precisam ter os níveis de vitamina D no organismo dentro do recomendado. Isso porque apresentam um crescimento acelerado nos dois primeiros anos de vida e a demanda óssea fica intensa nesse período. O leite materno, mesmo que a mãe esteja com os níveis da vitamina D em dia, não possui quantidade suficiente da substância.
 
Diante dessa condição, a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) recomenda a suplementação de vitamina D para bebês a partir de uma semana de vida, para prevenir o raquitismo – doença que consiste no enfraquecimento dos ossos. A vitamina D também está associada em alguns estudos recentes à prevenção de alergias, asma e diabetes tipo 1 em bebês.
 
É sempre necessário consultar um médico antes de iniciar a suplementação da vitamina em qualquer fase da vida.
 
iG

Nova lei pode abrir oportunidade para as empresas de logística de remédios

Exigências do novo Sistema Nacional de Controle de Medicamentos (SNCM) criam novas oportunidades e incrementam o setor logístico
 
No entanto, a necessidade de investimentos em tecnologia e automação coloca operadoras de carga em uma corrida contra o tempo, para adaptarem-se às condições da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
 
Da indústria ao consumidor, passando pelos distribuidores e operadores de logística, o SNCM deve estar implantado até o final de 2016. Contudo, ainda em outubro deste ano a expectativa é de que o projeto-piloto já deva estar pronto.
 
Com o SNCM, um conjunto de procedimentos para o rastreamento de medicamentos será obrigatório. Isso por meio de informações previamente registradas no sistema, que deve conter identificação exclusiva do produto, prestadores de serviço e usuários. Além disso, em cada etapa de produção, importação, distribuição, transporte, armazenagem, dispensação e outros movimentos previstos deve haver um registro, para que o sistema trace a rota e o histórico do medicamento.
 
A principal mudança para as empresas de logística será o controle unitário do remédio. Antes, a checagem era realizada por lote. Agora, cada unidade de medicamento deverá possuir um código bidimensional Datamatrix, que terá de conter o número de série, o registro, o lote e a data de validade. Ou seja, mesmo que a caixinha do insumo seja separada de seu lote, ainda será possível identificar para onde ela foi enviada.
 
O objetivo da lei é reduzir a quantidade de medicamentos falsificados, adulterados, desperdiçados por manuseio incorreto ou roubados. Remédio é um dos produtos mais visados por quadrilhas, segundo a Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC&Logística). “Com o controle tecnológico e eletrônico, não haverá a possibilidade do paciente receber o remédio incorreto, além de reduzir a possibilidade de contrabando”, afirma o professor titular da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP), Eduardo Mario Dias.
 
Ganho de produtividade
Segundo a Anvisa, no período de 2000 a 2006, cerca de 800 mil pessoas no mundo morreram por conta de falsificação, contrabando e roubos. No Brasil, o contrabando chega a representar uma perda de R$ 8 bilhões por ano e cerca de 20% dos medicamentos em circulação são falsos. A média mundial é 10%, de acordo com dados do Fórum Nacional Contra a Pirataria e a Ilegalidade (FNCP) e da Organização Mundial da Saúde (OMS).
 
Para o especialista, mesmo que a implantação seja realizada por etapas, as empresas envolvidas devem estar reparadas para o projeto piloto. “Apenas desta forma conseguiremos checar as relações de toda a cadeia da indústria farmacêutica para ver se vai dar certo e qual o impacto em cada companhia do setor”, analisa o professor.
 
Investimentos
“O maior foco da mudança está na indústria, mas as operadoras logísticas e distribuidoras também deverão se adaptar para proporcionar parte da informação, além de melhorar o processo de controle serial e o nível de separação de pedido. A produtividade e a profissionalização são necessárias”, analisa a gerente de logística da operadora e transportadora Ativa, Elisa Pellinni. Para ela, o mercado pode passar por um momento de consolidação, onde empresas que não conseguirem se adaptar podem sumir. “Somos poucos, e quem ficar será mais valorizado”, ressalta.

Para Elisa, as empresas que não atuavam com os sistemas automatizados devem sofrer intensamente o impacto. “Com o Datamatrix não será possível fazer leitura manual sem o equipamento de dados”.
 
Entre os investimentos que a Ativa realizou estão horas de desenvolvimento para um novo sistema que suporte toda a informação, espaço de armazenagem de dados em nuvem, além da compra de escaners que leiam o código Datamatrix e coletores. “O investimento deve ficar em torno de R$ 300 mil e R$ 350 mil para o aporte em tecnologia e entre R$ 20 mil e R$ 30 mil nos equipamentos de leitura”, afirma Elisa. Ela menciona também que o gasto em material é menor, porque no ano anterior (com a possibilidade da lei) já havia dobrado seu pedido de equipamentos de leitura.
 
