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quinta-feira, 14 de maio de 2015

A importância da enfermagem na logística hospitalar

A operação logística em saúde envolve diversas profissões e profissionais, todos de extrema importância para que toda a gestão flua de acordo como o planejado
 
Por Mayuli Fonseca
 
Dentre estes profissionais, considero importante destacar o profissional de enfermagem, que pode atuar em diversas pontas do processo, como na coordenação de operações da base – nos centros de distribuição, nas unidades de farmácia das unidades de saúde e, por fim, na beira no leito – no ato da administração da medicação prescrita.
 
Considerando os estudos internacionais que revelam a média de 11% dos erros de medicação acontecendo na dispensação e até 38% no momento da administração de medicamentos, tem-se aí a tangibilização da importância de uma gestão estratégica de logística que garanta um rigoroso controle de todas as atividades envolvidas, com a devida identificação de lotes, data de validade e rastreabilidade de todo o percurso do medicamento, amparadas por tecnologia de ponta. Tais processos facilitam o dia a dia dos profissionais envolvidos em toda a cadeia até o paciente.
 
Da mesma forma, a boa formação, conhecimento e comprometimento destes profissionais são essenciais para o entendimento da logística de insumos e medicamentos. Sua interface em todos os caminhos de atendimento ampara e assegura todos os relacionamentos e as rotinas envolvidas para que a operação atinja resultados plenos.
 
Em comemoração ao Dia da Enfermagem, celebrado em 12 de maio e comemorado durante a semana, vale parabenizar todos os profissionais dessa profissão fundamental para o cuidado da saúde de todos nós.
 
Saúde Web

Indústrias retiram sete mil toneladas de sódio dos alimentos processados

Meta do Ministério da Saúde é reduzir 28.562 toneladas de sal do mercado brasileiro até 2020
 
De 2011 a 2014, 7.652 toneladas de sódio foram retiradas de produtos alimentícios no Brasil por meio de compromisso firmado pelo Ministério da Saúde e Associação das Indústrias da Alimentação (Abia). Os dados foram divulgados nesta terça-feira pela pasta. A meta do governo é que, até 2020, o setor promova a retirada voluntária de 28.562 toneladas de sal do mercado brasileiro.
 
Na segunda etapa do Plano Nacional de Redução de Sódio em Alimentos Processados, foram analisados bolos, snacks (batata palha e salgadinhos de milho), maioneses e biscoitos. Os produtos somam 69 indústrias e sofreram uma redução de 5.793 toneladas de sódio em suas fórmulas desde 2013. Na primeira etapa, em 2011, que envolveu macarrão instantâneo, pão de forma e bisnaguinha, 1.859 toneladas de sódio saíram do mercado.

A maior redução, segundo o ministério, foi observada na categoria dos rocamboles, com queda de 21,11% no teor de sódio, seguida pela mistura para bolo aerado (16,6%) e pela maionese (16,23%).
 
As demais categorias, de acordo com os dados, também registraram queda: bolos prontos sem recheio (15,8%), bolos prontos com recheio (15%), batata frita e batata palha (13,71%), biscoito doce (11,41%), salgadinho de milho (9,4%), biscoito recheado (6,48%), mistura para bolo cremoso (5,9%) e biscoito salgado (5,8%).
 
Os números mostram ainda que, em 2013, das 69 indústrias analisadas, 95% dos produtos conseguiram reduzir o teor máximo de sódio da composição. Grande parte dos participantes também conseguiu antecipar as metas estabelecidas para 2014: 83% dos bolos prontos com recheio, 96,2% das misturas para bolo aerado, 89,7% dos salgadinhos de milho, 68% da batata palha e batata frita e 77,8% dos biscoitos doces recheados.
 
As indústrias que não alcançaram o resultado esperado de redução foram notificadas pelo ministério e devem apresentar à pasta uma justificativa, além de uma nova estratégia para diminuir a quantidade de sal nos alimentos.
 
