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segunda-feira, 1 de junho de 2015

Ministério da Saúde vai uniformizar uso de medicamentos pós-exposição ao HIV

A terapia com medicamentos pós-exposição ao HIV terá novas recomendações para atendimento. O Ministério da Saúde colocou em consulta pública o Protocolo de Profilaxia Antirretroviral Pós-Exposição de Risco para Infecção pelo HIV
 
O documento ficará à disposição dos profissionais de saúde e público em geral para sugestões por um mês. A proposta foi apresentada à Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologia no SUS (Conitec), que aprovou o texto e o disponibilizou para a contribuição da sociedade.
 
Disponível desde a década de 90 no Sistema Único de Saúde (SUS), a Profilaxia Pós-Exposição (PEP) foi implantada, inicialmente, para os profissionais de saúde, como prevenção. O procedimento é usado em casos de acidentes de trabalho, em que os profissionais são expostos a materiais contaminados ou que têm a luva perfurada por objetos cortantes no trato com paciente soropositivo. Em 2011, a PEP foi estendida para vítimas de violência sexual e, em 2012, a profilaxia foi ampliada a qualquer acidente sexual, como o não uso ou rompimento do preservativo.
 
Como novidades, o novo documento apresenta a recomendação de esquema único de antirretrovirais para todos os tipos de PEP e a redução do tempo de acompanhamento dos pacientes, de seis para três meses. Outra proposta apresentada pelo documento é a extinção das diferentes categorias de profilaxia (acidente ocupacional, violência sexual e PEP sexual) para um só tipo de PEP e o estabelecimento de critérios objetivos para indicação de PEP. Estas medidas simplificarão a prescrição da profilaxia.
 
Após a consulta pública e avaliação de todas as contribuições, o protocolo será analisado novamente pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec). Desde 2010, a oferta de PEP quase dobrou, passando de 12 mil tratamentos para 22 mil em 2014.
 
O diretor do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, Fábio Mesquita, explica que os procedimentos anteriores tinham uma diversidade de esquemas de medicações que acabavam por criar dificuldades na utilização nos serviços locais não especializados. “A nova proposta aprimora a atenção, uniformizando o tratamento, o que irá facilitar, não só a dispensação para os profissionais de saúde, mas também ampliação do acesso da população a esse procedimento”, destacou o diretor.
 
O medicamento deve ser usado em, até 72 horas, após a exposição ao vírus. Ao todo, são 28 dias consecutivos de uso dos quatro medicamentos antirretrovirais previstos no novo protocolo (tenofovir + lamivudina + atazanavir com ritonavir).
 
Cenário da Epidemia
Desde os anos 80, foram notificados 757 mil casos de aids no Brasil. A epidemia no país está estabilizada, com taxa de detecção em torno de 20,4 casos, a cada 100 mil habitantes. Isso representa cerca de 39 mil casos de aids novos ao ano. O coeficiente de mortalidade por aids caiu 13% nos últimos 10 anos, passando de 6,4 casos de mortes por 100 mil habitantes em 2003, para 5,7 casos em 2013. O público jovem é o que apresentou maior taxa de detecção da doença, de acordo com o Boletim Informativo de 2014, passando de 9,6 por 100 mil habitantes para 12,7 por 100 mil pessoas em 2013.
 
Tratamento
Entre 2005 e 2014, o Ministério da Saúde mais do que dobrou o total de pacientes soropositivos com acesso ao tratamento com antirretrovirais no país, passando de 165 mil (2005) para 400 mil (2014). Atualmente, o SUS oferece, gratuitamente, 22 medicamentos para os pacientes com HIV/aids. Desse total, 12 são produzidos no Brasil.
 
A rede de assistência conta hoje com 517 Centros de Testagem e Aconselhamento (CTA), 712 Serviços de Assistência Especializada (SAE) e 724 Unidades de Distribuição de Medicamentos (UDM). Além disso, gradualmente, as Unidades Básicas de Saúde estão sendo incorporadas na atenção aos pacientes vivendo com aids e HIV.

