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quarta-feira, 27 de maio de 2015

Entenda a importância da vitamina D para as crianças

Nutriente colabora para o bom desempenho dos músculos e nervos

A vitamina D é imprescindível para a formação e o fortalecimento dos ossos, em especial para as crianças. A falta dessa vitamina quando associada à falta de cálcio pode ocasionar falha no desenvolvimento infantil e levar até a deformidade dos ossos. Para incluir essa importante substância é importante a exposição solar diária de 20 minutos, para a reposição natural da vitamina D no sangue, e buscar incluir na dieta alimentos fonte de cálcio e vitamina D.

Conhecida também como a vitamina do sol, pois sua principal fonte de síntese provém da exposição solar, esse nutriente colabora ainda para o bom desempenho dos músculos e nervos, a coagulação do sangue, o crescimento celular e a utilização de energia, além de ajudar no processo de aprendizagem.

“A vitamina D é extremamente importante para o desenvolvimento saudável da criança. Para conseguir manter o bom nível dela no organismo, a recomendação é de 10 a 20 minutos de banhos de sol ao dia. A criança pode aproveitar a praia e a piscina desde cedo. No entanto, os horários de pico devem ser evitados, pois é quando a intensidade dos raios ultravioleta é muito forte e pode causar danos à pele, principalmente na do bebê, que é mais sensível, explica a chefe do setor de Doenças Metabólicas da Unifesp e membro da Diretoria da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), Dra. Marise Lazaretti Castro.

Segundo a especialista, apesar de alguns alimentos serem fonte dessa vitamina, como peixes gordurosos, leite e ovos, a quantidade presente é muito pequena e insuficiente para suprir as necessidades do corpo.

“Durante a vida intrauterina, o feto retira esta substância do sangue materno, mas, depois do nascimento, precisa produzir sua própria vitamina, pela exposição ao sol, pela dieta alimentar ou por meio da suplementação. Por este motivo, os pediatras orientam às mães que exponham seus bebês ao Sol diariamente. Quando mais velhos, devem ainda estimular brincadeiras e esportes ao ar livre, como era feito antigamente”, destaca.
 
Guia da Pharmacia

Peso, sono e dinheiro reduzem produtividade no trabalho

A lista de itens que afetam o lado profissional também conta com problemas com depressão e assédio moral

Na sua opinião, quais motivos levam à baixa produtividade no trabalho? Se respondeu fumar, beber ou comer muito, está enganado. De acordo com uma pesquisa realizada pela Universidade de Cambridge e Rand Europe, ambas na Inglaterra, esses itens nem aparecem na lista dos principais fatores. A vida profissional é prejudicada principalmente por preocupações financeiras e dormir menos de sete horas por noite. Os dados são do jornal Daily Mail.
 
O estudo analisou dados de empresas que participaram de um concurso para descobrir a mais saudável do Reino Unido, tendo acesso a informações de mais de 21 mil trabalhadores. Constatou-se que a lista com os 12 fatores que têm o maior efeito sobre a produtividade também conta com estar abaixo do peso, estar acima do peso, inatividade física e adição de gorduras não-saudáveis às refeições, como manteiga e maionese.
 
Outros itens mencionados são sintomas de depressão , sofrer assédio moral no local de trabalho, ter relações tensas com os colegas, exigências irrealistas, pressão arterial elevada e algum problema musculoesquelético.
 
Pesquisas recentes sobre o sono indicam que dormir apenas seis horas ou menos pode prejudicar a pele e aumentar o risco de diabetes. A falta de sono também está associada com um risco maior de Alzheimer e Parkinson. Segundo especialistas, o cérebro precisa do descanso adequado para se purificar de substâncias tóxicas.
 
