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terça-feira, 26 de maio de 2015

Receita líquida de hospitais Anahp cai em 4%

A Associação Nacional dos Hospitais Privados (Anahp) acaba de lançar seu observatório anual com informações coletadas sobre seus 68 hospitais membros
 
Como uma entidade que representa os principais hospitais privados de excelência do país, os dados obtidos mostram a realidade de ponta dos hospitais brasileiros, não podendo ser generalizada para o cenário nacional, mas servindo como válida referência de análise de dados.
 
Dentre os dados apresentados, pode-se notar uma receita, no ano de 2014, de 20,7 bilhões entre todos os membros, sendo uma queda de 4% na receita líquida e aumento de cerca de 1,3% em despesas operacionais. O aumento das despesas operacionais tem como principal base uma forte pressão das operadoras de planos de saúde para a redução de despesas assistenciais. Isso tem se materializado, segundo a Anahp, na defasagem ou negativa de concessão dos reajustes contratuais e no crescimento da participação das despesas em relação às receitas. 

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O prazo médio para recebimento das operadoras é um fator que apresenta sazonalidade, com alta de espera no mês de dezembro, por exemplo, mas apresenta média de 78,7 dias, com uma tendência de queda nos últimos anos, mas, mesmo assim, bastante elevado. Neste mesmo contexto, um dos fatores para diminuição de receita líquida é o alto número de glosas e o aumento de valores não recebidos, que são valores glosados e não pagos.
 
A média histórica do número de glosas está em 2,8% e, em 2014, o número foi de 2,5% e o aumento das contas integralmente não pagas pode se dar graças a problemas financeiros em algumas operadoras, cobrança de glosas indevidas ou, ainda, a implantação do Padrão TISS 3.02, de maio de 2014, que acabou gerando divergências de cadastros entre hospitais e operadoras.

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Saúde Web

Alimentos como melão e catchup podem piorar a candidíase. Veja a lista completa

alimentos-candidiase-capaVocê sabia que sua higiene e os hábitos do dia a dia podem exercer influência direta na saúde íntima? Pois essa é uma grande verdade para a qual pouca gente se atenta. Prova disso é que os hábitos alimentares podem tanto ajudar quanto atrapalhar a proteção natural do corpo
 
No caso das mulheres, por exemplo, especialistas alertam que a candidíase, que é um processo infeccioso e inflamatório causado pela proliferação desmedida do fungo Candida Albicans, pode ser agravada dentre outros fatores pelo consumo de determinados alimentos.
 
Veja os alimentos que podem intensificar o processo de proliferação do fungo da candidíase
 
Açúcar
De acordo com estudos o açúcar é um dos maiores vilões da cândida. A razão é que as toxinas liberadas após a digestão servem de alimento para doença.
 
Alimentos fermentados
Especialistas afirmam que alimentos que são obtidos a partir do processo de fermentação, também intensificam a proliferação dos fungos na vagina. O ketchup, o cogumelo e a mostarda nesse caso também entram na lista.
 
Bebidas fermentadas
As bebidas fermentadas também são prejudiciais para as mulheres que apresentam o quadro de candidíase, assim como o vinagre também deve ser evitado por mulheres que sofrem com a doença.
 
Frutas
Frutas como melancia e melão entram na lista das que devem ser evitadas pelas mulheres que sofrem com a candidíase. Isso porque essas frutas possuem uma camada de fungos ao redor de suas sementes, e esses fungos quando presentes no organismo podem intensificar o processo inflamatório.
 
Frutas secas
O processo de desidratação das frutas serve como um ambiente propício à proliferação de fungos. Quando a mulher está com candidíase, portanto, ela deve evitar alimentos dessa natureza.
 
Frutas acidas
As frutas ácidas como framboesa, tangerina e abacaxi também devem ser evitadas. Isso porque essas frutas possuem nutrientes ácidos que pode interferir no pH vaginal contribuindo para a proliferação do fungo.
 
