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sexta-feira, 29 de maio de 2015

Pacientes residentes preocupam hospitais no Brasil

No observatório publicado pela Associação Nacional dos Hospitais Privados (Anahp), o desempenho assistencial foi explicitado em um capítulo com a apresentação da estrutura e produção anual dos hospitais-membros, análises de indicadores operacionais, assistenciais, qualidade e segurança e protocolos institucionais
 
O primeiro índice tratado é a taxa de ocupação, que tem apresentado crescimento ao longo dos anos.
 
Em 2014, o número fechou em 79%, dentro da média considerada adequada, que vai de 75 a 85%.
 
Este dado apresenta alta sazonalidade ao longo do ano e acompanha outro dado, de média de permanência, que tem estado em alta linear desde 2009, fechando em 4,6 dias em 2014.
 
 
Um dos fatores para o aumento da média de permanência é a transição epidemiológica, com a internação de pacientes crônicos e o aumento do número de pacientes residentes, ou seja, que permanecem internados por mais de 90 dias.
 
No caso destes pacientes, somente 38% dos hospitais possuem serviços específicos para eles e 14% utilizam score prognóstico para a gestão dos casos.
 
 
Dentre os fatores que preocupam a Anahp, está a ocorrência de casos em que os pacientes se tornam residentes do hospital, ou seja, permanecem por mais de 90 dias internados. Em muitos casos, o atendimento a este perfil de paciente poderia ser muito melhor realizado em serviços de home care ou de hospitais de retaguarda.
 
Saúde Web

Especialista esclarece dúvidas sobre a maternidade após os 40 anos

Fonte: Matthias G. Ziegler
Matthias G. Ziegler
A gravidez de mulheres acima dos 40 anos não causa mais espanto, muitas mulheres que já passaram desta idade afloram seu instinto maternal e sonham ainda mais com a possibilidade de serem mães
 
A gravidez em qualquer idade tem vantagens e desvantagens, não há como negar que as chances de engravidar após os 40 anos são muito menores, a reserva de óvulos diminui significativamente com a idade, e os óvulos mais velhos são mais propensos a desenvolver problemas, aumentando o risco de aborto e anomalias ao nascimento e a mulher também possui mais chance de ser acometida por pressão alta, diabetes ou outras doenças que agravam ainda o mais o risco da gestação.
 
Apesar disso, também existem benefícios em gestar após os 40. Estudos demonstram que as mães mais velhas são, em geral, mais instruídas, tem carreiras profissionais mais consolidadas e são mais propensas a amamentar. A partir de suas experiências de vida, são mais aptas a tomar decisões familiares mais saudáveis e inteligentes. O mais importante é conhecer os riscos e se preparar antes de engravidar neste período da vida.
 
Abaixo, o gerente do Serviço de Medicina Fetal do Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz) Fernando Maia tira as principais dúvidas sobre o assunto.

É possível engravidar após 40 anos naturalmente (sem o uso de métodos como inseminação)?
Fernando Maia: Sim, é possível, mas devemos observar alguns fatos importantes. Uma mulher com 40 anos tem chance de 50% de engravidar dentro de um ano, aos 43 anos esta chance cai para 1%. Depois de 45 anos fica quase impossível engravidar a partir dos seus próprios óvulos.

Quais os exames realizados para saber se a mulher ainda poderá engravidar?
Fernando: Existem muitos exames disponíveis, mas o Hormônio Antimülleriano (geralmente associado à ultrassonografia transvaginal) é considerado o marcador mais promissor para a avaliação da reserva ovariana. Entretanto, a avaliação do potencial reprodutivo de uma mulher não é muito fidedigno.

Esta gravidez seria considerada de risco?
Fernando: Sim, uma gestante com mais de 40 anos é sempre considerada de alto risco. Essas pacientes são mais propensas às doenças pré-existentes que complicam a gestação como obesidade, hipertensão arterial, doenças da tireóide, diabetes, etc. Possuem ainda maiores riscos inerentes à gestação, como aborto espontâneo, síndrome de Down, diabetes gestacional, pré-eclâmpsia, parto prematuro, macrossomia, anomalias placentárias, gestação múltipla, natimortalidade e crescimento intra-uterino restrito.

