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segunda-feira, 25 de maio de 2015

Quando é melhor tomar ibuprofeno ou paracetamol?

Medicamentos agem contra a dor e inflamação, mas é preciso ler a bula e evitar excessos
 
Dois dos analgésicos mais comuns do mundo, o paracetamol e o ibuprofeno são comumente usados contra dores de cabeça, cólicas ou febre, por exemplo.
 
Ambos em geral são seguros se tomados na dose correta e sob recomendação médica, mas como saber qual dos dois tomar?
 
No Reino Unido, gestantes foram recentemente orientadas a tomar cuidado ao ingerir paracetamol (princípio ativo do Tylenol) , após um estudo da Universidade de Edimburgo sugerir que o uso prolongado do analgésico poderia afetar a saúde reprodutiva de seus filhos.
 
Segundo as diretrizes do Serviço Nacional de Saúde britânico (NHS, o equivalente ao SUS brasileiro), paracetamol deve ser tomado na gravidez apenas se realmente necessário e pelo menor período de tempo possível. Pessoas que precisem de tratamento de longo prazo com o analgésico devem fazê-lo sob orientação médica.
 
E, na gestação, deve-se evitar também o ibuprofeno (princípio ativo do Advil), a não ser que o médico o receite.
 
Para as demais pessoas, veja o que o NHS e o site americano AskDrSears, especializado em orientação pediátrica, dizem sobre os dois analgésicos.
 
Os analgésicos até podem ser usado em conjunto, desde que seguindo as orientações da bula e de médicos — e dentro de doses limitadas. Mas esse uso combinado não é recomendado para crianças menores de 16 anos.
 
Paracetamol
Segundo o NHS, o paracetamol reduz a dor ao afetar os químicos nas chamadas prostaglandinas, substâncias liberadas pelo corpo em resposta a doenças ou lesões. O paracetamol bloqueia a produção de prostaglandinas, fazendo o corpo menos ciente da dor ou da lesão.
 
É indicado para aliviar dores moderadas e leves, como dores de cabeça, torções e dente. O analgésico também reduz a temperatura do corpo.
 
A não ser que o médico assim oriente, nunca tome mais do que quatro doses em 24 horas e sempre siga as orientações da bula.
 
E, se as dores persistirem por mais de três dias, consulte seu médico. Por conta dos efeitos colaterais, nunca é indicado que o paciente aumente ele próprio sua dosagem caso a dor seja severa.
 
Virtudes
— A droga age diretamente nos nervos e receptores do cérebro para aliviar a dor, e por isso costuma ser mais eficaz contra dores de cabeça.
 
— É seguro para crianças e adultos se tomado corretamente, e os efeitos colaterais são mínimos.
 
— Segundo artigo publicado na rede médica AskDrSears.com, seria necessário tomar ao menos sete vezes a dose normal de paracetamol para que a droga se tornasse danosa ao paciente. É seguro tomá-la com outros antibióticos ou medicamentos de resfriado.
 
— Pode ser ministrado a bebês, para tratar febres ou dores, desde que eles tenham mais de dois meses de idade.
 
Defeitos
— Enquanto o ibuprofeno age em 30 minutos, o paracetamol não tem efeito antes de 45 a 60 minutos desde a ingestão da primeira dose. E a dor e a febre são reduzidas por quatro horas, em vez de seis.
 
— O paracetamol não tem as mesmas propriedades anti-inflamatórias que o ibuprofeno, portanto é menos eficaz para reduzir a dor associada à inflamação e à lesão corporal.
 
— Ainda que não ataque o estômago, seu consumo excessivo pode ser prejudicial para o fígado e o rim. Portanto, não deve ser usado por pessoas com problemas hepáticos.
 
— Em casos mais raros, pode causar reação alérgica (coceira ou inchaço).
 
— Quando ministrado de forma intravenosa, pode baixar a pressão.
 