 
O ministro da Saúde, Arthur Chioro, avaliou os resultados da segunda etapa de monitoramento como extremamente positivos e impactantes:
 
— Mas não adianta comemorarmos essa retirada de mais de 5 mil toneladas de sódio se não tivermos capacidade de trabalhar na alimentação, na merenda escolar, nos hábitos alimentares e na retirada do saleiro da mesa.
 
O presidente da Abia, Edmundo Klotz, garantiu que a indústria também está engajada na estratégia de criar alternativas para o consumo doméstico do sal.
 
— A primeira fase é a retirada do sódio e a segunda, a substituição. Buscamos produtos que substituam o sal ou alternativas de sal com redução de sódio — explicou.
 
O acordo entre o governo e o setor de indústrias da alimentação conta ainda com outras duas etapas, a serem divulgadas até 2016 e que devem incluir alimentos como margarina, hambúrguer, empanados e salsichas. O cumprimento das metas, que envolvem os produtos mais consumidos pela população, vai contribuir para a redução no consumo de sódio diário no país para menos de 2 miligramas (mg) por pessoa (cerca de 5 quilos de sal).
 
Agência Brasil

Automedicação é praticada por 76,4% dos brasileiros

Analgésicos são consumidos em larga escala no País sem indicação médica
 
O Dia Nacional do Uso Racional de Medicamentos foi comemorado dia 05 passado. A data foi criada para combater um hábito que tem crescido há muitos anos entre os brasileiros. Institutos de pesquisas apontam que a automedicação é praticada por 76,4% dos brasileiros. Entre os que adotam essa prática, 32% têm o hábito de aumentar as doses de medicamentos prescritos por médicos com o objetivo de “potencializar os efeitos terapêuticos”, o que também é considerado uma forma de automedicação.
 
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o ato de consumir medicamentos sem orientação médica, é responsável por cerca de 20 mil mortes por ano no Brasil. Entre os produtos farmacêuticos mais consumidos no País sem indicação médica, estão analgésicos, complexos vitamínicos, amenizadores dos sintomas da gripe e de indisposição, segundo estudo da Associação Brasileira da Indústria de Medicamentos Isentos de Prescrição (ABIMIP)
 
No cenário perigoso construído em torno da automedicação, as mulheres geram mais preocupação. Estatísticas da OMS estimam que elas representam 59% das pessoas que ingerem medicamentos sem orientação médica. Os perigos se agravam quando são gestantes ou lactantes.
 
Estado de Minas / Guia da Pharmacia

Hospitais do CE têm 359 pessoas em corredores; governo promete solução

Acompanhantes de pacientes registram pessoas no chão do hospital Instituto Doutor José Frota (Foto: TV Verdes Mares/Reprodução)
 Foto: TV Verdes Mares/Reprodução: Acompanhantes de
 pacientes registram pessoas no chão do hospital Instituto
Doutor José Frota
Sindicato criou índice 'corredômetro' durante crise na saúde do Ceará. Governo diz que adquiriu materiais em falta e aguarda fornecedores

O índice “corredômetro” chega à quarta semana contabilizando 359 pacientes atendidos nos corredores dos maiores hospitais do Ceará, segundo o Sindicato dos Médicos do Ceará. O “corredômetro” foi criado para denunciar a quantidade de pacientes sem atendimento adequado nas unidades desde o início da crise da saúde no estado, segundo a presidente do sindicato Mayra Pinheiro.

"É humanamente impossível você dizer que está fazendo um atendimento de qualidade em pessoas que estão com o soro pendurado nas paredes com prego ou em crianças que estão 'internadas' embaixo de um telefone público”, afirma Mayra.

