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quinta-feira, 14 de maio de 2015

Ministério da Saúde confirma 8 casos de zika vírus no RN e 8 na BA

Aedes aegypti é o mosquito que transmite a dengue, febre
 chikungunya e zika vírus
Doença, assim como a dengue, é transmitida pelo mosquito Aedes Aegypti. Ministro observa que ela é menos preocupante por ser mais branda

O Ministério da Saúde confirmou a circulação do zika vírus no Brasil na manhã desta quarta-feira (14). Segundo o ministro Arthur Chioro, 8 amostras provenientes de Camaçari, na Bahia, e 8 do Rio Grande do Norte são efetivamente da doença. Elas foram testadas pelo Instituto Evandro Chagas e pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC).

Apesar da entrada do vírus no Brasil e de 1.200 suspeitas sendo investigadas no Nordeste, o ministro disse não haver motivo para preocupação. "O zika vírus não nos preocupa. Trata-se de uma doença benigna que tem uma evolução para cura. A febre é baixa, o maior incômodo é o prurido, manchas vermelhas. Requer muito pouco acesso dos pacientes ao prontos-socorros e serviços médicos. Toda a nossa preocupação é com a dengue, porque dengue mata."
 
Zika vírus
O zika vírus foi isolado pela primeira vez em 1947 a partir de amostras em macacos Rhesus na floresta Zika, em Uganda. Ele é endêmico no leste e oeste africanos e, no continente americano, foi identificado na Ilha de Páscoa, território chileno, no início de 2014, segundo o ministério.
 
É uma doença viral que passa sozinha, em geral, após até 7 dias. Ela se caracteriza por febre, hiperemia conjuntival sem pus, mialgia, edema em extremidades e dor atrás dos olhos. A transmissão se dá por meio da picada do mosquito Aedes Aegypti e tem incubação de cerca de quatro dias.
 
O tratamento é baseado no uso de paracetamol para febre e dor. Não há registros de óbitos causados pela doença. Também não há vacinas contra ela. As medidas de prevenção são semelhantes às da dengue e da chikungunya.

G1

Funcionários dizem que falta até detergente no Hospital Carlos Chagas

Parte do material do centro cirúrgico é obtido em doações. Há dez dias, pacientes foram flagrados em macas nos corredores

 
Há menos de dez dias o Bom Dia Rio mostrou os corredores do Hospital Estadual Carlos Chagas, em Marechal Hermes, no Subúrbio do Rio, lotados de macas com pacientes. Nesta quinta-feira (14), o telejornal mostrou que os funcionários agora denunciam a falta de materiais, remédios e até detergente para realizarem a limpeza dos instrumentos cirúrgicos.

O documento enviado para a administração do hospital detalha alguns dos materiais que estão em falta. Neles os funcionários dizem que estão sem sabão líquido e sem detergente enzimático desde o dia 3 de maio. O sabão e o detergente são usados na limpeza e desinfecção dos artigos hospitalares críticos e semicríticos da unidade. Os profissionais também pedem orientações sobre como vão trabalhar durante o dia, já que os produtos são imprescindíveis para remover a sujeira dos instrumentos de trabalho.

A equipe do Bom Dia Rio entrou em contato com um funcionário dos funcionários do Carlos Chagas que falou deste e de outros itens que estão em falta no hospital. “Nebulizador, máscara de nebulização e cânulas. Falta sabonete líquido, detergente enzimático e material básico para a desinfecção de material do centro cirúrgico”, disse o funcionário, que não quis se identificar.
 
Parte do material utilizado no centro cirúrgico é obtido em doações. “O material está sendo trazido através de doações de outras unidades para o Hospital Carlos Chagas. Através do esforço das pessoas do hospital para manter o funcionamento do centro cirúrgico”, completou o funcionário.

Há menos de dez dias a equipe do Bom Dia Rio mostrou outro problema na unidade. Pacientes em macas, espalhados pelos corredores lotados. A equipe também denuncia que faltam antibióticos. “Determinados dias têm determinados antibióticos, então existe um comunicado da farmácia dizendo que nesse dia só pode iniciar o tratamento com alguns antibióticos, porque os outros estão em falta”, disse o funcionário.

A falta dos remédios segundo os funcionários traz prejuízos aos tratamentos dos pacientes. “Às vezes, no meio do tratamento do paciente, você é obrigado a trocar o antibiótico por falta do antibiótico. Isso tudo acarreta a piora do estado do paciente, agravamento da situação do paciente, até porque você não sabe se o antibiótico que está disponível é realmente o indicado”, completou o funcionário.
 