Ibuprofeno
O ibuprofeno também age nas prostaglandinas e também é usado para conter dores moderadas e leves (de dente, cabeça, lesões esportivas, cólicas, febre e inflações). Mas medicamentos chamados de anti-inflamatórios não esteroides, como o ibuprofeno, parecem funcionar melhor se a causa da dor for inflamatória, como artrite ou lesão, explica o NHS.
 
Ele não deve ser usado por período prolongado a não ser que haja uma inflamação e que o médico o recomende. O uso prolongado pode causar irritações no estômago, problemas nos rins e cardíacos. Não tome além das doses recomendadas, para não elevar os riscos de efeitos colaterais.
 
Deve ser tomado com cautela por idosos ou pessoas com problemas estomacais, cardíacos, hepáticos e renais.
 
O remédio age contra a dor pouco depois de ser ingerido, ainda que o efeito anti-inflamatório seja mais fraco e leve mais tempo para começar a ser sentido.
 
Deve ser tomado na menor dose possível e pelo menor período de tempo possível.
 
Virtudes
— Age contra a febre alta, diminui a dor e a inflamação.
 
— Reduz a inflamação no ponto lesionado, portanto é mais eficaz contra a dor dos músculos e contra lesões corporais onde a inflamação é um fator.
 
— Segundo o AskDrSears.com, também funciona mais rápido e por mais tempo que o paracetamol, tendo efeito em 30 minutos e podendo durar até seis horas.
 
Defeitos
— O ibuprofeno pode agir mais rapidamente que o paracetamol, mas tem alguns efeitos secundários negativos, como o mal-estar estomacal. Se ingerido diariamente durante mais de duas semanas, seus produtos químicos ácidos que podem agravar úlceras estomacais e queimaduras na mucosa do estômago.
 
— Convém ingeri-lo com a comida e, se seu uso for constante, com protetores estomacais. Não é comum que ele provoque hemorragia interna ou úlceras, mas é um fator de risco.
 
— Ele também pode reduzir a capacidade do corpo em formar coágulos sanguíneos. Por isso, o medicamento será menos eficaz para os pacientes com feridas grandes ou hemorragias consideráveis. O paracetamol não está associado a esses riscos.
 
— Em altas doses ingeridas por um período prolongado, pode elevar os riscos de derrame ou problemas cardíacos. Em mulheres, o uso prolongado pode estar associado à redução na fertilidade, mas esse quadro é reversível.
 
Veredicto final
Ambas as substâncias são analgésicos eficazes e redutores da febre. O ibuprofeno funciona um pouco mais rápido e tem efeito mais duradouro, além de reduzir inflamações.
 
O paracetamol é comparável em alguns aspectos, mas não tem as mesmas propriedades anti-inflamatórias. No entanto, tem menos efeitos colaterais, como problemas estomacais.
 
Nunca é demais lembrar que devem ser respeitadas as orientações da bula e que o uso jamais deve ser excessivo ou prolongado sem o devido acompanhamento médico.

BBC Brasil / R7

As 10 farmacêuticas que mais venderam genéricos até março

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Os dados são de um levantamento da IMS Health sob encomenda da PróGenéricos
 
De janeiro a março deste ano, as vendas de medicamentos genéricos no País somaram 1,5 bilhão de dólares (algo em torno de 4,5 bilhões de reais), valor 0,43% maior do que o apresentado no mesmo período de 2014.
 
Os dados são de um levantamento feito pela IMS Health sob encomenda da Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos (PróGenéricos). No trimestre, foram comercializadas 227,3 milhões de caixas desse tipo de remédio.
 
A participação da categoria no varejo chegou a 28% no período, segundo a instituição. Abaixo, vejas as farmacêuticas que mais faturaram com os genéricos no mercado brasileiro durante os três primeiros meses do ano.
 
