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quarta-feira, 13 de maio de 2015

5 melhores práticas de hospitais nas redes sociais

Infográfico com dados do mercado norte-americano mostra que os pacientes confiam nas redes sociais para interagir com médicos
 
Entre os assuntos que mais compartilham nas redes estão a sua própria experiência no sistema. Além disso, demostram confiar primeiramente nos posts de médicos, depois enfermeiros e, em terceiro, hospitais.
 
O Facebook aparece como a mídia mais popular entre 1.500 hospitais americanos presentes nas redes.
 
O infográfico traz também o exemplo de cinco organizações de saúde que investem em ações nas redes sociais: Mayo Clinic (Rochester), Rush University Medical Center (Chicago), Massachusetts General Hospital, Scott & White Healthcare (Texas) e Nebraska Medical Center (Omaha)
 
Confira!
 
[infograph] Que pueden hacer los pacientes de forma online para controlar su salud. #hcsmeuES #salu20 #eSalud
Saúde Web

Fiscais constatam descarte irregular de lixo na Maternidade Santo Antônio em AL

Área onde lixo estava armazenado foi interditada pelos fiscais (Foto: Micaelle Morais/G1)
Foto: Micaelle Morais/G1: Área onde  lixo
estava armazenado foi interditada pelos fiscais
Mais de uma tonelada de lixo hospitalar se mistura a lixo comum no local. Hospital tem 24 horas para regularizar situação ou será interditado
 
A Maternidade Santo Antônio, no bairro do Bom Parto, foi notificada na manhã desta terça-feira (12), após uma fiscalização motivada por denúncia anônima que constatou diversas irregularidades na unidade.
 
No depósito de lixo, havia mais de uma tonelada de lixo hospitalar e infectante misturada a lixo comum. O depósito de resíduos foi interditado.
 
A ação é executada pela Superintendência de Limpeza Urbana de Maceió (Slum) e pela Secretaria Municipal de Proteção ao Meio Ambiente (Sempma).
 
"O lixo infectante estava junto ao lixo comum. Tinha sangue, larva e chorume lá dentro. Além disso, o local não tem licença ambiental para funcionar", disse o coordenador de fiscalização da Slum, Carlos Tavares.
 
O diretor da maternidade, Paulo Sérgio Holanda, alegou que a situação chegou a esse ponto por conta da alta demanda na unidade. "A gente tem um contrato com a empresa que nos dá cinco bombonas e recolhe o lixo uma vez por semana, mas não foi suficiente. Agora vamos aumentar para 15 bombonas e recolhimento três vezes semanalmente", explica.
 
Segundo os fiscais, o flagrante se caracteriza como crime ambiental. A maternidade recebeu um prazo de 24 horas para regularizar a situação ou pode ser interditada por completo. Após a fiscalização, a direção da unidade de saúde acionou uma empresa terceirizada para recolher o material infectante.
 
A Slum informou que a direção da maternidade se comprometeu a regularizar a situação até as 14h desta terça. Devido ao armazenamento irregular do lixo, a unidade de saúde recebeu um auto de infração da Sempma e foi notificada pela Slum.
 
G1

terça-feira, 12 de maio de 2015

Anvisa determina apreensão de lotes falsos de anorexígenos

A Anvisa determinou a apreensão e inutilização dos lotes 1200168 e 1100098 do medicamento Desobesi (cloridrato de femproporex) e do lote 0805720 do medicamento Dualid (cloridrato de anfepramona). Os lotes dos produtos são falsos
 
A empresa Aché Laboratórios Farmacêuticos S.A., que detinha o registro desses medicamentos antes do cancelamento determinado pela Agência, foi informada da falsificação e notificou a Anvisa.
 
A medida está na Resolução nº 1.423, publicada nesta terça-feira (12/5) no Diário Oficial da União (DOU).
 
ANVISA

Proposta exige que farmácias populares exponham lista de medicamentos

A Câmara dos Deputados analisa projeto que obriga todas as farmácias que participam do Farmácia Popular a afixar em suas dependências a relação de medicamentos contemplados pelo programa. De acordo com o autor da proposta (PL 37/15), deputado Sergio Vidigal (PDT-ES), ainda existe desinformação da população sobre os benefícios
 
“A publicidade é necessária para que o programa atinja de forma otimizada seus objetivos, que são da mais alta relevância”, defendeu o parlamentar.

O Farmácia Popular é um programa do governo federal que facilita o acesso aos medicamentos para as doenças mais comuns, como diabetes e hipertensão, com uma redução de até 90% do valor de mercado. Os remédios são subsidiados pelo governo, que possui uma rede própria de Farmácias Populares e parceria com farmácias e drogarias da rede privada, chamada “Aqui tem Farmácia Popular”.

A proposta de Sergio Vidigal possui o mesmo conteúdo de um projeto da ex-deputada Sueli Vidigal, sua esposa. Como Sueli não se reelegeu, o PL 6748/13 foi arquivado com o fim da legislatura passada.