Os cuidados que a mulher deve ter ao engravidar neste período são os mesmos que teria quando mais nova?
Fernando: Não, existem especificidades. Aconselhamos a paciente a fazer uma consulta periconcepcional, a programação é essencial. Algumas dicas são importantes para diminuir a probabilidade de complicações, caso exista qualquer condição médica pré-existente, discuta a gravidez com o seu médico para descobrir se a doença está controlada e como a gravidez pode afetar sua condição de saúde, tome ácido fólico três meses antes de engravidar para ajudar a prevenir alguns defeitos congênitos, os do tubo neural em particular, inicie o pré-natal o mais precocemente possível. E por fim, a gestante deve buscar informação sobre o aumento do risco de doenças genéticas, malformações e outras complicações gestacionais. Outro ponto importante é procurar informações sobre os testes que ela poderá fazer durante a gravidez para identificar estas complicações.
 
Fonte: Ascom IFF

Farmanguinhos inicia mais uma distribuição de medicamento contra o câncer

O Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos/Fiocruz) inicia mais uma distribuição do mesilato de imatinibe, medicamento usado no tratamento de pacientes com Leucemia Mieloide Crônica (LMC) e Estroma, um tumor gastrointestinal
 
Nesta quarta parcela de 2015, serão distribuídas 556.590 unidades farmacêuticas para todos os estados e Distrito Federal. Cada unidade dessas equivale a um comprimido. A programação para 2015 abrange um total de quase 2,5 milhões de comprimidos.
 
De acordo com a pauta enviada pelo Ministério da Saúde, serão enviados 639.060 comprimidos de 100mg, e 1.815,420 de 400mg ao longo das cinco parcelas previstas para este ano. Nesta quarta distribuição, serão 132.210 comprimidos de 100mg e 424.380 drágeas de 400mg. A última está prevista para setembro.
 
O mesilato de imatinibe é fruto de uma Parceria de Desenvolvimento Produtivo (PDP) celebrada em 2012 envolvendo, dentre outras empresas, a indústria farmoquímica Cristália, o Instituto Vital Brazil (IVB), o Laboratório Químico Farmacêutico da Aeronáutica (Laqfa) e Farmanguinhos. Nesta formatação, a unidade da Fiocruz e o IVB serão responsáveis pela distribuição. A produção ficará a cargo do Laqfa, que possui uma planta de oncológicos.
 
Fonte: Alexandre Matos / Ascom Farmanguinhos

Cientistas testam vacina para combater hipertensão

Ter a obrigação de tomar um remédio todos os dias e ainda por cima para uma doença que não causa nenhum sintoma aparente é, no mínimo, irritante. E se fosse possível controlar esta doença com uma droga de longa duração e, além do alívio, diminuir o gasto financeiro e aumentar a eficácia do tratamento?
 
Um estudo publicado na revista “Hypertension”, da Associação Americana do Coração, relatou o projeto de uma vacina genética de combate à hipertensão, doença que mata mais de 10 milhões de pessoas por ano no mundo e acomete 25% da população brasileira.
 
— É o sonho de qualquer cardiologista — brinca Luiz Aparecido Bortolotto, diretor da Unidade Clínica de Hipertensão do Instituto do Coração do Hospital das Clínicas, da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (Incor).
 
O cardiologista lembra que a hipertensão é crônica e pode levar ao enfarto, ao AVC e a outras graves doenças.
 
— Brinco aqui no ambulatório que, se causasse dor no pé, as pessoas não esqueceriam de tomar remédio. Uma vacina de longa duração seria excelente porque evitaria a medicação diária, seu esquecimento, e reduziria o gasto do paciente, que muitas vezes toma mais de um remédio.Bortolotto conta que, no ambulatório da USP, dos cerca de 7 mil pacientes, todos graves, apenas 50% tem a pressão sob controle.
 