Massas
As massas são ricas em carboidratos e quando digeridas se transformam em açúcar, que conforme mencionado no primeiro tópico, pode ser prejudicial ao quadro da candidíase.
 
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Cientistas descobrem gene que pode ajudar a desenvolver fármacos contra a dor

Madri, 25 mai (EFE).- Uma equipe internacional de pesquisadores liderados pela Universidade de Cambrigde identificou um gene essencial para a produção de neurônios sensíveis à dor em humanos, o que pode ter implicações no desenvolvimento de novos métodos para aliviar a dor, publica nesta segunda-feira a revista "Natura Genetics"
 
A percepção da dor é um mecanismo de alerta evolutivo que nos adverte sobre os perigos no meio ambiente e sobre um potencial dano aos tecidos, no entanto, algumas poucas pessoas nascem sem a capacidade de sentir dor, o que as leva a acumular lesões autoprovocadas. Usando um "mapeamento" detalhado do genoma, os pesquisadores analisaram a composição genética de 11 famílias na Europa e Ásia afetadas por uma doença hereditária conhecida como insensibilidade congênita à dor (CIP).
 
Os cientistas conseguiram identificar a causa da doença nas variantes do gene PRDM12, pois as pessoas afetadas com CIP apresentavam duas cópias variantes desse gene, mas dentro da mesma família, os que herdaram de seus pais apenas uma cópia, não manifestavam essa falta de dor.
 
A equipe analisou biópsias de nervos dos pacientes para tentar localizar onde estava o problema e descobriram que faltava um tipo de neurônio sensível à dor. Por causa dessas características clínicas da doença, a equipe formulou e comprovou a hipótese de que durante o desenvolvimento embrionário existe um bloco de produção de neurônios sensíveis à dor.
 
O gene PRDM12 está envolvido na modificação da cromatina, uma molécula que adere ao DNA e atua como uma intersecção que ativa e desativa os genes. Os pesquisadores comprovaram que nos pacientes com CIP todos as variantes genéticas do PRDM12 bloqueavam a função do gene. Já que a cromatina tem uma importância singular durante a formação dos neurônios, isto proporciona uma explicação do porquê os neurônios sensíveis à dor não são formados de maneira correta em pacientes que sofrem com a insensibilidade congênita à dor.
 
"A capacidade de sentir dor é fundamental para a preservação da pessoa e, no entanto, sabemos muito mais da dor excessiva do que dos que não possuem essa sensibilidade", disse o professor da Universidade de Cambridge Geoff Woods. Ambos estados têm "igual importância no desenvolvimento de novos tratamentos para lutar contra a dor. Se conhecemos os mecanismos que subjazem a sensação de dor é possível que algum dia controlaremos e reduziremos a dor desnecessária".
 
O PRDM é o quinto gene que identificado com relação à percepção da dor, dois dos quais já levaram ao desenvolvimento de fármacos que estão em fase de teste clínico. "Temos muitas esperanças de que este novo gene possa ser um excelente candidato para o desenvolvimento de fármacos, levando em conta os recentes sucessos com os remédios que têm como alvo os reguladores da cromatina nas doenças humanas", segundo outro dos autores do estudo Ja-Chun Chen.
 
Esta descoberta pode ser também potencialmente beneficente para aqueles que correm em perigo porque não têm sensação de dor.

EFE / R7

Médicos revelam que mundo está perdendo a guerra contra o suicídio

Thinkstock
Traumas de infância são fatores que podem levar ao suicídio
"Não estamos diagnosticando direito nossos pacientes", diz psiquiatra
 
“Estamos perdendo a guerra para o suicídio”. A afirmação alarmante é do psiquiatra e professor da USP Mario Francisco Juruena, que explica que, embora não haja uma forma de determinar com plena certeza que um indivíduo vá se matar no futuro, os médicos têm, sim, instrumentos para prever as chances que pacientes graves carregam de tirar a própria vida.
 