1. EMS
Vendas de janeiro a março de 2015 US$ 436,11 milhões
Vendas de janeiro a março de 2014 US$ 472,17 milhões
Variação -7,64%
Quantidade de caixas vendidas no 1º tri de 2015 66,05 milhões
 
2. Sanofi
Vendas de janeiro a março de 2015 US$ 240,41 milhões
Vendas de janeiro a março de 2014 US$ 254,85 milhões
Variação -5,67%
Quantidade de caixas vendidas no 1º tri de 2015 33,87 milhões

3. Hypermarcas
Vendas de janeiro a março de 2015 US$ 211,43 milhões
Vendas de janeiro a março de 2014 US$ 163,25 milhões
Variação 29,51%
Quantidade de caixas vendidas no 1º tri de 2015 34,82 milhões
 
4. Eurofarma
Vendas de janeiro a março de 2015 US$ 139,21 milhões
Vendas de janeiro a março de 2014 US$ 133,37 milhões
Variação 4,38%
Quantidade de caixas vendidas no 1º tri de 2015 15,04 milhões
 
5. Novartis
Vendas de janeiro a março de 2015 US$ 124,78 milhões
Vendas de janeiro a março de 2014 US$ 123,23 milhões
Variação 1,26%
Quantidade de caixas vendidas no 1º tri de 2015 9,87 milhões
 
6. Aché
Vendas de janeiro a março de 2015 US$ 98,17 milhões
Vendas de janeiro a março de 2014 US$ 92,38 milhões
Variação 6,26%
Quantidade de caixas vendidas no 1º tri de 2015 15,09 milhões
 
7. Teuto Brasileiro
Vendas de janeiro a março de 2015 US$ 87,96 milhões
Vendas de janeiro a março de 2014 US$ 90,27 milhões
Variação -2,56%
Quantidade de caixas vendidas no 1º tri de 2015 17,70 milhões
 
8. Nova Química
Vendas de janeiro a março de 2015 US$ 33,15 milhões
Vendas de janeiro a março de 2014 US$ 32,06 milhões
Variação 3,41%
Quantidade de caixas vendidas no 1º tri de 2015 4,25 milhões
 
9. Prati-Donaduzzi
Vendas de janeiro a março de 2015 US$ 32,54 milhões
Vendas de janeiro a março de 2014 US$ 38,03 milhões
Variação -14,43%
Quantidade de caixas vendidas no 1º tri de 2015 8,24 milhões
 
10. Merck
Vendas de janeiro a março de 2015 US$ 15,63 milhões
Vendas de janeiro a março de 2014 US$ 17,68 milhões
Variação -11,61%
Quantidade de caixas vendidas no 1º tri de 2015 3,89 milhões
 
Exame / Guia da Pharmacia

Sem cirurgia, anticoncepcional masculino deve chegar ao mercado em 2018

Fundação Parsemus: Líquido é injetado e não
 permite que os espermatozoides passem na hora da
 ejaculação
Substância em estudo teve sucesso em coelhos e deverá ser testado em humanos em 2016
 
Apesar de parecer uma realidade ainda distante, em poucos anos, os homens deverão ter à disposição um anticoncepcional masculino. O produto que está em fase de testes, deverá chegar ao mercado em 2018.
 
Desenvolvido pela Fundação Parsemus, dos Estados Unidos, o Vasalgel será aplicado por meio de injeção nos vasos deferentes (que ficam nos testículos e carregam os espermatozoide até a ejaculação), bloqueando a passagem das células reprodutivas masculinas.
 
O produto não modifica a produção de hormônios masculinos. Para a reversão, é injetada outra substância que dilui a primeira, e, em algumas semanas, o homem fica apto para ter filhos novamente.
 
Em entrevista ao R7, a diretora da fundação, Linda Brent, explicou que o produto não influencia na ejaculação e no orgasmo.
 
— A substância bloqueia e filtra o esperma, permitindo que o sêmen seja liberado normalmente. A ejaculação continua da mesma maneira, mas sem esperma.
 
Até agora, os testes realizados em coelhos mostraram que o produto é eficaz, conforme explica Linda.
 
— A infertilidade permaneceu por pelo menos um ano. Logo depois, iniciamos o procedimento de reversão.
 
Segundo Linda, a expectativa da Parsemus é iniciar os testes em humanos a partir de 2016, mas, para isso, é preciso ter a aprovação do órgão de controle de saúde americano, FDA (Food and Drug Administration).
 