Manicoré (AM) ganha primeira Unidade Básica de Saúde Fluvial

Foto: Rodrigo Numes/ MS
Foto: Rodrigo Numes / MS
A população de 230 comunidades ribeirinhas próximas ao município de Manicoré (AM) será beneficiada com a primeira Unidade Básica de Saúde Fluvial (UBSF) da região. Para a instalação da unidade, que levará assistência para mais de 28 mil moradores, o Ministério da Saúde investiu R$ 1,7 milhão
 
O ministro da Saúde, Arthur Chioro, participou na última sexta-feira (29), em Manicoré (AM), da inauguração da embarcação que disponibilizará atendimento médico, odontológico e de enfermagem, vacinação e realização de exames laboratoriais.
 
“São 230 comunidades que antes tinham que se deslocar para atendimento médico e que a partir de agora é a Unidade Básica de Saúde que irá até local onde essa população mora. A unidade fluvial reforçará o atendimento na Atenção Básica, capaz de resolver até 80% dos problemas de saúde dos moradores da região”, destacou o ministro Chioro.
 
A embarcação contará com equipes de Saúde da Família Fluviais formadas por médico, enfermeiro, técnico de enfermagem, técnico bucal, bioquímico e técnico de laboratório, além de ser equipada com os materiais necessários para atender à população da Amazônia Legal e Pantanal Sul Mato-Grossense. Essa unidade beneficiará às comunidades ribeirinhas dos rios Madeira, Manicoré, Atininga, Marmelos e Matura.
 
As UBSF fazem parte da Política Nacional de Atenção Básica e respondem pelas especificidades destas regiões, garantindo saúde de qualidade e o devido cuidado médico às populações locais. Entre 2011 e 2014, foram contempladas 64 propostas para construção de UBSF na Amazônia Legal, sendo 26 para o estado do Amazonas no valor de R$ 33 milhões, beneficiando 25 municípios. Esta é a segunda unidade fluvial do estado e a expectativa é que sejam inauguradas outras 11, no Amazonas e no Pará, até o fim de 2015.
 
Atualmente, o município de Manicoré (AM) tem cinco Unidades Básicas de Saúde (UBS) em funcionamento, cobrindo 71% da população. São dez equipes de saúde da família, 144 agentes comunitários de saúde e sete equipes de saúde bucal trabalhando para levar assistência médica de qualidade a quem precisa na região. Somente para o município de Manicoré, são repassados, mensalmente, R$ 236,1 mil para a Atenção Básica, principal porta de entrada dos cidadãos no Sistema Único de Saúde (SUS).
 
Atenção básica
O Ministério da Saúde já destinou R$ 5,6 bilhões para construção e ampliação de 26 mil Unidades Básicas de Saúde (UBS) em mais de 5 mil municípios brasileiros. Criada em 2011, a iniciativa permite que sejam firmadas parcerias com os municípios para que os gestores locais possam estruturar seus postos de saúde e oferecer melhor atendimento à população.
 
O Ministério da Saúde tem como prioridade o fortalecimento da Atenção Básica, com capacidade para solucionar até 80% dos problemas de saúde da população. Em 2002, o governo federal destinava R$ 3,2 bilhões à Atenção Básica. Em 2014, o investimento alcançou R$ 20 bilhões. O número de Unidades Básicas de Saúde no Brasil também cresce a cada ano. Em 2010, havia 32.812 unidades. Hoje, são 40.648.
 

O impacto da legibilidade das informações médicas

A dificuldade de compreensão pode comprometer os processos de diagnóstico

Como os dados muitas vezes são redigidos à mão, os riscos de interpretação equivocada e dificuldade de entendimento por outros especialistas são altos. A grafia complicada pode chegar a impactar negativamente a qualidade do atendimento oferecido, fazendo com que o paciente tome dosagem errada do medicamente ou até levá-lo ao óbito.

Uma lei de 1973 e o Código de Ética Médica, editado pela resolução nº 1.246/88 do Conselho Federal de Medicina, trazem cláusulas com o objetivo de evitar os erros de interpretações que podem ser gerados pela ilegibilidade em um laudo médico, porém, a falta de fiscalização impede que esses erros sejam mitigados. No entanto, a legislação e o código de ética não trazem bem claro o que vem a ser uma letra legível, o que dificulta a criação de um consenso no assunto.

Hoje, enfermeiros, farmacêuticos ou outros profissionais da área da saúde são os responsáveis por tentar “traduzir” essas receitas ilegíveis, afinal, é muito raro o caso de pacientes que voltam ao médico para entender a letra do médico.