A principal chave da prevenção estaria no tratamento dos traumas de infância. Cicatrizes emocionais que os adultos carregam, de feridas abertas quando eram crianças, podem antecipar muitos dos riscos de suicídio — separação materna, estresse, maus tratos, negligência, perdas precoces e abusos seriam, de acordo com o psiquiatra, alguns dos principais fatores.
 
Desta maneira, o papel do médico é monitorar o histórico do paciente, dando atenção a traumas severos em qualquer idade, mas mais especificamente na primeira infância e na vida intrauterina.
 
Isso porque, como conta o psiquiatra, quanto mais precoce o trauma, maior ele será, já que o sistema nervoso de uma criança não está preparado para a agressão, apenas para a afetividade.
 
— São situações que vão desencadear transtornos afetivos, dependência de substâncias e também o suicídio. Temos que investigar tudo isso a fundo. Nossos índices de suicídio no mundo hoje em dia são iguais aos dos anos 60. Evoluímos no tratamento da aids, do câncer, mas do suicídio, não. Não estamos diagnosticando e prevendo direito nossos pacientes.
 
Outros fatores de risco, que aumentam as chances de um suicídio no futuro, são o histórico familiar — indivíduos com parentes que tiraram a própria vida correm mais risco de se matar do que outros que não têm registros similares na família — e o sexo do paciente.
 
De acordo com Juruena, mulheres são muito mais sensíveis ao estresse desde pequenas.
 
— O trauma e o estresse crônico vão se sobrepor onde houver a vulnerabilidade.
 
Profissões criativas também constituem um sinal de alerta para os psiquiatras. Um estudo feito em 2013, na Suécia, concluiu que escritores, por exemplo, estão entre os profissionais com maior índice de diagnósticos de esquizofrenia, transtorno bipolar, depressão, ansiedade, abuso de álcool e suicídio, como relata Helio Elkis, psiquiatra e coordenador do Programa de Esquizofrenia da Faculdade de Medicina da USP.
 
Psiquiatra do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas (IPq-HC), Daniel Martins de Barros acrescenta que um estudo de sua entidade comprovou que pacientes esquizofrênicos e seus parentes tinham mais tendência a escolher empregos relacionados a artes visuais, e que indivíduos bipolares têm propensão a carreiras criativas sobretudo na área cientifica.
 
Barros chama a atenção, ainda, para a relação entre comediantes e o suicídio.
 
O ator Robin Williams, que tirou a própria vida em 11 de agosto de 2014, e o brasileiro Fausto Fanti, que se matou um mês antes, engrossam as estatísticas e provam que a figura do palhaço triste, retratada em personagens clássicos há décadas, reproduz com perfeição a mente angustiada dos humoristas, escondida atrás de uma persona feita para alegrar os outros.
 
— Os comediantes têm uma maior abertura a ideias novas. Eles têm menos autocontrole, são mais impulsivos, sentem menos emoções positivas, têm menos capacidade de se alegrar, menos amabilidade, e não possuem uma busca social.
 
Para Barros, os humoristas vivem no limite, buscando o equilíbrio entre agressividade e criatividade, e isto os encaminha ao perigo do suicídio. Carregam traços de doenças psicóticas — encontram associações e padrões onde eles não estão explícitos — e da bipolaridade, como a impulsividade e o pensamento acelerado. Além disso, apresentam maior distorção cognitiva e dificuldade de se focar.
 
— O humor é uma violação. Já tivemos muitas polêmicas com humoristas no Brasil porque eles saíram da faixa cinzenta do que é próximo de nós e foram para a faixa do que nos viola. Fizeram piadas com mulheres estupradas, por exemplo, algo que é uma violação, sim, como pede o humor, mas que é muito próximo de nós, então não tem graça.
 
Ainda assim, o psiquiatra evita falar em determinismo, recomendando apenas mais prevenção e diagnósticos mais certeiros.
 