Em relação ao tempo de duração do produto, a diretora explica que ainda não é possível ter essa resposta. Nos coelhos testados, o efeito permaneceu por um ano até ser interrompido pelos pesquisadores.
 
— Estudos com produtos similares na Índia demonstraram que o efeito chegou a durar dez anos. Nós ainda teremos que fazer diversos testes para podermos dizer por quanto tempo o homem ficará prevenido com Vasalgel.
 
Na opinião do urologista Marcello Cocuzza, membro do Departamento de reprodução Humana da SBU (Sociedade Brasileira de Urologia), a novidade pode ser revolucionária em relação a prevenção masculina.
 
— Sem dúvida seria algo revolucionário, mas é preciso muitos testes. Facilitaria muito o processo anticoncepcional masculino. Mas em humanos é muito complicado, porque cada pessoa é diferente.
 
Poucas opções para homens
Por haver poucas opções contraceptivas para o homem, o urologista diz acreditar que a novidade pode ser bem recebida pelo público. Hoje, quando o quesito é prevenção para eles, há somente duas opções: a camisinha e a vasectomia.
 
— São poucas opções, porque o homem não pode tomar remédios de efeito hormonal como a pílula. O uso dessas substâncias nos homens tem influência nos níveis de testosterona, e pode ser irreversível. Quando toma anticoncepcional, o sistema hormonal masculino fica bloqueado, ele entra em atrofia, o que não acontece com a mulher. O testículo tem atrofia testicular crônica.
 
Para o médico, a principal vantagem do novo anticoncepcional seria a facilidade da reversão, já que é menos agressivo que a vasectomia.
 
— A vasectomia é um procedimento cirúrgico que consiste na interrupção dos ductos deferentes. Embora seja reversível, exige um procedimento cirúrgico delicado. É uma microcirurgia. O Vasalgel é um método contraceptivo utilizado para os homens que consiste na obstrução, semelhante a vasectomia, porém, que proporciona a reversão com maior facilidade. Vejo com um método teoricamente mais simples, para a redução a curto prazo. Se ele funcionar, pode ser muito benéfico.
 
O especialista também explica que o produto pode também ter um processo de recuperação mais simples que o da vasectomia.
 
— Eu não acho que esse novo contraceptivo tem que ser pensado como uma substituição da camisinha, mas sim como alternativa à vasectomia, para homens que já possuem uma família.
 
Preço
Até o momento, a Fundação Parsemus não tem estimativa de quanto custará esse produto, diz a diretora Linda Brendt.
 
— Nossa ideia é deixar o anticoncepcional a preço de custo, já que as grandes empresas da indústria farmacêutica não tiveram interesse em patrocinar o nosso estudo.
 
Brendt afirma que a falta de interesse está associada a falta de lucratividade. Segundo ela, é mais vantajoso para a indústria vender pílulas para mulheres, que deve ser tomada diariamente, do que fazer um produto que pode durar por alguns anos.

R7

Campanha de vacinação contra a gripe é prorrogada até 05 de junho

Quem perdeu o período de vacinação contra a gripe terá mais uma oportunidade de se proteger contra a doença
 
O Ministério da Saúde irá prorrogar a campanha nacional até o dia 05 de junho. A ideia é alcançar a meta de vacinar, pelo menos, 80% do público prioritário. Balanço do Ministério da Saúde indica que, até a manhã da última sexta-feira (22), foram vacinadas mais de 23 milhões de pessoas, o que representa 46,2% do público-alvo, formado por 49,7 milhões de pessoas, consideradas com mais riscos de desenvolver complicações causadas pela doença.
 