Terra

Membro da Família Real Britânica visita o SUS

Foto: Divulgação Embaixada do Reino Unido
Foto/Divulgação Embaixada do Reino Unido
O Príncipe Richard, Duque de Gloucester , esteve no Brasil na última semana visitando várias unidades do Sistema Único de Saúde (SUS) do Rio de Janeiro e de São Paulo
 
O objetivo da visita foi fortalecer a já consolidada relação entre Brasil e Reino Unido na área da saúde. Ambos os países possuem sistemas universais de saúde pública. O National Health System (NHS), nome oficial do sistema de saúde britânico, serviu como inspiração para criação do SUS e segue como um grande aliado na troca de experiência sobre a gestão da saúde pública.
 
Em sua primeira visita ao Brasil, o membro da Família Real Britânica buscou compreender melhor o funcionamento do sistema de saúde brasileiro e discutir pontos para que possa haver uma maior cooperação nos negócios, academia e filantropia.
 
Entre as visitas, o duque conheceu a AACD e o SAMU em São Paulo. Já no Rio, ele visitou o Complexo Estadual do Cérebro, o Centro de Operações do Rio, a Fiocruz, a Favela do Alemão, a UPA do Complexo do Alemão. O Embaixador do Reino Unido no Brasil, Alex Ellis, acompanhou as visitas e ressaltou a boa impressão que tiveram. “Foi um prazer visitar o SAMU em São Paulo com o príncipe Richard. Ficamos impressionados com a tecnologia usada para garantir que diante de tanta demanda, os pacientes que precisam de atendimento de urgência recebam uma resposta rápida”, enfatizou.
 
Sobre o Duque de Gloucester
O príncipe Richard é neto de George V e primo de primeiro grau da Rainha Elizabeth II. O Duque de Gloucester está associado a mais de 150 organizações de caridade relacionadas a diversos temas, entre eles: saúde, questões ambientais, cultura e artes e forças armadas.
 

Saiba por que os Centros de Parto Normal favorecem a saúde das mães e bebês

Crédito: Piotr MarcinskiHumanizar e melhorar a assistência às gestantes no parto e no pós-parto. Esses são alguns dos objetivos dos Centros de Parto Normal, criados em 1999, pelo Ministério da Saúde para atender gestantes e recém-nascidos
 
A iniciativa dá a opção de a mulher escolher como se movimentar livremente no local do parto e a ter acesso a métodos alternativos de alívio de dor, como massagens, caminhadas e banhos de banheira. Além disso, os Centros de Parto Normal oferecem às gestantes o ambiente ideal para receber o bebê, com iluminação e temperatura adequadas.
 
De acordo com a coordenadora de saúde da mulher do Ministério da Saúde, Esther Vilela, todas essas condições oferecidas à mulher nesses centros favorecem a troca e o respeito entre mãe, filho e família,“Uma mulher, para ela ter um bom parto, ela precisa de um ambiente acolhedor, com privacidade, que ela tenha direito a um acompanhante de sua livre escolha, que ela tenha acesso ao contato com a água, seja por chuveiro, seja por banheira, que ela tenha um espaço para ela caminhar durante o trabalho de parto e que realmente ela se sinta segurada de toda essa tecnologia para que o seu organismo, o seu corpo possa fazer o trabalho que só ele faz.”
 
O bebê da dona de casa Thaiane Santos da Silva nasceu este ano em um centro de parto normal na Bahia. Ela conta que o atendimento humanizado oferecido pelos profissionais foi essencial para o sucesso do parto."Foram bastante atenciosos. Cheguei era mais ou menos duas horas da manhã eles mandaram eu ficar caminhando, fiquei internada. E foi maravilhoso. Até hoje estão sendo atenciosos comigo. Eles me ajudaram a fazer exercício, me colocaram numa sala que tinha bola, cavalinho e foi esse exercício que me ajudou bastante. Uma mulher também, doula, fez massagem nas minhas costas, me colocou no banheiro, tomei banho de água quente".
 