— O suicídio é prevenível, sim, e várias mortes já poderiam ter sido evitadas.
 
R7

Petição alerta para relação entre anticoncepcionais e trombose

 Reprodução/Change.org: Abaixo-assinado reúne mais de 28 mil apoiadores
Abaixo-assinado quer que médicos peçam exames antes de receitar a pílula
 
Rio — Em 2003, a esteticista Danielle Fortuna foi internada com uma trombose na perna, aos 18 anos. A carioca tomava pílula anticoncepcional há oito meses e, segundo os médicos, a enfermidade estaria ligada ao uso do medicamento. Dez anos depois, Danielle passou por alguns exames que apontaram que ela nunca deveria ter tomado a pílula. Hoje com 29 anos, a esteticista criou um abaixo-assinado endereçado ao Conselho Federal de Medicina (CFM) pedindo atenção para o problema. O documento, iniciado há duas semanas e que já reúne mais de 28 mil apoiadores, pressiona o órgão para que recomende aos médicos pedir exames antes de receitar anticoncepcional oral para pacientes.
 
— Nenhum médico me avisou sobre os riscos de tomar o medicamento — lembra. — Ainda hoje tenho sequelas. Não consigo andar rápido e tenho três veias da perna que seguem entupidas.
 
De acordo com a médica especialista em ginecologia e obstetrícia Aparecida Monteiro, a relação do anticoncepcional com a trombose é rara, mas é uma realidade e acontece porque as pílulas têm hormônios em sua formulação. Quando sofremos um corte, explica, as plaquetas convergem para o local do machucado e formam um trombo (coágulos) que bloqueia o sangramento. A trombose ocorre quando os coágulos caminham para um local onde não houve sangramento — nas regiões inferiores do corpo, como panturrilha e coxas, e, ocasionalmente, nos membros superiores. Portanto, as mulheres devem estar atentas à sensação de pernas pesadas, doloridas, inchadas e com manchas, além de falta de ar ou cansaço. O estrógeno, ou a combinação dele com a progesterona, pode afetar a circulação sanguínea de diversas formas, aumentando a dilatação dos vasos, a viscosidade do sangue e o sistema de coagulação.
 
— O risco é maior em pessoas com predisposição. Não é em todas que a doença aparece. É um evento raro. Assim, a gente não tem evidência científica que justifique a triagem dessas pacientes com exames laboratoriais. A sociedade médica precisa se reunir para verificar a real validação deles — afirma Aparecida.
 
Conversa pré-diagnóstico
A médica explica, no entanto, que é preciso que o médico dialogue com a paciente para obter o histórico familiar de doenças específicas. É preciso levar ainda em conta fatores como tabagismo, alteração de pressão, obesidade e sedentarismo.
 
— A mulher hoje decide tomar pílula, vai à farmácia e compra, sem passar por um profissional. É necessário muito mais que um abaixo-assinado para rever as diretrizes. É um problema cultural e social — alerta a médica.
 
Procurado pelo GLOBO, o CFM afirmou que encaminhará a solicitação do documento “à sua Câmara de Ginecologia e Obstetrícia para avaliar as questões técnicas e éticas relacionadas ao pedido, se manifestando posteriormente”. Já a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informou que a subnotificação dos eventos adversos detectados com os medicamentos ainda é uma das dificuldades encontradas no processo de trabalho, uma vez que a comunicação é voluntária.
 
Fundadora da página do Facebook “Vítimas de anticoncepcionais”, a professora universitária Carla Simone Castro, de 41 anos, que teve trombose cerebral seis meses após iniciar o uso da pílula, esclarece que desde agosto do ano passado, quando o coletivo foi criado, há mais de 1.400 depoimentos de mulheres relatando problemas com o medicamento. Ela lembra que, no dia 9 de junho, vai acontecer uma audiência pública na Câmara dos Deputados para discutir o assunto com autoridades de saúde.
 
O Globo