Até o momento, a maior cobertura de vacinação foi entre as puérperas (45 dias após o parto), com 223.839 doses administradas, o que representa 62,5% deste público-alvo. Em seguida estão os idosos, com 10,8 milhões (52%) de vacinados; as crianças de seis meses a menores de cinco anos, com 5,7 milhões de vacinados (45,1%); as gestantes, com 921 mil doses (42,3%); e os trabalhadores da saúde, com 1,6 milhão doses aplicadas (39,5%). Entre os indígenas, a vacinação chegou a 212,3 mil doses, ou 35,1%. Como a vacinação deste grupo é realizada em áreas remotas, a atualização dos dados segue outra dinâmica. Além do grupo prioritário, também foram aplicadas 3,5 milhões de doses nos grupos de pessoas com comorbidade, população privada de liberdade e trabalhadores do sistema prisional.
 
A definição dos grupos prioritários segue a recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS), além de ser respaldada por estudos epidemiológicos e pela observação do comportamento das infecções respiratórias. São priorizados os grupos mais suscetíveis ao agravamento de doenças respiratórias.
 
A vacina disponibilizada pelo Ministério da Saúde em 2015 protege contra os três subtipos do vírus da gripe determinados pela OMS para este ano (A/H1N1; A/H3N2 e influenza B). A vacina contra influenza é segura e também é considerada uma das medidas mais eficazes na prevenção de complicações e casos graves de gripe. Estudos demonstram que a vacinação pode reduzir entre 32% e 45% o número de hospitalizações por pneumonias e de 39% a 75% a mortalidade por complicações da influenza.
 
Como o organismo leva, em média, de duas a três semanas para criar os anticorpos que geram proteção contra a gripe após a vacinação, o ideal é realizar a imunização antes do início do inverno. O período de maior circulação da gripe vai do final de maio até agosto.
 
Para receber a dose, é importante levar o cartão de vacinação e o documento de identificação. As pessoas com doenças crônicas ou com outras condições clínicas especiais também precisam apresentar prescrição médica especificando o motivo da indicação da vacina. Pacientes cadastrados em programas de controle das doenças crônicas do Sistema Único de Saúde (SUS) deverão se dirigir aos postos em que estão registrados para receberem a dose, sem necessidade de prescrição médica.
 
Campanha
A 17ª Campanha Nacional de Vacinação Contra a Gripe, que tem como Slogan “Contra a gripe, seu escudo é a vacinação” , reforça o conceito de proteção, além de explorar a imagem do escudo empunhado pelo Zé Gotinha, o personagem-símbolo da vacinação. A ação conta com filme para TV, spot para rádio, anúncio de revista, mobiliário exterior e peças para o ambiente online.
 
As vacinas contra a gripe foram adquiridas por meio da Parceria para o Desenvolvimento Produtivo (PDP) entre o Instituto Butantan e o laboratório privado Sanofi. O acordo, intermediado pelo Ministério da Saúde, permitiu que Instituto Butantan dominasse todas as etapas de produção da vacina. Foram investidos R$ 487,6 milhões na aquisição das doses para a campanha deste ano.
 
Prevenção
A transmissão dos vírus influenza ocorre pelo contato com secreções das vias respiratórias que são eliminadas pela pessoa contaminada ao falar, tossir ou espirrar. Também ocorre por meio das mãos e objetos contaminados, quando entram em contato com mucosas (boca, olhos, nariz). À população em geral, o Ministério da Saúde orienta a adoção de cuidados simples como medida de prevenção, tais como: lavar as mãos várias vezes ao dia; cobrir o nariz e a boca ao tossir e espirrar; evitar tocar o rosto e não compartilhar objetos de uso pessoal.
 
Em caso de síndrome gripal, a recomendação é procurar um serviço de saúde o mais rápido possível. A vacina contra a gripe não é capaz de eliminar a doença ou impedir a circulação do vírus. Por isso, as medidas de prevenção são tão importantes, particularmente durante o período de maior circulação viral, entre os meses de junho e agosto.
 
Também é importante lembrar que, mesmo pessoas vacinadas, ao apresentarem os sintomas da gripe - especialmente se são integrantes de grupos mais vulneráveis às complicações - devem procurar, imediatamente, o serviço médico. Os sintomas da gripe são: febre, tosse ou dor na garganta, além de outros, como dor de cabeça, dor muscular e nas articulações. Já o agravamento pode ser identificado por falta de ar, febre por mais de três dias, piora de sintomas gastrointestinais, dor muscular intensa e prostração.
 
