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sábado, 16 de maio de 2015

Tatuador cobre cicatrizes de mastectomias com uma arte incrível

tatuagens seio cancer de mama (1)Mastectomias, ou remoções cirúrgicas de toda ou uma parte de um seio, podem ser procedimentos terríveis e traumáticos para as mulheres, especialmente porque são realizados quando as pessoas sofrem (ou têm algum risco) de desenvolver câncer de mama. A cirurgia, então, pode salvar vidas, mas a cicatriz é tanto física quanto psicológica
 
Como voltar a ver que a vida é bela?
Para algumas mulheres, tatuar seus seios pós-mastectomia tornou-se uma poderosa forma de recuperar o que foi perdido. E a alta na autoestima, especialmente nessa situação, é um bônus mais do que bem-vindo.
 
Pensando nisso, um site gringo chamado P.Ink ajudou tatuadores a se conectarem com mulheres que queriam cobrir suas cicatrizes de mastectomia. O resultado é incrível.
 
Um desses artistas, chamado David Allen, ressaltou a importância desse projeto para trazer alegria de volta. “O que era clínico se torna bonito novamente. Nós transformamos o estéril em sensual”.
 
tatuagens seio cancer de mama (4)
 
É um jeito de valorizar a beleza de cada mulher, com suas diferenças e histórias próprias.
 
BoredPanda / Hypescience

Vitamina B3 reduz risco de câncer de pele

Imagem microscópica de câncer de pele
Duncan Smith / Think Stock/VEJA: Imagem microscópica
de câncer de pele. Apesar da novidade, proteção solar continua
sendo a melhor arma contra a doença
Os voluntários tratados com nicotinamida tiveram uma redução de 23% na probabilidade de ter a doença em comparação com quem recebeu placebo
 
A vitamina B3 é capaz de reduzir o risco de câncer de pele do tipo não-melanoma em até 23%. É o que mostra um estudo divulgado durante uma conferência da American Society of Clinical Oncology, realizada nos Estados Unidos.
 
Para a pesquisa, foram acompanhados 386 pacientes diagnosticados com, pelo menos, dois cânceres de pele- tais como carcinoma de células basais e carcinoma de células escamosas - nos últimos cinco anos. Metade dos participantes recebeu 500 miligramas do suplemento duas vezes por dia -- o outro grupo recebeu placebo.
 
Segundo os resultados, os voluntários, com idades entre 30 e 91 anos, toleraram bem o tratamento. Quando eles deixaram de tomar a vitamina B3, o risco de contrair câncer de pele subiu novamente cerca de seis meses mais tarde -- indicando que o benefício só pode ser adquirido se os suplementos são tomados de forma contínua.
 
"Esta é a primeira evidência clara de que podemos reduzir o câncer de pele usando uma simples vitamina, ao lado de proteção do sol sensata", afirmou Diona Damian, professora de dermatologia na Universidade de Sydney e autora principal da pesquisa.
 
Os pesquisadores ressaltaram que o estudo utilizou um tipo de vitamina B3 chamado nicotinamida e não do ácido nicotínico, uma outra forma comum de vitamina B3, geralmente associada a efeitos secundários, como rubor e pressão arterial baixa.
 
"Isso está pronto para ir direto para os consultórios", garantiu Damian. A pesquisadora alertou, porém, que o tratamento não foi testado como um remédio ou estratégia de prevenção para o público em geral. O filtro solar continua sendo a principal arma contra o câncer de pele.
 
O câncer de pele não-melanoma é considerado o mais frequente no Brasil e corresponde a 25% de todos os tumores malignos registrados no país, com 130 000 novos casos por ano.
 
(Com agência France-Presse)
 
Veja

Pesquisa mostra que doença autoimune rara pode atacar bebês durante a gestação

A doença é passada de mãe para filho; se o garoto sobreviver e vier a ter filhos, não transmitirá a condição para um filho
A doença é passada de mãe para filho; se o garoto sobreviver
e vier a ter filhos, não transmitirá a condição para um filho
Pesquisadora brasileira descobriu que doença que causa diabetes, hipotireoidismo, diarreia crônica e outros males já atinge o feto no útero materno
 
Uma doença autoimune se caracteriza quando o sistema imunológico do corpo se confunde e ataca células saudáveis do próprio organismo. Uma pesquisadora brasileira descobriu que, uma dessas doenças, considerada rara (há cerca de 150 casos documentados na literatura médica) pode atacar o bebê ainda durante a gestação.
 