Os Centros de Parto Normal fazem parte do programa Rede Cegonha, estratégia do Ministério da Saúde que tem o objetivo de implementar uma rede de cuidados para garantir às mulheres o direito ao planejamento reprodutivo e à atenção humanizada a gravidez, ao parto e ao recém-nascido.
 
Fonte: Victor Maciel/ WebRádio Saúde

Judicialização: Governos gastam R$ 314 mi com remédio importado

Em meio ao aumento de ações contra o Sistema Único de Saúde (SUS), os governos federal e estadual foram obrigados a gastar, por determinações judiciais, R$ 314 milhões em 2014 com a compra de remédios importados sem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)
 
São, na maioria das vezes, medicamentos indicados para doenças graves já comercializados em outros países, mas ainda em análise pelos órgãos regulatórios brasileiros. Por serem importados, a compra de poucas unidades tem grande impacto nas finanças públicas.
 
A outra situação mais comum de processo contra o SUS é o pedido de medicamentos que já são comercializados no País, mas que não constam da lista de remédios fornecidos pela rede pública.
 
Somados todos os tipos de medicamentos e tratamentos (disponíveis no País ou não), o gasto total dos dois governos com demandas judiciais na área da saúde superou o valor de R$ 1,2 bilhão em 2014 e deverá chegar a R$ 1,7 bilhão neste ano.
 
No caso do Ministério da Saúde, o gasto com demandas judiciais foi de R$838,4 milhões, valor 500% superior ao gasto com o cumprimento de ações em 2010. Desse total, R$ 257,9 milhões foram usados para a compra de apenas 11 tipos de remédios não registrados na Anvisa.
 
A Secretaria Estadual da Saúde de São Paulo gastou R$ 430 milhões com o cumprimento de ações judiciais no ano passado, dos quais R$ 56,2 milhões pagaram remédios importados.
 
O número total corresponde a mais de um terço de todo o montante gasto pela pasta em assistência farmacêutica.
 
O excesso de judicialização da saúde tem chamado a atenção do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que, na semana passada, promoveu um evento para discutir e aprovar enunciados que orientem os juízes no julgamento desse tipo de ação.
 
Um desses enunciados recomenda que não seja deferido pedido judicial de medicamento sem aprovação da Anvisa, “salvo prova da evidência científica e necessidade premente”. Outro orienta o juiz a notificar o médico que prescrever remédio não incluído em lista ou protocolo do SUS, para que “preste esclarecimento sobre a necessidade de prescrição”.
 
Para o secretário estadual da Saúde, David Uip, o crescimento dos gastos dos governos com demandas judiciais de saúde é preocupante. A previsão de Uip é de que as despesas da pasta com o cumprimento dessas decisões subam para R$ 700 milhões neste ano. “Tem coisas (que são pedidas na Justiça) que são pertinentes, mas se tem um órgão federal (Conitec – Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS) que analisa o que deve ser incorporado ao SUS, esse órgão deve ser observado. Precisamos avançar na discussão, porque isso vai ficar inadministrável”, diz.
 
A pasta afirma que é obrigada pela Justiça a adquirir, além de medicamentos, itens considerados “estranhos ao SUS”, como xampus, absorventes, leite de vaca e de cabra in natura e até poltronas de massagem.
 
Para a advogada especializada em direito à saúde, Renata Vilhena, o excesso de ações se deve à lentidão dos órgãos regulatórios em aprovar a incorporação de novos remédios ao SUS. “Tem muita coisa que está sendo usada há anos fora do País e ainda está em análise aqui”, diz.
 
Foi graças a uma decisão judicial que o filho da administradora Milena Brum, de 45 anos, pôde fazer um tratamento contra um distúrbio no crescimento. Ele teve o medicamento custeado pelo SUS por uma década, até 2013. O valor do remédio ultrapassava R$ 2 mil por mês. “Essa opção de entrar na Justiça deveria ser mais divulgada.”
 
O Estado de São Paulo