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quinta-feira, 28 de maio de 2015

OMS diz que antibióticos são uma ameaça global

Organização pede que governos combatam resistência a antibióticos e estabelece prazo de dois anos
 
A Organização Mundial da Saúde (OMS) dá dois anos para que governos de todo o mundo estabeleçam planos para combater a resistência a antibióticos, um fenômeno que se transformou em uma "ameaça global". Doenças que eram curadas com relativa facilidade até há pouco tempo podem voltar a matar cerca de 10 milhões de pessoas até 2050 se nada for feito e, nesta terça-feira (26/05), a agência de saúde da ONU aprovou um plano para tentar reverter essa tendência.
 
Os dados apontam para um cenário alarmante: pelo menos sete bactérias diferentes, responsáveis por doenças como pneumonia, diarreia ou infecções sanguíneas, começam a ganhar resistência. Ao menos dois produtos usados até hoje já não funcionam em metade da população, entre eles o antibiótico contra infecções urinárias causadas pela bactéria E. Coli.
 
Em 2013, a OMS calculava que 480 mil novos casos de tuberculose foram detectados por conta da resistência aos remédios, em mais de cem países. No caso da malária, a entidade considera a resistência como uma "preocupação urgente de saúde pública", diante do impacto em regiões inteiras.

Para a OMS, antibióticos se transformaram no pilar do desenvolvimento da Medicina no século 20. Mas chegou o momento de agir para não perder o que o mundo atingiu. Numa era "pós-antibiótico", a realidade é que muitos morreriam de doenças que já foram controladas.
 
Pelo plano aprovado, os governos terão até 2017 para desenvolver e mostrar para a OMS que colocaram o assunto como prioridade em suas agendas. A entidade também insiste que o plano precisa tocar não apenas a saúde humana, mas também a animal. Para países com ampla produção de carnes, como o Brasil, a mensagem é clara de que todos os setores terão de agir.
 
O plano da OMS ainda estabelece cinco objetivos : incrementar a conscientização e o conhecimento sobre a resistência, ampliar as pesquisas pelo setor privado, reduzir as incidências de infecção e otimizar o uso de remédios, principalmente antibióticos.
 
Pressa
Ao ver aprovado o plano, a diretora da OMS, Margaret Chan, chegou a cantar diante da plenária, comemorando a atitude. Mas para especialistas, as medidas podem estar chegando tarde demais. "Corremos o risco de estarmos agindo tarde ", declarou Sally Davies, conselheira médica do governo britânico e que liderou os debates sobre o plano.
 
De acordo com ela, 25 mil pessoas já morrem de infecções causados por bactérias resistentes, apenas na Europa. Jim O’Neill, ex-economista chefe do Goldman Sachs, chegou a produzir estudos que indicam que os custos de uma nova geração de bactérias poderiam ultrapassar a marca de US$ 60 trilhões em 40 anos.
 
AFP / Saúde Plena

Beber mais de quatro xícaras de café por dia pode ser nocivo à saúde

Autoridade Europeia de Segurança Alimentar (EFSA) recomenda à União Europeia que se estabeleça uma dose diária de ingestão de cafeína que está presente também em refrigerantes e energéticos
 
O consumo de mais de 400 miligramas de cafeína por dia, o equivalente a quatro cafés expressos ou uma mistura de cafés, refrigerantes e energéticos, pode ser nocivo para a saúde, em especial para as mulheres grávidas e os menores de 18 anos. O alerta foi divulgado pela Autoridade Europeia de Segurança Alimentar (EFSA).
 
Em consequência, a EFSA recomenda, pela primeira vez na União Europeia (UE), o estabelecimento de um limite para a dose diária de ingestão de cafeína, de todas as fontes de alimentos. Acima do recomendado, o consumo passa a ser considerado um risco, em particular em termos de problemas cardiovasculares.
 
Para um adulto, a dose diária sem risco é de 400 mg por dia. Um café expresso oscila entre 70 mg e 100 mg, afirmou um porta-voz da EFSA. As grávidas podem ingerir sem risco até 200 mg por dia, para evitar efeitos colaterais na gravidez. Para os adolescentes ou crianças o recomendado é o máximo de 3 mg por quilo de índice de massa corporal.
 
Os adolescentes estão particularmente expostos com o consumo de bebidas energéticas e refrigerantes com cafeína em sua fórmula."O risco para a saúde não é enorme, mas existe. A principal mensagem é que os consumidores devem levar em consideração as diferentes fontes de cafeína, além do café", comentou o porta-voz. "Esta é a primeira vez que avaliamos na UE os riscos vinculados à cafeína, incluindo todas as fontes de alimentos", afirma a EFSA em um comunicado.
 
Em sete dos 13 países analisados pela EFSA, uma parte da população adulta consome mais que a dose de 400 mg. A Dinamarca está em primeiro lugar, com uma taxa de 33% dos adultos que abusam da cafeína, seguida por Holanda (17,6%), Alemanha (14,6%), Finlândia (13,4%), Bélgica (10,4%), Suécia (9%) e França (5,8%).
 