Reações adversas
Após a aplicação da vacina pode ocorrer, de forma rara, dor no local da injeção, eritema e enrijecimento. São manifestações consideradas comuns, cujos efeitos costumam passar em 48 horas. A vacina é contraindicada para pessoas com história de reação anafilática prévia em doses anteriores ou para pessoas que tenham alergia grave relacionada a ovo de galinha e seus derivados. É importante procurar o médico para mais orientações.
 
Total de doses aplicadas (exceto em pessoas com comorbidades, população privada de liberdade e trabalhadores do sistema prisional)
 

10 cuidados que se deve ter com lentes de contato

Higienizar bem as mãos e limpar corretamente as lentes são atitudes essenciais para manter a saúde dos olhosO mau uso das lentes, principalmente com relação à falta de higiene, pode provocar infecções e até perda da visão
 
Lentes de contato são a alternativa preferida por muitos em relação aos óculos. “Principalmente em pessoas com graus mais altos, a lente de contato aumenta a qualidade de vida”, conta Helena Maria Costa Oliveira, oftalmologista do H. Olhos – Hospital de Olhos Paulista. Segundo a médica, as lentes aumentam o campo de visão das pessoas, quando comparadas aos óculos, e ajudam na prática de esportes.
 
“A lente de contato é um polímero importante para enxergar, mas bloqueia um pouco a respiração do olho” afirma o oftalmologista Richard Yudi Hida. Para não prejudicar a saúde ocular é necessário ter alguns cuidados. Todas as precauções recomendadas pelos médicos na galeria abaixo, inclusive se consultar com um oftalmologista previamente, devem ser seguidas também no caso de lentes de contato coloridas.
 
Os oftalmologistas dizem que não existe nenhuma contraindicação pré-estabelecida, mas apenas um especialista poderá decidir quem pode ou não passar a usar lentes de contato. “As percepções são analisadas caso a caso: se a pessoa não tem cicatrizes, machucados ou situações clínicas de doença no olho, por exemplo”, explica Richard.
 
O mau uso do acessório pode trazer problemas graves nos olhos. “Desde um machucado simples até uma infecção grave que pode levar à perda da visão”, alerta Richard. Helena também cita conjuntivite e úlcera de córnea que podem ser causadas pela falta de higiene e cuidado com as lentes.
 
Helena explica que quem começa a usar lentes de contato precisa passar por consultas regulares a cada 2 ou 3 meses com um oftalmologista.
 
“Depois da adaptação feita, podemos manter uma frequência semestral ou anual de consultas” diz. Mas qualquer sinal de que algo está errado nos olhos deve ser levado em consideração.
 
“Dor, olhos vermelhos ou falha na visão podem ser indiretamente um sinal de que a adaptação não está boa”, afirma Richard, que recomenda que ao perceber algum desses sintomas, é importante procurar um médico.
 
Veja 10 cuidados que se deve ter com lentes de contato:
 
- Se desejar usar lentes, é necessário consultar um médico e fazer exames oftalmológicos para saber qual o tipo de lente que deve usar.
 
- É essencial higienizar muito bem as mãos sempre que for tirar ou colocar as lentes.
 
- Para a limpeza das lentes, não use soro fisiológico, água ou qualquer outro líquido que não seja a solução especial para lentes de contato recomendada pelo médico.
 
- Respeite o período de utilização e descarte de sua lente.
 
- Higienize periodicamente o estojo em que guarda suas lentes.
 
- Evite coçar muito os olhos quando estiver usando lentes.
 
- Sempre retire as lentes de contato para dormir.
 
- Qualquer queixa, como dor nos olhos, olhos vermelhos ou falhas na visão, procure um oftalmologista.
 
- Não é recomendado entrar em piscina ou mar com lentes de contato, pois a água pode conter microorganismos que deterioram e contaminam as lentes.
 
- Até mesmo a água do banho pode ser fonte de contaminação, portanto é bom evitar tomar banho com as lentes.

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