Ainda segundo a executiva, o desafio está em cumprir o prazo para o projeto piloto. “Para esta fase, a indústria deve implementar o sistema em três lotes, mas para nós operadoras seria mais fácil ter a mudança de uma vez. Desta forma teremos que operar nos dois formatos”.
 
Já o diretor da Prosperity Consulting, especializada em logística, Décio Tarallo, afirmou que na primeira etapa as transportadoras terceirizadas (que apenas realizam o translado e não armazenam) não devem se preocupar. Mas, as operadoras deverão participar do piloto para mostrar às clientes que conseguirão realizar o processo.
 
“A rastreabilidade está sendo realizada não apenas no Brasil, mas em outros países. Uma das maiores causas de óbito no mundo é a aplicação incorreta do medicamento. O consumidor é o foco da mudança, mais do que a segurança porque hoje temos sistema que controlam essa parte”, conta.

Questionado sobre a margem de lucro, o especialista acredita que deve reduzir um pouco. “O custo das operadoras será repassado para a indústria e consequentemente para o consumidor”, diz.
 
Distribuidoras
O diretor executivo da Associação Brasileira de Distribuição e Logística de Produtos Farmacêuticos (Abradilan), Geraldo Monteiro, explica que para amenizar o impacto e tornar o processo mais viável, a entidade tem mantido contato com a Anvisa para repassar material técnico sobre o segmento

“Medidas assim sempre melhoram o processo, mas as políticas adotadas devem servir na prática.”
 
Gestão em hospitais
Com a necessidade da rastreabilidade, as empresas de gestão de logística interna nos hospitais também serão requisitadas. Um exemplo é a RV Ímola, que além de oferecer o controle de fármacos dentro dos hospitais, também possui um galpão externo onde é possível guardar todos os insumos.
 
“Hoje em dia, muitos hospitais estão nos centros urbanos e é caro manter um armazém dentro do hospital”, explica o vice-presidente comercial da empresa, Thiago Amaral.
 
Segundo ele, a companhia tira o volume de insumos e ainda coloca funcionários para fazer a gestão no controle do almoxarifado e nos estoques satélites (por andar) nos hospitais. “Fazemos também a separação unitária do medicamento, seguindo exatamente a prescrição médica”, confirma Amaral.
 
Dentro do centro hospitalar, a separação é feita a cada seis horas e colocada de forma separada por paciente em dispensários, que para serem abertos precisam do registro por código do enfermeiro e do paciente.
 
Com a maior exigência da rastreabilidade para medicamentos, a empresa afirma que espera superar R$ 200 milhões no faturamento em 2016. Este ano, a previsão é de R$ 180 milhões. “Em pesquisas feitas com nossos clientes, percebemos um desperdício entre 20% e 30% dos fármacos”, analisa.
 
Além disso, ao terceirizar o serviço é possível reduzir o número de funcionários para o controle de remédios de forma drástica. “O controle errado muitas vezes pode gerar perdas por questões simples de resolver, como a validade ou a compra em volume desnecessário”.
 
CFF

OMS inclui remédios contra hepatite C em lista de essenciais

Cinco remédios para o tratamento da doença foram considerados como o “mínimo necessário” para o sistema de saúde. Há 1,5 milhão de infectados pela doença no Brasil
 
A Organização Mundial da Saúde adicionou hoje cinco novos medicamentos para o tratamento da hepatite C a sua lista de remédios essenciais. As substâncias escolhidas são consideradas inovadoras porque oferecem a cura rápida com poucos efeitos colaterais. A inclusão desses medicamentos, contudo, não têm valor legal.
 
Ela funciona como uma recomendação para que as agências reguladoras de todo o mundo priorizem e facilitem o acesso da população a esses remédios, já que alguns deles podem custar até mais do que 1 000 dólares, o equivalente a quase 3 000 reais – o valor é referente a uma única pílula.
 
No Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou três medicamentos para o tratamento da hepatite C neste ano. Juntos, eles compõem um tratamento com percentual de cura de 90% que poderá beneficiar as quase 1,5 milhões de pessoas infectadas pelo vírus no país.
 
A hepatite C é causada pelo vírusC (HCV) e sua transmissão pode ocorrer de diversas maneiras, como por meio de uma transfusão de sangue e compartilhamento de objetos de higiene pessoal que possam estar contaminados — alicates de unha e lâminas de barbear, por exemplo. A transmissão também pode ocorrer de mãe para filho, durante a gestação.
 
Na maioria dos casos, o doente não sente sintomas e só descobre que está contaminado durante uma doação de sangue ou com exames de rotina. Estima-se que 3% da população mundial tenha sido exposta ao vírus, o que corresponde a cerca de 185 milhões de pessoas.
 
Veja