Segundo a última atualização do “corredômetro”, nesta quarta-feira (13), 80 pacientes estavam fora de leitos ou salas adequadas nas nove unidades de pronto atendimento de Fortaleza (UPAs); 98 no Instituto Doutor José Frota; 66 no Hospital Geral de Fortaleza; o Hospital de Messejana tinha 55 pessoas nos corredores; o Hospital Infantil Albert Sabin, 50; e o Hospital São José, 10 pacientes nos corredores.

Além dos pacientes nos corredores, vários pacientes são barrados diariamente nas unidades por falta de condição de atendimento. Em alguns casos, familiares de pacientes conseguem na Justiça a determinação para transferência para um leito adequado, mas as decisões são descumpridas devido à falta de salas, segundo o Governo do Estado. A família de Francisca Dias conseguiu liminar na Justiça para a transferência a um leito de UTI, mas ela morreu 13 dias após a espera. "O médico, na mesma hora que ele entubou e viu que o caso dela é muita grave, disse ‘o caso da sua mãe é muito grave, ela precisa de um leito de UTI urgente’”, diz a filha Estefânia Dias. Sem conseguir o leito, a família recorreu à Justiça.

O governador do Ceará, Camilo Santana (PT), afirmou nesta quarta-feira que está providenciando soluções para acabar com a crise na saúde. Para ele, situação semelhante ocorre em todos os estados e se agravou devido à redução do repasse de verba por parte do Governo Federal. "Em 2006 o Governo [do Estado do Ceará] gastou algo em torno de R$ 285 milhões na saúde; o governo federal gastava algo próximo disso, ou seja, a cada real do Governo do Estado, o Governo Federal gastava um. Em 2014, nós gastamos 4 reais para cada real do Governo Federal. Estamos trabalhando para resolver isso.”
 
Corredores do IJF estiveram lotados nesta quinta-feira (Foto: TV Verdes Mares/Reprodução)
Foto: TV Verdes Mares/Reprodução
Corredores do IJF estiveram lotados nesta quinta-feira
Falta de material
Segundo o diretor do Sindicato dos Médicos Edimar Fernandes, cirurgias são canceladas por falta de material. "Tem médico para fazer as cirurgias, mas não tem um fio para fechar a cirurgia, não tem gaze para limpar. Não tem antibiótico, porque eu preciso algumas vezes quando vai fazer uma cirurgia", explica.
 
O governador Camilo Santana afirma que já solicitou todo o material em falta para abastecer os hospitais e que aguarda a distribuição por parte dos fornecedores. Nesta quarta-feira, ele se reuniu com diretores de todas as unidades para buscar soluções.

G1
 
“Mandei cancelar, não se admite, enquanto faltar medicamento, fazer buffet."Convoquei todos os diretores dos hospitais para avaliar os gargalos, os problemas, para buscarmos as soluções juntos.
 
Estou vendo os leitos de retaguarda, como contratar os leitos de retaguarda para diminuirmos as filas nos hospitais. As medidas urgentes que forem necessárias nós estamos tomando", disse.

G1

Dispareunia: quando o sexo se torna um tormento

Distúrbio afeta mulheres, que dizem sentir dor quando mantêm relações sexuais envolvendo penetração
Distúrbio afeta mulheres, que dizem sentir dor quando mantêm
relações sexuais envolvendo penetração
Distúrbio afeta mulheres, que dizem sentir dor quando mantêm relações sexuais envolvendo penetração
 
A britânica Angela Lyons, de 66 anos, 44 deles casada, diz ter um casamento feliz, mas incompleto: ela não faz sexo com seu marido.
 
Ela sofre de dispareunia, uma condição que faz com que as relações sexuais envolvendo penetração sejam dolorosas.
 
Um estudo publicado em 2008 na revista Menopause, com base em resultados de um questionário anônimo, concluiu que 40% das mulheres sofrem do distúrbio.
 
No entanto, outro relatório, publicado no Scandinavian Journal of Public Health, diz que a dispareunia afeta somente 10% das mulheres.
 