A IPEX, como é chamada, danifica o pâncreas, causando o diabetes tipo 1, além de provocar problemas na tireoide, danificar as células do intestino, causando uma diarreia severa, provocar anemia e problemas na pele. É uma doença de origem genética que só atinge meninos.
 
“Já tínhamos algumas publicações sobre a IPEX, mas eu tive oportunidade, pela primeira vez na literatura médica, de ver fetos acometidos pela doença”, diz a professora de pediatria da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP), Magda Maria Sales Carneiro Sampaio, que teve o apoio da FAPESP.
 
Magda explica que observou duas famílias que tiveram filhos que manifestaram a doença antes mesmo de nascer. “O primeiro caso que tivemos foi no Paraná. O menino nasceu e, nas primeiras horas de vida, já manifestou um diabetes”, conta ela. Magda disse que, quando foi investigar a história da família, a mãe já havia perdido um bebê menino também, mas tinha uma filha sadia.
 
“Essa história de o feto morrer, de ter abortamentos já no final da gestação e ser menino, é característico da IPEX”, explica.
 
O geneticista da Chromossome Medicina Genômica, Ciro Martinhago, explica que a doença é passada de mãe para filho. E, se o garoto sobreviver e vier a ter filhos, não transmitirá a condição para um filho, já que é uma doença genética ligada ao cromossomo X.
 
Martinhago explica que essa é uma doença relacionada ao gene FOXP3. Esse gene está ligado ao cromossomo X. Isso significa que, como a mulher tem dois cromossomos X, se um tiver o gene da doença, o outro saudável “anula” a ação do gene doente (trata-se de um gene recessivo) e a doença não se manifesta. Como o homem só tem um cromossomo X, não há um “cromossomo reserva”, então a doença se manifesta.
 
A mãe que tem essa alteração genética tem 50% de chance de passar a doença para o filho.
 
Cura
O geneticista conta que a única forma de curar essa doença é por meio do transplante de medula. “Se colocar uma nova medula compatível no lugar da outra, a pessoa terá uma vida absolutamente normal”, conta. “Como a nova medula não tem esse sistema imunológico problemático, o corpo não ataca mais o próprio corpo”, simplifica.
 
Encontrar um doador para o transplante de medula não é fácil, no entanto. As chances são de uma para cada 150 mil pessoas. “Mas se o menino tem uma irmã, há 25% de chance de ela ser compatível”, diz Martinhago.
 
O médico diz que, com o avanço da medicina genética, já é possível identificar essa mutação na mãe, por meio de testes genéticos, e implantar um embrião livre da alteração no ventre materno. “Além do embrião livre da doença, é possível que, quando ele nasça, já doe as células do cordão umbilical ou da própria medula para salvar o irmão”, conta.
 
iG

Busca um emprego? Veja 17 informações inúteis que devem ficar longe do currículo

17. Uma foto sua: isso pode ser pedido em etapas posteriores, mas descarte essa necessidade no currículo. Foto: Thinkstock/Getty Images
Uma foto sua: isso pode ser pedido em etapas posteriores, mas
descarte essa necessidade no currículo.
Ainda que você seja perfeito para a vaga, um erro de digitação ou formatação pode levá-lo à pilha dos "não selecionados"
 
Recrutadores recebem dezenas, ou centenas, de currículos para cada vaga aberta. Segundo o site do Fórum Econômico Mundial (World Economic Forum), como eles não têm tempo para analisar cada um de perto, gastam cerca de seis segundos para decidir se selecionam ou não aquele currículo.
 
1. Objetivo: se você se candidatou a vaga, obviamente, ela é o que você quer. A exceção dá-se caso você esteja mudando inteiramente de indústria ou setor e queira incluir um breve resumo..
 
2. Experiências de trabalho irrelevantes: você pode ter sido muito bom em um emprego que teve na adolescência, mas, se isso não tiver nada a ver com o que você procura no momento, não é relevante..
 
3. Características pessoais: não coloque características pessoais, como seu estado de relacionamento, sua religião. Pode parecer comum, mas essas perguntas são ilegais em entrevistas de emprego..
 
4. Seus hobbies: gostar de basquete não é relevante se sua profissão não tiver nada a ver com o esporte..
5. Idade: se você não quer ser discriminado pela sua idade, pode remover sua data de nascimento do currículo..
 
6. Referências: se seu entrevistador quiser falar com referências e antigos empregadores seus, ele vai te pedir.
 
7. Pronomes: "eu", "meu", "ela". Não escreva seu currículo em primeira ou terceira pessoa.
 
8. Um endereço de e-mail não profissional: tenha uma conta de e-mail profissional, com seu nome e sobrenome. Evite nomes no diminutivo ou endereços como amantesdecerveja@provedor.
 