Tramitação
A proposta tramita em caráter conclusivo e será analisada pelas comissões de Seguridade Social e Família; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
 
Íntegra da proposta: PL-37/2015

Agência Câmara de Notícias

Pesquisa demonstra como a falta de sono afeta a tomada de decisões na crise

Privação de sono afeta tomada de decisões de maneira crucial, dizem especialistas
Privação de sono afeta tomada de decisões de maneira crucial,
 dizem especialistas
Estudo é pioneiro em mostrar impacto do cansaço em situações de risco nas quais as circunstâncias mudam constantemente e é preciso decidir o melhor caminho a seguir
 
A diferença entre a vida e a morte na sala de cirurgia, no campo de batalha ou durante um tiroteio policial muitas vezes se resume à capacidade de adaptação ao inesperado. A privação do sono – um dos grandes males da vida moderna – pode prejudicar isso, aponta um estudo da Washington State University publicado este mês na revista científica Sleep.
 
Pela primeira vez, os pesquisadores conseguiram reproduzir, em laboratório, uma simulação de como a falta de sono afeta aspectos críticos da tomada de decisão em situações-limítrofes do mundo real.
 
Os resultados fornecem pistas de como ficar sem dormir por longos períodos pode levar médicos, socorristas, soldados e outros profissionais que lidam com crises a tomarem decisões catastróficas.
 
A história recente está cheia de exemplos das consequências, por vezes devastadoras, de pessoas “funcionando” sem dormir o suficiente. Investigações sobre o colapso na usina nuclear de Chernobyl e a explosão do ônibus espacial Challenger, por exemplo, mostraram que operadores privados de sono tiveram papéis cruciais nesses acidentes.
 
Criar uma situação controlada, em laboratório, que simula suficientemente bem as circunstâncias que levaram a lapsos graves de julgamento do mundo real sempre foi um desafio para os cientistas.
 
Estudos já publicados anteriormente conseguiram mostrar como o sono compromete a atenção, mas os efeitos disso em testes de cognição e na tomada de decisões ainda são raros nesse campo de estudo.
 
Normalmente, a tomada de decisão é um processo dinâmico que exige de cada indivíduo se inteirar do que está ocorrendo em volta dela, como resultado de suas ações e de mudanças nas circunstâncias.
 
Um cirurgião, por exemplo, pode notar uma mudança nos sinais vitais de um paciente no meio de um procedimento. Ele usa essa informação, também chamada de feedback, para decidir qual o melhor caminho a seguir.
 
“Um aspecto inovador deste estudo foi o uso de uma tarefa simples de laboratório que capta o aspecto essencial da tomada de decisões no mundo real, de se adaptar a novas informações em uma situação de mudança”, disse John Hinson, professor de psicologia e um dos autores da pesquisa.
 
“Estudos anteriores sobre perda de sono e tomada de decisões não levaram em conta a importância da adaptação de cada indivíduo à evolução das circunstâncias na hora de determinar se a perda de sono pode ou não levar a falhas em tomadas de decisão.”
 
Para o experimento, foram usados 26 voluntários saudáveis, dos quais, 13 foram selecionados aleatoriamente para passar 62 horas sem dormir, enquanto a outra metade do grupo pôde descansar.  Durante seis dias e noites, os participantes viviam em um laboratório que lembrava um hotel, onde realizaram uma tarefa de aprendizagem reversa concebida para testar a capacidade deles de usar feedback para orientar decisões futuras.
 
Na tarefa, os indivíduos foram apresentados a uma série de números que, desconhecidos para eles, foram pré-definidos como “vá” (resposta) e “não vá” (não-resposta). Eles tinham menos de um segundo para decidir se respondiam ou não a cada número mostrado. Toda vez que eles identificaram corretamente um número com um valor de “vá”, recebiam uma recompensa monetária fictícia. Erros resultavam em perda.
 
Depois de algum tempo, tanto o grupo privado de sono quanto os que puderam descansar começaram a entender a tarefa e a selecionar os números certos. Em seguida veio a parte difícil. Os pesquisadores inverteram as contingências, de modo que os participantes tiveram que recusar uma resposta aos números que significavam “vá” e responder aos números que indicavam “não vá”.
 
Isso mostra, defendem os pesquisadores, que não importa o quanto uma pessoa quer fazer a escolha certa, a perda de sono faz algo com o cérebro que simplesmente impede o uso do feedback de forma eficaz. Para eles, a pesquisa fornece uma nova ferramenta para investigar como a privação do sono produz erros de decisão em situações da vida real onde a informação muda ao longo do tempo.
 
“Nossos resultados nos dizem que colocar as pessoas privadas de sono em ambientes de potencialmente perigosos é um negócio inerentemente arriscado e levanta uma série de implicações médicas, jurídicas e financeiras”, disse Hans Van Dongen, diretor do Centro de Pesquisas do Sono e da Washington State University, outro autor do estudo.
 
iG