Está denúncia foi feita na noite da quarta-feira (13), por isso até o horário de publicação desta reportagem a Secretaria Estadual de Saúde não havia se posicionado sobre o assunto.

G1

Prevenção de Acidentes com Crianças: Produtos de limpeza e materiais inflamáveis

Fonte:Heiko BarthHoje damos continuidade à série de prevenção de acidentes com crianças e ressalta alguns cuidados para proteger as crianças, nos primeiro anos de vida, do contato com produtos de limpeza e materiais inflamáveis
 
A principal dica é manter estas substâncias fora do alcance, principalmente os venenos, que devem ser armazenados longe de remédios e alimentos.

Também é importante manter as embalagens originais ou colocar etiquetas que identifiquem o conteúdo. Certifique-se de que as tampas vedam da maneira adequada e não acumule produtos que não estejam sendo utilizados. Acompanhe o prazo de validade, leia o rótulo antes da utilização e siga as instruções recomendadas.
 
Em 2013, a Anvisa proibiu a fabricação, distribuição e venda de álcool líquido com graduação acima de 54ºGL, que não está mais à disposição do consumidor em forma líquida, mas continua sendo comercializado na forma de gel. No ambiente doméstico, as pessoas costumam utilizar este produto na limpeza e desinfecção. Para diminuir a contaminação, o álcool mais indicado é aquele de 70% vendido em farmácias. Crianças não devem manusear este produto, que é um dos principais inflamáveis responsáveis por queimaduras. (Linkar para matéria sobre queimaduras).
 
Opte por produtos de limpeza que substituam e álcool e apresentem menos riscos para sua família. De toda forma, mantenha produtos de limpeza e medicamentos fora do alcance da criança, colocando-os em locais altos e trancados. Crianças, principalmente nos primeiros anos de via, começam e se locomover sozinhas e a explorar os espaços. Obstáculos na porta da cozinha e portas bem trancadas podem evitas estes acidentes.
 
Atenção aos detergentes, medicamentos e substâncias corrosivas, pois os menores gostam de explorar o ambiente em que vivem. Supervisione constantemente as crianças em lugares públicos, como supermercados, lojas e as casas que a família costuma visitar. Esteja sempre atento.
 
Em casos de acidentes com materiais de limpeza, medicamentos e outros produtos tóxicos, procure urgente um serviço de saúde, chame o Samu (192) ou ligue para o Centro de Informação Toxicológica. Confira os contatos no site da Anvisa. 
 

Hospitais formalizam participação no projeto em prol do parto normal

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e o Hospital Israelita Albert Einstein reuniram na última sexta-feira (8), em São Paulo, representantes dos hospitais e maternidades selecionados para participar do projeto Parto Adequado

Na ocasião, as instituições privadas e públicas formalizaram a adesão à iniciativa, que tem como objetivo incentivar o parto normal e reduzir a ocorrência de cesarianas desnecessárias. Ao todo, 42 hospitais devem participar do projeto, que conta com apoio do Ministério da Saúde e parceria do Institute for Healthcare Improvement (IHI).

Na cerimônia de assinatura dos contratos e termos de compromisso, a diretora-presidente substituta da ANS, Martha Oliveira, ressaltou a importância da adesão dos hospitais à iniciativa e da parceria firmada. “Essas instituições vão fazer parte de um projeto que, sem dúvida, vai contribuir para mudar o modelo de atenção ao parto e nascimento, qualificando a assistência e garantindo mais saúde para mães e bebês”, disse Martha.
 
O diretor do Hospital Albert Einstein, Miguel Cendoroglo, reforçou a importância da participação das instituições. “Esta parceria entre o Einstein, a ANS e o IHI está sendo possível pois também conta com a participação e engajamento de vocês. Acredito que seremos capazes de transformar o cenário atual e proporcionar ainda mais saúde para a população do país”, disse o dirigente.
 
No evento, além da assinatura dos documentos, foram abordadas as expectativas relacionadas ao projeto e experiências de sucesso no Brasil. A partir de agora, os hospitais participarão de sessões de aprendizagem e treinamentos práticos, incluindo o contato com outros hospitais que já desenvolveram experiências similares. Ao longo dos trabalhos, os participantes vão colaborar para o desenvolvimento de três modelos assistenciais, a serem customizados, testados e aperfeiçoados em conjunto com o hospital Albert Einstein, o IHI e a ANS. Está prevista a criação de manuais contendo a metodologia desenvolvida e as recomendações resultantes dos resultados observados, de modo a contribuir para gradativamente transformar a atenção a parto e nascimento no país.
 