O Prontuário Eletrônico do Paciente (PEP) entra em cena como a solução para todos os perigos e desvantagens trazidos pelos modelos tradicionais de papel. Além de congregar o histórico de informações médicas do paciente, o PEP armazena os dados em um único local com a eficiência e o sigilo necessários, otimizando o acesso, que pode ser feito de qualquer local e a qualquer momento.

Seguro e funcional, já que elimina extravios e estimula o preenchimento correto dos dados, um prontuário eletrônico também oferece a rastreabilidade ao controlar últimas ações e usuários do sistema.
 
Saúde Business / Guia da Pharmacia

Desinformação atrasa diagnóstico da artrite reumatoide

Estudos mostraram que a artrite reumatoide leva ao menos três meses para começar a comprometer as articulações
Estudos mostraram que a artrite reumatoide leva ao menos
 três meses para começar a comprometer as articulações
Tratamento logo no início dos sintomas é imprescindível para evitar a deformação das articulações; veja sinais da doença
 
O equivalente à população de Belo Horizonte sofre de artrite reumatoide no Brasil. Mais de dois milhões de brasileiros são acometidos da doença autoimune que ataca as articulações do corpo e pode deformar mãos e pés se não diagnosticada a tempo e tratada corretamente. Difusos, porém, os sinais confundem médicos e atrasam o diagnóstico.
 
Da alçada de reumatologistas, 25% dos doentes demoram ao menos dois anos para chegar a esse especialista e ser corretamente diagnosticado. Convivendo com dores articulares fortes, o mais óbvio para a pessoa é procurar um ortopedista. Por sua vez, ele passa a investigar possíveis traumas e pode até mesmo recomendar fisioterapias para melhorar a dor, muitas vezes sem desconfiar que o problema pode ser muito mais grave.
 
Mais comum de surgir por volta dos 40 anos, a artrite reumatoide costuma atacar mais as mulheres. Além disso, uma pesquisa encomendada pela farmacêutica Pfizer mostrou que 51% das pessoas com essa doença autoimune sentem dificuldade em fazer tarefas simples do dia a dia. Abrir um pote de geleia? É quase impossível para quem tem as articulações comprometidas pela doença.
 
Tratamento
O coordenador do Núcleo de Reumatologia do Hospital Sírio-Libanês, Cristiano Zerbini, explica que estudos mostraram que a artrite reumatoide leva ao menos três meses para começar a comprometer as articulações. Esse tempo é o que se chama de “janela de oportunidade”, o período ideal para diagnosticar e começar o tratamento, sem dano às articulações.
 
Veja sinais da doença:

1. Dores fortes e rigidez nas articulações

2. Articulações inchadas e vermelhas

3. Rigidez matinal: dificuldade para se mexer as articulações pela manhã

4. Fadiga

5. Dor na mandíbula
 
O tratamento da artrite reumatoide, porém, se dá em fases. O medicamento precisa impedir que o próprio sistema imune da pessoa ataque as articulações. Um dos mais antigos medicamentos modificadores do curso da doença reumática ainda está em uso atualmente. Barato, é o primeiro remédio receitado pelos médicos. Algumas pessoas, no entanto, acabam não respondendo bem a esse medicamento e, no final da década de 90, foram desenvolvidos remédios biológicos que ajudaram os portadores de artrite reumatoide a melhorarem dos sintomas e chegarem praticamente à remissão.
 
Porém, algumas pessoas passaram a não responder mais aos medicamentos biológicos e, a partir de então, não havia outra forma terapêutica que não trouxesse danos ao paciente. Os corticoides, por exemplos, são muito eficazes para melhorar a dor e o inchaço do doente, mas, a longo prazo, causam inúmeros danos ao organismo.
 