Especialistas, no entanto, dizem que determinar o número real de mulheres que experimentam a dor durante o sexo é difícil porque muitas têm vergonha de procurar ajuda.
 
"É mais comum em mulheres de meia-idade, entre 40 e 45 anos, ou após o parto com episiotomia (quando é feita uma incisão cirúrgica para facilitar o nascimento do bebê)", explica Mariano Rosselló Gayá, especialista em Medicina Sexual do Instituto de Medicina Sexual na Espanha.
 
Causas
"As causas físicas ou orgânicas podem ser falta de lubrificação, hímen hipertrofiado, distúrbios de abertura vaginal, irritação, infecção, atrofia vaginal, cicatrizes ou ferimentos anteriores", enumera Gayá.
 
"As pacientes relatam dor de média ou alta intensidade que pode acontecer em dois locais, seja na primeira seção do canal vaginal, seja no interior do órgão, durante penetrações mais profundas. A sensação é de ardor, queimadura ou dor aguda".
 
"É preciso, contudo, separar se se trata de uma dor que acontece em todas as ocasiões do coito ou apenas algumas vezes, e em que circunstâncias ou posições."
 
Na opinião de Gayá, é importante procurar ajuda, porque o distúrbio pode transformar a vida sexual das mulheres em um tormento.
 
"A dispareunia pode levar as mulheres não apenas a desfrutar das relações sexuais, mas evitá-las por completo, de forma a não sentir dor".
 
"Muitas mulheres aguentam essa situação e se resignam, mas logicamente os efeitos a médio prazo sobre a relação e a cumplicidade são devastadores. Uma consulta com um médico, a tempo, pode evitar, inclusive, o fim da relação de um casal".
 
"O homem também sofre porque se sente o causador da dor que sua parceira está sentindo, quando, ironicamente, quer o oposto", acrescentou Gayá.
 
Menopausa e parto
A dispareunia é mais comum em mulheres na pós-menopausa ou naquelas que foram submetidas a um parto com episiotomia.
 
Durante a menopausa, o declínio nos níveis do hormônio feminino estrogênio, que normalmente mantém os tecidos úmidos e saudáveis, pode causar secura vaginal.
 
"Além disso, após a menopausa, a vagina não é tão elástica e extensível como antes", explica Kate Lough, fisioterapeuta em Glasgow.
 
Isso acontece porque a diminuição do estrogênio também afeta a proteína do colágeno que ajuda a manter o tecido saudável.
 
Esse foi o caso de Angela Lyons.
 
Mas, depois de reunir coragem de ir ao médico, o problema dela melhorou somente com um creme de estrogênio.
 
Outras mulheres podem sentir dor durante a relação sexual em virtude da cicatrização do períneo após a episiotomia.
 
Normalmente, o problema pode ser resolvido através de um procedimento simples ─ conhecido como procedimento de Fenton ─ onde o tecido cicatricial é removido.
 
A técnica é geralmente realizada com anestesia local e a recuperação é rápida, com o paciente deixando o hospital no mesmo dia da cirurgia.
 
Causas psicológicas
"Há também causas psicossexuais que podem ser abordadas durante a consulta", conta Gayá.
 
"Uma das mais comuns é a falta de excitação, o que reduz a lubrificação vaginal ou impede o relaxamento muscular adequado para facilitar a penetração".
 
"Um trauma sexual anterior também pode ser a causa se ele tiver deixado sequelas", disse.
 
"Também podem influenciar fatores como o medo do sexo ou da gravidez, pouca educação sexual e alto nível de estresse ou ansiedade mantido ao longo do tempo."
 
Em todos os casos, é importante consultar um especialista para conseguir apoio adequado para cada caso.
 
"Hoje podemos escolher tratamentos farmacológicos ou cirúrgicos se for um problema anatômico da abertura vaginal, ou por terapia psicossexológica nos casos em que a dispareunia aparece na forma de somatização de um conflito pessoal ou do casal."
 
BBC Brasil / iG