AFP /Saúde Plena

Lote de álcool da empresa Start é interditado cauterlamente

A Anvisa determinou a interdição cautelar do lote L:397182 do álcool Etílico Hidratado 70° INPM da marca Start
 
O produto, que é comercializado na embalagem de um litro, é produzido pela empresa Lima & Pergher Ind.Com.e Rep. Ltda.
 
O lote foi interditado após Laudo de Análise Fiscal emitido pela Fundação Ezequiel Dias (Funed) revela resultado insatisfatório nos ensaios de aspecto e de análise de rotulagem.
 
A medida, que vale por 90 dias, está na Resolução nº 1.570/2015, publicada nesta terça-feira (26/5) no Diário Oficial da União (DOU).
 
ANVISA

Qual o futuro da automação e robótica nos hospitais?

A experiência da Alemanha e da Itália com automação e robótica na Saúde foi compartilhada durante a Hospitalar 2015
 
A discrepância tecnológica e organizacional do sistema de saúde entre os países ficou bastante evidente durante as apresentações. O que podemos tirar de ambos os exemplos?
 
Itália
Medicamentos e dispositivos médicos representam o segundo maior gasto das instituições hospitalares italianas, atrás apenas da folha de pagamento, superando 100 milhões de euros anuais. De acordo com Omar Maccagno, gerente de vendas e marketing da IBSL-Ingegneria Biomedica Santa Lucia, a maioria dos hospitais possuem baixo nível de informatização dos processos, sendo grande parte realizados manualmente, assim como pouca maturidade no que diz respeito a logística.
 
“Faltam dinheiro e profissionais para a gestão dos medicamentos e dispositivos móveis. Acredito que o caminho seja através de parcerias. Precisamos encontrar uma estratégia em que todos escolham pela mesma direção”, disse Maccagno.
 
Para ele, as soluções que abrem novos horizontes para a revolução tecnológica na Itália são:
 
-Sistemas de prescrição à beira do leito
 
-Redes Wi-Fi
 
-Tecnologia RFID
 
-Sistemas para automatização dos fármacos em doses unitárias e prescrição automática-Software avançados para a gestão da prescrição e administração
 
O hospital Policlinico Agostino Gemelli, fundado em 1964, de 1256 leitos, tem investido na tecnologia RFID para gerenciar todos os dispositivos médicos e medicamentos. Com isso, os benefícios da implantação que estão sendo identificados são: rastreabilidade dos produtos e “devices” tanto para os pacientes quanto para as salas cirúrgicas; governança clínica e gerenciamento de risco, com avaliação apropriada e alertas de segurança e recalls; manejo eficiente dos estoques, agilizando a disponibilidades dos “devices”; consumo de monitorização, por departamento/ tipo de intervenção médica/paciente.
 
O diretor médico do Policlinico, Achille Luongo, não descarta os desafios do alto investimento em hardwares e software, a complexidade do projeto e o tempo consumido e, ainda, a impossibilidade de rastrear alguns equipamentos com tags.
 
Alemanha
Com um know how tecnológico muito mais avançado e importantes clusters colaborativos em prol da inovação, a Alemanha mostrou com a Siemens a evolução dos softwares que integram Ressonância Magnética (MR) e PET-CT, assim como o quanto a comunicação entre todos os dispositivos médicos presentes em uma sala cirúrgica é possível, segundo o MITI Institute, Clinicum “Rechts der Isar” da TU Munich.
 
“Isso traz muito mais segurança ao paciente, apoio à equipe operatória e melhora e facilita a documentação”, afirmou o diretor científico do MITI, Ing. Armin Schneider. Como a sala operatória é o local mais caro de um hospital, a melhoria do fluxo de trabalho cirúrgico acaba por reduzir custos.
 
Salas híbridas, consideradas o estado da arte das salas cirúrgicas, também delineiam o futuro dos hospitais, exigindo específico planejamento, construção, fluxo de trabalho e inovação técnica.  Posicionamento flexível das paredes, proteção contra radiação de até 40 mm de chumbo, intercâmbio de painéis de paredes únicos são algumas das vantagens de uma sala modular, segundo o gerente senior de vendas na HT Health Tec GmbH, Gerhard Scholz.
 
 
Saúde Web

Anvisa suspende lotes do medicamento Toragesic

A Anvisa suspendeu a fabricação, distribuição, divulgação, comercialização de cinco lotes do medicamento Toragesic (trometamol cetorolaco), 30 mg/mL, solução injetável
 
Os lotes 624032.1; 624032.2; 624032.3; 624032.4 e 624032.5, que tem prazo de validade até abril de 2016, são fabricados pela empresa Pharma Ltda.
 
O motivo da suspensão dos lotes do anti-inflamatório foi a reprovação de uma ampola no ensaio de aspecto feito pela própria empresa.
 
A Pharma Ltda promoverá o recolhimento dos lotes.
 
A medida está na Resolução nº 1.569/2015, publicada nesta terça-feira (26/5) no Diário Oficial da União (DOU).
 
ANVISA