Um novo remédio, no entanto, chega nas mãos dos médicos para preencher essa última lacuna. Sintético e mais barato que o biológico – embora custe em média R$ 3.500 para um mês de tratamento -, o citrato de tofacitinibe inibe seis mecanismos que causam a inflamação no corpo, contra apenas um dos medicamentos biológicos. Cada médico, porém, é que avalia se o portador de artrite reumatoide deve usar esse remédio.
 
iG

Conheça 8 mitos e verdades sobre hemorroidas e evite o problema

Fazer muita força para evacuar e não comer fibras ou beber bastante água aumentam chances de desenvolver hemorroidas
Fazer muita força para evacuar e não comer fibras ou beber
 bastante água aumentam chances de desenvolver hemorroidas
Passar horas sentado no vaso sanitário, tomar laxante com frequência e não ter uma alimentação equilibrada podem causar hemorroidas? Confira a seguir e se previna
 
Assunto que não entra na pauta nas rodas de amigos, falar sobre hemorroidas ainda é um tabu. Apesar de dados da Organização Mundial da Saúde apontarem que 50% da população mundial apresentará sintomas do problema em alguma época da vida, muitos não se cuidam para poder evitá-lo.
 
Um hábito que aumenta a chance de desenvolver hemorroidas é ficar longos períodos sentado no vaso sanitário, por exemplo. Outros hábitos ruins, como usar laxativos com frequência, fazer muita força para evacuar e não comer fibras ou beber bastante água – e com isso favorecer a prisão de ventre -, podem aumentar a pressão dentro das veias, fazendo com que elas se dilatem, causando as hemorroidas.
 
Segundo o presidente da Sociedade Brasileira de Coloproctologia (SBCP), Ronaldo Salles, há dois tipos de hemorroidas, as internas e externas. “As internas são as mais problemáticas, pois podem se tornar grandes veias dilatadas e sair no ânus depois de uma evacuação. O sintoma mais comum é ter sangue na evacuação”, conta. Já as externas, diz o médico, acontecem por causa de um rompimento de uma veia externa, formando um hematoma ou trombose no formato de uma pequena bola.
 
Quem apresenta algum dos principais sintomas das hemorroidas, como coceira, ardência e dor na região anal, além de sangramento, deve procurar um proctologista para tratamento.
 
“Há muitos métodos ditos não cirúrgicos, como esclerose, ligadura elástica, infravermelho e outros. São feitos no consultório, sem anestesia e considerados intervenções de pequeno porte”, diz o presidente da SBCP.
 
Como cuidar
Segundo Salles, cerca de 80% das fezes são constituídas por água. “Quanto mais água, mais macias elas serão. As fibras ajudam a reter essa água nas fezes, por isso são essenciais para o bom funcionamento do intestino”, recomenda. Frutas, verduras e legumes são boas fontes de fibras. Entre as frutas, a ameixa é uma campeã em fibras, mas abacate, manga, abacaxi, mamão e laranja também são ótimas opções. Já as verduras de cor verde escura contêm uma boa quantidade desse retentor de água. “Nozes, avelãs e uva passa também são boas escolhas”, diz o coloproctologista.
 
Alguns mitos, no entanto, acabam atrapalhando o entendimento sobre a doença.
 
Confira a seguir:
 
Pimenta ou comida apimentada causa hemorroidas: mito. “Não há nenhum estudo científico que comprove essa crença”, afirma Salles. No entanto, para quem já está com hemorroidas, é prudente evitar a pimenta, já que é um condimento irritante para tecidos inflamados.
 
Sentar em lugares quentes causa hemorroida: mito. O simples fato de sentar em lugares quentes não causa hemorroidas.
 
Hemorroidas podem se transformar em um câncer: mito. “Nunca, são duas doenças distintas”, afirma o médico. Ele conta que ela pode se complicar para uma trombose, mas jamais para um câncer.
 
Prisão de ventre causa hemorroidas: verdade. “É um dos principais fatores de agravamento”, diz Salles. Manter uma boa dieta ajuda a evitar o problema.
 
Passar muito tempo sentado no vaso sanitário causa hemorroidas: verdade. Quem tem predisposição a ter o problema deve evitar passar muito tempo sentado no vaso sanitário.
 
Uso excessivo de papel higiênico causa hemorroida: mito. Esse equívoco surgiu por causa da fricção do papel higiênico no ânus, mas é infundado.
 
Mulheres grávidas têm mais propensão ao problema: verdade. “A pressão exercida na região pélvica e o aumento de peso podem facilitar o surgimento do problema”, diz o médico. Além disso, mulheres amamentando precisam tomar cuidado, já que se perde muita água para fabricar o leite materno.
 
Sexo anal causa hemorroidas: mito. “Ele pode provocar fissuras e pequenos traumas, mas não hemorroidas”, conta o coloproctologista.

iG