A ANS recebeu inscrições de hospitais e maternidades de todas as regiões do país para participar do projeto. A seleção obedeceu a critérios técnicos, como quantidade de partos e percentual de cesarianas realizados por ano. Devido ao grande número de interessados, os candidatos foram organizados em dois grupos: os hospitais-piloto, que estarão em contato mais direto com a equipe do projeto, e os hospitais seguidores, que terão acesso aos materiais dos debates e treinamentos por intermédio da ANS. Tanto participantes do grupo piloto quanto seguidores serão acompanhados pela Agência por meio de reuniões periódicas e do monitoramento de dados padronizados.
 
Cenário
As altas taxas de cesáreas verificadas no país - 84% na saúde suplementar e 40% no sistema público – são motivo de preocupação do governo brasileiro. Quando não há indicação clínica, a cesariana ocasiona riscos desnecessários à saúde da mulher e do bebê: aumenta em 120 vezes a probabilidade de problemas respiratórios para o recém-nascido e triplica o risco de morte da mãe. Cerca de 25% dos óbitos neonatais e 16% dos óbitos infantis no Brasil estão relacionados à prematuridade.
 
Para enfrentar essa situação, a ANS está propondo uma série de medidas coordenadas, que se somam às iniciativas implementadas pela Agência desde 2005. Além do projeto-piloto que está em andamento, em julho entrará em vigor a Resolução Normativa nº 368, com medidas que garantem o acesso de beneficiárias de planos de saúde aos percentuais de cirurgias cesáreas (por operadora, por hospital e por médico) e a utilização do partograma e do cartão da gestante. Outra ação em andamento é a participação no grupo de trabalho coordenado pelo Ministério da Saúde para o desenvolvimento de diretrizes clínicas para o parto, que resultou em consulta pública promovida pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (CONITEC).
 

Bactérias de uma pessoa pode ser nova impressão digital da medicina forense

Cientistas de Harvard descobriram que as amostras de fezes foram particularmente confiáveis. Até 86% das pessoas poderiam ser identificados por suas bactérias do intestino após um ano
 
Bactérias do intestino de uma pessoa e da colônia de micróbios que vivem no corpo e na pele podem servir como um identificador único, como a impressão digital - informaram pesquisadores nesta segunda-feira (11/05).

O estudo liderado pela Universidade de Harvard é o primeiro a investigar como as pessoas são identificáveis %u200B%u200Bcom base em suas bactérias, que podem variar substancialmente de acordo com idade, dieta, localização geográfica de uma pessoa e saúde geral. "Vincular uma amostra de DNA humano a um banco de dados de 'impressões digitais' de DNA humano é a base para a genética forense, que agora já é um campo consolidado", disse Eric Franzosa, principal autor do estudo, pesquisador do departamento de bioestatística de Harvard.

"Nós mostramos que o mesmo tipo de ligação é possível utilizando sequências de DNA a partir de micróbios e bactérias que habitam o corpo humano - sem que seja necessário DNA humano".

Os cientistas descobriram que as amostras de fezes foram particularmente confiáveis. Até 86% das pessoas poderiam ser identificados por suas bactérias do intestino após um ano.

As amostras de pele foram menos confiáveis. Cerca de um terço das amostras poderiam ser combinadas a uma pessoa depois de um ano, disse o estudo, publicado na revista Proceedings, da Academia Norte-Americana de Ciências.

Mas mesmo que as amostras não possam ser correspondidas, houve muitos poucos falsos positivos. Na maioria dos casos, ou houve compatibilidade ou não houve, mas raramente foi identificada a pessoa errada.

O estudo foi baseado numa amostragem de 120 pessoas, entre 242 que doaram amostras de fezes, saliva e pele para o Projeto Microbioma Humano - que mantém um banco de dados público para pesquisadores.

Um algoritmo de ciência da computação foi utilizado para estabelecer códigos individuais com base nos microbiomas (fauna microbiana e bacteriana do corpo humano, ndlr) dos doadores.

Estes códigos foram comparados com amostras das mesmas pessoas recolhidas durante as visitas de acompanhamento, bem como a um conjunto de estranhos.

Os pesquisadores disseram que o estudo mostra que é possível combinar amostras de microbioma humano através de bancos de dados.

Mas eles também levantaram a questão da ética, alertando que a prática poderia expor informações pessoais sensíveis, tais como a presença de uma infecção sexualmente transmissível, o que pode ser detectado a partir do microbioma sem o próprio DNA do indivíduo ou consentimento.

"Embora o potencial para quaisquer preocupações de privacidade de dados de DNA puramente microbiana seja muito baixa, é importante que os investigadores saibam que tais questões são teoricamente possíveis", afirmou Curtis Huttenhower, professor associado de biologia computacional e bioinformática em Harvard.

Saúde Plena