9. Palavras desnecessárias: você não precisa colocar a palavra "telefone", antes do número, por exemplo.
 
10. Telefone comercial: você realmente quer que seu futuro empregador te ligue no seu atual trabalho?.
 
11. Mídias sociais não relevantes: seu blog opinativo, Instagram ou Pinterest, que não têm relação com sua vida profissional, não são relevantes.
 
12. Informações de salário: o currículo serve para mostrar seu histórico profissional e habilidades, discussões sobre salário são posteriores.
 
13. Fontes obsoletas: não utilize fontes obsoletas, como Times New Roman, se não quiser parecer antiquado.
 
14. Jargões: expressões como "pensar fora da caixa" e outros jargões devem ser evitados.

15. Os motivos que te levaram a sair de um emprego: não use seu currículo para explicar a saída de um trabalho. Se preciso, fale sobre isso na entrevista.

16. Suas notas: se você já saiu da escola ou graduação, suas notas são irrelevantes.
 
17. Uma foto sua: isso pode ser pedido em etapas posteriores, mas descarte essa necessidade no currículo.
 
iG

Câncer mais comum entre jovens ganha nova etapa de tratamento

Linfoma de Hodgkin é um tumor das células brancas do sangue, os linfócitos, que são responsáveis pela defesa do organismo do sistema linfático
Linfoma de Hodgkin é um tumor das células brancas do sangue,
os linfócitos, que são responsáveis pela defesa do organismo
 do sistema linfático
Novo medicamento adiciona uma etapa no tratamento para pacientes com Linfoma de Hodgkin, tipo mais comum de câncer na faixa etária dos 15 aos 30 anos

Tipo mais comum entre 15 e 30 anos de idade, o Linfoma de Hodgkin é um câncer com altas taxas de cura, mas com sinais e sintomas desconhecidos por 70% da população. Para tratá-lo, é preciso recorrer a quimioterapias tradicionais e, para aqueles que não respondem bem a esse tratamento, ao transplante de medula.

Para quem, porém, não obtém resultados com o transplante de medula, o tratamento a partir de então era paliativo, evitando a progressão da doença e tentando oferecer mais qualidade de vida. Não havia nada efetivo para tratar o paciente a partir daquele estágio. Agora, no entanto, existe.

Otávio Baiocchi, professor de hematologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), conta que um novo medicamento de última geração, dos chamados terapia-alvo – em que o remédio ataca exatamente o câncer e não as células saudáveis ao redor – foi lançado para preencher a lacuna existente no tratamento da recidiva do Linfoma de Hodgkin. “É um câncer com incidência maior entre 15 e 30 anos de idade, tendo um segundo pico, não tão expressivo, após os 70 anos”, conta ele.
 
O diretor clínico do Hemocentro da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, Carlos Chiattone, comenta que há muitos outros medicamentos inovadores, mas esse vem preencher um lugar em que não havia mais nada de efetivo para o tratamento.
 
O Linfoma de Hodgkin é um tumor das células brancas do sangue, os linfócitos, que são responsáveis pela defesa do organismo do sistema linfático. Não há uma razão específica para o câncer surgir, mas, quanto antes os sintomas forem detectados, mais chances de o tratamento ser bem sucedido.

“Nós temos um problema no Brasil que é a demora no diagnóstico, começando pelos primeiros sinais e sintomas até o diagnóstico, porque os caminhos que o paciente faz no SUS, desde o atendimento básico até o especializado, não é feito de forma adequada”, diz o médico, se referindo à lei que obriga o Sistema Único de Saúde tratar o paciente em até 60 dias a partir do diagnóstico do câncer. Com a demora do diagnóstico, o tratamento consequentemente demora a começar.

Chiattone explica que os sintomas mais comuns do Linfoma de Hodgkin são ínguas, gânglios e nódulos que aparecem na região lateral do pescoço, axilas, região inguinal.

“Às vezes, esses pacientes têm sintomas como febre por uma ou duas semanas, sem infecção evidente, além de suor noturno, de molhar pijama, travesseiro e cama”, conta. Esses sinais, juntamente com uma coceira, completam o diagnóstico do câncer.

“É claro que apenas uma parcela das coceiras são linfomas, muitas vezes é só um quadro alérgico. Mas é preciso que esse câncer esteja no rol de diagnósticos”, diz o médico.

Efeitos colaterais
Chiattone conta que a quimioterapia causa câncer a longo prazo. Parece um paradoxo, mas hoje só se sabe desse problema secundário por causa do sucesso dos tratamentos que proporcionaram uma ótima sobrevida aos pacientes.

iG