Pesquisadores da Universidade de Osaka, no Japão, testaram em ratos uma vacina que tem como alvo o hormônio angiotensina II, que aumenta a pressão arterial, contraindo os vasos sanguíneos. A vacina induz à formação de anticorpos que inibem a angiotensina II, princípio semelhante ao dos remédios convencionais. O medicamento é feito com uma tecnologia chamada “DNA recombinante”. Parte da biotecnologia, ela envolve a transferência de um gene de um organismo para outro e a produção, em larga escala, de proteínas específicas.
 
Segundo Hironori Nakagami, coautor do estudo e professor em Osaka, além de reduzir a pressão arterial das cobaias por até seis meses, a vacina também reduziu danos nos tecidos do coração e dos vasos sanguíneos. Afirmou ainda que não houve sinais de danos a outros órgãos, como rim e fígado.
 
— Além do controle da dilatação dos vasos sanguíneos, outros sistemas controlam a pressão arterial, como o dos rins, que regulam o sódio. Não é possível detectar qual sistema está em descompasso causando a hipertensão. Assim, muitos pacientes precisam controlar não só o sistema vascular — pondera Bortolotto.
 
O cardiologia dr. Antonio Carlos Till, diretor-médico do Vita Check-Up Center, explica que esse medicamento não é bem uma vacina. Isso porque as vacinas são constituídas por agentes patógenos, vírus ou bactérias, previamente atenuados ou mortos ou modificados e cuja função é estimular uma resposta imunológica do organismo. No caso da hipertensão, a ideia é estimular a produção da enzima que inibe a angiotensina II, que já é produzido pelo corpo humano.
 
— O termo vacina é usado aqui porque o antígeno (substância que ao entrar em um organismo é capaz de iniciar uma resposta imune) provoca a produção de anticorpos. E pode ser fundamental para evitar a evasão dos tratamentos — opinou Till, que não acredita em “relaxamento” dos pacientes em caso do tratamento a longo prazo. — Quem é hipertenso tem de manter os cuidados sempre.
 
Ele apontou outras duas questões relevantes e que deverão ser objeto de estudo, segundo os japoneses: a dosagem, administrada facilmente quando o paciente toma remédios. E o perigo de se criar uma doença auto imune (em que o corpo ataca não só a angiotensina II).
 
— A ideia é formidável. Esse é o caminho para o tratemento da hipertensão. Não é porque existem remédios que não se deve pensar em alternativas eficazes e mais baratas. Muitos comprometem a renda familiar com os remédios — encerrou Till, que lembra que desde 1950 se estuda uma vacina para a doença.
 
O Globo

Com série de contraindicações, creme alternativo ao Viagra será vendido na França

Um creme para tratar os problemas de ereção será vendido com receita médica a partir de 1º de junho nas farmácias francesas, anunciou nesta quinta-feira (28) o laboratório francês Majorelle
 
O medicamento, uma “alternativa aos comprimidos” (Cialis, Viagra…) para o tratamento dos problemas de ereção, será vendido com o nome comercial de Vitaros, a um preço de 10 euros por dose (quatro por caixa), segundo o representante do laboratório.
 
O creme é conservado na geladeira (entre 2ºC e 8ºC), mas pode permanecer em temperatura ambiente por até três dias se a temperatura for inferior a 25ºC. Deve ser utilizado com um preservativo de látex.
 
Seu princípio ativo, o alprostadil, é uma substância que dilata os vasos sanguíneos do pênis.
 
Uma gota do produto é aplicada no meato urinário, a abertura do pênis. O efeito demora entre 5 e 30 minutos para aparecer e pode durar entre uma e duas horas, segundo os pacientes, afirmam as instruções do medicamento.
 
O Vitaros tem, no entanto, uma série de contraindicações para os adultos. Significa um risco para os homens que sofreram um infarto de miocárdio ou para os que sofrem de hipotensão ortostática (queda da pressão arterial quando uma pessoa fica de pé depois de ter permanecido deitada). Seu uso também não é recomendado às pessoas com risco de trombose venosa.
 
Durante os testes clínicos, ocorreram raros casos de vertigens e síncopes, razão pela qual os pacientes devem evitar dirigir ou realizar atividades perigosas depois de utilizar o creme.
 
Majorelle comprou a licença do produto da companhia americana Apricus Biosciences para França, Mônaco e o norte da África.
 
UOL